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A little style experiment 🐶uwucorn🐶 did on Amino :D
(PS I started writing chapter 5 a few days ago ;D)
Humanized gift by @evilunikittyask! :D
Also I've got another new co-artist now: say hello to @usf2020!! X3
Paulo Mendes da Rocha
Qual sua origem e quais momentos considera importantes para a sua carreira?
“Nasci em Vitória (Espírito Santo) em 1928. Meu pai era engenheiro, sempre procurava fazer uma relação com a natureza, o que de certa forma me influenciou muito. Minha formação em Arquitetura e Urbanismo ocorreu em São Paulo no ano de 1954 na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Obtive destaque ainda muito novo, aos 29 anos, quando venci o concurso para o Ginásio do Clube Atlético Paulistano. Entre 1960 e 1961 realizei vários projetos de escolas públicas, na qual também ingressei como professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP. A construção da minha residência em 1964 é fundamental para mim, localizada no bairro do Butantã em São Paulo.”
O que é arquitetura para você?
“A arquitetura está em constante transformação, é um processo histórico lento e demorado. O moderno sempre traz consigo traços do passado, pois é exatamente esse o intuito. Ela não nasceu do nada, foi surgindo pouco a pouco simultaneamente com as experiências e modificações do homem, da sua forma de viver e se relacionar. Não posso me esquecer da natureza, que assume um papel fundamental, afinal tudo é construído a partir dela e a sua forma deve ser respeitada.”
Como foi a criação do Museu Brasileiro de Escultura (MuBe)?
“Esse projeto foi fruto de um concurso público em São Paulo. O terreno anteriormente estava destinado para ser um Shopping Center, mas um grupo de moradores conseguiu mudar essa situação e o terreno foi doado à prefeitura que promoveu o concurso.
O terreno tinha cerca de 7 mil metros quadrados e para a construção fiz com que suas fachadas se desdobrassem em múltiplos planos, onde não há elevação principal, lateral, frontal. Assim, sendo formado por uma elaborada sucessão e interrupção de superfícies, estabelecendo uma relação com as duas vias públicas, semelhante a um passeio ou um singelo parque-jardim. Os dois pavimentos do museu formam duas praças, uma alta e outra baixa.
Na cota mais baixa do terreno, fiz a praça de entrada revestida com mosaico branco, contrapondo com a gravidade da massa de concreto que desce verticalmente sobre ela. Na cota mais alta fiz um espelho d´água no ângulo extremo do lote, recortando o piso da praça superior. Uma das maiores características desse projeto são as dependências semi-enterradas, onde projetei grandes salões para exposições, mantendo a continuidade exterior-interior, mediante rampas, escadas e aberturas zenitais e laterais que oferecem luz natural ao interior da construção. Na parte externa, o paisagismo quem fez foi Burle Marx e também serviu de pano de fundo para as exposições e atividades ao ar livre.”
Flávio de Carvalho
Vamos começar do começo, onde você nasceu e como sua história na arquitetura se iniciou?
“Eu nasci dia 10 de agosto de 1899 em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, me formei engenheiro-arquiteto, creio que a maioria me conhece como grande representante do movimento modernista, mas também sou desenhista, pintor e performer. Eu amo pintar, ver teatro e fazer figurinos e performances, o que me deixa mais feliz é exaltar o experimental e a total fuga das regras e formas academicistas de cada arte.”
Realmente, essa influência artística é perceptível! Por que você adotou esse seu estilo também na arquitetura?
“Bom, o meu estilo é bastante peculiar, eu gosto dos traços do surrealismo, cubismo, do expressionismo alemão, além de um grande apego ao polêmico e renovador. Tenho como ideia a antropofogia pura, releitura de movimentos artísticos europeus, para a sociedade brasileira, sempre busquei um contato direto com o espectador. Meu interesse era despertar a reação psicológica em quem visse meus trabalho.”
Como foi projetar o Palácio do Governo e participar do Congresso Pan-americano de arquitetos?
"O meu projeto da nova sede do Palácio do Governo em São Paulo destacou-se entre os concorrentes, principalmente pelo aspecto monumental do edifício, optei pela decomposição dos volumes e pela intensidade dramática imaginando uma verdadeira fortaleza. Logo depois, quando fui conferencista no Congresso Pan-Americano de Arquitetos com "A Cidade do Homem Nu", meu objetivo central era enfatizar minha tese ligada ao movimento antropofágico do homem despido dos preconceitos da civilização burguesa."
Qual de suas performances deu mais polêmica?
“A mais polêmica foi a vez em que eu sai do ateliê na Rua Barão de Itapetininga e andei pelas ruas do centro de São Paulo, vestindo uma roupa pouco comum: era uma saia verde , sandália de couro , uma meia arrastão e uma blusa amarela de mangas curtas. A ideia era propor uma vestimenta mais adequada ao clima de um país tropical e, também, criticar o uso de roupas que são ditados por países europeus sem qualquer questionamento. Mostra também um ato de rebeldia quanto às normas da sociedade.”