Perdi minha forças. Fiquei ali sentada no boxe do banheiro só sentindo a água cair no meu corpo e tentando não sentir tudo o que eu sentia: lembranças.
Eu sabia que havia possibilidade dele partir. Ele já havia feito isso antes. Mas não por minha culpa.
Criei inúmeras miragens de tudo que viveríamos. E doeu. Doeu aceitar que não viveríamos nada daquilo. Eu me sentia em casa. Ele não ligava pra minha ansiedade. Ele queria ficar comigo ali, abraçado. Como se o mundo tivesse parado e virado uma enorme reticências muda.
Preciso aceitar que deu a hora de por uma pedra e parar de sentir. Sentir por algo que não foi recíproco. Parar de imaginar que vai aparecer uma notificação no meu celular com um "oi" e esse oi vai mudar o rumo de tudo.
Mas por enquanto. Eu sigo tentando parar de sentir o vazio no meu peito, adentrando meus pulmões, cada vaso sanguíneo prendendo a circulação. Tentando parar de ter a respiração ofegante porque eu tô com medo de ter me enganado de novo.
Eu me apaixono rápido demais pelos detalhes. Pelo sentir. Chega a ser patético ser intensa.
Eu não sei mais o que sentir. Só quero parar de sentir.
Laís B.










