(continuação)
Fui à Salvador naquele mesmo ano, em um período inesperado, graças à necessidade de trabalho do meu pai. Lá conheci pessoalmente o Pierri, um amigo cybernético da época do MiRc (pasmem!). Aprendi a andar livremente na cidade, me hospedei ao lado de onde morava o Armandinho, de Dodô e Osmar, e não somente o conheci como o ouvi contar boas estórias. Disse-lhe que admirava as pessoas que possuem o talento de fazer música, tocar e cantar, em seguida ouvi-lo perguntar “E você, canta, ou só encanta?”. Quem faz poesia dá ao mundo muita graça. Passeei no Pelourinho, viajei de catamarã (e fiquei tonta) até Morro de São Paulo, um lugar lindíssimo e cheio de atividades turísticas.
Em agosto recebi um convite inesperado, o de fazer uma open class do Método DeRose no Parque Olhos d’água. Sem muita expectativa, fui contente em um domingo ensolarado. Não tinha nem idéia de que estava indo de encontro à minha profissão. Adorei as técnicas aprendidas, senti um incremento na disposição ao longo de toda a semana. Repeti a dose, e o que me surpreendeu foi sentir que de alguma forma aquilo era natural para mim. Ao longo do tempo conheci o Idilyo, o Isaac, o Daniel, a Teresa, o Diogo, o Marcelo. Alguns deles seriam meus colegas, anos depois. Matriculei-me em uma das escolas quando o ano virou e comecei a conhecer mais de perto essa cultura através da literatura, do convívio e das práticas das técnicas.









