Prometi a mim mesma que não me daria por vencida enquanto não tivesse a certeza que fiz tudo para retomar os laços. Te chamei, te liguei, fiquei parada na sua porta, toquei a campainha, pedi abrigo no seu peito. Sem resposta. Eu te vi virando história de cartão postal.
Então eu chorei. Derramei litros de sonhos de um futuro que nunca iria acontecer. Tem algo desolador em desistir sem nem antes provar uma demo. Chorei porque eu quis tanto e tive tão pouco. Foi tão promissor no começo, você fez direitinho. Soube prometer tão bem quanto soube não cumprir. Mas é grandioso se render, aceitar que o barco não vai navegar nem com a maior das correntezas. E que tudo bem ser assim. Eu chorei por você. Você morreu pouco a pouco. Não existe mais.
















