entre muitas coisas perigosas que a fascinam, ahra encontra uma certa semelhança entre si e os vulcões. quietos e contidos na maior parte do tempo, sem dar aviso para quando a lava dentro de suas rochas irá eclodir. acontece de uisoo estar por perto em um desses momentos, os punhos cerrados de ahra se abrem de supetão para atingir o rosto do garoto, deixando uma marca vermelha pesada. a discussão não estava tão acalorada para tal gesto, a nova ahra não é de brigar, muito menos de agredir os mais novos. muito menos de agredir mutantes. sua respiração está ofegante, o peito sobe e desce e suas emoções estão à flor da pele, como se a lava já estivesse descendo, mas custa um pouco a esfriar. quando se dá conta do que fez, até lágrimas ameaçam umedecer o rosto. “ uisoo! eu sinto muito, eu não sei como isso aconteceu. ” ela segura o rosto alheio, procurando acariciar a ferida para amenizar a dor. então, lembra do assunto inicial da discussão e se afasta, voltando aos seus sentidos. seus olhos procuram câmeras ao redor para conferir que sua ação terá péssimas consequências. “ você não deveria ter dito aquilo. eu sou sua psicóloga e você não me conhece. não tente descobrir meus motivos de estar aqui, eles não são de seu interesse. ”