( @aoztcrk )
Vinha evitando missões por um motivo muito óbvio, ao menos para si mesma: Assim que o sol raiasse, se tornaria nada além de um estorvo a mais para o grupo. Mas o Sr. M. havia garantido que aquela seria breve e objetiva o suficiente para ser concluída em uma única noite; Tinha olhado bem fundo nos olhos de Jenny — com aquelas pupilas ameaçadoramente profundas de leão — e repetido, após a primeira negativa da parte dela, que precisava de uma pessoa experiente. Soube na hora o que ele queria dizer, embora tivesse bancado a desentendida. Experiente significava alguém que não hesitaria caso as coisas saíssem do controle. Experiente era um sinônimo para assassina.
Então lá estava ela ao pôr do sol, mochila nas costas e besta bem presa ao coldre, aguardando os dois outros semideuses para que finalmente pudessem partir. Só não esperava que um deles fosse... “Puta que me pariu” xingou baixinho, perplexa, ao reconhecer a silhueta de Aylin. Ela ia também? Ótimo. Maravilhoso de verdade, melhor ainda só ela e Mason. Uma boa olhada no rapaz que a acompanhava e percebeu — junto a um suspiro — que as moiras tinham demostrado ao menos aquela piedade. Jenny voltou a encará-la. “Oi.” a palavra escapou após os segundos travados de pânico social, a única coisa coerente que realmente conseguiu formular quando todo o sistema nervoso estava ligado no correr ou lutar. Naquele caso em específico, no ‘fugir de volta pra o chalé’ ou no ‘entrar na porcaria do carro’. Ao fim, abriu uma das portas e se enfiou no banco de trás. O trajeto até podia ser curto, mas algo em si tinha a certeza de que essa seria uma longa viagem.











