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"Fora toda/os!"
Por: Van Oliv
19Set2018
Por que, mais do que nunca, a bandeira acrata da abstenção eleitoral é a mais coerente para a/os anarquistas no Brasil hoje:
Trata-se de uma disputa de legitimação X des legitimação do sistema: você já parou pra pensar sobre o porque de, mesmo indo contra os princípios básicos dos ditos "direitos humanos", alguém como o "Bozo" consegue prossseguir numa campanha presidencial proferindo seus discursos, sem nem sequer a/os dita/os candidata/os de "esquerda" abrirem ao menos um processo judicial solicitando declaração de inelegibilidade contra ele, alegando isto (que ele fere os princípios básicos, tanto de uma convenção legal internacional, quanto até mesmo da própria constituição da dita "república"?)..?
A resposta para esta aparente falta de "ânimo" da/os dita/os "adversária/os" política/os do "Bozo" para tomar providências elementares como esta é muito simples: ter "no jogo" figuras que representam "o diabo" para uns e "a salvação do mal" para outra/os, é uma ótima estratégia para mobilizar as paixões da/os cidadã/os e levá-la/os a, pelo jogo do medo x esperança, reinvestirem suas aspirações no falacioso jogo do sufrágio universal, o qual - e este é um "detalhe" importante do nosso contexto agora -, segundo todas as grandes pesquisas internacionais de opinião pública sobre os níveis de confiabilidade das instituições ditas "democráticas" do mundo, só vem perdendo cada vez mais a sua legitimidade ante as populações do globo..
Votar, é fazer o trabalho contra revolucionário de, pelo exemplo, afirmar aos povos - que estão cada vez mais acordando para a falácia das tais "democracias" - que "vale a pena continuar acreditando nesse sistema, mesmo que seja para ficar apenas com 'o mena/os ruim'"..
Porém, a/o "meno/os ruim" é apenas o outro lado da mesma moeda, que precisa do "mais ruim" (e por isto esta/e sempre terá a possibilidade de ser eleita/o em algum momento) para continuar mobilizando o povo para aderir à ilusão do sistema eleitoral, pela via do jogo do medo X esperança.
Lembremos as palavras do Barão Rotschild (patriarca da família de banqueira/os Rotschild, integrante do seleto grupo dos dez grandes conglomerados econômicos que detêm mais da metade das riquezas do mundo hoje): "não me importa quem governa os países, contanto que eu tenha o controle sobre suas economias" (e a este respeito é interessante lembrar que o homem forte da economia no Brasil, desde o primeiro mandato de Lula - aliás, foi Lula quem o trouxe de volta para o Brasil -, continuando com Dilma e permanecendo até Temer, é Henrique Meirelles, homem "formado" no Bank of Boston e autor de algumas destas propostas de reformas legais que vêm degradar ainda mais as condições de vida da/os trabalhadora/es)..
Então, se não votar não impede que alguém seja eleito, por outro lado, o ato de votar propicia um maior "fôlego" a esta pérfida instituição moribunda, permitindo assim que "a/os dona/os do mundo" possam continuar mantendo os povos dos países ditos "democráticos" sob o efeito entorpecente da ilusão de que detêm algum "poder" real sobre suas vidas coletivas..
Por isto, como anarquista consciente desta realidade, não reproduzo palavras de ordem do tipo "fora este/a" (pois estas são formatadas pelos interesses da/os dita/os "democratas" para fazer passar a idéia de que é preciso apostar num suposto "menos ruim"), e continuo reafirmando as tradicionais bandeiras de luta anarquistas, que penso serem as mais acertadas para apontarem "a/os de baixo" o caminho para a sua emancipação:
"Vote nulo, ou não vote!"
"Fora toda/os!"
E propague a autogestão!