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Produto: Edição Agosto 2010
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Profissão DJ: disco segue riscado
Por Elaine Santos
Mais de 50 mil profissionais ganham a vida agitando as baladas noturnas de todo o país; mas trabalho visto com glamour e adotado até por grandes nomes do meio artístico, ainda não é reconhecido legalmente
Nem o status das pistas de dança, nem os milhares de adeptos da música eletrônica e nem tão pouco os mais de 50 mil profissionais espalhados por todo o país foram suficientes para a aprovação da legislação que regulamentaria a profissão de DJ. O veto do ex-presidente Lula à lei, uma das suas últimas ações à frente do governo federal, deixou no ar a pergunta: DJ não é uma profissão? O veto à lei, que tramitava no Congresso Nacional desde 2007, de autoria do deputado Romeu Tuma (morto em outubro de 2010) foi baseado no artigo 5º, inciso 8, da Constituição Federal, que assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo a imposição de restrições apenas quando houver a possibilidade de ocorrer algum dano à sociedade. “Pois bem, sendo assim, os DJs vão continuar na luta para a legalização da profissão. Nem que tenhamos que começar tudo novamente perante o Congresso, ou seja, mais pelo menos três anos de luta. Com essa decisão, falando basicamente, ficamos sem direito a uma aposentadoria. Nenhum direito comum de um trabalhador, nada!”, disse Dárcio Correa, secretário geral do Sindecs (Sindicato dos DJs e Profissionais de Cabine de Som).
Revista Valeparaibano Fevereiro 2011 - Edição 11 Páginas: 76,77,78 e 79