✦ Nome do personagem: Song Faye. ✦ Faceclaim e função: @s_r_o_2 - Instagrammer. ✦ Data de nascimento: 21/03/1998. ✦ Idade: 27 anos. ✦ Gênero e pronomes: Feminino, ela/dela. ✦ Nacionalidade e etnia: China, chinesa. ✦ Moradia: Asphodel Meadows. ✦ Ocupação: Barista no Nectar Cafe. ✦ Bluesky: @AM98SF ✦ Preferência de plot: ANGST, CRACK, FLUFFY, VIOLENCE, ROMANCE, SMUT. ✦ Prompt: The Noisy Neighbor. ✦ Comportamento: Faye é observadora e costuma ser amigável. Lê pessoas com facilidade, e tenta ser uma pessoa positiva, apesar de nem sempre conseguir. Possui uma calma incomum em situações de crise, os vizinhos nunca irão vê-la perdendo a cabeça com facilidade, tampouco sendo grossa com alguém sem motivo.
Wang Hua nunca soube quem eram seus pais biológicos. Ainda bebê, foi levada para um orfanato nos arredores de Hong Kong, onde permaneceu por pouco mais de um ano antes de ser adotada pela influente família Wang. Aos olhos da sociedade, eram empresários respeitados, filantropos generosos e donos de uma fortuna construída ao longo de décadas. A realidade, no entanto, era bem diferente. Hua cresceu em um lar frio, cheio de mentiras e poses mantidas para esconder uma verdade ainda maior. O amor dos pais era algo inexistente, tendo em vista que fora adotada apenas para manter as aparências. A família vivia dessas aparências, afinal.
TW's na bio: abandono, negligência emocional, crime organizado, abuso psicológico, controle parental.
Biografia:
Por trás da imagem impecável, os Wang sustentavam parte de seu império através de atividades ilícitas discretas. Especializaram-se em contrabando de artigos de luxo, roubos sofisticados, importações clandestinas e lavagem de dinheiro para clientes seletos. Era um negócio extremamente lucrativo, conduzido com inteligência e discrição, onde a maior arma era a influência, e não a força. Mas, era claro que, se necessário, eles poderiam também usar da força e da violência. Hua nunca havia visto chegar a esse ponto. Mantinha sua postura na frente dos pais, estudava, tinha boas notas, era treinada para viver aquela vida assim que tivesse idade o suficiente para assumir os negócios da família. Os Wang queriam alguém sem apego emocional para treinar e manipular, Hua era a pessoa perfeita para isso: sem família, sem memórias e completamente moldável.
Sem filhos biológicos, seus pais adotivos decidiram moldar Hua para se tornar a sucessora perfeita. Desde pequena, recebeu uma educação rígida e refinada. Aprendeu diversos idiomas – incluindo inglês, coreano e japonês, que eram as que os principais clientes usavam –, etiqueta, negociação, economia, direito empresarial e técnicas de manipulação social. Também foi treinada para reconhecer mentiras, fechar acordos e manter a calma sob qualquer pressão. Cada habilidade tinha um único objetivo e, na cabeça dos pais dela, aquele objetivo seria atingido assim que possível.
Durante muitos anos, ela acreditou não ter escolha. Correspondia às expectativas, estudava incansavelmente e acompanhava reuniões nas quais aprendia os bastidores do império construído pelos Wang. Aos poucos, passou a perceber que sua vida jamais lhe pertenceu. Todas as amizades eram cuidadosamente escolhidas, seus relacionamentos monitorados e até seus sonhos pareciam ter sido escritos por outra pessoa. Aquilo estava cansando Hua. Ela se via sem saída, tomada pela tristeza e pelo pensamento de que só iria servir para suprir as escolhas de pessoas desconhecidas. Eles nunca a amaram. Nunca a amariam. Hua não sabia o que era viver as coisas que queria e que gostava.
Na universidade experimentou, pela primeira vez, uma sensação de liberdade. Fez amigos, se apaixonou, apesar de nunca ter levado para frente, aprendeu até mesmo a tocar instrumentos. E foi daí que surgiu sua paixão por música e instrumentos no geral. Conviver com pessoas que construíam o próprio caminho despertou nela uma pergunta que nunca mais conseguiria ignorar: “e se eu pudesse simplesmente ser alguém comum?”... Foi com esses pensamentos que a chinesa decidiu que não era aquilo que ela queria. Estava determinada a ir contra tudo e todos, mas, ainda assim, o medo assolava seu coração. Mesmo com medo, Hua planejou tudo minuciosamente. Como sairia daquele lugar viva e como se esconderia daquela família. Inicialmente, a ideia de abandonar tudo parecia impossível. A família jamais permitiria que sua única herdeira desaparecesse. Mesmo assim, durante anos, Hua começou a planejar sua fuga em silêncio.
Aproveitou tudo o que haviam lhe ensinado contra eles mesmos: criou uma nova identidade utilizando contatos antigos da própria organização, desviou discretamente pequenas quantias de dinheiro ao longo do tempo para não levantar suspeitas e preparou documentos que lhe permitiriam desaparecer sem deixar rastros. Tudo havia sido pensado com cuidado. Decidiu que poderia ir para algum lugar que fosse inesperado, até mesmo que não fosse tão longe. Foi aí que veio a ideia de que ela poderia se mudar para a Coreia. Nunca havia estado longe de casa, mas sabia se virar bem quando precisava.
Na noite em que completou vinte e sete anos, ela sumiu. Sem despedidas. Sem explicações. Levou apenas o suficiente para recomeçar. Deixou para trás roupas de grife, propriedades, contas milionárias e um sobrenome que abria qualquer porta na China.
Em outro lugar, passou a usar o nome de Song Faye, uma identidade cuidadosamente construída para parecer comum. A escolha de identidade foi algo pensado detalhadamente, ela queria se desapegar do passado de todas as maneiras que podia. Com a possibilidade infinita de escolhas à sua frente, Hua decidiu que poderia ser quem quisesse ser e remoldar sua história à sua maneira. Os gostos pessoais eram coisas inexploradas por ela, ela estava se aprofundando ainda mais em si mesma.
Trabalhou em alguns bicos, foi pulando de emprego em emprego, lugar em lugar, até que pode se estabelecer. Quando apareceu uma vaga como barista em um estabelecimento chamado Nectar Cafe, Faye não pensou duas vezes antes de ir atrás. Queria criar raízes e parar de pular de canto em canto. Com o dinheiro que havia desviado somando com o dinheiro de todos os seus trabalhos por aí, alugou um apartamento até que confortável, esse emprego como barista garantia estabilidade. Começou uma vida onde ninguém conhecia seu passado. Havia se mudado para um condomínio acolhedor, aparentemente. Agora residia em Acropolis.
Pela primeira vez, precisava aprender coisas que nunca lhe ensinaram: administrar um orçamento pequeno, cozinhar, pegar transporte público, fazer amigos sem segundas intenções e confiar nas pessoas sem investigar suas vidas antes.
Estava se descobrindo, descobrindo do que gostava e sentindo uma ligação incrível com a arte no geral. Se expressava através de desenhos, gostava de ver como as pessoas poderiam se sentir ao conhecer as suas criações.
Faye também havia se descoberto um tanto quanto animada em relação às coisas que gostava além de arte, tais como: músicas, filmes, séries, desenhos, animes, jogos e etc. Esse era, inclusive, um dos motivos pelo qual tinha uma briguinha boba com um de seus vizinhos desde que havia se mudado, há poucos dias. Volta e meia, Faye recebia uma multa por causa dessa pessoa em específico, porque ela costumava fazer muito barulho em seu apartamento quando se empolgava com alguma coisa. Eles viviam nessa briga de gato e rato, mas ela, entretanto, se divertia.
Ainda assim, o passado nunca desaparece completamente.
Ela sabe que, cedo ou tarde, sua família perceberá que ela não pretende voltar. Também sabe que os conhecimentos adquiridos durante toda a vida jamais poderão ser esquecidos. Faye continua extremamente observadora, estrategista e difícil de enganar. Lê pessoas com facilidade, identifica mentiras quase instantaneamente e possui uma calma incomum em situações de crise.
Por mais que deseje uma existência comum, ela vive carregando o peso de uma pergunta constante: será possível fugir da vida para a qual foi criada, ou algumas pessoas estão destinadas a serem encontradas, não importa o quão longe corram?










