E de repente me vejo a beira do precipício prestes a me jogar, com o vento no rosto, as preces se confundem com o pensamento desesperado da dor, da solidão. Quanto tempo ainda posso esperar até que alguém entenda o porque eu fugi e porque continuo fugindo, amar doeu, e eu jamais amarei de novo, pois eu já amo, nunca deixei de amar, mas hoje aqui eu matarei esse amor. Ao mesmo tempo que vou ganhar sei que vou perder, é como um brinde, aquele momento bom que você sabe que vai acabar, e quando acabar eu não estarei aqui sentada chorando, eu voarei para bem longe, chorar onde ninguém me conhece, onde posso recomeçar. Hoje me encontro em um estado de espírito onde decisões quase tomadas invadem meu pensamento, e apenas você vai mudar essa decisão se quiser. Eu já me cansei de correr contra o tempo, eu quero respirar agora, quero me manter livre ao seu lado, eu sei que podemos. Quando a primeira lágrima começou a escorrer abri as asas e pensei que fosse voar, cai um profundo poço escuro, já não via mais a sua luz, nadei anos em vão sem encontrar uma saída desse e abismo obscuro, quando comecei a ter fé que te teria de novo e consegui enxergar seu pontinho de luz que quanto mais perto fica mais alegria me traz.