Twins - Alecto and Amycus
Alecto Carrow:
Algumas pessoas passaram por ela desde que havia sentado ali, mas apenas aqueles passos foram capazes de fazer com que as lembranças deixassem a sua cabeça. Por óbvio não poderia dizer que reconheceu o irmão apenas pelo caminhar, entretanto os passos pareciam decididos a chegar onde ela estava e ao virar a cabeça naquela direção a grata surpresa de vê-lo a fez sorrir, de um jeito descontraído, diria-se até doce aos olhos dele. Para que a conversa entre os dois não chamasse a atenção desnecessária ela manteve a atenção na aula que se iniciava, mas manteve a atenção do que ele sussurrava a ela. - Eu achei que você já estava em aula desde cedo. - Era uma trivialidade, mas nestes pequenos detalhes eles mostravam a ligação entre eles, ou seria apenas coincidência que os dois perdessem a hora sempre no mesmo dia? Ela já acreditava que não. O tom dele que se seguiu a fez arquear a sobrancelha, esperava um tom eufórico, ou talvez apenas um tom neutro, mas sério daquele jeito. Teve que virar a cabeça para encará-lo nos olhos e ter certeza do que ouvia. - Você já sabe de tudo? - Chegou a enfatizar a palavra “tudo” sem contudo alterar o tom de voz, indagando-o também com o olhar antes de voltar a atenção a frente. É claro que ele sabia, óbvio. Mas porque então o tom tão sério? O pé esquerdo batia várias vezes contra o chão, ansiosa a espera da resposta. A curiosidade já lhe fazia pensar em algo que pudesse interromper a aula para eles mais cedo, tinham que conversar antes que ela acabasse pensando demais.
Sempre que podia, seus olhos corriam ao redor da sala para ver se não havia nenhum sinal de que alguém pudesse escutá-los. Ela sussurrou e ele ouviu-a perfeitamente. Esperou um tempinho até poder voltar a falar com ela. _ Sabe que quase sempre me atraso. _ Disse ele aos sussurros enquanto cruzava os braços próximos ao peitoral. Olhou-a ao dizer tão seriamente que queria conversar e sabia que ela interpretaria de uma forma diferente. Ela o olhou de imediato e lhe perguntou se sabia de tudo. Engoliu em seco, sua desconfiança era verdadeira, não, era uma afirmação, ele só teve a certeza agora. Seus olhos seguiram os dela para a frente e arrumou-se na cadeira. _ Se antes eu desconfiava agora tenho certeza. Foi ele quem ordenou? Ou era só uma prova de sua lealdade? _ Indagou ele sem tirar os olhos dela. Não tinha um tom sério desta vez, tampouco eufórico, era neutro, mas no fundo de sua alma, estava preocupado com a irmã.

















