As formas que o vento faz me fazem achar graça,torna a vida bem divertida,deixa a moça exibida um pouco constrangida quando ela sobe a ladeira de saia rodada e o vento rechaça,ele leva as folhas de um lado para o outro,a moça na calçada não pode fazer nada enquanto ele passa,mexe com as águas,de rios a um simples filete, quando duvidam,os oceanos com toda sua imensidão, também e levado pelo vento forte,que lá no norte virou furacão,o vento também cria vida onde não se acha,as árvores que parecem mortas,tem seus membros agitados e seu cabelos longos esvoaçantes com ele inconstante,no frio parece gilete,chega a cortar sem sangrar,no calor chegamos a implorar pro danado passar,ele é capaz de levar recados,já dizia o poema sobre o vento leva e trás, é recado de menino pra menina e mocinha pra rapaz,ele nos cega quando carrega fumaça e nos alegre quando traz a chuva,seja casamento de espanhol com chuva e sol ou de viúva com sol e chuva,ele é o primeiro aviso sobre o fim do mundo,por mais que nos achemos bons,Deus o manda invisível quebrando tudo, qual a graça de quem participa de tantas desgraças,chuva com o vento piora,acende o fogo que vira fogaréu,espalha os cabelos e tira o chapéu,nas conversas de comadre,se ele vem morreu o padre,pra quem escreve aí sim ele serve,abafa todos os os sons,mesmo que seja breve,o vento parou, também paro por aqui,agora vou ler sobre o que escrevi.
Jonas R Cezar















