pela primeira vez não precisei correr em círculos procurando ser alguém que eu não era;
tudo estava perfeitamente ali:
ele, sem medo, de braços abertos me aceitando inteira
exatamente como eu sou,
talvez o amor seja isso.
Isabella Natliane.

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pela primeira vez não precisei correr em círculos procurando ser alguém que eu não era;
tudo estava perfeitamente ali:
ele, sem medo, de braços abertos me aceitando inteira
exatamente como eu sou,
talvez o amor seja isso.
Isabella Natliane.
Uma motivação? #autorias
“Se não poder voar, corra. Se não poder correr, ande. Se não poder andar, rasteje. Mas continue em frente de qualquer jeito”.
na verdade, eu não queria ver um fim quando se tratava de você.
mas eu sabia que fins faziam parte da minha carne e do meu ser.
era impossivel você habitar aqui.
isabella natliane.
dizem que no tempo tudo se cura, mas não entendo o que isso signifique. quanto mais os meses passam, mais a tua falta me dói.
ainda não entendi porquê você se foi.
isabella natliane.
é bizarro como da mesma proporção que te quero perto, te empurro pra longe sem dó nem piedade pedindo desculpas depois.
não que você precisasse lidar com as muitas versões de mim, mas nem eu sei o que realmente quero.
as vezes quero não te querendo; e outras não te quero, te querendo. desculpa olhar tanto pra trás e não te deixar seguir em frente.
queria ser seu final feliz, você sabe.
mas eu não sei ser. nem te querer.
vou indo, adeus.
isabella natliane.
não pude te manter aqui
eu sabia que a forma como eu te chamava as 3 da manhã com medo do nascer do sol, não chegava se quer no solo degradado pela terra seca e morta que tu pisava,
não quis ser tão azul e apagar o brilho dos seus dias, sempre foi o oposto.
aquele alô foi o adeus, não foi?
três anos depois, eu entendi.
isabella natliane.
[...]
é que ao escrever a gente deixa de lado o pudor, a culpa, o peso; e apenas mostra o que se queria ser mostrado à muito tempo.
omitir tudo é tão difícil, e a gente sente tanto...
Isabella Natliane.
Eu gosto da nostalgia
gosto de trazer à tona coisas que já deixaram de existir tornando-as novinhas em folha e toda vez que faço isso, minhas veias sangram.
hoje a tarde enquanto lia um artigo sobre "maneiras de seguir em frente" eu ouvi os gritos agitados das crianças da rua de baixo enquanto brincavam de pique e pega,
e eu consegui sentir o gosto do capim na minha boca, com o suor escorrendo minha testa.
eu li sobre o segundo reinado no brasil, visualizando minha professora andar de um lado pro outro, explicando que D. Pedro II era jovem demais pra governar o país, mas mesmo assim ele o fez.
e eu quis voltar,
voltar no tempo e correr até em casa chamando minha vó, pedindo por mais um pedaço de bolo.
eu queria ter paz como naquela época mas sei não ser possível. eu senti o amargor dos dias voltando com tudo socando meu estômago...
e o que me mata é que nada volta, e amanhã eu vou querer voltar ao dia de hoje, assim como hoje eu quis voltar ontem.
e eu nunca sei em que tempo viver.
Isabella Natliane.