You're not trying hard enough | @Sirius Black
Tinha que ser naquele dia, naquela tarde, sem falta. Pandora havia planejado surrupiar o último ingrediente de sua lista da própria sala de Poções. A tarefa de prepara a poção do Morto Vivo, tinha se tornado um problema maior do que Pandora poderia imaginar. Ela só tinha mais dois dias e então tudo estaria arruinado. Slughorn a desprezaria e sabe lá que boletim mandariam para a mansão dos Wilkes. Não, ela precisava colocar as mãos naquele vidrinho da Sala de Poções e tudo estaria resolvido. Comeu o sanduíche de pasta de amendoim e avelã quase que em uma mordida só, não conversou com ninguém e mesmo apesar das caras desconfiadas e outras assustadas dos colegas de casa sentados próximos a ela, Pandora retirou-se cerca de vinte minutos antes do final do almoço. Era um tempo curto mais se ela fosse direta e tudo corresse bem, ao começo das aulas de Adivinhação ela estaria calma e serena com a maldita poção pronta.
Seguiu pelo corredor a passos longos e determinados, descendo as escadas das masmorras estava quase correndo. Esbarrou em alguns terceiro-anistas que pareciam tentar transformar o casaco velho de um deles em um guaxinim selvagem sem sucesso. As botas da Wilkes batiam no chão de pedras das masmorras em baques surdos mas distintos. Resolveu ir com mais calma se quisesse passar despercebida. Tinha certeza de que ninguém estaria lá naquela horário, estavam todos almoçando ou conversando ainda. Ela estaria sozinha na sala de poções. Tudo que precisaria fazer era apanhar a jarra com o precioso pó lá dentro e terminar a poção. Ajeitou as vestes apreensiva quando ouviu passos no corredor, mas continuou andando, parou a porta da sala, colou o ouvido esquerdo nela enquanto muito devagar empurrava a grande porta de madeira escura. Adentrou a úmida sala verificando ainda se ninguém mais estava ali. Depois de se certificar, Pandora partiu a procura do pó marrom de leve sombras púrpuras que indicaria ser a Raiz de Asfodelo em pó. Foi para o fundo da sala, muitas jarras, caldeirões, alguns vidrinhos, muitos potes suspeitos. Passava os olhos e as mãos hesitavam em acompanhar a identificação e rejeição mental dos ingredientes ali presentes. Tão envolta na função de localizar o pote certo que estava, que não perceberia a aproximação de um trasgo das montanhas no recinto. Por fim, pareceu brilhar para ela a um canto em uma das prateleiras abaixo do joelho um pote muito pequeno de vidro grosso e rusticamente moldado. O sombreado em tons arroxeados lhe deram a certeza de que finalmente achara o que queria. Abaixou-se num ângulo reto com a coluna e apanhou o pequeno pote. Sua salvação em pó. Respirou aliviada.













