Tselanie
E de repente um clarão, Fantasia já não estava mais ali.
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O japonês abriu os olhos e tudo o que viu foi seu quarto. Mas não o quarto em que ele passara os últimos anos em Fantasia, mas sim, o seu quarto no japão. Sua espada; Mugen, ainda estava ali na bainha. Seu lençol estava com poças de sangue. Sangue fresco. Se sua memória não lhe falhava, já haviam passado dois anos desde a sua chegada em Fantasia. Então porque seu quarto estava do mesmo estado? E porque o sangue ainda não havia secado ou alguém trocado a colcha? Ele havia escutado que Fantasia era na verdade, uma outra dimensão. E o tempo de lá, não corria da mesma maneira que corria na Terra, pelo o que ele percebeu. Os três anos lá, poderiam ser apenas três minutos na Terra. Quem sabe?
A vida continuou da mesma maneira, exceto pelo fato de seu pai estar morto. Continuou frequentando a mesma faculdade, treinando esgrima e trabalhando na mesma academia. Nada de diferente. E claro, que ele passaria no hospital onde Yuuta, seu melhor amigo estava internado, para ver se ele ainda estava vivo.
E ele estava. E teve alta nesse mesmo dia.
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Dois anos se passaram desde então. Dois anos que ele sentia falta de Fantasia. De Caleb, Sigurd, Max, Olivia, Melanie, Tifa, Anúbis e Wendy. Também sentia falta das pessoas com quem ele criou inimizades e com quem ele apenas saiu nos tapas ocasionais. Mesmo sentindo falta de tantas pessoas, ele praticamente só pensava em Melanie. Eles estavam casados, ele ainda tinha a aliança em seu dedo como prova. Mas... Será que ela se recordava dele? Será que ela estava bem? Que tinha conseguido chegar na Terra?
O japonês passara os últimos anos juntando dinheiro para viajar até a França, local onde Melanie morava. Não sabia endereço, não sabia sequer onde procurar. Mas ele ia dar um jeito. Tinha um amigo que morava por lá, então, ele ficaria na casa desse amigo enquanto a procurava. Com certeza não incomodaria o dono da casa, já que o moreno estava disposto a passar o dia todo procurando pela azulada.
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Passados três meses, ele viajou para a França. Já tinha aproximadamente duas semanas que ele buscava a azulada sem cessar. E não estava disposto a desistir até encontrar. Como não sabia francês, falava em inglês. Pelo menos grande parte das pessoas ali entendiam.
Já se aproximava das oito da noite, e aquela ali seria a última casa que ele pararia naquele dia. Continuaria a busca ao amanhecer, na esperança de encontrar a sua esposa, até então, ele nem sabia se esta estava viva.
Parou diante da porta e tocou a última campainha da noite, na esperança de que essa fosse a de Melanie.















