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㠀㠀㠀㠀Depois do funeral, Grigori se afastou discretamente, procurando um canto longe dos olhares alheios onde pudesse, ao menos por alguns minutos, ter um pouco de privacidade. Tirou o maço de cigarros e o isqueiro do bolso da calça, acendendo um com mĂŁos ligeiramente trĂȘmulas. Tragou fundo, quase com desespero, soltando a fumaça junto de um suspiro pesado. Estava exausto. NĂŁo apenas fĂsica, mas emocionalmente. Fazia tempo demais desde a Ășltima boa noite de sono, desde a Ășltima refeição decente. E agora, o peso da morte de Volkov o esmagava por dentro, evidente demais para ser disfarçado.
Lågrimas teimosas rolaram pelas bochechas enquanto flashes da memória do corpo sem vida do professor invadiam sua mente. A sensação da pele fria em seus dedos, o sangue seco manchando o rosto pålido, nada disso parecia real. Era como se uma parte sua ainda esperasse acordar de um pesadelo.
Quando ouviu passos se aproximando, virou a cabeça com um gesto rĂĄpido, pronto para enxugar as lĂĄgrimas e esmagar o cigarro sob a sola do sapato. Mas, ao reconhecer quem era, simplesmente tragou de novo, mantendo os olhos baixos. " O que fazemos agora? " Perguntou, sem se dar ao trabalho de disfarçar a dor na voz. Era alguĂ©m da DecĂĄpolis. AlguĂ©m que talvez fosse entendĂȘ-lo. " Quarta-feira vamos nos reunir de novo? "


















