Nome: “Nat” Thanawat Srisang
Faceclaim: “Pon” Thanapon Aiemkumchai (ator)
Data de nascimento: 04 de maio de 1998
Gênero: masculino
Nacionalidade e etnia: Tailândia, tailandês
Ocupação: Farmacêutico na VITA+
Moradia: Usadan-ro 12-gil, apto. 95, 7º andar
A vida de Thanawat, desde muito cedo, se caracterizou como uma grande bola de neve de desgraças. A sua família era muito pobre e a sua vinda ao mundo não foi nada planejada, o que ocasionou em um grande estresse entre cada membro. Durante toda a sua infância, ele não passava tempo com os pais e quem cuidava dele e da casa era a sua irmã mais velha, Namtan.
Os irmãos se tornaram inseparáveis por só terem um ao outro e prometeram, um dia, mudar de vida. Quando Nat atingiu a maioridade, os dois saíram de casa sem olhar para trás. Namtan havia passado anos trabalhando e economizando dinheiro para quando esse dia chegasse e, agora, estavam livres. Foi nesse exato momento que Nat conseguiu ser aprovado para uma bolsa de estudos na Coreia do Sul e a irmã, sempre o apoiando, usou parte das economias para que ambos se mudassem ao país, em Seul.
Contudo, à medida que o tempo passava, o dinheiro ficava mais escasso, já que Namtan não conseguia um emprego. Sem ter mais outras escolhas, Nat começou a pesquisar o que poderia fazer para ganhar dinheiro, até acabar como atendente em um bar. O trabalho era totalmente ilegal, já que o seu visto de estudante não permitia, e ele recebia mal… mas era a única maneira de não fazer a sua irmã ser deportada.
Trabalhando de quarta a domingo, das 21:00 às 4:00, nesse bar de origem duvidosa, Nat cruzou com todo o tipo de pessoa e aprendeu a lidar com cada uma. Aos poucos, ele se introduziu ainda mais no meio das comunidades “underground” que frequentavam o local, como pequenas gangues, e viu nesse meio uma outra forma de conseguir dinheiro. Conversando e papeando, Nat deixou de trabalhar no bar e passou a participar de corridas de moto — habilidade que havia sido ensinada a ele durante a sua adolescência.
Com isso, as coisas finalmente pareceram entrar nos eixos. Não faltava mais dinheiro, ele estava acabando a faculdade com 23 anos e a sua irmã iria se casar com um cara legal. Nat pensou que tudo ficaria bem, no final. Mas, como nenhuma alegria era muito duradoura para ele, em menos de um ano, a casa desmoronou mais uma vez. Enquanto estava grávida, a sua irmã e o marido sofreram um acidente de carro e faleceram. Por pouco, a bebê sobreviveu e passou semanas na UTI neonatal. Automaticamente, a guarda da pequena bebezinha ficou com Nat.
Sem a sua maior confidente e com uma criança para cuidar, ele distribuiu currículos por todos os lugares da cidade, até conseguir um trabalho registrado em uma farmácia, a qual aceitou contratá-lo, mesmo sendo estrangeiro. Para facilitar, também se mudou para o bairro com a sobrinha, numa tentativa de equilibrar a sua vida enquanto cuidasse da pequena.
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TW: N/A
Temas de interesse: angst, crack, fluffy, friendship, hostility, violence
Conflitos: sim, mas me comunique com antecedência
Disponibilidade: aleatório
Nome: Kim Sungho
Faceclaim: Mingi (ATEEZ)
Data de nascimento: 09 de agosto de 1999
Gênero: masculino
Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, coreano
Ocupação: Bartender no Sabor Latino
Moradia: Usadan-ro 10-gil, apto. 341, 4° andar
Sungho cresceu em uma família abastada, beneficiada pela sólida condição financeira proporcionada pelo emprego dos pais em uma grande empresa. Os Hwangbo fizeram de seu sobrenome um dos mais conhecidos do país, não só por este ser diferente, mas também por estar sempre associado ao sucesso da empresa que eram CEO e CFO. Pela empresa e o sucesso estarem sempre em primeiro lugar, os pais não estavam tão presentes na vida do filho, que ainda assim possuía extrema admiração pelos progenitores. Com exceção de tempo de qualidade, sempre recebeu tudo que queria dos pais, já que o dinheiro não era um problema para eles, então para alimentar sua curiosidade pelo novo e desconhecido, fez dois intercâmbios de curta duração na adolescência, explorando a América do Norte e a Europa.
Após se formar na escola, começou a trabalhar na empresa dos pais antes que ingressasse uma faculdade, mas não sentindo gosto pela coisa, decidiu tirar um ano sabático na América Latina, percorrendo três países antes de decidir estabelecer-se na Costa Rica, onde trabalhava em bares e hotéis apenas por hobby, na intenção de conhecer novas pessoas e aprender mais a língua espanhola. Se sentia genuinamente feliz e não tinha previsão para voltar e retomar os estudos formais, não que isso preocupasse os pais, que continuavam mandando dinheiro para que ele mantivesse seu padrão de vida no novo país. Contudo, sua vida tomou um rumo inesperado quando uma investigação revelou atividades ilegais envolvendo a empresa dos pais. Era manchete em toda Coreia e até em outros países que a famosa e bem sucedida empresa dos Hwangbo estava envolvida com suborno, fraude fiscal e dumping de resíduos químicos que já tinha resultado no adoecimento de diversas pessoas e até a morte de alguns.
Quando contestados, os pais admitiram todos os crimes para o filho, o que gerou uma quebra da imagem de figuras perfeitas que o jovem sempre teve deles. Ele sentia que toda sua vida tinha sido uma farsa e seus pais não eram merecedores de nenhum tipo de admiração, já que seu sucesso dependia do adoecimento de pessoas e até crianças inocentes. Decidiu cortar o laço com os pais, ficando ainda mais tempo na Costa Rica, dessa vez com o dinheiro apertado, já que as contas da família tinham sido bloqueadas e, mesmo que não tivessem sido, ele não aceitaria mais dinheiro vindo deles.
Durante o período que começou a trabalhar mais, dessa vez por necessidade e não apenas hobby, conheceu uma mulher mais velha que rapidamente o encantou pelo seu jeito carismático, conhecimento de mundo, diversas culturas e línguas. Não demorou muito para que se envolvessem romanticamente e a mulher, com uma condição financeira melhor que a dele, prometesse o mundo para o garoto. Demorou um pouco para que ele caísse em si e percebesse que aquela não era uma relação genuína ou saudável, já que a mulher o explorava sexualmente, o obrigando até se relacionar com outras pessoas ou fazer coisas que causavam desconforto nele. A armadilha que havia caído era muito bem articulada e depois que começou a se afastar, a mulher passou a utilizar de ameaças e perseguição tentando manter o jovem na linha.
Diante do terrível trauma que estava enfrentando, tomou a decisão de retornar à Coreia, seu país natal. Com os pais em prisão preventiva esperando o julgamento, as contas da família bloqueadas e até bens confiscados pela justiça, ele precisou recomeçar sua vida do zero com o pouco de economias que guardava. A sorte do jovem era não estar envolvido nas investigações, já que as coisas começaram a acontecer quando era menor de idade e a crise da investigação começou quando ele estava longe do país já havia um tempo. Suas economias foram recurso suficiente para alugar um pequeno estúdio em Itaewon e logo teve a sorte de conseguir um emprego de bartender num restaurante latino, aproveitando sua experiência de trabalho no exterior e conhecimento vasto na cultura latina.
Para preservar sua identidade, optou por não utilizar mais o sobrenome dos pais, já que a investigação ganhou notoriedade e muitos poderiam reconhecê-lo e até acusá-lo de envolvimento com as ilegalidades dos pais. Assim nasceu Kim Sungho, um homem que vive de forma simples, livre e desregrada, sempre tentando se divertir e se comprometendo a tentar fazer o mesmo com as pessoas a sua volta. Mantendo silêncio sobre sua história, hoje ele busca uma nova vida, focado em viver um dia após o outro e construir um futuro em meio aos escombros do passado.
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Disponibilidade: noite
Nome: Ryu Bongju
Faceclaim: Goopy (solista)
Data de nascimento: 17 de novembro de 1996
Gênero: masculino
Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, coreano
Ocupação: Proprietário/atendente no Maekju
Moradia: Usadan-ro 14-gil, apto. 168, 5° andar
TW: tentativa de suicídio, menção a depressão, tráfico de drogas, violência doméstica, negligência parental
Há um velho provérbio que diz que você não pode escolher sua família. Você pega o que o destino te dá. Digamos que você foi convocado para um time que não foi sua primeira escolha. Você sabe, você não gosta dos jogadores. Você odeia a maneira como eles jogam o jogo. Você até acha que o quarterback é um babaca completo. O quarterback é um pé no saco a quem você não deve nada, ele não acrescenta em nada é só faz com que vocês passem raiva. Falando em raiva, você já viu ele até gritando com a treinadora. Mas é a sua equipe.
Você não desiste. Você não fala com a imprensa. Você não reclama com a treinadora, ela está cansada demais de cuidar de três crianças e de um quarterback inútil. Você só vai lá todos os dias, faz os bloqueios e recebe os golpes. Você joga para ganhar porque foi isso que sua treinadora te ensinou. Você aparece, se veste e joga, porque é a porra do seu time. E goste deles ou não, ame-os ou não, entenda-os ou não, você lida com isso.
Você não pode escolher sua família… É o que Bongju dizia para si mesmo quando começou a entender o caos em que vivia.
De um ventre frutífero em solo coreano nasceu um rapazinho de olhos tão escuros quanto a noite. Em novembro de 1996, o primogênito da família Ryu veio ao mundo. A ideia de abrir um negócio foi do marido, que dizia que teriam como dar uma vida melhor para Bongju e para o outro bebê que já habitava o ventre da mãe. Com um sonho e uma criança de cinco anos no colo, o casal foi até o banco em busca de uma vida melhor e juros com números tão exorbitantes que os assustavam. Eles conseguiram abrir um pequeno restaurante com as economias que tinham e o empréstimo, se viravam como dava para mantê-lo em pé, tendo que morar em um cubículo para se manter.
O sonho de ascender com a comida coreana em busca de uma oportunidade de vida melhor era lindo, mas a realidade não era tão gentil quanto eles gostariam. Principalmente quando se tem um homem que se recusou a crescer como pai e uma mãe que acreditava em tudo que ele falava. Com a abertura do negócio sem nenhum preparo, muita coisa mudou. Bongju deixou de ser filho único aos seis anos, piorando a situação financeira da família que não era das melhores. Aos poucos viraram três filhos amontoados em um ambiente nada aconchegante, fazendo o caos no restaurante da família.
Mas Bongju se esforçava para ser um bom menino. Quando não estava na escola, tentava ajudar na cozinha com a louça e a olhar os irmãos mais novos. O pai não gostava nada disso, enchia a boca pra falar que aquele país estava transformando o filho em um invertido. Com mais uma boca para alimentar, as brigas (que já existiam) se tornaram mais constantes e feias. Antes eles tentavam se conter na frente das crianças, mas com o tempo os gritos e barulho de vidro quebrando não eram nada discretos. A vizinhança toda sabia o que Joohyuk fazia com Sohee, mas em briga de marido e mulher não se mete a colher. Bongju tinha o costume de pegar os irmãos pela mão e se esconder dentro do quarto, mesmo não tendo muito para onde fugir.
Na escola era um aluno disperso e medíocre. Muitas vezes se via lutando contra a reprovação, era basicamente um sem futuro no quesito acadêmico. Gostava de desenhar, mas sabia muito bem que era só um hobby. Não tinha muitos amigos, por conta do bullying e a diferença de preocupação entre ele e as crianças normais, que brincavam de pega pega enquanto ele recolhia vidro para que não machucassem o pé, para que seu pai não tentasse machucar sua mãe. Tentava resolver tudo com um sorriso e uma piada boba, nunca deixava com que essas coisas lhe afetasse ao ponto de parecer triste. Isso ele sentia sozinho, embaixo das cobertas quando estava para pegar no sono.
Assim foi a infância e adolescência de Bongju, que tentava ao máximo ser o alívio cômico do caos em que vivia. Ele pegou esse papel para si junto com o que os garotos medíocres faziam quando não tinham futuro na escola: o trabalho. Trabalhava desde os quinze anos para ajudar em casa. Quando não era em empregos de meio período, era no restaurante dos pais.
Mas quando completou dezoito anos, quando ele finalmente estava começando a criar vínculos com os clientes, tiveram que fechar o restaurante. Com a falência batendo na porta, a família decidiu dar o fim no lugar onde as crianças tinham crescido e tentar abrir um bar modesto. Maekju nasceu com uma ideia do pai de Bongju em ter algo para se ocupar e tentar limpar o nome, já que as dívidas bancárias não diminuíram com os anos.
Como não tinha vocação para fazer faculdade, Bongju aos poucos foi voltando para a sua rotina de diversos trabalhos. Conseguiu um emprego temporário de garçom, fez alguns eventos, trabalhou como entregador e até gari ele já foi. Era difícil se manter em algum lugar quando se recusava a largar o estilo alternativo que todos abominam. Ele parecia estar tomando um rumo na vida, mesmo que não tivesse algo fixo ainda. Seus irmãos eram diferentes de si, todos tinham ambição para o futuro e os avós ajudaram eles a sair do ambiente conturbado para que estudassem em Seul e fossem alguém.
Lidava com o pai por causa do amor que sua mãe tinha por ele. Por mais que ele fosse metido em coisas ilegais, Sohee fingia que não enxergava os roxos no corpo do homem quando ele chegava com o bolso cheio de dinheiro e as garrafas de bebida nas mãos. Bongju sabia muito bem que o pai traficava e era o babaca que socava as pessoas que pediam dinheiro para agiota e não conseguiam pagar, uma vez até tentou denunciar o pai anonimamente. Sabia também que Maekju estava envolvido até o pescoço com coisas ilegais e por isso aos poucos foi tendo movimento. Mas quem tem dinheiro e é de tudo por dinheiro fácil, consegue o que bem quiser das autoridades.
E uma tragédia assombrou a família já amaldiçoada no final de 2023, levando a caçula da família. Aos poucos, Sohee ia se desmanchando e preocupando o filho mais velho, que fazia de tudo para protegê-la após ter voltado do exército. E no mesmo ano, meses após a morte da filha, Joohyuk sumiu sem nem dar explicações. Meses depois Bongju entendeu o motivo do desaparecimento do pai quando o agiota bateu na sua porta, apontando uma arma na sua cabeça, dizendo que ele devia uma boa quantia de grana por causa do pai.
O garoto teve que lidar com tudo isso e a tentativa de suicídio da mãe. No desespero em manter o que restava da família viva, assumiu o Maekju, mesmo com a procedência duvidosa e sem ter nenhum contato prévio com administração de negócios.
Mesmo não sendo nenhum lobo de Usadan-ro, tentou manter o bar enquanto se acostumava com a clientela duvidosa e os negócios que tinha que fazer para o tal traficante, que mantinha o bar de pé.
Quem vê Bongju sorrindo por aí e esbanjando bom humor sequer imagina a bagagem que o garoto de cabelo cacheado carrega consigo. Ele não gosta de reclamar dessas coisas, tentando sempre ver o lado positivo e tentando disfarçar a parte podre com o bom e velho sorriso. Morando no mesmo lugar, na mesma casinha caindo aos pedaços, ele tenta pagar a dívida que não é dele e a internação recente da mãe no hospital psiquiátrico após outra tentativa de suicídio. Em meio a esse caos, tenta ser um homem normal (na medida do possível) de vinte e oito anos, torcendo pra conseguir sair da bosta que se enfiou.
Não importa o quão duros sejamos, o trauma sempre deixa uma cicatriz. Isso nos segue para casa, muda nossas vidas. O trauma atrapalha todo mundo. Mas talvez esse seja o ponto. Toda a dor, o medo e a porcaria. Talvez passar por tudo isso seja o que nos mantenha avançando. É o que nos empurra. Talvez tenhamos que ficar um pouco confusos, antes de podermos avançar. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer.
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TW: estupro (mídia e escrita)
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Disponibilidade: tarde, noite e aleatório
Nome: Kwon Ahri
Faceclaim: Yeri (Red Velvet)
Data de nascimento: 05 de outubro de 1999
Gênero: feminino
Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul
Ocupação: Instrutora de Yoga na Boost Fit
Moradia: Usadan-ro 6-gil, apto. 43, 5° andar
Nem todas as crianças do mundo têm a sorte de crescerem em um manto familiar caloroso e acolhedor, onde cada laço, independentemente de sua dimensão, é cultivado com carinho e respeito. Ahri, natural da radiante Jeju, teve o privilégio de ser uma dessas felizardas.
Desde a infância, era conhecida por seu sorriso contagiante, exibindo uma personalidade extrovertida e cheia de energia. Cercada por irmãos, ao todo, quatro, sendo ela a caçula, personificava a típica menina que brincava com os meninos, correndo por todo o lado e se entregando às travessuras de rolar na terra. Diversão não tinha preço para eles, tornando a infância uma época de pura preciosidade.
Seu vínculo mais profundo, entretanto, era com o vovô Jaehoon. Ele foi quem a guiou na arte de se conectar com a natureza e promover o bem-estar, em momentos únicos ao ar livre em onde ambos trabalhavam o corpo e a mente com exercícios de meditação. Eles eram inseparáveis, como se fossem unha e carne, sempre apoiando um ao outro.
Ao ingressar na vida adulta, Ahri sentiu a necessidade de trilhar um caminho que alinhasse suas paixões pessoais com seu desejo de ajudar os outros a encontrarem equilíbrio e serenidade, inspirada pelos ensinamentos preciosos que seu avô lhe transmitira. Foi então que ela tomou a decisão de se tornar uma instrutora de yoga.
Contudo, assim como de qualquer outro ser humano, sua jornada não foi isenta de desafios. Ela enfrentou uma dor repentina, da qual não desejaria nem mesmo ao seu pior inimigo, ao enfrentar a perda prematura de Jaehoon. Este episódio doloroso mergulhou-a em um período depressivo, um abismo emocional que por longos meses parecia não ter fim. Foi por meio da prática constante da yoga que encontrou a força para aprofundar ainda mais sua busca por significado e propósito na vida.
Após um ano imersa no luto e decidindo dar um novo rumo à sua vida, escolheu se mudar para Itaewon. O motivo da escolha foi perspicaz, alimentada por um desejo adolescente que acalentava há anos: explorar a badalada capital de Seul. Ao abraçar a oportunidade de se estabelecer nesse ambiente novo e diverso, ela tinha em mente incorporar mais a alegria que sempre estivera presente em sua vida, que parecia mesclar muito bem com a vibração característica do local.
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Conflitos: sim, mas me comunique com antecedência
Disponibilidade: aleatório
Nome: Ryu Kino
Faceclaim: Heeseung (ENHYPEN)
Data de nascimento: 30 de abril de 2000
Gênero: masculino
Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, coreano
Ocupação: Músico no The Velvet Lounge
Moradia: Usadan-ro 12-gil, casa n° 66
Nascido em uma cidadezinha mequetrefe, vulgo Mokpo, Ryu Kino sempre se mostrou sendo completamente diferente da família Ryu, ou do que esperavam que ele fosse. Era o caçula, único homem e considerado fruto de uma “fraquejada” – já que sempre era comparado com as três irmãs mais velhas e de uma forma bastante negativa. A família era grande, sim, e um dos motivos para que desejasse sumir o mais rápido do mapa, mas foi muito chão até que a concretização da tão sonhada liberdade chegasse.
A família Ryu era bastante conhecida por Mokpo e redondezas, afortunados com seus imóveis, heranças, membros de alianças políticas e sócios de uma rede construtora. Dinheiro nunca faltou, tal como nunca faltaram também os infortúnios. O patriarca era um grande viciado em jogos de azar, bebidas e mulheres. Todo mundo sabia sobre o que acontecia, porém, o assunto era intocável, exceto pelas brigas recorrentes do casal. Existia um boato de que o caçula não era filho do renomado Ryu e de que a mãe também era adúltera, entretanto, muito se diz que esse boato era somente para que a mãe também tivesse a índole manchada. A única verdade que pode-se dizer sobre o caso é que Kino sempre foi destratado pelo progenitor e pela família paterna.
Apesar de tudo, para a mídia e para os moradores locais, tudo sempre parecia em ordem. Era como se cada Ryu, por natureza, tivesse nascido com o dom das artes cênicas no sangue através de tanto teatro e fingimento. Mesmo com um lar desfuncional, as três irmãs Ryu construíram um futuro sólido: a mais velha era uma grande administradora e tomava frente nas decisões de gestão da empresa, a segunda Ryu uniu-se à vida política como os tios e a terceira cursava Medicina em uma Universidade prestigiada. Sobre Kino? Não possuía interesse em nada. E claro, ao patriarca, também era um insulto que o único filho homem não fizesse o nome dos Ryu.
No fim, não importava muito até então. De forma abrupta, suas desavenças com o pai desapareceram na adolescência. O homem tomou um chá de sumiço – ou o deram um – depois de uma viagem de negócios. Foi dado como desaparecido e as investigações continuam até os dias de hoje. O caso nunca foi finalizado. Através de todo esse caos, durante a adolescência, precisava espairecer um pouco. Teve suas crises de rebeldia, de fuga de casa, de conhecer coisas novas e até de fazer besteira consigo e tudo o mais. Através de alguns absurdos cometidos nessa época, foi obrigado a iniciar um tratamento psicológico e chegou a fazer algumas sessões de musicoterapia durante esse processo. Unindo o útil ao agradável, conheceu um de seus primeiros amores por lá e desde então, sempre se via um querido animadíssimo com o fato de se tratar. De começo, se interessava mais por percussão, mas foi completamente barrado pela mãe que afirmava que faria muito barulho, iria incomodar e toda a reclamação possível sobre. Decidiu então focar nas cordas e acabou descobrindo algo em que finalmente poderia se desenvolver.
Seus problemas não acabaram por aí, na verdade, só foram acumulados a um patamar pior. Estava proibido também de querer cursar Música no futuro, muito embora as irmãs tenham o ajudado financeiramente para que se estabelecesse fora de Mokpo ao conseguir uma vaga em uma Univerdade de Seul. Só gostava de uma coisa: a música e bom, as irmãs reconheciam isso e respeitavam a sua decisão de não querer se envolver em nada dos pais. Até hoje recebe dinheiro “escondido” através das irmãs, por ter cortado relações com a mãe desde a sua entrada na Universidade. Não pelo simples fato do curso não a agradar, chegou a trazer polêmicas até Mokpo, como o fato de ter saído com uma mulher casada ter sido noticiado em um jornal local. Não gostava tanto assim de holofotes que não fossem musicais – e de verdade, ele nem era um músico renomado ainda.
Seu trabalho não se resumia ao Lounge onde entrou por uma indicação de um professor universitário. Vendia algumas composições – ramo em que fora sua ênfase durante a graduação – e também possuía outros projetos por fora. Recém formado e ainda fortemente ligado e dependente da fortuna dos Ryu, o artista boêmio sempre se esforça pelo caos e pela sua incrível vontade de viver – assim como pela repentina vontade de não existir também, na mesma intensidade. Fazer o quê? Todo mundo tem seus momentos. Criativo, com ideias fora da caixinha e extremamente empático com quem importa (ou com quem sabe se aprofundar em sua complexidade), possui um apego à tragédia e ao caos. Afinal, foi assim que se formou como pessoa nesse mundão. Talvez um dia possa se libertar da fama dos Ryu, não pretende se apegar às investigações de seu pai, seu primeiro amor não existe mais (em muitos sentidos) e também não pretende parar de mamar na teta endinheirada da família tão cedo. Por último, mas não menos importante, possui um apego especial a ambientes aquáticos e uma fissuração com água. O motivo, entretanto, não poderia ser explícito.
Ryu Kino sempre foi um quebra-cabeças com peças faltando e algumas até defeituosas, que não se encaixam perfeitamente. Mas se todos os enredamentos de uma escala diatônica foram entendidos e moldados por alguém, ainda resta um pouco de fé (ou fantasia) a este estimado anti-herói.
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Disponibilidade: tarde e noite
Nome: Kang Sora
Faceclaim: Hyunjin (Stray Kids)
Data de nascimento: 20 de março de 2000
Gênero: masculino
Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, coreano
Ocupação: Barista no e-Coffee
Moradia: Usadan-ro 10-gil, casa n° 11
Quando se trabalha em uma funerária, é comum presenciar momentos em que parentes, amigos, amantes ou pessoas queridas em um geral sofram com a perda de outrem. O trabalho do pai de Sora, em todo caso, era justamente restaurar essas pessoas como se nunca tivessem sofrido, como se estivessem em um calmo sono eterno, deixando uma última boa memória na mente de todos. Mas o que não dizem para quem auxilia nesse tipo de função é que um dia talvez você esteja preparando o corpo daquela mesma pessoa que te criou e te ensinou tudo o que você sabe.
Kang Sora cresceu em Mokpo, cidade onde seu pai, Kang Sungcheol, administrava uma funerária, um homem dedicado ao seu trabalho, sempre espalhando sua visão diferente sobre questões como morte e partida de almas, tornando tudo muito mais leve do que o esperado. Desde jovem, seu filho foi envolvido nos negócios da família, aprendendo os detalhes meticulosos daquela função na qual seu progenitor tanto punha seus esforços e, de certa forma, amor.
Mas não bastando a sua situação de ser um auxiliar da funerária durante toda sua vida e os possíveis desconfortos por lidar com cadáveres desde que seu pai assumiu que ele tinha idade o suficiente para tal, Sora enfrentou desafios adicionais durante sua época de escola. As outras crianças e adolescentes que eram seus colegas de classe não entendiam a natureza do trabalho de sua família e viam as atividades funerárias como algo macabro e sinistro, usando isso como argumento para zombar do garoto, tornando-o alvo de piadas e vergonha, fazendo com que ele precisasse se apoiar no pai para se lembrar o porquê era uma profissão admirável e necessária.
No entanto, a vida de Sora tomou um rumo inesperado quando seu progenitor o deixou repentinamente devido a um mau súbito, sequer dando tempo de se preparar para essa possibilidade e tudo o que viria com seus pós-morte. O ocorrido deixou uma marca permanente no filho único dos Kang, que, apesar de ter muito apreço, admiração e amor por aquele que o criou, não conseguiu superar a aversão que desenvolveu em relação aos velórios e funerais.
A tristeza e o luto misturaram-se com uma sensação de desconforto que persistiu ao longo dos anos, impedindo-o de prosseguir com a funerária como era o desejo de seu antigo dono, já que infelizmente sequer conseguia pisar no local que tanto construiu suas memórias passadas e viveu toda sua adolescência. Mesmo que tivesse sido ensinado a lidar com a partida de outras maneiras, ele sabia que tinha um coração diferente do de seu progenitor, incapaz de encarar aquilo com a mesma leveza.
Além disso, a disputa de parentes por herança não tardou a vir. Para visitar, cuidar e demonstrar preocupação com o velho Kang Sungcheol não havia uma única alma presente, mas para disputar seus bens e tudo o que lhe restou, inúmeros nomes surgiram de familiares que Sora sequer havia conhecido antes desse momento. Todavia, toda aquela briga só piorou com a descoberta que o estabelecimento e herança era somente para Sora, o único que não queria saber nem do dinheiro nem da responsabilidade de assumir a funerária por considerar algo que não merecia. Tudo isso somado ao ambiente melancólico apenas servia para o lembrar daquela dor diariamente, causando-lhe um estresse mais que desnecessário, preferindo se afastar do legado que havia restado para si e repassando a funerária para um dos funcionários confiáveis de seu pai, que o deixou partir com a promessa de que voltaria quando estivesse pronto.
Com o tempo, Sora foi encontrando conforto em outras coisas, outros hobbies, outras pessoas. Confessa com vergonha que ficou a um passo de ceder ao álcool depois de se relacionar com pessoas erradas que quase o convenceram a seguir outro estilo de vida, mas o pensamento que seu pai iria desaprovar suas escolhas o parou no caminho, então preferiu se enfiar em inúmeras tarefas diferentes, acabando por se encontrar no mundo das artes onde descobriu a melhor forma que podia desabafar.
Depois de tantos meses, Sora se esforçou para passar por essa lombada no meio de sua vida, buscando novos horizontes longe da tristeza associada à funerária e querendo viver os próximos anos com mais tranquilidade. Por não ter mais apegos onde morava e preferindo criar novas memórias em um lugar diferente, tentando começar do zero, mudou-se para Seul - mais especificamente, Itaewon - onde arrumou um emprego como barista no E-Coffee, descobrindo uma nova paixão por fazer cafés e usufruindo de suas habilidades artísticas para os decorar, e aproveitando a atual rotina cheia de inúmeros acontecimentos, as pessoas novas que visitavam o local e as novidades da animada vida noturna para afastar a mente das futuras decisões que teria que tomar.
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TW: maus tratos aos animais (mídia e escrita)
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Disponibilidade: noite
Nome: Kang Guwon
Faceclaim: San (ATEEZ)
Data de nascimento: 10 de julho de 1999
Gênero: masculino
Nacionalidade e etnia: Coreia do Sul, coreano
Ocupação: Tatuador no InkCraft
Moradia: Usadan-ro 6-gil, apto. 4° andar
Junte uma dose generosa de confiança, carisma, tagarelice com uma pitada de humor duvidoso e teremos como resultado: Kang Guwon. Munido de adoráveis covinhas, usa essas belezinhas para conseguir o que quer e não se envergonha, o que não quer dizer que as use para o mau. Longe disso! Na maior parte do tempo é apenas para fortalecer a própria lábia, ou então uma forma de conseguir um carinho aqui e ali, porque no final do dia é apenas mais um que não vê problemas em demonstrações de afeto e tem sempre um abraço e palavras de conforto para quem precisar. Porém, como nem tudo é perfeito, Guwon possui extrema facilidade em se irritar e frustrar, admitindo que enfrenta problemas de autocontrole e alertando quem se atreve a provocá-lo sobre as possíveis consequências verbais e físicas.
Sonhador, sempre desejou ingressar na universidade para seguir os passos do falecido pai, sendo esse o maior motivo para Guwon ficar transtornado ao ouvir da própria mãe que as economias destinadas para garantir seu futuro foram completamente gastas. De forma fútil. Com luxos que a mãe não conseguiu abrir mão, diferentemente do filho pequeno, que na primeira oportunidade largou aos cuidados da avó paterna sem se importar em como o garoto lidaria com o luto, a perda de seu maior ídolo. Revoltado e movido a ódio, apareceu na casa onde viveu seus momentos mais felizes da infância, somente para buscar seus pertences, e tudo mais que considerava ter valor (emocional e financeiro), mudando-se de Jeju para a capital com o pouco que tinha na conta bancária. Não tinha um plano elaborado, apenas a certeza de que iria precisar de um emprego qualquer que ajudasse nas despesas diárias, pois a quantia levantada com a venda dos bens não duraria muito. E encontrar emprego levou mais tempo do que o esperado, afinal, precisava reconhecer que não tinha experiência em nada específico e apenas um currículo com coisas inúteis como instrumentos que aprendeu a tocar, esportes que foi obrigado a praticar e línguas que fingiu aprender.
Trabalhar em um lugar no qual recebia olhares estranhos e julgadores, principalmente de mais velhos, incluindo a própria avó, não estava no topo de suas preferências. Na verdade, foi um acaso do destino criar amizade justamente com um tatuador logo em suas primeiras semanas ao se perder pelo bairro novo e receber ajuda para se localizar. Na época, estava trabalhando como garçom e precisava admitir que o salário não valia tamanho o esforço que exigiam de si, sendo desta forma que voltou sua atenção ao estúdio de tatuagem que não ficava longe dali, ainda mais ao reencontrar seu salvador de outro dia e descobrir que era um dos artistas da casa. Foi esse hyung que viu potencial nos rabiscos de Guwon, pois a correria o fazia aparecer pelo restaurante momentos antes de fecharem, consequentemente um dos horários mais tranquilos quando era possível ver o rapaz concentrado rabiscando em algum dos guardanapos. O que começou com um elogio, evoluiu para pedidos de personagens e desenhos específicos enquanto desfrutava de uma boa refeição, até que em um dia qualquer o convite para ser aprendiz veio, junto de muita incerteza e insegurança por parte do até então garçom, que somente tomou uma decisão ao entrar no dito estúdio e conhecer o restante da equipe por quem se afeiçoou quase instantaneamente.
Agora, 5 anos após se mudar para a capital, Guwon tem seus clientes fiéis e amigos de profissão que encontra com frequência em eventos de flash tattoo e workshop. A universidade? Bem, essa ainda é um sonho a ser conquistado, pois apesar da família paterna estar bem das pernas a sua teimosia o impede de aceitar ajuda financeira, mudando de ideia apenas quando perdeu o emprego e as coisas apertaram, o estúdio no qual iniciou carreira mudou-se de cidade e não havia muito o que fazer além de usar suas conexões em troca de uma oportunidade. Sua avó ciente da situação, decidiu que o ajudaria mesmo se negando a deixar Jeju, presenteando o neto com um apartamento modesto na última visita que lhe fez. Com uma preocupação a menos, conseguiu focar em encontrar um novo estúdio para trabalhar, mas a ausência de um diploma o fez receber várias negativas até que decidiu tomar medidas drásticas, surgindo misteriosamente com um diploma estrangeiro, uma falsificação quase perfeita que lhe permitiu trabalhar novamente com o que descobriu ser mais do que um hobby. Crendo que finalmente a vida estava entrando nos eixos, Guwon respirou aliviado por alguns meses, não contando com uma surpresa indesejada ao ver que a mãe descobriu seu paradeiro. Sem saco para aguentar o drama barato feito pela mulher, que insiste em jogar em sua cara que tem o dever de cuidar de quem lhe deu a vida pois seria isso que o pai iria querer de si, de início até cedeu ao golpe baixo, desembolsando quantias consideráveis, mexendo em suas economias e pedindo ajuda da avó com a promessa de que a mulher sumiria, até perceber que aquilo era papo furado e ela continuava a voltar para lhe importunar. Paciente igual uma porta, frequentemente bate boca com a mais velha nas visitas indesejadas, seja em seu local de trabalho ou em frente ao seu prédio, não crendo na audácia da mulher em querer lhe exigir algo e ainda o chantagear com ameaças de revelar seu pequeno segredo acadêmico, que só os deuses sabem como a dita cuja ficou sabendo.
Com todos os motivos para se tornar um babaca, o Kang optou por se manter otimista e atencioso com quem realmente merece sua atenção. Vivendo um dia de cada vez, foca em suas metas e sonhos como futuro cirurgião, no trabalho como tatuador e em como finalmente convencer sua amada vozinha a vir para Seul a cada viagem que faz até Jeju, escondendo como pode todo o drama no qual está envolvido por trás do sorriso cheio de covinhas e piadas bestas.
OOC
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