vivendo num processo contrário. o de tirar você de mim. se ontem te traguei, hoje te solto como fumaça no ar. se te bebi, agora regorjeio em meio à vômitos. não te quero mais dentro de mim. não estou bem mais embaixo de você. hoje, o que preciso é esquecer dos teus olhos encarando os meus e de suas mão segurando a minha cintura. perdão, mas não suporto mas essa vã ideia de te ter comigo, todo os os dias, todas as horas, todos os míseros instantes. quero que se vá e não volte. leve também todas as coisas que trouxe e me fez engolir. toda essa sua safadeza masculina, todas as suas merdas ditas em meio algumas poucas palavras bonitas. não me interessa saber de sua existência. estou te matando da minha cabeça.você não ocupa mais lugar cativo em meu coração. aliás, meu coração está quebrado, partido em milhares de pedaços, fragmentos do fracasso que foi viver com você. vá e deixe-me juntar os cacos; suma e permita-me a viver comigo mesmo no melhor lugar do mundo que sou eu mesmo. não lhe peço por favor que desapareça, simplesmente, não te quero mais aqui e por direito, estou sentenciando que aqui não encontrarás mais repouso. vá, suma, estou em processo de decantação e a única parte que lhe cabe, é a minha cara de nojo de você. e se por ventura, um dia, eu vier a lhe procurar, não esqueça de não me ouvir. posso não saber o que quero, mas sei bem o que não quero. e eu não te quero mais em mim.