Havia se passado uma semana, uma sena em que Asher não esforçou para fazer contato com ninguém. Conteve-se em apenas memorizar rostos e nomes, considerava ser a única coisa necessária naquele momento. Mas estava errado, sentiu isso com a chegada do primeiro desafio. Memorizou de fato os rostos e os nomes, mas não os corpos com os nomes. Eram onze fotos, pedaços de corpos que ele nem se quer havia reparado direito. Iria perder, claramente. Se acertou duas foi muito, mas não se desanimou por isso. Ficou de fato feliz por não ter de forçar alguém a sair com ele, pois era assim que sentia. Porem não escapou por ai, ainda teriam a cerimônia, a bela cerimônia que Asher havia deletado completamente de sua memória. Ele não queria ser o primeiro a escolher, principalmente considerando que ele não conhecia muitas daquelas garotas, como poderia simplesmente escolher uma, e como poderia saber se ela seria seu par perfeito? Eram tantas as questões, mas ele preferiu apenas se sentir agradecido, quando Ryan deu o direito de escolha para as damas. Um suspiro aliviado lhe correu pelos lábios. Esperou calmamente, enquanto os pares iam se formando. Observou cada par, criticamente, considerando que pelo menos um daqueles deveria ser um par perfeito. Mas qual? Estava tão preso em suas duvidas, que mal ouvira quando Ryan chamou o seu nome. Lá já estavam nove, com ele e Dakota, os dez. Sorriu para a moça ao seu lado, tentando ser o mais agradável possível. Mas ainda restava a 11ª. A tensão estava no ar, como uma simples garota podia simplesmente acabar com o destino das outras. Ele jamais entenderia o seu ato seguinte, mas apenas respirou aliviado quando ela disse o nome de Khyan. Estranho, mas ele estava confortável com alguém que mal conhecia.
Ao final de tudo, tinham duas luzes. Dois casais. Agora ele já não era mais observador, e a pergunta havia mudado. Não se questionava mais se os outros eram pares, e sim se ele e Dakota eram um. Estar fora do controle de sua própria vida era a pior sensação de todas. Mas Asher estava se esforçando. Quando os pares saíram juntos, sua primeira atitude fora estender o braço cavalheiramente para a jovem. Não pelas câmeras como alguns outros poderiam estar fazendo, mas por ele não se ver tendo atitude diferente. – Bem. Eu sou péssimo com apresentações, mas acho que podemos nos considerar vantajosos. Sabemos nossos nomes. – O sorriso torto saiu logo depois do comentário. Cohen era péssimo quebrando o gelo, isso era um fato que qualquer amigo, ou ex-namorada poderia comprovar. Maldita timidez.
Um suspiro lhe correu pelos lábios assim que saíram de todas aquelas luzes. Agora só existiam as típicas câmeras de sempre, e um Asher perdido. Como sempre. – Então Dakota, poderia me falar mais sobre você?
Era difícil conviver com a dor, com o medo. Dave nunca passou por aquilo em toda a vida. Sempre que as coisas ficavam complicadas, ele simplesmente corria, como fez com o pai e a corrupção. Ele não conseguiu conviver com aquilo, e não estava conseguindo conviver com o súbito desespero que invadia seu peito. Antes de entrar no quarto onde Rosalie estava ele acreditou que iria estar tudo bem. Iria vê-la sorrir, e chama-lo de bobo por estar chorando. Por que isso não era típico dela, mas era bem assim que Dave a via. Mas para seu infortúnio, não foi isso que aconteceu. Os passos foram longos e pesados, mas ele estava lá diante da porta, e ela estava dormindo, como os médicos costumam dizer. A dor em seu peito não diminuiu com aquilo, a queimação na garganta não passou, de fato tudo havia continuado, o seguido até ali. Mas ele tinha que admitir uma coisa, mesmo com aparelhos ligados a si e pálida. Rosalie ainda era a garota mais bela que já viu.
Perguntou ao medico se poderia ficar com ela, mesmo sabendo que este deixaria. Sua mentira fora tão convincente que o outro não tiraria um marido desesperado, do lado de sua amável e jovem esposa. Após a confirmação deixou seu corpo relaxar na poltrona mais próxima, não lembra quanto tempo passou ali, nem quanto tempo Marissa ficou. Sim, a jovem ainda estava com ele e não contestou o fato dele ter mentido. Dave adormeceu profundamente, sonhou com um universo alternativo onde nada daquilo tinha acontecido. Onde ele e Rosie estavam felizes, fazendo um piquenique à sombra de uma bela arvore. Aquilo só poderia ser um sonho, Dave não era adepto de tamanho romantismo. Despertou se deparando com um quarto parcialmente vazio. Strauss ainda dormia, ele podia saber isso por que a maquina ainda bipava, dando seus sinais vitais. Levantou e foi até a porta, apenas para ver se Marissa estava por perto. Mas não avistou a jovem, e não deixaria Rosie sozinha.
Estava tornando a sua poltrona quando uma enfermeira entrou no local, um belo sorriso no rosto como se tentasse lhe dizer que ia ficar tudo bem. Mas ele não conseguia corresponder, o máximo que conseguira foi um sorriso torto. Ficou de longe a observar todos os procedimentos que a mulher fazia, assim como observou os paramédicos na ambulância. Ele conhecia tão pouco de tudo aquilo, se questionava como poderia ser tão inútil, como poderia deixa-la aos cuidados de pessoas que não confiava. Era difícil para Fischer se sentir impotente, ele suspirava torcendo para que Rosie acordasse logo, para que estivesse tudo bem com ela.
Dizem que na vida, ou você nasce com o dom de cativar as pessoas, ou você simplesmente aprende a fazer. Com Anthony acontecia a primeira opção, desde a infância ele era do tipo cativante. Fazia as garotinhas do colégio suspirarem quando ele passava, e quem sabe até as mães. Em partes a família Devoux era composta de belas pessoas, ele jamais admitiria isso em voz alta, mas o irmão mais novo era tão belo quanto ele. O mesmo poderia se dizer dos pais, tios e outros primos, menos um. Melody estava longe de se encaixar na família, ela era o que todos conheciam na infância como o patinho feio. Anthony muitas vezes se pegou perguntando, se na adolescência ela viraria um belo cisnes. Mas tal coisa também não veio a acontecer, sempre que encontrava com a outra nas reuniões de família, sentia um leve embrulho no estômago. “Como não pode ter melhorado?”, se questionava todas as vezes.
Ao longo dos anos as coisas só ficaram mais intensas. Anthony crescera, começara a ganhar dinheiro com sua imagem e de certa forma ficou mais seletivo com suas companhias. Eram poucas as vezes em que ele tinha o desprazer de encontrar com a prima, mas sempre que acontecia era um caos. Ele nunca foi muito bom em conter seus pensamentos, e nem se quer ligava se iria magoar ou não. Uma coisa é nascer sem o dom da beleza, e outra é ignorar meios para ficar bela. Ele sempre destrava Melody, e a cada vez poderia jurar que um brilho de esperança se apagava nos olhos dela. Durante muito tempo se perguntou se aquele brilho, não era a esperança de receber um elogio, um reconhecimento da parte dele. “Será?”. Se era, ele tentaria saber, e faria na próxima reunião familiar que não tardou a chegar.
No dia em questão Anthony estava o mais educado possível. Cumprimentou a todos envolta da mesa, e reservou o que tinha de melhor para Melody. Sentou-se ao lado dela, enquanto todos estavam distraídos enchendo os pratos, e simples como quem não quer nada, ou como se tivessem sido amigos a vida inteira, ele dirigiu a palavra a ela. – Parecem um bando de esfomeados, não acha? – a voz melodiosa, e calma sem demonstrações de agressividade, ou de quem iria fazê-la passar vergonha. Ele simplesmente sorria ao falar. – Como você esta Mel?
Ele amassou o pergaminho e o jogou na lata de lixo próxima a sua mesa após ler a pequena frase, já estava cansado daquilo. Liam estava a dois dias tentando falar com o chefe da Divisão de Seres e Espíritos do Departamento de regulamentação de Criaturas Mágicas, mas não estava tendo muito sucesso. Liam havia sido incumbido de fazer uma reportagem a respeito do controle das novas criaturas mágicas que foram descobertas nos últimos dez anos. Ele estava empolgado para escrever essa matéria, achava as criaturas mágicas realmente fascinantes e achava encantador aquele tipo de trabalho. Liam estava pensando em estender aquela matéria para as pessoas que realmente encontravam os animais, tinham contato direto com aquelas criaturas magnífico, não com o pessoal que ficava atrás de uma mesa em um escritório fechado, cuidando apenas da parte burocráticas, mas ao que parece, era obrigado falar com o chefe da Divisão, até mesmo para poder pedir permissão para entrevistar seus subordinados. Mas, Liam já tinha perdido a conta de quantos pergaminhos havia mandado até o departamento e todos foram respondidos pela secretária do mesmo informando que ele não estaria “disponível naquele momento”. Liam se perguntava se o Sr. Burke iria ficar contente se ele colocasse em sua matéria o quão difícil fora entrar em contato com o mesmo. Isso se ele conseguisse fazer a matéria.
Ele se levantou se saiu da sala de que dividia com um colega e aparatou no Hall do Ministério da Magia; foi para um dos elevadores e apertou o botão que o levaria nível quatro do Ministério. Se o Sr. Burke não estava querendo marcar uma hora para encontrá-lo, então Liam iria simplesmente aparecer lá e convidá-lo para bater um papinho, nada pessoal. Mas, se ainda assim o chefe do Departamento se recusar a falar com Liam, então ele iria apenas informar o ocorrido ao seu próprio chefe, fazer a entrevista com o subordinado do Sr. Burke –sem prévia ou posterior autorização dele- e ainda iria colocar uma nota na matéria informando o motivo do chefe do Departamento não participar do assunto. Algo dentro de Liam estava gritando que assim a matéria até fosse ficar mais interessante e uma parte dele estava torcendo para que, mais uma vez, ele não conseguisse conversar com o Sr. Burke. Assim que chegou ao andar desejado, Liam começou a procurar o setor de Seres e Espíritos; Liam duvidava que muitos Seres ou Espíritos houvessem sido encontrados nos últimos dez anos, mas estava em seu roteiro que iria começar por ali. Poucos segundos depois, ele encontrou a porta desejada, pensou em bater, mas ao invés disso, simplesmente girou a maçaneta e a abriu. – O Sr. Burke se encontra? – ele disse com seu sorriso mais simpático para a jovem morena que estava sentada em uma mesa no hall de entrada; naquele momento ele percebeu que fora ela quem escreveu todos aqueles pergaminhos inúteis para ele, mas ainda assim, Liam continuou com o sorriso nos lábios.
Pela primeira vez em sua vida, Danny sentia que estava fazendo alguma coisa. Tudo começara mais cedo naquele dia. O dono do circo estava com um péssimo humor e o rapaz sabia muito bem como isso costumava terminar: Com tarefas. Danny recebera a de limpar os banheiros químicos a tempo para as apresentações noturnas. Ele estava farto das ordens que recebia e estava farto de trabalhar em algo que não gostava, então ousara o suficiente para, literalmente, fugir do circo e passar um tempo na cidade. Era sempre bom ver os moradores de Lake City. Em sua grande maioria, eram todos gentis e donos de sorrisos acolhedores, um tanto diferentes dos integrantes do circo. Virara um certo costume recorrer às pacificas ruas todas as vezes que se encontrava com problemas, que acabaram se tornando mais constantes do que ele teria gostado.
Naquele dia em especial, porém, Danny não estava em seu estado normal. Sentia raiva, uma raiva há muito tempo não sentida. Misturada pela tristeza e vergonha que não pudera evitar ao ouvir as palavras do patrão pela manhã. O rapaz tinha a cabeça quente e pensava em fugir e abandonar tudo para trás para sempre. Mas então, encontrou Olaf que lhe deu uma ideia. À princípio, Danny apenas achara graça do pensamento, mas por fim acabou levando-o a sério. Os dois jogariam os banheiros químicos rio abaixo. O chefe não poderia dizer que não estavam limpos. Danny pouco conseguia disfarçar sua animação.
E então, foi dessa forma que voltou ao lugar onde o circo estava localizado, dessa vez, na companhia de Olaf. O tumulto rotineiro pré apresentação podia ser observado e Danny fazia de tudo para não ser visto pelos integrantes enquanto guiava o caminho até os banheiros, pouco depois das cantinas. Ele imaginava que o chefe começava a se irritar com seu sumiço, então pretendia acabar logo com o assunto.
Eram oito banheiros. Quatro destinados para as mulheres, e quatro para os homens. Eram todos azuis e de aparência antiga.
- São esses. - Danny constatou o óbvio.
O rio não era muito longe. Ou melhor, nada longe. Os visitantes costumavam tirar fotos perto do mesmo depois do espetáculo. E os banheiros, por sorte, eram localizados a poucos metros do mesmo.
- Acho melhor rola-los até o rio. - Danny sabia não ter força para carregar os banheiros.
Marlene havia tido muitas dores de cabeça nos últimos dias. Era algo que havia se tornado bastante normal, pra garota. De fato, não uma coisa boa, mas a frequência com que estavam aumentando estava acabando por fazer parecer normal. Mas a verdade era que as dores deixavam a loira em um estado deplorável e realmente mal, a fazendo chorar por horas. E naquele momento, a dor começava a chegar. Não tinha certeza se a grande dor viria, mas um leve começo estava presente. A mente dela ficava confusa e a mesma não conseguia pensar muito. Porém, seu ouvido continuava muito bom, e como sempre, não falhava nunca. Ela teve certeza de ouvir seu nome ser citado ao passar por duas meninas do quarto ano. Também ouviu o nome de Sirius, o que fez ela revirar os olhos. E apenas continuar andando.
Passando por entre várias pessoas, algumas vezes ela podia ouvir as pessoas falando coisas como "essa ai é a que dormiu com ele" ou então "Não é essa loira a que foi pra cama com o Black? Que piranha" E não foram apenas duas ou três vezes, mas várias. Os ombros ficaram pesados ao pensar que metade da escola poderia estar sabendo daquilo e que Sirius realmente tinha espalhado para todo mundo que haviam ficado e que ela era mais uma das garotas promíscuas que haviam caído na dele. Juntamente com sua dor de cabeça que parecia começar a piorar, Marlene teve vontade de começar a chorar. Mas não o fez. Claro que não. Ela não deixaria aquele idiota lhe tirar uma lágrima se quer, mesmo que talvez fosse sua dor de cabeça atrapalhando tudo.
Ela apenas colocou-se a andar em direção ao salão comunal da Grifinória e avistou o rapaz caminhando em direção a porta, mas ela logo entrou na frente dele e levantou a mão sem pensar duas vezes e lhe deu um tapa. "Você não presta" falou e empurrou ele com força "Não acredito que fez isso, seu desgraçado. Achei que fosse meu amigo!" falou e lhe deu mais um tapa no rosto e virou de costas, começando a andar até as escadas, para ir ao dormitório feminino.
Drunk at Vegas. Nothing better. || Alec & Violette
Violette não era o tipo de garota que bebia para ficar bêbada. Quer dizer, juntamente com os populares, haviam as festas, com as melhores bebidas. Mas a garota dos cabelos ruivos, era inteligente demais para aquilo. Não se deixaria levar por um bando de idiotas que achavam que tinham vidas tediosas demais, por isso se acabavam nas bebidas. Ela bebia um pouco, normal, mas nunca deixava ultrapassar um limite. Sempre inventava uma desculpa. Não queria pagar o mico de ser um tipo de bêbada ruim... Porém, ali, em Las Vegas, sentiu uma vontade imensa de beber algo forte e perder o auto controle e descobrir uma nova parte de si mesma.
Ela vestiu algo que achava que servia para a ocasião e logo saiu de seu quarto. Os olhos, como sempre, contornados e marcados de preto, juntamente com os lábios pintados de vermelho. Desceu pelo elevador em direção ao bar do hotel. Mantinha um sorriso no rosto de leve, e por sorte, não encontrou ninguém que conhecia. Se encontrasse Anne ou Matt, preferiria dizer que estava voltando do bar. Não queria que nenhum dos dois a visse bêbada. Mas não os encontrou,e logo, estava dentro do bar do hotel. Tinha até que bastante gente.
Diversas pessoas bebiam bebidas coloridas o que deixou Violette encantada. Era muito bonitinho e fez ela dar risada. Então, ela observou o local antes de se sentar em uma banqueta próxima ao balcão e ver que dos seus dois lados havia uma banqueta vazia, e duas pro lado a mesma estava ocupada. Ocupada por alguém que conhecia. Ela pensou em um palavrão e respirou fundo, ignorando a presença de Alec e olhando pro outro lado. Pediu ao garçom uma das bebidas coloridas, e mostrou a ele a identidade falsa. Em alguns instantes, já estava com sua bebida cor de rosa, na qual deu um longo gole e sentiu a garganta queimar por inteira e tossir em seguida. "O que é isso? Muito forte" ela disse em direção ao garçom que respondeu ser tequila.
LOCAL: Casa que Mark divide com Andrew, Haven e Natalie.
DATA: 29/12/13
Mark: Tinha terminado de por todos os DVDs em ordem alfabética e por gênero do terror quando lhe deu fome. Sentiu a barriga roncar e fez uma careta vendo que não tinha outra escolha a não ser cozinhar algo já que não tinha mais ninguém em casa. Saiu de seu quarto se certificando se estava mesmo sozinho e foi até a cozinha providenciar alguma coisa. Olhou na geladeira e tudo que encontrou foi alguns refrigerantes e umas loucuras dessas light que as meninas gostavam. Abiu um dos armários e por sorte encontrou o ultimo pacote de salgadinho da casa, estava tão feliz que acabou virando um pouco o pacote sobre a boca pra por vários de uma vez nela. Escutou batidas frenéticas em sua porta e nem terminara de mastigar ou limpar a boca quando correra pra abri-la. Pelo barulho só podia ser alguma coisa séria. Abriu a porta de uma vez e com um susto encontrou Samantha parada em sua soleira toda molhada - Velho, se levar chuva desse jeito foi algum plano seu pra me fazer sentir pena você acertou nessa. Vem, sai dessa chuva - Olhou pro céu vendo-o ainda mais escuro do que da última vez que o vira e deu espaço pra que a loira entrasse antes de perguntar o que ela estava fazendo ali. Só podia ser algo urgente pra a ter a feito levar chuva desse jeito.
Sammy: Eu já estava sentindo todo meu corpo tremer graças ao frio, e acabei espirrando, segundos depois a porta foi aberta. Se eu não estivesse tão preocupada em trincar os dentes para não tremer, teria o respondido a altura, mas apenas consegui murmurar baixo. - Vai sonhando. - Falei rápido, sentindo os dentes baterem violentamente. Entrei na casa do garoto, balançando os braços, e depois passando a mão em toda extensão do mesmo. Soltei o ar, arqueando as sobrancelhas na direção dele. - Você não vai pegar algumas toalhas? Eu estou congelando aqui. - Disse aquilo em um tom baixo, meio sibilando, com medo de abrir a boca e não consegui controlar a tremedeira, já que a do corpo eu já nem tentava. Tirei a bolsa das costas, ficando do joelhos no carpete mesmo, procurando por alguma peça de roupa, porém ao não encontrar, levantei, trincando os dentes, passando as mãos no cabelo. Ótimo, agora eu estava na casa de Mark e agregados, sem nada para vestir, e morrendo de frio, a vida que pedi aos deuses.
Mark: Revirou os olhos enquanto enchia mais a boca de salgadinhos vendo a loira tremer. Ele sentiria pena de verdade dela se a mesma não fosse tão petulante, não sabia o que ela tinha que sempre o tirava do sério - Desde quando eu assinei algum contrato te dando os direitos em me ter como empregado, madame? - Tinha acabado de engolir o que estava em sua boca antes de responder a garota, mas ela estava mesmo toda molhada e ele não queria ser culpado dela pegar alguma gripe. Virou-se sem dizer nada e foi até seu quarto pra pegar uma de suas toalhas, andou mais rápido até a sala e se aproximou da loira a estendendo a peça e observando o quanto de estrago a chuva tinha feito - O que você veio fazer aqui além de molhar o meu tapete?
Sammy: Revirei os olhos na direção dele, fazendo sinal para que ele se movesse. Respirei devagar novamente, sentindo frio até nos pensamentos, mesmo sabendo que isso não era possível, começando a tentar tirar o excesso de água da roupa. Primeiro me livrei da jaqueta, a colocando no canto da parede, onde não iria fazer muito estrago, depois começou a espremer a calça. Por sorte a minha camiseta, a que eu usava por baixo da jaqueta estava seca, ou só um pouco molhada, então eu não teria que se preocupar com a parte de cima, já a debaixo. Peguei a toalha, já começando a enxugar os cabelos, dando os ombros antes de o responder. - Eu não tive minha dose de Mark Jones hoje, vim me reabastecer. - Sorri de forma cínica, enrolando a toalha nos ombros, falando com uma expressão mais séria agora. - Não tem ninguém em casa, e como eu nunca levo as chaves, fiquei na rua. Achei que talvez o Andrew pudesse me abrir, mas como é você aqui... Eu só vou me enxugar e já vou pra casa. Acho que deve ter um colchonete na garagem. - Falei a última parte para mim mesma, procurando na mente algo que pudesse sustentar aquela hipótese.
Mark: Mark detestava desorganização mesmo que aquilo fosse contraposto a sua personalidade, esticou-se pra pegar a jaqueta de Sammy quando a viu tirar sem querer acabou prestando atenção demais na blusa que ela usara por baixo. Terminou o saco de salgadinho mais rápido do que era necessário pra que sua barriga estivesse satisfeita e foi se livrar dele no lixo e estender o casaco dela escutando a menina - Sempre soube que você apreciava minha companhia lindinha - Sorriu da mesma forma já de volta a sala - Isso tem acontecido muito por aqui, mas isso é típico seu mesmo, depender das meninas e tal - Provocou vendo que só a blusa da menina estava seca, se continuasse assim, além de molhar a casa inteira ia acabar ficando mesmo doente - Só porque o Andrew, Haven e a Nat não estão em casa não quer dizer que eu vá te por pra fora nessa chuva. Além do mais, se você se enxugar aqui e for pra casa vai chegar lá molhada - Cruzou os braços com uma cara de tédio - Pode ficar aqui até as meninas chegarem, o pessoal daqui vai demorar eu acho, mas eu não vou te negar um lugar longe da chuva - Mark não se dava bem com Sam, mas ele não era idiota ao ponto de expulsar alguém naquela chuva - Você quer alguma coisa que te sirva minha? Eu pegaria alguma roupa das meninas, mas eu não gosto de mexer nas coisas delas. Não precisa ficar molhada e também não quero que você manche o meu sofá com essa calça molhada.
Sammy: Peguei o casaco, e também coloquei uma das alças da mochila na mesma mão, enquanto tentava enxugar as pernas com a outra. Abri um sorriso largo, falando com a voz de entusiamos fingido. - Você descobriu meu segredo, pobre de mim. - Me abaixei para secar as pernas, já que era minha única opção, tentar secar o jeans para que ficasse um pouco mais quente, e não me deixasse doente. Estava alcançando a barra da calça quando ouvi o que ele disse, levantando de uma vez. - Eu, depender das meninas? Que engraçado você Mark, se eu não estivesse tão preocupada em não morrer de hipotermia eu riria da sua piada. - Voltei a levar a toalha ao cabelos, na esperança que eles parassem de pingar. Eu não gostava de ter que incomodar as pessoas, na verdade, eu odiava pedir ajuda, mas não me sobrava ninguém fora aqueles quatros. - Eu sempre esqueço que as garotas moram aqui também. Deve ser por isso que é tudo arrumadinho aqui. E eu não duvido que você me ponha para fora, ainda mais se estiver de tpm. E isso é verdade. - Apontei para o garoto, mordendo o lábio. Mesmo não gostando nem um pouco da companhia de Mark, eu preferia ficar ali do que voltar para a chuva. - Parece um plano. Eu vou agradecer se você puder fazer isso. A coisa lá fora não tá muito agradável. - Senti calafrios no corpo, espirrando duas vezes seguidas. - Arg. - Espirrei novamente, mas acabei olhando para Mark confusa. - É muito gentil da sua parte, gentil demais. - Estreitei os olhos na direção dele, mas o resto completou e eu bufei, revirando os olhos. - Eu não estou em posição de negar, então, é, eu quero algo seu que sirva em mim. O que vai ser difícil. Porque olha o meu tamanho e o seu.
Mark: Não se preocupou em responder a ironia de Samantha enquanto a observava se secar. Encostou na poltrona da sala esperando que ela estivesse menos molhada pra poder transitar pela casa sem que tudo ficasse molhado, mais do que já estava. Sabia que não era só com ela que ele tinha que se preocupar, tinha quase certeza de quando os outros chegassem ia ser ainda pior - Ah e não é? Foi irresponsabilidade mesmo? - De um sorriso provocante e suspirou irritado quando ela comentou da organização da casa - Na verdade quem gosta da casa arrumada sou eu, mas isso não vem ao caso vem logo buscar alguma coisa que sirva em você - Não esperou pela loira e foi até seu quarto vasculhar seu guarda-roupas afim de achar algo que coubesse nela - Eu sou gentil, mas não se acostuma - Achou uma camisa de botão que não usava a muito tempo porque ficara apertada nos braços e uma cueca samba canção que nunca usara - Usa isso porque acredito que minhas calças não deem em você e essa coisa aí eu nunca usei porque é feia demais pra que outra pessoa me veja usando porque nunca se sabe quando eu vou precisar tirar as calças.
Sammy: Não vou discutir sobre o quanto eu sou e não sou irresponsável com você, Jones. - Falei aquilo, caminhando logo atrás dele. Soltei uma risada alta de deboche, cruzando os braços sobre o peito. - Eu sempre soube que você tinha esse lado mocinha. - Usei um tom de implicância, me encostando na parede esperando que ele procurasse o que tinha de procurar. Ele realmente parecia gostar de tudo arrumado, o quarto dele era um exemplo disso. - Aham, super gentil. - Me aproximei dele, pegando as peças que ele havia selecionado, o ouvindo sem muito interesse. - Ok, obrigada. E eu não sabia que você fazia alguns trabalhos como gogo boy. - Falei puxando o tecido da minha própria calça, imitando o movimento dos dançarinos. - Onde é o banheiro? Ou o preço que eu vou ter que pagar vai ser me trocar na sua frente?
Mark: Tanto faz - De de ombros pouco interessado na vida da loira, mas sentiu a raiva o assumir quando ela o chamou mais uma vez de mocinha - Desde quando ser organizado é coisa de mocinha? Eu só não gosto de dormir no lixo e se eu esperar que arrumem alguma coisa vai ser uma vez no ano - Fechou o guarda-roupas já que a garota parecia satisfeita com a roupa que ele tinha oferecido e tirou as sandálias pra se jogar na cama - Eu sou muito gentil, a diferença é que eu não gasto minha benevolência com você - Ergueu um pouco a cabeça pra fita-la - Não preciso dançar pra ter que tirar a calça pra alguém - Olhou o movimento da garota e cruzou os braços atrás da cabeça com um sorriso maroto nos lábios - Tem essa porta aí perto do guarda roupas, mas não seria ruim te ver trocando de roupa aqui na frente. Não tem nada demais.
Sammy: Ri do tom do garoto, levantando as mãos em rendição. - Calma, garoto. Não precisa vir com sete pedras na mão, eu hein. - Olhei torto para ele quando ele deitou na cama. - Eu já percebi isso, Ombros. Eu já percebi. - Revirei os olhos ao ouvir o garoto, fazendo uma careta na direção dele. - Ok, garanhão. - Discutir com Mark sempre me deixava cansada, e mesmo eu amando implicar com as pessoas, no momento eu não estava muito afim. - Não tem nada demais? Não tem nada demais. - Resmunguei, abrindo a porta que me fora indicada, mas me virei, com um sorriso maroto no rosto. - Quer saber, realmente não tem nada demais aqui. - Joguei as roupas secas dele em cima da cama, tirando minha camisa, depois desabotoei a calça, descendo a mesma com dificuldade, graças a quantidade de água ainda presente nela. A chutei com o pé, praguejando ao ver que a calcinha também estava molhada, mas não ao bastante para me fazer tirá-la. Peguei a blusa, abrindo a mesma, para depois a vestir, fechando os botões rapidamente. Depois vesti a cueca do garoto, ajustando a mesma ao meu corpo, abrindo um sorriso inocente na direção de Mark. - Obrigada. - Peguei minhas roupas, saindo do quarto dele, indo de volta a sala.
Mark: Estava olhando o teto e só escutava a garota, mas não moveu-se ou falou de início - Não estou com pedras na mão, só me justifiquei. Sempre tiram onda quando eu começo a arrumar as coisas - Deixou um braço embaixo da cabeça e deixou o outro livre pra passar por seu próprio abdômen por dentro da camisa sem motivo maior - Não, não tem... - Estreitou os olhos quando a viu voltar do banheiro logo depois que entrara e os relaxou quando a mesma começou a tirar a própria roupa. Mordeu o lábio ao ver que as peças íntimas da garota também estavam molhadas e torceu pra que ela as tirasse, uma coisa Mark não podia negar, a loira tinha um corpo muito foda, desses que ele não ia se importar nem um pouco em ter em sua cama mesmo que tivesse que aturar as chatisses dela depois. Observou suas curvas por um tempo até Sammy ficar vestida de novo - Belo show - Optou por se levantar da cama não querendo deixar a "visita" sozinha, mesmo que Sam não merecesse sua educação.
Sammy: Eu estava brincando Mark, céus. - Alcancei a mochila, tirando os livros de dentro para poder colocar as roupas molhadas, logo colocando ela sobre os mesmos. Ela não tinha ideia do que iria fazer agora que estava ali. Aquela hora da noite ela sabia que a programação não era das melhores, e assistir TV não era uma das atividades favoritas da garota. Sentou no sofá em posição de índio, pegando a toalha que havia deixado na sala, enxugando os cabelos. Vi Mark na sala, o olhando de forma desconfiada. - Eu sei que a casa é sua, mas o que você quer aqui? Pensei que fosse dormir, assistir TV, ou sei lá. - Disse enquanto me sentava mais na ponta do sofá, se por um acaso decidisse sentar ali, o que eu achava pouco provável.
Mark: Chegou espreguiçando-se na sala vendo Sammy no sofá, era um pouco estranho ver uma garota usando suas roupas sem ter dormido com ela - Eu não costumo deixar as pessoas sozinhas pela casa quando to recebendo visita, mesmo que seja você. Se for doer em você a minha companhia é ainda melhor te ver sofrer e tal - Brincou dando um sorrisinho maroto. Sentou-se no braço da poltrona sentindo sua barriga voltar a roncar e cruzou os braços pensando como seria ótimo encontrar outro salgadinho daquelas - Quer comer alguma coisa? Acho que se eu vasculhar a dispensa eu encontro mais besteiras por ela.
Sammy: Vi Mark se espreguiçar, mordendo o lábio. Era incrível como alguém tão irritante podia ter um corpo tão gostoso. É claro que eu não vivia olhando para o garoto dessa forma, mas depois que ouvi algumas colegas de classe comentarem, comecei a prestar mais atenção. Estava analisando a barriga dele, quando vi que ele estava falando comigo. - Mesmo que seja eu. Você tem sorte de me ter aqui, mocinha. Não são todos que conseguem esse feito. Não vou sofrer por isso, desculpa te decepcionar. - Dei um sorriso como quem se desculpa, mas voltando minha atenção ao cabelo. Fiquei de joelhos no sofá, apontando para ele. - O que tem de errado com você? Me ofereceu roupa, ta me oferecendo comida. Quem é você e o que fez com o Mark? - Falei num tom leve, cutucando o peito dele. - Mas eu aceito comida sim, porque eu não como nada desde o almoço.
Mark: Fez uma careta quando fora chamado de mocinha, queria relevar mas aquilo realmente o irritava - Eu ouvi você me chamar de mocinha de novo? - Colocou uma mão no ouvido como se não tivesse escutado direito - Te surpreende tanto assim eu ser legal com alguém que tá preso fora de casa? Isso é pra você ver a ideia totalmente errada que você tem de mim - Revirou os olhos indicando com a cabeça que ela o seguisse até a cozinha e caminhou até lá abrindo os armários de novo procurando por alguma coisa. Achou umas caixas de biscoito, desses sem recheio, e vasculhou a geladeira pela única coisa que não podia faltar em sua casa, requeijão. Tirou o pote e o colocou sobre a mesa ficando em pé próximo a ela em seu costume estranho de comer em pé pouco se importando se a menina gostava ou não daquilo que ele tinha oferecido - Come aí se quiser outra coisa procura pelos armários porque eu nunca sei onde tem nada por aqui já que nunca fica do jeito que eu arrumei.
Sammy: Penteie os cabelos com os dedos, sorrindo de lado. - Ouviu sim, mocinha. - Falei aquilo, com uma expressão desafiadora. Assenti mediante as palavras dele, levantando do sofá para o seguir. - Na verdade sim. Sendo essa pessoa, eu. Oh, pobre Mark, a Samantha má acha que ele não é gentil. Boo hoo. - Fiz um bico exagerado, revirando os olhos. Sentei em um dos bancos que haviam por ali, ficando o mais confortável possível, apoiando o pé no banco, e descansando o rosto no joelho, que ficava daquela forma numa altura propícia para aquilo. Vi ele pegar biscoitos, e depois o requeijão, o que me fez fazer uma careta. - Eu sou alérgica a isso. - Afastei o pote com a embalagem do biscoito, lembrando da última vez que fiquei perto de requeijão.
Mark: Bufou ao ouvir a loira o chamar de mocinha de novo. Parou o que estava fazendo pra se inclinar segurar a cintura da garota, a olhou um pouco sério e com o rosto a centímetros do seu falou com os dentes trincados - Vou te mostrar o mocinha - Não pensou duas vezes em levar uma das mãos até a nuca de Samantha e unir seus lábios aos dela de uma vez, ela era tão implicante que ele nunca pensara que faria isso, mas odiava se provocado. Podia parecer besteira, mas não deixaria isso passar em branco. Segurou o cabelo molhado da loira com firmeza trazendo o seu rosto pra ainda mais perto e a mão que estava em sua cintura foi até suas costas pra inclinar um pouco o corpo dela pra encontrar-se mais com o seu. Sabia que não podia considerar aquilo um beijo prazeroso por não ser consensual, mas a sensação que os lábios dela proporcionavam era algo que ele não imaginava que seria tão bom. Fechou os olhos com um pouco mais de força antes de se afastar e soltou o ar de uma vez tirando as mãos dela e as erguendo mostrando-lhe as palmas - Pelo jeito é impossível querer ser legal com você - Se afastou de uma vez da garota sentindo-se frustrado por Sammy sempre o tirar do sério. Voltou sua atenção a comida e continuou sem ligar se ela comeria ou não - Come só o biscoito então ou procura alguma coisa por aí - Encheu a boca de biscoito como se nada tivesse acontecido a segundos.
Sammy: Estava reparando que o esmalte das unhas estava saindo quando vi ele se aproximar de uma vez, me assustando. - Mas que merda você acha que tá fazendo? - Falei com a voz baixa, sentindo as mãos firmes dele na minha cintura. Eu estava me preparando para o empurrar, quando senti a mão dele na minha nuca, paralisando. Não, ele não ia fazer isso. Quando senti os lábios dele nos meus, minha primeira reação foi o empurrar, com o ombro, e depois espalmando as mãos no peito dele. Mas quando levou a mão até meus cabelos eu sabia que aquilo era luta perdida, então acabei agarrando o tecido da blusa dele, o trazendo para mais perto, enquanto fechava os olhos, correspondendo ao beijo. Ele podia ser irritante o quanto fosse, e se ele não tivesse feito aquilo com raiva, algo como aquilo nunca iria acontecer, mas eu não podia mentir dizendo que ele não tinha pegada, ou que o beijo dele não acendia algo em mim. Abri os olhos em surpresa ao ele se afastar, tomando uma lufada de ar, mordendo o lábio. Minha mente estava uma bagunça, e droga, algo dentro de mim havia gostado daquilo. Eu ainda o encarava surpresa, me dando conta do que havia acontecido. Desci do banco, puxando o rosto para que ele olhasse para mim. - Nunca mais me beije de novo sem o meu consentimento. - O soltei de forma grosseira, dando as costas para ele, voltando para sala. Bufei, me odiando por ter permitido aquilo, voltei a sentar no sofá, pegando o celular, começando a digitar uma mensagem para as garotas.
Mark: O fato de Sammy ter correspondido ao beijo, mesmo que tenha resistido de início, fez Mark ter gostado mais do que deveria daquilo. Tinha a desculpa de que beijar alguém era sempre muito bom e que ela era muito gostosa, era muito provável que se não a conhecesse sentiria-se atraído por ela, então o ato não fora ruim, mas aquilo não podia acontecer de novo sobre hipótese alguma. Era irritante demais pra que valesse a pena. Estava de boca cheia quando ela segurou seu rosto e a olhou indiferente enquanto mastigava e a escutava. Engoliu tudo de uma vez e deu de ombros antes de responder - Isso nunca mais vai acontecer, você querendo ou não - Empurrou a mão da menina da mesma forma grosseira com que ela soltara seu rosto, não dava mesmo pra ser legal com a garota, mas ainda sim ela estava em sua casa. Deixou ela um tempo sozinha na sala enquanto comia e quando terminou pegou um pacote de biscoito recheado que nem sabia que ainda existia e jogou do lado dela no sofá pra que ela comesse. Sem falar nada, jogou-se no sofá e ligou a televisão após se sentar.
Sammy: Eu não quero. - Falei num tom alto, para que ele me ouvisse. Eu não sabia com o que estava na cabeça para bater na porta daquela casa. Eu deveria ter ficado na garagem, pelo menos não teria ficado com aquela sensação de culpa. Grunhi, me mexendo com raiva no sofá, balançando a perna várias vezes, mordendo o lábio. Não, não, era Mark Jones, ele era um jogador de futebol irritante que só me fazia ter raiva, meu corpo não ia gostar daquilo, eu me recusava. Olhei assustada para o lado, quando o pacote de biscoito foi jogado na minha direção. Levei a mão ao peito, respirando devagar. Ponderei antes de pegar o biscoito, sem olhar para Mark. Encolhi as pernas, ficando o mais afastada dele que eu podia, enquanto levava um biscoito ao lábios. Senti o celular vibrar, o pegando rapidamente. Xinguei baixo, respirando devagar. Lola havia dito que iria dormir na casa de amigas, enquanto Court havia dito que ia passar a noite acabando um trabalho, e não era em casa. O que significava que eu ainda não tinha onde ficar.
Mark: Ficou zapeando os canais enquanto tentava manter a cabeça ocupada pra não pensar na merda que tinha feito. Ela merecera aquilo, mas esse clima estranho era um saco, ele estava mesmo querendo ser legal, um bom anfitrião. Olhou com o canto do olho pra loira quando ela xingou baixo e voltou sua atenção pra frente sem querer se preocupar com o que tinha acontecido. Achou um canal que passava o jogo em que ele tinha jogado e aproveitou pra ver suas jogadas já que sempre curtiu se analisar pra não errar de novo. Ele não ia falar nada com a loira, não ia dar o braço a torcer, então tentou ao máximo não virar o rosto na direção dela e fingiu que estava sozinho no cômodo apenas fazendo companhia presencial.
Sammy: Eu estava checando meus emails quando ouvi o barulho de jogo. Levantei o olhar devagar, respirando fundo, e assentindo para mim mesma. Eu odiava futebol, tipo, eu realmente odiava futebol americano. Mesmo tendo sido líder de torcida por dois anos, fora graças aos idiotas do time e das garotas da torcida que eu tinha tido que trabalhar numa creche, e desde então eu prometi a mim mesma que nunca mais iria perder meu tempo com futebol, ou animação de torcidas. Bufei, vendo o garoto ao meu lado correndo pelo campo. Toda aquela situação era patética, Mark estava claramente me ignorando, quando fora ele quem havia me beijado num surto de tpm. Revirei os olhos, fechando os olhos ao ouvir o locutor anunciar o touchdown. Eu já havia visto aquele jogo, não realmente visto, já que passei boa parte do jogo cochilando, enquanto era acordada com os gritos de Courtney e Lola. Eu não entendia o interesse em Mark, ele era, bem ele era ele, nada mais. Tentei ignorar as pessoas comemorando, me focando no Candy Chrush.
Mark: Xingou quando viu um erro péssimo seu e revirou os olhos sentindo raiva de si mesmo. Sabia que se continuasse errando jogadas seu salário nunca ia chegar a dos grandes jogadores. Os olheiros estavam no jogo e ele sabia que tinha que os impressionar, o touchdown podia ter surtido alguma boa impressão, mas ele precisava de muito mais. Voltou a colocar um braço por trás da cabeça e uma mão dentro da camisa como sempre ficava quando estava deitado. Escutou o barulho irritante do joguinho que provavelmente Sammy estava jogando e aumentou o volume querendo abafar os "delicious" que uma voz grossa falava.
Sammy: Revirei os olhos quando ouvi o volume da TV aumentar, respirando fundo e aumentando também o volume do celular. Eu particulamente odiava ouvir os ganhos do jogo, mas tudo para irritar Mark. Acabei me movendo no sofá, deitando com a cabeça no assento, já que o mesmo era grande ao bastante para comportar nós dois. Trouxe o cabelo para frente, enrolando uma mecha de cabelo na ponta do dedo, continuando a jogar. Virei o rosto para TV, vendo ele perder o lance, soltando um risinho baixo. - A Court ficou muito puta quando você perdeu esse lance aí. - Falei sem perceber, parando o jogo ao perceber que havia quebrado o silêncio.
Mark: Mark, só de implicância aumentou ainda mais o volume e olhou a loira com um olhar de desafio. Estivou mais seu corpo pra que deixasse menos espaço pra ela e colocou as pernas esticadas no estofado. Voltou a prestar atenção na televisão achando aquele silêncio incômodo, mas era melhor do que ser ele a dar o braço a torcer quando ela que estava sendo contrária a pequena e esforçada simpatia dele. Viu mais um lance errado seu e estava se preparando pra xingar de novo quando a voz da garota chamou sua atenção e ele acabou soltando uma risada baixa, a contragosto, imaginando a cena das garotas - Voc~e deve ter comemorado bastante - Se aconchegou um pouco mais no sofá olhando rapidamente da garota pra tela da tv de novo.
Sammy: Abri a boca em choque ao ver ele aumentar o volume, voltando a atenção para o jogo com uma expressão emburrada. Arqueei as sobrancelhas, sorrindo de lado, ao levantar as minhas pernas, descansando sobre as dele, ficando totalmente deitada no sofá. Soltei uma risada alta, dando os ombros. - Eu estava dormindo. A Court me acordou com os xingamentos. Eu não assisto seus jogos, Jones. - Falei de modo desinteressado, continuando com o jogo. Levantei o celular, para poder ter uma visão melhor, ao me entusiasmar com ele, fiz um movimento errado, sentindo o celular cair no meu rosto. Minha face esquentou gradativamente, e revirei os olhos, para minha lerdeza. Peguei o celular do rosto, esperando que Mark ainda estivesse prestando atenção na TV e não em mim, e voltei a jogar como se nada tivesse acontecido.
Mark: Mordeu o lábio pra não sorrir quando ela colocou as pernas sobre as suas achando aquilo engraçado e se mexeu colocando as suas por cima ainda sem olhar a loira fingindo prestar atenção só no jogo. Virou o rosto pra ela descansando as mãos na própria barriga - A Court xingando? Essa nova. É, eu suspeitei que não - Continuou a olhando por um tempo e quando estava prestes a mudar sua atenção viu o celular cair sobre o rosto de Sammy. Sua risada fora tão alta que se contorceu no sofá jogando a cabeça pra trás e apertando a própria barriga - Você... - Deu outra gargalhada - Caralho que lerda - Rolou um pouco no sofá, sem tirar as pernas do lugar, ainda rindo.
Sammy: Ri baixo quando ele mudou de posição, mas não me movendo. As pernas deles não eram tão pesadas assim, e por mais que eu não quisesse admitir, estava quase confortável. Continuei enrolando o cabelo, dando uma risada, fazendo uma careta em seguida. - Tudo bem, não chegava a ser um xingamento. Era mais um "Poxa Mark, porque você não pegou a bola", "Caramba, olha pra isso Sammy, ele errou feio, não curti". - Imitei a voz da garota, gesticulando. O olhou de forma descrente, enquanto ouvia a risada dele. - Tá bom, não foi engraçado assim. - Tirei minhas pernas debaixo das deles, e colocando-as onde estavam antes, mas sentando no sofá, para o cutucar. - Eu não sou lerda, só foi um momento de deslize. Para de rir. - Estreitei os olhos, empurrando o ombro dele, sabendo que não surtiria nenhum efeito, voltando a deitar, agora tomando mais cuidado para que o celular não caísse no meu rosto.
Mark: Sabia que ia ser difícil de ficar muito tempo na posição que estava porque deixar as pernas pra cima faziam seus pés formigarem. Mexeu-se de novo no sofá intercalando suas pernas de forma que uma das pernas de Sammy ficasse entre as suas. Acabou soltando mais uma risada enquanto olhava a loira - Ah sim, isso faz mais sentido quando se trata da Court - Deitou-se de frente pra Sammy de vez colocando os braças embaixo da cabeça pra poder vê-la melhor e ainda rindo, respondeu - Foi sim, se você tivesse visto riria comigo - Revirou os olhos quando ela tirou as pernas dela do sofá e se ajeito dando mais espaço pra ela também baixando as suas - Aham se você prefere acreditar nisso, onw tão fofa ficou até corada - Deitou a cabeça um pouco pra trás de novo voltando a rir. Segurou a mão dela quando ela empurrou seu ombro, mas não conseguiu falar nada contra aquilo porque não parava de rir, estava tendo um ataque de riso - Ai, acho que chorei - Passou a mão livre no rosto pra enxugar uma lágrima por ter rido demais.
Sammy: Sorri discretamente ao ver minhas pernas entre as deles, achando aquilo tão surreal sendo nós dois ali. Assenti quando ele falou, não prestando mais tanta atenção no jogo. A conversa recém iniciada estava bem mais interessante do que fazer trincas de doces. - Não, não teria. Eu teria me compadecido com a situação da pobre criatura de se empolgou e deixou o celular cair no rosto. Fato que provavelmente deve ter deixado o nariz dela dolorido. - Falei, analisando o nariz, fazendo uma careta, ainda desacreditada que aquilo tinha acontecido. - Eu não fico fofa corada, céus. - Levei as mãos ao rosto, fazendo uma careta. Eu iria me arrepender desde o meu berço por ter corado na frente dele. - Revirei os olhos por ouvir ele voltar a rir, o olhando com uma expressão de raiva fingida. - Mark, para de rir. Não tem graça, para de rir. - Levei a minha mão que ele não estava segurando até os lábios dele, colocando-a por cima, sorrindo de forma vitoriosa. - Parou de rir.
Mark: Sua barriga já doia com as gargalhadas e ele se inclinou pra frente, sentado, pra ver se conseguia parar, mas foi inútil - Tadinha da dita cuja, to rolando de pena aqui. Pera, deixa eu doutor analisar o nariz dela - Olhou pro rosto da menina, mas sua crisa de riso tava tão descontrolada que a ver fazer careta o fez voltar a rir - Fica uma gracinha, até acreditei que você é um amor - Sentiu seu maxilar doer e realmente ela tinha ficado "bonitinha" corada, mas nada que o fizesse fraquejar em achar aquilo engraçado. Era bom ver ela passar vergonha e ele ter motivo pra encher mais o saco - Tem graça sim, muita graç - Foi interrompido pela mão da garota em sua boca e uniu as sobrancelhas pela surpresa. Tentou falar mesmo com a mão dela em sua boca e aquilo deixo sua voz sair enrolada - Você apelou - A olhou de forma desafiadora e passou a língua na palma dela sorrindo igual a ela, vitorioso.
Sammy: Cruzei os braços sobre o peito, o olhando com uma expressão emburrada. Eu tinha certeza de que ele iria usar aquilo contra mim mais vezes, e o pensamento de o ver rindo da minha cara em público já me irritava. Fiz uma careta para o garoto, mostrando a língua. - Nossa, que engraçado, to rolando no chão de tanto rir. Ha-ha. - Bufei, balançando a perna sem paciência. - Eu sou um amor. - Disse com desdém, balançando a cabeça em descrença. Não era possível que ver o celular cair na minha cara ter sido tão engraçado. Ele só podia estar afetado graças a algo que havia comido. Continuei com a mão na boca dele, ainda ostentando o sorriso superior. Pelo menos a crise havia parado, e eu não iria precisar passar mais vergonha. Franzi o cenho quando ele falou, estreitando os olhos ao ver o modo como ele me olhava. Senti a língua dele entrar em contato com a minha mão, fazendo com que eu me afastasse rapidamente, com uma expressão de choque no rosto. - Eca, eca, eca, eca, eca, eca! - Levantei pulando do sofá, indo lavar a mão, e voltando para a sala decidida. - Você apelou. - Subi em cima dele, lambendo a bochecha dele, também com um sorriso vitorioso no rosto.
Mark: Quem mostra a língua quer beijar - Falou piscando pra loira de forma forçada dando uma risada menos histérica - Eu só não rolei no chão porque, bem, é bem melhor rolar no sofá - Nunca se imaginou achando algo na menina que o fizesse rir tanto, mas estava se divertindo a beça da irritação dela com a sua reação. Era ainda melhor irritar ela quando ela não sabia como revidar - Sim, nossa, um amooor - Respondeu com um sarcasmo exagerado e caiu no sofá dando outra gargalhada quando a viu correr até o banheiro pra lavar a mão. Ai como era bom tirar a loira do sério, já tinha esquecido a tv e estava só olhando na direção do banheiro quando ela voltou pondo-se encima do moreno - É o que? Eu não apelei - Olhou-a sem entender e se assustou com a lambida em seu rosto - Você - Passou as mãos freneticamente em seu rosto pra limpar - Você me lambeu? Por que você lambeu meu rosto? Quem lambe o rosto dos outros?
Sammy: Fiz uma careta na direção do garoto, balançando a cabeça negação. Fui abrandando a expressão enquanto ele diminuía a intensidade das risadas. - Se continuar assim eu posso te fazer rolar no chão sem problema. - Encenei um empurrão, bufando. Era confuso como minutos atrás nós nem ao menos conseguíamos olhar um para o outro e agora eu o estava fazendo rir, mesmo que contra minha vontade. Sorri de forma inocente, ainda em cima dele. - Eu lambo as pessoas. Você teve sorte de ter tido esse privilegio. - Pisquei para ele. - E tem um pouco de saliva aqui. - Limpei a bochecha dele, segurando uma risada, enquanto descia dele. Voltei para meu local de antes, pegando o celular e voltando para o meu jogo, rindo baixo da expressão do moreno.
Mark: Mostrou as mãos e forçou pra tremessem - Estou morrendo de medo, incrível - Ergue as sobrancelhas numa expressão engraçada e deu de ombros por fim. Olhou ainda um pouco abismado por ela ter mesmo subido encima dele e o lambido, aquilo era muito estranho, parecia outra Sammy. A olhou como se ela fosse a coisa mais estranha do mundo ainda com a mão no rosto - Ficar babado é um privilégio? - Deixou que ela o limpar sem se importar muito com isso porque ser lambido não era tão incomum assim, o incomum era ter sido Sam a o lamber - Isso vai ter troco - Apontou pra loira quando ela saiu de seu colo a "ameaçando".
Sammy: Deveria ter medo. - Disse aquilo, sem tirar os olhos da tela, já concentrada no jogo novamente. Eu não queria me deixar envolver com aquela brincadeira toda. Aquele era Mark, alguém com quem eu brigava constante, e ficar relaxada perto dele me deixava um tanto assustada. Baixei o celular, sentindo o olhar dele, arqueando as sobrancelhas em uma pergunta muda. Eu havia lambido ele. Grande coisa. Ok, era realmente uma grande coisa, porque eu não costumava sair lambendo as pessoas por aí, e eu com toda certeza não deveria ter o lambido. Engoli com dificuldade, forçando um sorriso. - Eu não tenho medo de você, Jones. - Mordi o lábio, voltando minha atenção para o celular, tentando encaminhar meus pensamentos para qualquer lugar que não fosse o garoto ali deitado perto de mim.
Mark: Deveria ter medo - Imitou a garota com a voz fina e pensou numa forma de "se vingar". Sam não era alguém que ele odiasse, mas de fato nunca tivera uma amizade sólida com ela como tinha com a Court então era bem estranho ele está se sentindo confortável pra brincar assim com ela. Pelo menos agora. Ficou de joelhos no sofá e a puxou pelo pé de uma vez só pra que ela deitasse e se inclinou sobre a loira pra lamber seu rosto aproveitando pra tirar uma casquinha da situação. Ela era chata, mas era gostosa. Parou de lamber do rosto dela deixando seus corpos se encostrarem por completo e mesmo gostando da sensação se afastou de uma vez sabendo que seriam mais cem anos de mal humor se ele se aproveitasse mais disso. Se afastou rápido voltando a se sentar no estofado jogando a cabeça pra trás pra rir de novo - Meu troco.
Sammy: Estava me balançando com a vitória, quando ouvi a imitação do garoto. Olhei para ele apenas para soltar uma risada debochada, voltando minha atenção para o jogo. Em outras ocasiões eu não estaria sequer sentada no mesmo sofá que ele, mas agora, eu não me importava que era ele ali sentado, provavelmente bolando uma forma de se vingar da lambida. Senti um movimento no sofá, e levantei o olhar para ver Mark de joelhos. Senti o puxão dele, o olhando com uma expressão ultrajada. - Ei! - Esfriei quando vi ele se inclinar sobre mim, prendendo a respiração. Senti a língua do garoto entrar em contato com o meu rosto, abrindo a boca em choque. Engoli com dificuldade ao sentir o corpo dele próximo do meu, e novamente rápido demais ele se afastou. Se era pra me torturar com aquele corpo que me deixasse tirar proveito. Sentei rápido, o olhando com raiva. - Vamos fazer assim. Sua língua fica na sua boca, e eu mantenho a minha guardada também. Assim paramos de agir feito cachorros. E eca, você me babou todo. Eu sei que sou gostosa, e que babar é uma reação natural, não precisa levar isso tão a sério. - Levantei a blusa, limpando o rosto. - Ai eca, sério, eca!
Mark: Levantou-se achando tudo engraçadamente estranho, ele acabara de lamber Sam e aquilo era muito estranho, pois é, mas não tinha sido ruim. Olhou a menina deitada da forma que ele tinha deixado e mordeu o lábio prolongando o olhar sobre as pernas dela cobertas em partes apenas por sua cueca. Se aprumou ainda esfregando o rosto - Acordo fechado - De de ombros alongando o braço já sentindo sono - É, você é gostosa, mas nada que valha a pena de aguentar esse seu jeitinho maravilhoso - Fez uma careta olhando pra seu quarto pelo corredor e voltando sua atenção a tv - Eu tenho treino cedo amanhã então... Vou deixar umas coisas pra você dormir aqui até a hora que as meninas aparecerem beleza? Se bem que daqui a apouco o Andy ou as garotas chegam e você não vai conseguir dormir até eles caírem no sono - Falou como um pensamento alto - Já volto - Mark arrumou um travesseiro e um lençol pra que a loira ficasse mais confortável e deixou sobre o sofá desejando um boa noite rápido pra ela. Foi pro seu quarto dormir, mas por ironia, mesmo que estivesse com sono acabou por demorar a dormir intrigado pela forma como a noite acabara.
Sammy: Coloquei os cabelos para trás, levantando os polegares ao ele aceitar o acordo. Revirei os ao ouvir o garoto, sorrindo sem entusiasmo. - Conheço gente que faria muito mais do que só aguentar meu "jeitinho maravilhoso" se fosse me manter por perto. Me arrumei no sofá, ouvindo o garoto. -Ah claro, claro. E elas não vão aparecer. Parece que você vai ter o prazer de me ver amanhã de manhã, olha que maravilha. - Falei com uma animação fingida na voz. - Eu durmo rápido, provavelmente eles não vão sequer me perceber. - Vi ele ir na direção do quarto, bocejando também. Toda aquela conversa tinha desviado meu cansaço, mas agora eu conseguia sentir ele chegando. Agradeci os lençóis, os arrumando da melhor forma que podia, antes de desejar boa noite para Mark. Mordi o lábio ao ver ele se afastar, descansando a cabeça no travesseiro, desacreditada no que havia acontecido naquela noite.