Que o corpo recém mudado de adolescentes atraía muitos homens pervertidos não era segredo para ninguém, e mesmo Keren tendo conhecimento de que o seu era um dos mais desejados pelos garotos de sua idade, jamais imaginou-se sendo vítima tão direta do olhar abrasivo de um homem mais velho. Assim que a porta da sala foi trancada e a chave colocada no bolso frontal da calça do professor, a ficha de como havia sido burra caiu. Quando foi chamada na sala do professor de história, ficou tensa, sem ter em mente qualquer coisa que tivesse feito de errado em sua aula ou trabalho cuja nota tivesse sido baixa, mas mesmo assim, foi, sozinha. O clima já estava tenso, e o sorriso monstruoso e nojento dado pelo homem ao virar-se para ela enrijeceu o corpo da ruiva em medo, desespero, verdadeiro pânico. Se já era branca, atingiu um novo tom de palidez ao sentir o homem de toque firme relar na base de sua coluna, muito mais abaixo de uma distância respeitável de sua bunda, e ainda mais sem disfarçar o olhar acerca desta ao que a fazia caminhar em passos duros e mecânicos até sua cadeira, diante da mesa sobre a qual ele sentou-se despojado, discretamente deixando fácil para si bloquear a saída da ruiva. “Senhorita Mark-Miller... Como vai?” ele perguntou calmamente, o sorriso ainda pairando naquela boca horrenda do velho “Percebi que seu comportamento nas aulas ultimamente mudou...” ele continuou, claramente desconversando para ganhar tempo ao que parecia deliciar-se com a visão da garota intimidada e indefesa. “E tive a impressão de que tem tentado chamar a minha atenção!” ele riu rouco e baixo, sua mão áspera e seca pelo giz que usava para escrever na lousa tocando a face da ruiva, que estava a essa altura tão trêmula e travada que nem mesmo pestanejou quando a outra mão dele foi ao bolso interno do casaco dela, retirando dali seu celular e colocando-o junto da chave da porta, aproveitando-se completamente de seu estado de pânico para tirar dela qualquer meio de chamar ajuda. “P-por favor...” ela tentou pedir, baixinho, mas logo foi calada pelo chiado em pedido de silêncio dele “Interromper o professor? Quanta falta de educação, senhorita Mark-Miller!” ele repreendeu, e logo a mão em sua face correu de foma agressiva para a base de sua nuca, puxando ali os cabelos de forma que qualquer movimento dela doesse. “E sabe o que insubordinação requer?” ele questionou baixo em seu ouvido, a fazendo ignorar um pouco a dor ao tentar afastar seu rosto do dele, bem como o resto do corpo de seu toque, que agora descia para o meio dos seios da mais nova, abrindo os botões e deixando à mostra seu sutiã, que foi alvo de um olhar intenso do mais velho ao continuar sua fala “Castigo.” ele rosnou, e naquele momento, ela teve seu despertar do medo, algo imediato pela adrenalina ao saber o que viria, um despertar de coragem. Aproveitando-se da distração dele com seu corpo, Keren agarrou a caixa de madeira de giz que estava em cima da mesa do homem e a chocou com força contra o meio das pernas do homem, que automaticamente livrou as mãos dela para segurar o local dolorido, abafando um gemido de dor. Ela levantou-se num pulo, correu para a porta, desesperadamente forçando o trinco travado ao que lágrimas desciam por seu rosto, a percepção de que tinha se ferrado ainda mais batendo, a fazendo chorar alto, pedindo socorro mesmo que sua respiração travasse e a impedisse de gritar a plenos pulmões. E, mesmo que gritasse, ela duvidava que fosse ser ouvida. Afinal, o horário de aula já tinha acabado, a escola já deveria estar vazia naquelas áreas àquela hora. Keren sentiu seu corpo ser prensado contra a porta violentamente pelo do homem, sentindo vontade de vomitar ao notar a rigidez do volume de onde antes tinha acertado com a caixa de giz agora contra sua coluna. O homem era mais alto e muito mais forte que ela, e ambos ali sabiam que ele estava em vantagem no mesmo momento em que sua risada podre soou no ouvido da ruiva, ao que uma mão dele envolvia seu pescoço, sufocando-a, e a outra, segurava com facilidade os dois pulsos finos da garota atrás de suas costas. “Ora, ora! Que rebeldia! Assim me forçará a ser mais severo, Keren.” ele rosnou, pressionando mais seu corpo contra o dela. Não teve dificuldades em levá-la então para o canto da sala, onde certamente a pequena janela da porta, tampada pela cortina, não teria visão alcançada. Virando o corpo dela de frente para o seu, o homem apertou ainda mais a garganta dela, agora contra a parede, erguendo-a alguns poucos centímetros do chão, o suficiente para que quando ele soltasse as mãos da garota, estas fossem automaticamente para junto das suas firmemente pressionadas contra o pescoço dela, e quanto às pernas, ele segurava-as com as próprias coxas, tão forte que qualquer tentativa de desvencilho facilmente iria em vão. “Garota burra... Vai aprender a ser uma boa submissa.” ele cuspiu bem diante do rosto dela, pouco antes do ar começar a faltar, e a consciência da ruiva, falhar, sentindo aquela língua nojenta por sua boca, aberta em busca de nada mais do que puro ar. Quando começou a recuperar seus sentidos, Keren percebeu que suas mãos estavam amarradas em suas costas com algo duro, o cinto do homem, que pelo que ela pôde sentir em suas nádegas, tinha deixado de vesti-lo assim como a calça e a cueca, deixando o membro rijo e quente coberto somente pela camisinha, que é claro, ele fizera questão de usar para não ter problemas a mais. Completamente morta por dentro pela humilhação e derrota, Keren de fato estava completamente submissa a ele, mesmo que à força, com seu corpo dobrado à frente contra uma das carteiras da sala de aula, e a garganta seca e fechada pela falta de ar da qual ainda se recuperava, com ainda mais dificuldade devido ao pano que tapava sua boca. Contra a força que ele fazia para manter sua cabeça contra a mesa e virada para o canto da sala, Keren sentiu o hálito quente alheio perto de seu rosto falar “Eu ia pegar leve com você, senhorita Mark-Miller... Eu ia tornar as coisas um pouco mais agradáveis para você... Mas como você não colaborou...” ele deixou no ar, mas logo mostrou o que queria dizer. O tecido de sua calcinha foi arrancado de seu corpo com o ruído do rasgo, jogada ao chão como trapo, e o medo enrijeceu todo o corpo da garota como pedra. Em uma só estocada grosseira, ele estava dentro dela, a fazendo abafar um grito de dor contra o tecido que ocupava sua boca, ao que sentia tudo dentro de si rasgar com a invasão dele, inclusive, sua dignidade. Depois da primeira investida, seus sentidos vacilaram, um zunido encheu seus ouvidos, ao que seu corpo todo contorcia-se em dor, ao mesmo tempo que sua força oscilava em fraqueza, enquanto sentia-o entrar fundo e quase sair dela várias vezes com a força brutal do homem, o movimento de seu próprio corpo controlado um pouco pelas mãos do homem que seguravam com agressividade sua cabeça e sua cintura, com as lágrimas correndo por seu rosto na pior experiência de sua vida, que a marcaria traumaticamente por muito tempo, desprovendo-a de libido, esperança, e dignidade.