Marina Verbitsky arrived at her terminal in Florida's Fort Lauderdale-Hollywood...
A woman was late for her flight. So she told airline workers there was a bomb on the plane.
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Alberto y la Argentina invisible | El Cohete a la Luna
"La confusión entre Octavio Paz y Litto Nebbia se presta al cachondeo, pero no es grave, porque palabra más o menos ambos dijeron lo mismo. Lo problemático es el contenido de la frase, que refleja un lugar común cultural de la pampa húmeda. Cuando Octavio Paz dijo que los mexicanos descienden de los aztecas, los peruanos de los incas y los argentinos de los barcos, lo hizo citando la frase que le escuchó a un periodista argentino. A su vez, el comentario del autor de la diatriba anti estatista El ogro filantrópico, fue oral y su transcripción se debe a Carlos Fuentes, quien entendió bien que era una joda, cosa que no puede decirse de todos los escandalizados por la gaffe presidencial."
La gira despedida
Sin nafta, Macri intenta realizar 30 visitas a ciudades antes de las elecciones ¿llegará? ¿Comienza a recorrer juzgados antes de irse? La verdad aparece y se comprueba que el saqueo de los vendepatria se realizó con métodos de terrorismo de estado. EL ÚLTIMO TOUR
Macrì inicia su gira de despedida, que puede incluir escalas en los tribunales
POR HORACIO VERBITSKY
El Presidente Maurizio Macrì…
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Un juez contra el patrimonio público
Un juez contra el patrimonio público
Nuevas pruebas exponen a Carlos Rosenkrantz al juicio político. El presidente de la Corte Suprema, nombrado por Macri en ese tribunal, tiene como práctica sistemática atender a sus clientes (grandes empresas privadas) desde su asiento en el máximo tribunal. Por supuesto, eso es causal de remoción. El soplón
La situación de Rosenkrantz se torna insostenible. Sus colegas señalan que pasó…
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Verbitsky sobre el caso Milagro Sala Verbitsky sobre el caso Milagro Sala
Verbitsky: "No me parece que el Episcopado se muestre arrepentido"
Tras el anuncio del Vaticano, el presidente del Centro del Estudios Legales y Sociales (CELS), Hoacio Verbitsky, en declaraciones al diario El País, de España, se mostró escéptico acerca del alcance de la desclasificación de los archivos: "Hay que esperar a ver el contenido de lo que desclasifican y el protocolo que aplicarán. La experiencia previa es desoladora. En la reunión que las dirigentes…
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Pyotr Ilyich Tchaikovsky Piano Concerto No 1 in B flat, Op 23 1 Allegro non troppo e molto maestoso -- Allegro con spirito 2 Andantino semplice -- Prestissimo 3 Allegro con fuoco Emil Gilels, piano USSR State Symphony Orchestra Vladimir Verbitsky, conductor
Papa Francisco - Um ersatz(*)
“Se Eugenio Pacelli [o papa Pio 12] recebeu financiamento dos serviços secretos norte-americanos para reforçar a democracia cristã e impedir a vitória comunista nas primeiras eleições do pós-guerra, e se Karol Wojtyla [João Paulo 2º] foi a alavanca que abriu o primeiro rombo no muro europeu, o papa argentino poderá cumprir o mesmo papel em escala latino-americana. Seu passado de militância na Guarda de Ferro e o discurso populista que não esqueceu o habilitam para invocar os exploradores e pregar a mansidão aos explorados.”
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Escrito por Horacio Verbitsky
15 de Março 2013, Observatório da Imprensa
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[Nas páginas a seguir, você não vai encontrar nenhum juízo de valor sobre dogmas ou culto. Só uma análise do comportamento da Igreja Católica Romana como uma "realidade sociológica de pessoas reais em um mundo concreto", de acordo com os termos da Conferência Episcopal da Argentina em si. Mas a sua "realidade teológica do mistério" aplica-se apenas aos crentes, que merecem todo o meu respeito.]
(*) De acordo com o Aulete Digital, ‘ersatz’ é o “substituto artificial de um elemento natural, ou substituto natural, de qualidade inferior, de outro elemento natural (p. ex. sacarina por açúcar); coisa não genuína, pouco semelhante a outra; sucedâneo".
Entre as centenas de chamadas telefônicas e e-mails recebidos, escolho uma. “Não posso acreditar. Estou tão angustiada e com tanta raiva que não sei o que fazer. Conseguiu o que queria. Estou vendo Orlando em casa, na sala de jantar, alguns anos atrás, dizendo ‘Ele quer ser papa’. É a pessoa indicada para esconder a podridão. Ele é especialista em tapar as coisas. Meu telefone não para de tocar. Fito me ligou chorando.” Está assinado Graciela Yorio, irmã do sacerdote Orlando Yorio, que denunciou Jorge Mario Bergogliocomo responsável pelo seu sequestro e pelas torturas que sofreu durante cinco meses, em 1976. Fito, a quem Graciela se referiu, é Adolfo Yorio, seu irmão. Ambos dedicaram muitos anos de suas vidas a continuar as denúncias de Orlando, teólogo e padre terceiro-mundista que morreu em 2000 sonhando com o pesadelo que na quarta-feira (13/3) se tornou realidade. Três anos antes, o protagonista de seu pesadelo havia sido designado arcebispo-adjunto de Buenos Aires, o que já era um prenúncio do que se seguiria.
Orlando Yorio não chegou a tomar conhecimento da declaração de Bergoglio perante o Tribunal Oral Federal 5. Disse que recentemente soubera da existência de crianças sequestradas, depois de terminada a ditadura. Mas o Tribunal Oral Federal 6, que julgou o plano sistemático de sequestro de filhos de detidos-desaparecidos, recebeu documentos que indicam que já em 1979 Bergoglio estava a par e interveio em pelo menos um caso, por solicitação do superior-geral, Pedro Arrupe. Ao escutar o relato dos familiares de Elena de la Cuadra, sequestrada em 1977 quando estava grávida de cinco meses, Bergoglio entregou-lhes uma carta para o bispo-auxiliar de La Plata, Mario Picchi, pedindo-lhe que intercedesse junto ao governo militar. Picchi averiguou que Elena dera à luz uma menina, que fora doada a outra família. “Ela está muito bem com esse casal e não há como voltar atrás”, informou Picchi à família.
Lutas internas da cúria romana
Ao fazer seu depoimento por escrito por ocasião do processo da ESMA (Escola Superior de Mecânica da Marinha, sigla em espanhol) pelo sequestro de Yorio e do também jesuíta Francisco Jalics, Bergoglio disse que no arquivo do episcopado não existiam documentos sobre os detidos-desaparecidos. Mas seu sucessor – e atual presidente – José Arancedo enviou à juíza Martina Forns cópia do documento que publiquei sobre a reunião do ditador Jorge Rafael Videla com os bispos Raúl Primatesta, Juan Aramburu e Vicente Zazpe, na qual falaram com extraordinária franqueza sobre dizer ou não dizer que os detidos-desaparecidos haviam sido assassinados, pois Videla queria proteger os que os mataram.
Em seu clássico livro Iglesia y ditadura, Emilio Mignone menciona Bergoglio como paradigma de “pastores que entregam suas ovelhas ao inimigo sem defendê-las ou resgatá-las”. Bergoglio contou-me que em uma de suas primeiras missas como arcebispo viu Mignone e tentou aproximar-se dele para lhe dar explicações, mas o presidente e fundador do CELS (Centro de Estudios Legales y Sociales) levantou a mão, indicando-lhe que não se aproximasse.
Não tenho certeza de que Bergoglio tenha sido eleito para tapar a podridão que reduziu à impotência Joseph Ratzinger. As lutas internas da cúria romana seguem uma lógica tão inescrutável que os fatos mais obscuros podem ser atribuídos ao espírito santo – das manobras financeiras devido às quais o Banco do Vaticano foi excluído do clearing internacional por não cumprir as regras para controlar a lavagem de dinheiro, às práticas pedófilas em quase todos os países do mundo que Ratzinger encobriu quando estava no Santo Ofício e pelas quais pediu perdão como pontífice. Nem sequer estranharia que, com uma brocha na mão e a sola dos sapatos gasta, Bergoglio empreendesse uma cruzada moralizadora para branquear os sepulcros apostólicos.
O discurso populista
Mas do que tenho certeza é que o novo bispo de Roma será um ersatz, essa palavra alemã que nenhuma tradução faz por merecer, um sucedâneo de menor qualidade, como a água com farinha que as mães indigentes usam para enganar a fome de seus filhos. O teólogo brasileiro da libertação Leonardo Boff, excluído por Ratzinger do ensino e do sacerdócio, tinha a ilusão de que pudesse ser escolhido o franciscano descendente de irlandeses Sean O’Malley, responsável pela diocese de Boston, quebrada pelo número de indenizações que pagou a crianças vítimas de abuso de sacerdotes. “Trata-se de uma pessoa muito vinculada aos pobres porque trabalhou muito tempo na América Latina e no Caribe, sempre em meio aos pobres. É sinal de que pode ser um papa diferente, um papa de uma nova tradição”, escreveu o ex-sacerdote.
Na Cadeira Apostólica não se sentará um verdadeiro franciscano, e sim um jesuíta que se fará chamar Francisco, como o pobrezinho de Assis. Uma amiga argentina me escreve atordoada, de Berlim, dizendo que para os alemães, que desconhecem sua história, o novo papa é terceiro-mundista. Uma pequena confusão.
Sua biografia é a de um populista conservador, como o foram as de Pio 12 e de João Paulo 2º, inflexíveis em questões doutrinárias, mas com uma abertura para o mundo, em especial para as massas despossuídas. Quando rezar sua primeira missa numa rua de Roma e falar das pessoas exploradas e prostituídas pelos poderosos insensíveis que fecham seus corações a Cristo; quando os jornalistas amigos contarem que viajou de metrô ou de ônibus; quando os fiéis escutarem suas homilias recitadas com os trejeitos de um ator e nas quais as parábolas bíblicas coexistirem com a simplicidade do povo, haverá quem delire por uma desejada renovação eclesiástica. Nos quinze anos que está à frente da arquidiocese de Buenos Aires fez isso e muito mais. Mas ao mesmo tempo tentou unificar a oposição contra o primeiro governo que, em muitos anos, adotou uma política favorável a esses setores e o acusou de tenso e de buscar o confronto, pois para fazê-lo teve que lidar com aqueles poderosos fustigados no discurso.
Agora poderá fazê-lo em outra escala, o que não significa que se esqueça da Argentina. Se Eugenio Pacelli [o papa Pio 12] recebeu financiamento dos serviços secretos norte-americanos para reforçar a democracia cristã e impedir a vitória comunista nas primeiras eleições do pós-guerra, e se Karol Wojtyla [João Paulo 2º] foi a alavanca que abriu o primeiro rombo no muro europeu, o papa argentino poderá cumprir o mesmo papel em escala latino-americana. Seu passado de militância na Guarda de Ferro e o discurso populista que não esqueceu – e com o qual poderia, inclusive, adotar causas históricas, como a das Malvinas – o habilitam para disputar a orientação desse processo, para invocar os exploradores e pregar a mansidão aos explorados.
Clique AQUI para ler a introdução do livro El Silencio - De paulo VI a Bergoglio. As relações secretas da Igreja com a ESMA (em espanhol).
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Horacio Verbitsky é jornalista investigativo.
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“Deus sempre foi inclemente com os pobres”. [Marat]]