Eu, na loja Ugra - 25 de janeiro 2020
Sábado foi aniversário da cidade de SP e como ele mesmo é, eu tive um dia bem cheio – de histórias, de aprendizados, de caos, de tranquilidade.
Pela manhã, estive no Museu de Arte Sacra, que já virou casa, para participar de uma oficina de criação de personagens de animação, promovido pelo projeto Aignangá, que foi contemplado pela SP Cine. Quem ofereceu o curso foram os artistas Vini Wolf e Rogério Nunes, com experiência em várias produções.
Confesso que não foi fácil encaixar o que já sabia em desenho para essa área. “Estrutura, priorize isso”, era o que mais ouvi do Rogério. Não estou acostumada a fazer as “cabeças” dos desenhos que faço, gosto de risquinhos, de poucas continuidades, de quebras. Mas como em animação é uma galera que desenha, seria punk adaptar o que está desenhando.
O roteiro que peguei é uma história de uma índia menina alienígena (aí, coloquei um narizinho de porco - obrigada, Vini!) que confunde um cosmonauta russo – aqueles da antiga corrida espacial – com um cavalo! O resultado ficou bem engraçado, gostei bastante e acho que o pessoal gostou também. Peço desculpas pelas fotos, pretendo depois digitalizar bonitinho.
Depois saí correndo para a segunda atividade, uma ida à loja Ugra, também considero outra casa, ver uma palestra muito massa do Projeto Lis, encabeçado pela pesquisadora Marina Blank , cujo tema foi Super-Heroínas e construção de Feminilidades.
Na mesa (sequência da foto), Lara Vascouto (@nodeoito), Gabriela Franco (Minas Nerds, que você já viu o desenho do curso que fiz, “Jornada da Heroína”), a Marina Blanks e a Carol Alves (@thevalkirias). Logo a baixo tem outra foto e eu l á á á á no banquinho da frente, rs! (Crédito dessa, é do Instagram do Minas Nerds)
No papo rolou de tudo, de Kamala Khan, Miss Marvel, a Elsa, Frozen, de mulheres no mercado corporativo a Jornada da Heroína, de Elektra aos poucos filmes que falam de heroínas e a vastidão dos filmes, séries e afins voltados aos super-heróis. “Queria que na minha adolescência tivesse uma personagem como a Miss Marvel, com seus problemas e ainda encarar a responsabilidade de salvar o mundo. O que tive foi o papel do Peter Parker, o Homem-Aranha. Não que isso seja ruim, mas o que me deixa feliz é que as novas gerações, em especial terão mais exemplos, especialmente as meninas”, disse Carol durante a conversa.
Poderia ficar discorrendo mais sobre esses dois momentos de forma mais longa, mas preferi deixar o post com um resumo do que vi contido nesse sem fim de pensamentos povoando aqui na cachola. Não canso de falar: preciso demais aprender, mesmo.
Agora, estou aqui, em frente do notebook, mas louca para desenhar. E confesso, ainda me assusta ver as pessoas achando meu desenho bonito. Ainda sinto que tudo isso não faz sentido.
Quanto mais poderes, mais responsabilidades, Keli!
Mas acredito também que tudo tem seu tempo e é preciso seguir em frente.
P.s. sim, tem adesivo “Acredite em Você”, mas estou prestes a completar 70 colagens. Então vou deixar para a próxima semana para fazer um post bonito!