Destinos traçados
Capitulo 118 : É só o começo
Arthur desacelerou e foi direito em direção a filha, com um lindo sorriso bobo no rosto.
“Oi meu amor...” – Ele disse baixinho e eu entreguei ela à ele. Em seguida, Kátia começou a gritar como era importante tirar uma foto disso. Então, eu, Thur e Lilly nos posicionamos e sorrimos igual idiotas, enquanto Kátia tirava mil fotos de uma só vez.
Não muito tempo depois, Melanie e Daniel vieram ao nosso encontro. Nós todos fomos até a pizzaria do meu aniversário e sentamos em mesas juntas, saboreando as deliciosas pizzas.
“Eu vou amamentar a Lilly.” – Eu disse e me levantei, mas Arthur se levantou junto. Então, nós dois fomos até os jardins onde ele havia me presenteado com o colar que eu nunca mais tirara, e nós sentamos, apreciando a brisa já suave de outono.
“Sabe,” – Eu comecei a falar baixinho, mas ele girou seus olhos para mim me dando sua total atenção, - “Porque você nunca foi falar comigo aquela vez, quando éramos pequenos, no parque?”
Ele levantou as sobrancelhas surpreso, provavelmente por eu saber disso.
Então, um segundo depois, sua expressão ficou triste.
“Eu fui.”
Eu o olhei confusa.
“Foi?”
Ele deixou o olhar parar em Lilly e continuou falando.
“Naquela época, eu não entendia muito bem o que eu sentia. Eu só olhava para você e pensava em um anjo... Eu queria estar perto de você para te proteger. Então eu procurei sobre você. Eu perguntava para todo mundo, até que me falaram que você era a filha do chefe Blanco que vinha todos os verões. E todos os verões eu esperava por você.”
Eu sorri e ele também.
“Aquele era o segundo verão que eu te admirava de longe. E foi quando eu resolvi falar com você. Quando meu pai me filmou, eu estava tentando tirar a rosa mais bonita do jardim, e acabei escondendo ela atrás de mim. Assim que ele desligou a câmera, eu fui até você, com a rosa para te dar. Mas então ele chegou.”
Eu o olhei confusa.
“Meu pai?”
Ele negou.
“Não. O Gustavo.”
“O que?”
Ele respirou fundo.
“Ele era bem mais velho que nós. Devia ter uns oito anos. Eu só sei que ele me parou, empurrou meu peito e disse que você era dele. Naquela época, eu não tive coragem de ir até você de novo. Foi por isso que eu me aproximei do Gustavo, anos depois. Foi tudo por você, Luinha.”
Eu estava pasma. Eu nunca havia juntado as coisas dessa forma. Gustavo sempre falava que nós nos conhecíamos, mas eu não conseguia me lembrar de nenhuma vez em que nos brincamos juntos. Eu mal me lembrava do orquidário, mas eu sabia que meu pai me levava todos os dias lá.
“Você devia ter enfrentado o Gustavo!” – Eu disse em um tom leve. Ele sorriu e acarinhou a cabecinha de Lilly.
“Eu tinha, pelo menos, vinte centímetros a menos que ele.”
“É, eu acho que, na verdade, ainda tem.”
Ele arqueou a sobrancelha enciumado e eu não pude evitar: ri abertamente.
“Mas eu gosto dos mais baixos.”
Ele continuou me olhando desafiante.
“E castanhos.”
Sua expressão se suavizou, mas não totalmente.
“E que se chamam Arthur.” – Tentei. Ele continuou sério.
“E que engravidam as garotas na primeira oportunidade.”
Ele deixou a expressão cair e eu pude ver que ele estava sentido com isso. Eu sorri e me ajoelhei ao seu lado, tendo cuidado para não trocar a posição de Lilly.
“Deixa eu reformular a frase: Eu gosto de você.”
Ele me olhou timidamente. Eu suspirei.
“Só de você.”
Então ele me beijou.
Quando nós nos afastamos, não muito tempo depois, eu olhei para Lilly e ela havia dormido no meu colo. Eu reajustei a blusa e olhei para Arthur novamente.
“Nossa história começou meio fora de ordem.”
Ele assentiu.
“Você se arrepende disso?”
Eu pensei por um segundo.
“Nem um pouco. E você?”
Ele sorriu para mim e seus olhos brilharam.
“Eu não quero nem pensar na minha vida sem vocês.”
Eu me inclinei e o beijei novamente.
E, se minha intuição estivesse certa, eu ia fazer isso por muito tempo.
FIM
Muito obrigada gatitas! Eu tento fazer o q posso, com muito carinho pensando em vocês sempre









