Corações e soldados, sempre florescem
Quando eu te vi de novo pensei em sair correndo no mesmo instante, não vi motivos de estar ali novamente olhando pra sua cara. Eu estava me sentindo perdida e mesmo quando me sinto assim, consigo me portar como quem está super bem do lado de cá. Sei tudo o que sinto e sei também como tenho picos altos entre amor e ódio, já ouvi dizer que existe uma linha bem tênue entre esses dois sentimentos. Acho que entre nós também existe essa linha tênue mesmo que não seja tão interessante, ela ainda assim, existe. Já me preocupei demais sobre o que éramos ou o que iríamos nos tornar, e hoje eu confesso que morro de preguiça de lembrar de nós. No meio da loucura descobrimos o quanto somos idiotas e até mesmo corajosos, me assusto fácil com o meu desinteresse sobre essas coisas que aconteceram... e foram muitas. O coração se regenera de um jeito estranho, ele lembra de tudo mas não sente pelos acontecimentos que o fizeram parecer um pedaço mutilado de alguém. Acho que algo mais louco do que um soldado é um coração, ele se joga na frente de todas as balas, não se esconde em trincheiras, fica sempre no front. E o mais interessante é a fé cega em que tudo irá dar certo, de que a guerra está no fim e as chances são boas mesmo vendo que todos os seus companheiros estão no chão. O coração tende a ser imbecil mesmo, mas para ele assim como para um bom e velho soldado suas marcas ficam, e ele se lembra que tudo aquilo que ficou tatuado nele, são resquícios de coragem. E do que mais seria,afinal?














