Viagem de 15 dias pela Europa com um bebê?
por Emiliana Urrutia e Victor Solano
Hoje a coluna “Fazendo as Malas” recebe uma colaboração externa muito especial e… internacional! Emiliana Urrutia e Victor Solano, um casal de amigos colombianos queridos que conheci durante uma viagem a Bogotá, nos presentearam com um relato sobre a viagem à Europa que fizeram recentemente, na companhia de Víctor Miguel e Gabriela, seus dois filhos já adultos, e do pequeno Manuel Emilio, de menos de dois anos.
A Emiliana nos conta sobre os principais desafios de viajar com o bebê sem deixar de aproveitar o roteiro e oferecendo o máximo de conforto possível para o pimpolho.
Agradeço novamente a vocês, Emiliana e Victor, por dividirem conosco esta experiência, que pode ajudar muitas mamães e papais no planejamento de viagens e vivências inesquecíveis em família!
Ao final do post, você encontra a versão original do texto que a Emiliana escreveu exclusivamente para o VoyaJu, em espanhol.
Percorrer 5 países e 9 cidades em 15 dias já é por si só uma aventura. Se a isto acrescentamos viajar com um bebê, utilizando companhias aéreas de baixo custo e com restrição de bagagem, se torna uma verdadeira odisseia. Mas nós conseguimos!
Desde o começo, nossa meta era conhecer o máximo gastando o mínimo possível, por isso investimos muito tempo no planejamento para encontrarmos os melhores preços, o que implica comprar passagens aéreas e reservar hotéis com muita antecedência para garantir boas tarifas.
Sendo assim, começamos 6 meses antes, comprando as passagens de Bogotá a Amsterdã por um preço promocional de 777 dólares, incluindo impostos. Em seguida, para traçar o roteiro, começamos a pesquisar preços de hotéis e cidades, quando descobrimos um cruzeiro em promoção e que percorria destinos muito bons. Essa foi uma excelente opção, pois economizamos metade dos custos com hotéis e traslados, garantindo boa comida e descanso no final do dia. Recomendamos muito.
Depois, traçamos nosso plano para a semana seguinte ao cruzeiro com base nos destinos disponibilizados pela Easyjet, companhia aérea de baixo custo que sempre funcionou muito bem para a gente.
Então, nosso roteiro final ficou assim: duas noites e três dias para conhecer Amsterdã, uma noite em Veneza para embarcar no outro dia no cruzeiro que percorreu Bari (Itália), Katakolon (Grécia), Esmirna (Turquia), Istambul (Turquia) e Dubrovnik (Croácia), depois uma tarde em Veneza para em seguida voarmos para Nápoles, onde passamos uma noite e um dia. De lá, fomo para Pompeia e pegamos um trem para Roma, para passarmos uma noite e logo viajarmos para Praga, onde passamos duas noites. Voltamos para Amsterdã para passar a noite e regressamos a Bogotá.
Super cansativo, e com o bebê ainda mais, pois enfrentamos grandes desafios que podem tornar a viagem um pouco mais complicada:
Desafio nº 1 - Viajar com pouca bagagem: entre fraldas, leite, mamadeiras, brinquedos e roupas, a mala do bebê era a maior de todas, o que não é considerado por nenhuma companhia aérea. Assim, o restante da família se limitou a levar somente bagagem de mão, ou seja, muito pouca roupa. E isto nos obrigou a tomar outras decisões, como: não ir às noites de gala do cruzeiro para evitar esta roupa extra; levar somente uma mamadeira e lavá-la várias vezes ao dia; comprar fraldas e leite nas cidades que visitamos.
Desafio nº 2 – Comida: como a ideia era comer o que houvesse disponível e comprar o leite nos destinos visitados, alguns meses antes da viagem começamos a acostumar o bebê a mudanças na sua dieta, usando várias marcas de leite e lhe oferecendo alimentos diferentes. Por sorte, ele adorou as massas, o que foi a base da sua alimentação durante todo o período de férias.
Desafio nº 3 – Mudança de fuso-horário: para todos nós já é bem difícil lidar com o famoso Jet Lag, mas para o bebê foi um caso a parte. Nos primeiros três dias ele dormia bem depois da uma hora da manhã, não importando quais rituais de ninar nós usássemos. Ele simplesmente estava acostumado e dormir três horas depois de escurecer e, enquanto em Bogotá escurecia às 6 horas da tarde, em Amsterdã escurecia às 10:30 da noite. Quando retornamos, demorou mais de uma semana para voltar à sua rotina normal, o que nos obrigou a nos levantarmos às 4 horas da manhã, inclusive no final de semana.
Desafio nº 4 – Entretenimento: com mais de 12 horas de voo e muitos destinos chatos, tivemos que levar em nossos celulares jogos e músicas para distrai-lo, o que muitas vezes foi a nossa salvação. Acabamos ainda comprando alguns jogos durante a viagem, o que também ajudou um pouco. Enquanto nós adultos estávamos felizes percorrendo cidades, vendo ruínas e museus, para o bebê às vezes era tudo muito chato.
Desafio nº 5 – Roupa limpa: por mais que se tente, é impossível manter a roupa do bebê limpa, pois em geral ele se suja mais que um adulto. Assim, tivemos que gastar alguns Euros a mais com lavanderia. Felizmente o cruzeiro tinha uma oferta que nos caiu do céu: 40 peças por 40 Euros. Porém, se a ideia for economizar, em Amsterdã e Praga vimos lavanderias que permitem lavar muito mais, pagando apenas algumas moedas.
Desafio nº 6 – Quartos de hotéis de baixo custo: em um hotel de baixo custo você não pode pedir um berço e tem que se adequar ao espaço que te oferecem. Em Veneza, encostamos uma cama de casal na parede, para evitar que o bebê caísse; em Praga, dividi o sofá cama com ele, o que foi perfeito, porque foi quase como dormir em um berço e o bebê não tinha por onde cair. Em Amsterdã nos deram quartos bem simples, e tivemos que colocar um colchão no chão para que o bebê dormisse sem cair da cama. Enfim, adaptar os quartos acabou fazendo parte do plano.
No final, tivemos muitos aprendizados, entre eles o de que é importante levar um bom carrinho de bebê. Nós só levamos um carrinho tipo guarda-chuva, que era terrível de levar quando ele dormia, pois não tinha como mudar de posição. Ainda que este modelo seja mais leve para carregar, recomendamos levar um bom carrinho, que seja mais cômodo para o bebê, para não sacrificar o conforto em favor do tamanho.
A melhor decisão que tomamos foi a opção pelo cruzeiro, porque depois de um dia muito cansativo vendo ruínas, o bebê chegava louco para brincar na piscina e logo íamos ao salão de jogos para terminar o dia, o que o deixava muito feliz. Também nos foi dado acesso prioritário a uma cabine mais confortável, o que nos proporcionou uma experiência melhor do que se não tivéssemos levado o bebê.
Em resumo, é possível viajar com um bebê, mas é preciso ter muita paciência e mudar de ritmo quando for necessário, além de respeitar o seu sono, buscar sombra e manter elementos como comida, água e fraldas sempre à mão. Voltaria a fazer esta viagem sem dúvida, apenas fazendo alguns pequenos ajustes em termos de horários. Super recomendado.
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¿Travesía de 15 días por Europa con un bebé?
Recorrer 5 países y 9 ciudades en 15 días ya es de por sí toda una aventura, y si a esto le sumamos viajar con un bebé y por aerolíneas de bajo costo, con restricción de equipaje, ya es toda una odisea. Pero lo logramos.
Desde el comienzo nuestra meta era conocer lo más posible, con el mínimo presupuesto, por lo cual tuvimos que invertir mucho tiempo en planeación para encontrar los mejores precios, lo que implica comprar con mucha anticipación los tiquetes aéreos y reservar los hoteles para garantizar buenas tarifas.
Así que comenzamos 6 meses antes, comprando los tiquetes Bogotá a Ámsterdam con una tarifa de promoción de 777 dólares con impuestos incluidos. Luego para diseñar el itinerario comenzamos a investigar precios de hoteles y ciudades y descubrimos un crucero en promoción que recorría muy buenos destinos. Esa fue una muy buena opción, pues nos ahorramos los costos de hotel y traslado de la mitad de las vacaciones, garantizando muy buena comida y descanso al final de día. Opción muy recomendada.
Así que nuestro itinerario final quedó así, dos noches, 3 días en Ámsterdam, para recorrer y conocer, una noche en Venecia, para partir al otro día en un crucero que visitaba Bari (Italia), Katakolom (Grecia), Esmirna (Turquía), Estambul (Turquía) y Dubrovnik (Croacia), luego una tarde en Venecia y vuelo a Nápoles, donde pasamos una noche y un día, y recorrimos Pompeya, de allí un tren a Roma, para pasar una noche y luego viajar a Praga en donde pasamos dos noches, para volver a Ámterdam una noche más y luego volver a Bogotá.
Muy agotador, pero con el bebé aún más, pues nos enfrentamos a grandes retos que se pueden hacer un poco más complicado el viaje.
Reto #1 viajar ligeros: entre pañales, leche, teteros, juguetes y ropa, la maleta del bebé es la más grande y la que ninguna aerolínea tiene en cuenta. Así que los demás nos limitamos a llevar maleta de cabina, es decir, muy poca ropa. Esto implicó muchas decisiones: No ir a las noches de gala del crucero para evitar esa ropa extra, llevar solo un tetero y lavarlo varias veces al día; comprar pañales y leche en los destinos.
Reto # 2 la comida: como la idea era comer lo que encontráramos y comprar la leche y en los destinos, tuvimos que acostumbrar al bebé a los cambios en su dieta unos meses antes del viaje, usando varias marcas de leche y dándole a probar diferentes comidas. Por suerte, le encantó la pasta y fue la base de su alimentación todas las vacaciones.
Reto # 3 el cambio de horario: a todos nos da muy duro el conocido Jet Lag, pero el bebé fue caso aparte, los tres primero días se dormía mucho después de la 1 de la mañana sin importar todos los rituales de sueño que aplicáramos. Simplemente estaba acostumbrado a dormirse tres horas después de oscurecer y mientras en Bogotá oscurece a las 6 de la tarde, allá oscurecía a las 10:30 de la noche. Luego al regreso, tardó más de una semana en volver a su horario original, así que nos tocó levantarnos a las 4 de la mañana, incluso los fines de semana.
Reto #4 el entretenimiento: con más de 12 horas de vuelo y muchos destinos aburridos, tuvimos que llevar en nuestros celulares juegos y canciones para distraer al bebé, y fueron nuestra salvación muchas veces. Sin embargo, terminamos comprando algunos juguetes en el viaje que ayudaron otro poco. Mientras los adultos estábamos felices recorriendo ciudades, viendo ruinas y museos, el bebé se aburría mucho en este plan.
Reto #5 ropa limpia: por más que se intenta, es imposible mantener la ropa limpia del bebé y por lo general ensucia más que un adulto, así que tuvimos que gastar unos euros de más en lavandería. Afortunadamente el crucero tuvo una oferta de 40 prendas por 40 Euros que nos cayó del cielo. Pero si la idea es ahorrar, en Ámsterdam y Praga vimos lavanderías por monedas que permiten ahorrar mucho más.
Reto #6 habitación de hoteles de bajo costo: en un hotel de bajo costo no puedes pedir una cuna, así que hay que adecuar los espacios que te dan, en Mestre corrimos una cama doble contra la pared para evitar que se callera; en Praga compartí con sofá cama con el bebé así que fue casi como dormir en una cuna y el bebé no tenía por donde caer, fue perfecto. En Ámsterdam nos dieron camarotes sencillos, así que tuvimos que poner en el piso un colchón para que el bebé durmiera sin caer de la cama. En fin adaptar las habitaciones, fue parte del plan.
Al final nos quedaron muchos aprendizajes, entre ellos que es importante llevar un buen coche de bebé, pues nosotros llevábamos uno tipo sombrilla que era terrible de llevar cuando se quedaba dormido, pues no deja cambiar la posición. Aunque es mucho más liviano cuando hay que cargarlo. La recomendación es llevar un buen coche, que sea más cómodo para el bebé, no hay que sacrificar comodidad por tamaño.
La mejor decisión que tomamos, fue la del crucero, pues después de un día muy aburrido viendo ruinas, el bebé llegaba corriendo a jugar en la piscina y luego íbamos al cuarto de juegos para finalizar el día, así que lo pasó muy feliz. Nos dieron acceso prioritario y una habitación más cómoda, así que tuvimos una mejor experiencia que si no hubiéramos llevado al bebé.
En resumen es posible viajar con bebé, pero hay que tener mucha paciencia y cambiar el ritmo si es necesario. Respetar sus siestas, buscar sombra y mantener elementos como comida, agua y pañales a la mano.
Volvería a repetir el viaje sin duda, haciendo unos pequeños ajustes en horarios. Súper recomendado.