Foi com um enorme sorriso que Gouden estendeu a peça de roupa de banho a alguns centímetros do rosto, prendendo cada lateral entre os indicadores e polegares. Os olhos, ansiosos, fitavam a expressão de Thomas na intenção de decifrar qualquer reação. “Tan-dan-dan! Não é uma maravilha?” Quando passou no shopping após as aulas do dia anterior e repousou a vista no manequim, sentiu a mão coçar naquela conhecida urgência consumista. Na hora, a imagem de pelo menos cinco de seus amigos gays vieram à mente, mas Thomas era de longe o que melhor se encaixava no perfil. “E uh-uh-uh, nada de protestos. Antes que comece, você tem o corpo perfeito pra esse tipo de sunga, metade dos garotos aí fora matariam por um terço desse abdômen. Bom, nos dois sentidos, se é que me entende.” Um mover de sobrancelhas sugestivo precedeu a risadinha. “Então... o que me diz?”