✦ Nome do personagem: Wang Shui. ✦ Faceclaim e função: @amygmq - Instagrammer. ✦ Data de nascimento: 16/01/1998. ✦ Idade: 27 anos. ✦ Gênero e pronomes: Feminino, ela/dela. ✦ Nacionalidade e etnia: Coréia do Sul, chinesa. ✦ Qualidades: Esforçada, bondosa e organizada. ✦ Defeitos: Perfeccionista, ansiosa e não sabe buscar ajuda de terceiros. ✦ Moradia: Elysian Fields. ✦ Ocupação: Body piercer no Muse 9. ✦ Bluesky: @EF98WS ✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, ROMANCE, SMUT. ✦ Char como condômino: Wang Shui é conhecida como a vizinha gentil e sorridente. É uma jovem calma, sempre cumprimentando com um sorriso gentil, mas sem se alongar muito em conversas que não são de seu interesse. Pode ser um pouco mais informal, mas somente com quem não se sente desconfortável em sua presença.
TW's na bio: acidente, morte, abandono, venda de conteúdo +18. Biografia:
Em uma noite fria, naquele lugar onde nada parecia ter propósito, uma imigrante chinesa deu à luz. Sabe-se lá como aquele bebê nasceu saudável sem a presença de médicos, talvez alguém olhasse lá em cima por ela. Talvez fosse sorte... Mas, a chinesa que lhe deu a vida, aparentemente, não via a hora de poder se livrar daquele "pesadelo". Filha de uma chinesa imigrante, a garota sem nome nasceu dia 16/01/1998 em uma pequena cidade no interior da Coreia. Foi abandonada na primeira porta de uma casa chique que a mãe biológica pode achar em poucos dias. Não tinha nome, não tinha mãe e o futuro era, com toda certeza, incerto. Ao amanhecer, pessoas que passavam pela rua ouviram o choro estridente da menina que sentia fome e frio, avisando aos donos daquela residência que algo estava acontecendo.
Um casal bem de vida morava naquela casa. A empregada doméstica foi a pessoa que abriu a porta e viu a pequena cesta com a criança dentro, chorosa, incomodada. Juntamente à criança, havia uma carta. Uma carta onde contava o motivo pelo qual sua mãe biológica não podia ficar com ela e o nome que ela havia escolhido para a pequena. Sem pensar duas vezes, a moça a levou para dentro de casa. O casal dono do local, é claro, ficaram furiosos. Eles não aceitariam a criança, mas a moça também não se livraria dela daquela forma. Mesmo sendo humilde, aquela moça acolheu a criança com o coração aberto. Wang Shui, nome que sua mãe biológica havia escolhido, nasceu em meio a uma turbulência enorme, mas foi acolhida por uma família muito humilde, a da moça a qual chamava de mãe. Ela tinha um marido, e este viria a ser seu pai. Como pode o mundo ter tanta reviravolta? Tudo parecia se encaixar. Seus pais sempre trabalharam duro em empregos simples, fazendo o possível para oferecer à filha uma vida minimamente estável, mas nada muito além do necessário, sem luxos e extravagâncias, o que fez Shui valorizar muito o dinheiro desde cedo. Ainda que o dinheiro fosse escasso, a garota cresceu cercada de amor e de um forte incentivo ao estudo, visto como a chave para escapar das dificuldades. Sua mãe sempre dizia que a única herança que deixaria para a filha seria os estudos. E ela tinha o sonho de ver Shui em uma carreira grande, como médica. Shui, por sua vez, já não tinha tanto interesse assim, então algumas vezes aconteciam discussões em casa com relação ao futuro da menina.
Durante a infância, Shui aprendeu cedo a ser independente. Muitas vezes, precisava ajudar em casa com pequenos trabalhos e economizar cada centavo que ganhava, afinal, tudo era bem controlado. Apesar das limitações, era uma aluna exemplar, determinada a construir um futuro melhor. Apesar das discussões sobre sua carreira no futuro, Shui tratava como indispensável ser boa nas coisas que se propusera a fazer, então seguia com notas boas mesmo com todas as dificuldades que aconteciam ao seu redor. Mas, o futuro era sempre incerto e, ela que parecia saber de tudo, um dia viu que era tão pequena e que a vida era muito mais confusa do que ela poderia, sequer, compreender.
Tudo desmoronou quando completou 17 anos: seus pais faleceram em um trágico acidente de carro. O choque foi devastador, e de repente ela se viu órfã novamente, mesmo que não se lembrasse de nada sobre a noite em que nasceu, com o peso do mundo nas costas. Como? Por que? Por que aquilo tinha que acontecer logo com ela? A vida já não era difícil o suficiente? Shui tinha tantas questões em sua cabeça e um buraco enorme dentro de seu peito. Nada fazia sentido, nada um dia poderia voltar a ter sentido. Não sem seus pais, não sem quem a acolheu de coração aberto, cuidou, alimentou, criou. A única família que lhe restava eram os avós maternos, que a acolheram com ternura. Shui sabia que havia sido abandonada, sua mãe adotiva nunca havia escondido isso dela, mas sempre havia lhe dado amor incondicional, como jamais conheceria naquela vida.
Movida pela memória dos pais e pela esperança dos avós, Shui mergulhou nos estudos até ser aceita em uma faculdade de Medicina em Seul, o que não era barato, e ela não sabia o que fazer, mas não desistiria. Os anos seguintes foram de disciplina e exaustão, em uma rotina que cobrava tudo dela: tempo, energia, dinheiro e até sua saúde emocional. Estava cansada, farta, não sabia mais por qual motivo estava viva. Mas... Quando finalmente se formou, percebeu que a profissão não correspondia ao que ela realmente queria para si — o peso da carreira médica a fazia sentir-se presa, desconectada de sua essência. Ela queria honrar a memória dos pais, mas estava se afastando de si mesma. Era o preço certo a se pagar? Seus pais não queriam que ela fosse feliz? E, então, pouco tempo após a formatura, seus avós faleceram, já fragilizados pela idade. Viu-se perdida mais uma vez. Precisava de algo que significasse para ela. Sozinha no mundo e atolada em dívidas por conta da faculdade caríssima, Shui se viu diante de um futuro incerto. Com a pequena herança deixada pelos pais e avós, decidiu dar um salto de fé: mudar-se para outro lugar em busca de um recomeço.
Foi nesse novo lugar que a coreana descobriu um universo diferente — o da modificação corporal. Fascinada pela liberdade de expressão que os piercings representavam, ela começou a aprender a arte, vendo ali um meio não só de sustento, mas também de conexão com as histórias e emoções das pessoas. Aumentar a autoestima de alguém, tornar uma coisa tão complexa e delicada em algo melhor era uma satisfação enorme para Shui. Estudou novamente, apenas aprimorando seus conhecimentos e tornou-se uma body piercer dedicada, conhecida por sua delicadeza e perfeccionismo. Até conseguir um emprego no Muse 9 e passar a morar em Acropolis. Era um novo recomeço e ela estava, pela primeira vez em muito tempo, esperançosa.
No entanto, como suas dívidas ainda a assombravam, Shui encontrou uma forma secreta de complementar a renda: mantém um perfil anônimo online onde vende fotos artísticas e sensuais, sempre preservando sua identidade. Para os vizinhos do condomínio Acropolis, onde vive, ela é apenas a jovem coreana educada e reservada, que trabalha duro e sorri de maneira gentil, brincalhona e tagarela. Mas por trás das portas de seu apartamento, carrega uma vida dupla que mistura mistério, coragem e vulnerabilidade. Hoje, Shui é uma mulher que renasceu inúmeras vezes em meio às perdas. Carrega consigo uma força silenciosa, mas também uma melancolia que nunca a abandonou. Tinha em mente a vontade obscura de saber quem era sua mãe biológica, ao mesmo tempo que também lutava contra essa história. A mãe que havia lhe abandonado, mas que também havia lhe entregado ao casal maravilhoso que a criou... O que ela poderia fazer? Vivendo nesse conflito interno, desejava buscar mais sobre a própria história, achando que preencheria alguma parte do vazio que ela estava sentindo. O que ela poderia fazer a seguir? Se renderia à vontade de procurar a mãe biológica ou esqueceria essa história?







