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Mysterious Cities of Gold S01E16
Watching MCoG on his 16th Century ipad
Urubus
Eu vi o rei andar com focinho abaixado Farejando insetos entre o barro Rodeando de moscas Em um relacionamento duradouro Eu vi o rei em suas três vestes Primeiro, o justíssimo Segundo, o corpo belo do júri Por último, o vi fardado como um carrasco Eu vi o rei beijar partes diferentes De quatro homens nus Vi beijos nos pés e nos lábios O vi esculpir um desejo no peito Eu vi o rei cerrar os dentes Quando indagando de suas andanças Pouco importa, poupem-me Fui falar com meus deuses Eu vi o rei prostrar-se Aos bobos da corte Os carregando nas costas Enquanto bebiam de sua carne fraca Eu presenciei os sussurros gentis Destinados a homens com o filo de duques Os sem nome ou dote que aguardem Verão a sílaba tônica e nociva O rei vive nas sombras Saboreando e dançando Em barganhas ardis Sob o olhar da fada carabina Eu vi o rei na rinha com urubus Batalhando pela carne podre Por um feitio sovina E vi o rei ser exaltado por seus enxovalhos
As Parábolas do Rei, Pierrot Ruivo
Mysterious Cities of Gold S01E16
Doin' the splits
Mysterious Cities of Gold S01E17
Just had to vent
Desnudo-me da tapeçaria Ser absoluto agnóstico Antecedendo interpretações Descamando da serragem diária Meu bem, meu mal Meu amor, meu malefício O poema, o tema de Tereza Meu eu maquiagem Maquiável maniqueista O Santo Expedito Fora extraditado ao paraíso artificial em terra Por seu cuidar católico benigno E coração escorpiano nocivo Chuva para os bons, os bens e os tanto faz Que fazem festa sob qualquer tempo Templos são ruas de tijolos desbotados E seu absinto uma reunião de ciganos O reflexo eu gora-te touradas Transeunte espírito de porco Rimava fadas com fábulas Orquestraria o júbilo do final de mês... Minha ausência o eco ao corpo Espalho e derramo as ramas Sobre a cópula imaculada relva Plantando fratrias em terras úmidas A deusa profana Prova o gosto do seu batom Batizado ao romance cubista De uma outra peça descompassada de compromissos Inunda-me com teu volúvel dilúvio O fim era funesto e de costas arqueadas A mim o teu fim era a ode idílica niilista O bom pavão descamou-se à tinturas corvíneas de urubus...
Onírico/Ornitorrinco - Pierrot Ruivo
Te amo à primeiras vistas Em primaveras velhas À vera era uma veia aberta Expunha tons índigos aos azuis bebês Meus olhos eram templos Contemplariam as ruínas de comitivas Que forçavam a entrada à fórceps Assisto a espada áspera de desintegrar em tua carne amorfa Eu morri duas vezes em rigores rítmicos Fora necessário dois gumes da virtude Engolindo-me em danças paladares Fisicamente híbrido ao teu moinho Vamos vender-nos à deuses Vamos vender o amor, pelo amor de deus Vamos ouvir os versos bon vivant Em suas causas contos do flagelo de lobista... Montaram-me no caule da fábrica Entre as partes que me tinham, destacava-se A boca boa aventurança e uma escultura de Aquiles Seca, embolada no bolor de margarina... Era um espelho reconstruído como amante Em termos vitórias-regias Regido em cadências victorianas Obedecia a fé três por quatro pilha alcalina... O olho de júbilo era o efeito do mandrix Indicado para iniciantes em artes boêmias A tua procura catalisou dentes de acrílico Indiciado em mesas pentecostais como o molde de um novo pecado Repeti, rebobinei, reescrevi A reinvenção alada assexual Não brilhava ao espetáculo de trombetas Inventei dos restos dos parágrafos mortos o evangelho de urubus esfomeados...
Obcecado, Dissecado E Ressentido - Pierrot Ruivo