Ask to @toxiclips: "give a memory I can use"

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Ask to @toxiclips: "give a memory I can use"
“why are you acting like this?”
— Because I’m tired, ok??? — arremessou mais uma decoração de seu quarto no chão. A bagunça instaurada no cômodo refletia a alma da jovem Leiderhosen. Às vezes Laurel era isso mesmo, o vulcão que entrava em erupção sem mostrar qualquer indício de atividade vulcânica. Se ela já é explosiva sem realmente estar explodindo, tente imaginar quando tudo parece sufocá-la dentro de si,ainda que existindo espaço o suficiente para respirar. Paradoxal, mas a alma de Laurel seria algo que não isso? Visto que a sensação de estar sendo presa parece nunca ir embora, desde quando seu pai agia incessavelmente protetor sobre ela e o irmão, até quando não permitiu mais que rédeas a segurassem. E, ainda assim, algo inexplicável a deixa insana e irada de uma hora pra outra.
Os passos a guiaram até o centro do caos que eram seus aposentos no momento e então ela caiu de joelhos ali mesmo, encarando tudo em volta com uma expressão de dor. — Quem te mandou aqui? — perguntou, finalmente se dirigindo ao professor sem gritar ou arremessar algo em sua direção. — Os outros te mandaram aqui? Aqueles que estavam com medo de... mim? — uma breve e nada divertida risada foi dada, enquanto a morena lutava consigo mesmo para controlar seu estado de fúria. Costumeiramente, poderia pensar que adoraria que a resposta fosse positiva: imagine só, Laurel ter pessoas temerosas a ela; mas naqueles momentos percebia que não, não desejava ser temida, mas também não desejava ser amada. Paradoxal, mas a alma de Laurel seria algo que não isso?
“do you realize what’s happening? we’re falling apart!”
Daniel odiava com toda sua força o efeito que o outro tinha sobre si. Já tinha se passado um ano --- um ano --- e lá estava ele como se o adeus tivesse sido há poucos minutos. Sabia que era irracional, mas ainda sentia a dor toda vez que pensava sobre ela.❝Você acha?!❞ falou de forma levemente irônica, sabendo que apenas fazia uso de seu mecanismo de defesa.❝E você bem sabe que não era o que eu queria. Eu queria tanto mais... Isso não é minha culpa. Não fui eu que simplesmente decidi abandonar tudo o que nós tínhamos. E, além disso, fugir para Ethereal. You’re the one who fell us apart.❞
Caso a White fosse questionada a respeito do motivo que levara seu irmão a afastar-se de si repentinamente, ela responderia, com certo pesar, desconhecer tal razão. Oleander era o único mais velho a demonstrar apreço pela princesa, em geral protegendo-a das implicâncias dos demais. Apesar da diferença de idade, possuíam uma conexão maior, sendo ele uma das primeiras pessoas a quem a bailarina procurava quando estava em problemas —— algo que viria a se tornar mais frequente após seu acidente, visto a decisão de Liesl de não mais seguir as regras a risca. Ele era também um dos que comparecia a todas as suas apresentações, seus convites sendo respondidos com uma confirmação e um pequeno sorriso do homem —— suficientes para iluminar o semblante da morena, a qual agradecia por sua presença com um forte abraço. No último ano, no entanto, o docente parecia evitar-lhe a todo custo, usando-se de desculpas simplórias para não visitá-la no hospital. E por muito tempo ela aceitara tal distância, mas não mais. Com esse pensamento em mente, foi até a sala do professor, encontrando-a entreaberta. ❝—— Olly? —— ❞ Chamou-o, hesitante.
Poção da luxúria: Eu pensei que tinha dito apra tirar tudo
Conteúdo maduro após o read more, prossiga com cuidado.
Poção de Genderswap: Daniela?
Chamou?
Soro da verdade: Então você finalmente seguiu meus conselhos?
Daniel não conseguia desviar os olhos dele. Lembrava-se de como tinha se sentido quando eles terminaram, a dor que percorria por suas veias. Achava que não era possível se apegar daquela forma à alguém. Lembrava-se da raiva e do desejo de nunca mais vê-lo novamente. Mas agora ele estava mais uma vez em sua frente. Aqui, no instituto. E agora, tudo o que ele queria era poder estender uma mão e tocá-lo. Tocar sua face e sentir novamente a pele quente que, por várias noites, fizera companhia à sua própria pele. Queria poder trazê-lo para perto e fingir que nada daquilo tinha acontecido. Não tinha certeza se era porque os sentimentos ainda estavam presentes ou a perspectiva de reviver algo que, uma vez, tinha sido tão bom; Engoliu em seco --- Acho que você poderia dizer que sim. Você sabe que eu pai não me queria aqui e aqui estou. Acho que isso já dizia muita coisa, certo? Você ficaria orgulhoso. --- Baixou os olhos, enquanto sentia que mais palavras vinham de modo que não as pudesse controlar --- Só me arrependo por não ter feito isso antes. Perdi muita coisa. Não apenas minha liberdade. Perdi coisas mais importantes.