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Você nunca vai saber quem vai ir embora na hora em que entram em sua vida. É impossível. Então, se arrisque, não tenha medo do que está por vir. Afinal, sem a queda, você nunca conheceria a sensação de estar no topo.
Hoje vamos relembrar um assunto bem discutido em 2013, e que de acordo com o infográfico de tendências globais de design publicado pela Shutterstock, tem tudo para substituir o Skeumorphism.
Mas afinal, o que é o Flat Design?
O flat design ou design plano tem como características a redução de efeitos e tudo que possa poluir e causar interferência visual, segundo Andrea Pacheco.
A ideia de um Design Plano (Flat Design) tem relação com a ideia de não se utilizar elementos que simulem tridimensionalidade nas interfaces, mantendo a simplicidade e privilegiando a informação. Com isso, temos elementos visuais mais minimalistas, com o uso de cores chapadas e bons contrastes, e sem a utilização de recursos como sombras e gradientes.
Apesar de estar associado às cores - principalmente as mais brilhantes -, destaca-se outras características importantes, como a utilização de grandes tipografias e fontes sem serifa, bom uso dos espaços em branco, imagens grandes e com qualidade alta, e conteúdo mais objetivo, comenta Diogo Rodrigues.
Muita gente acha que para se ter uma interface atraente é preciso adicionar layers e mais layers repletos de efeitos, e o Flat Design mostra exatamente o contrário. Quando você reduz sua interface ao essencial, valorizando o conteúdo e aproveitando ao máximo as cores e a tipografia, o resultado é uma interface muito mais atraente e sofisticada, e por mais que ela pareça simples não significa que é fácil de se fazer. Para um bom resultado é preciso um estudo atencioso das cores, tipografia e elementos visuais que compõe a interface, diz Andrea Pacheco.
Segundo Edu Agni, com um fluxo de informação cada vez maior, assim como a necessidade de que interfaces funcionem em diferentes resoluções e dispositivos - como sugere o Responsive Design, torna-se imprescindível o uso de um design mais simples e flexível, que mantenha o foco nas interações, e não na estética.
Muitos consideram que quando se trabalha com elementos mais simples e minimalistas automaticamente se produz um layout pobre, e dessa forma adicionam o máximo possível de elementos gráficos, tipos, cores, formas, ilustrações e imagens, em detrimento da qualidade da informação ou função prática da página.
"Quanto trabalhamos com um design mais 'flat' e evitamos o excesso de informação visual, estamos automaticamente evitando sobrecarga cognitiva nos usuário, e tudo que não cansa a vista e a cabeça acaba agradando. Trabalhando com uma boa paleta de cores, uma boa tipografia e dando a devida atenção às micro-interações e ao refinamento dos elementos, não vejo a possibilidade do Flat Design tornar-se algo pobre e sem graça", afirma Edu Agni.
"Mesclar os dois estilos mais populares da web - Flat Design e Skeumorphism - é o segredo para que os sites continuem atraentes. Outro aspecto que devemos ter cuidado é o conteúdo do site. Alguns designers mais 'radicais' prezam pela pouca 'densidade de informação' para manter a interface o mais simples possível, o que não é correto quando se pensa na experiência do usuário. O ideal é ter bom senso e ter em mente que não é porque está em evidência que esse estilo deve ser aplicado com forte predominância em qualquer projeto", orienta Diogo Rodrigues.