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Desse modelo!!!!!! #diabaum #diabom #primanaoehparente #dessemodelo #tolinha #seinao
tolinha
Puxei conversa com uma garota deslumbrante, meio caipira, com uma miniblusa decotada que revelava o início de seus seios, tostados pelo sol do interior. Mas ela era muito tolinha. Ficava falando do pôr-do-sol no campo, enquanto fritava pipocas na varanda. Isso poderia ter alegrado meu coração, mas, já que o coração dela absolutamente não se rejubilava com isso quando ela o contou, percebi que não restava nada de romântico, nesse episódio simplório, apenas o clima repressivo de quem é forçado a cumprir uma obrigação banal e corriqueira. — E o que mais você faz para se divertir? — Eu estava disposto a falar de namoro e sexo. Seus grandes olhos negros me fitaram, vazios, com uma espécie de contrariedade cujas raízes podiam ser encontradas nas angústias que afligiam gerações e gerações de seu próprio sangue, e cuja única causa era a repressão contínua de seus desejos mais óbvios — quaisquer que eles fossem, e todo mundo sabe quais eram. — O que você espera da vida? — Senti vontade de agarrá-la, de arrancar-lhe a resposta à força. Ela não tinha a menor idéia do que queria. Resmungou algo a respeito de certas tarefas, cinema, visitas à velha avó no verão, mas com o sonho de visitar o Roxy em Nova York, o tipo de vestido que ela usaria — algo parecido com o que usara na última Páscoa, uma touca branca, rosas, sapatilhas rosadas e um casaco de gabardine cor de alfazema. — O que você faz no domingo à tarde? — perguntei. Ela ficava sentada na varanda. Os garotos passavam de bicicleta, paravam para conversar. Ela lia revistas em quadrinhos, deitava-se na rede. — O que você faz nas noites quentes de verão? — Ela ficava sentada na varanda, olhava os carros na estrada. Ela e a mãe faziam pipoca. — O que seu pai faz nas noites de verão? — Ele trabalhava, fazia serão na fábrica de caldeiras, passara a vida inteira sustentando a mulher e aturando seus desmandos, sem crédito ou adoração. — O que seu irmão faz nas noites de verão? — Ele dava umas voltas de bicicleta, ficava parado na porta da lanchonete. — O que ele está esperando? O que estamos esperando? O que queremos, todos nós? — Ela não tinha a menor idéia. Bocejou. Estava com sono. Era demais para mim. Ela jamais compreenderia. Ninguém poderia lhe explicar. Estava tudo acabado. Tinha dezoito anos, era quase encantadora, e estava perdida.
E ela fala como se fosse tudo muito fácil, tudo muito simples. Como se miojo alimentasse alguém... tolinha. Mas pensando bem, até que não seria uma má ideia. Filminho à dois, debaixo da coberta, pipoca e teu perfume doce. Tolinho... como se fosse tudo muito fácil, tudo muito simples. Mas pensando bem, seria uma boa passar a tarde agarradinho. Tudo muito ´inho´. Filminho, agarradinho, toddynho, tolinho. Mas pensando bem, enfrentaria todos os ´inhos´ por você. Até mesmo, fugir pra bem longe só com miojo, biscoito e toddynho. Tudo isso eu faria por você... pra você... minha pequena tolinha.
(bf)
Hoje faria 10 meses.
You get taken for a fool all the time...
I don´t know why...