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끝. 겨우2달뿐이라고 생각했는데 끝 헛헛하고 그르다...그새 정들었나봐 사무실도 매일 궁시렁거리면서 ㅇㅖ일타운에서부터 사무실까지 걷던 길도 웨스트엔드도 저언부 그리워지겠지 :'( 참 좋은 2달이었어. 완전 수고했다 나 ! Time to go home sweet home #Officially#done#GAIP#internship#webia#timetogohome#엄마집밥! (at WEBIA)
Inconscientemente Apaixonados - Capítulo 27.
~ POV Arthur:
As palavras dela não saiam da minha cabeça. O que ela queria dizer com aquilo? Entre goles e mais goles de cerveja, pouco eu escutava do que Jully e suas amigas insistiam em gritar, e não conversar, ao meu lado.
A verdade era que eu estava indo atrás de Lua, mais uma vez, quando Jully surgiu na minha frente me impedindo de fazer tanto o que eu queria. Por quê era tão difícil assim dela me escutar?
Desde então eu não conseguia tirar os meus olhos dela...
- Ei, Thur... Estou falando com você.
- Oi... Desculpa, Jully. – sorri amarelo para a cara de tacho dela.
- Deixa pra lá... Você tá estranho. – revirou os olhos e voltou a falar com suas amigas.
Nessas horas eu me pergunto o que estava fazendo aqui com ela... Haja paciência.
Quando voltei a olhar Lua, tinha a perdido de vista. Xinguei mentalmente até a décima geração de Jully, e quando pensei em pedir licença para as meninas e sair dali, vi um Chay e uma Mel sorridentes caminhando em minha direção.
- Com licença, meninas... Preciso pegar meu amigo emprestado uns minutinhos. – Chay disse me puxando e Jully assentiu.
- Obrigado cara!
- Tá me devendo uma. – rimos.
- Thur do meu coração... pode ir contando tudo! – Mel disse animada e foi impossível conter um sorriso.
- Não tem o que contar... – comentei e flashes de minutos atrás voltaram para minha mente.
- Nem vem com esse papo, dude. Sabemos que ai tem coisa. – Chay cruzou os braços na espera de uma resposta.
- Não sei... Só acho que aos poucos ela tá se abrindo pra mim, entendem?
- E eu não vejo a hora disso acontecer! – Mel sorriu e eu a acompanhei.
- Mas e ai?! Vocês se beijaram de novo? – Chay não se aguentava.
- Vocês são muito curiosos, credo! – um tapa de Mel estalou em meu braço. – Ai!
- Já ouvimos isso hoje... – comentou dando risada.
Meus olhos focalizaram o corpo de Lua caminhando ao longe e estranhei. Mais estranho ainda foi ver um cara praticamente a seguindo. Meu corpo congelou quando o reconheci pela roupa... Era o canalha que tinha chegado nela logo depois do nosso beijo.
- Galera eu já volto. – avisei Chay e Mel e nem esperei por resposta.
Da mesma forma rápida que meu corpo congelou, quando dei por mim, já estava seguindo o caminho que Luinha fizera minutos antes. A cada passo que eu dava me perguntava por qual motivo ela estava indo para aquele lugar tão escuro. Talvez ela tenha combinado de se encontrar ali com aquele cara, ou sei lá. Mas minha preocupação não deixava meus pés pararem e quando escutei gritos abafados, sai correndo quase tropeçando nas próprias pernas. Eu sabia que tinha algo errado.
Dei a volta no quiosque, seguindo os murmúrios ouvidos. Quando encarei a cena a minha frente, a raiva que tomou conta do meu corpo foi algo nunca sentido antes. Puxei o filho da puta para longe dela e esmurrei sua cara, o suficiente para ele cair no chão desacordado. Rapidamente fui até Luinha, a tempo de segurar seu corpo para não ir ao chão. O desespero tomou conta de mim, assim como a raiva.
Agachei-me, deitando Lua na areia e apoiando seu rosto no meu colo.
- Lua, pelo amor de Deus, acorda!
Minhas mãos tremiam e eu tentava tirar os fios de cabelo que estavam meio ao seu rosto. Sua pele mais branca e fria do que de costume me assustavam ainda mais. A vontade de matar aquele maldito só aumentava. Só de pensar nele tocando nela, obrigando-a fazer coisas que não queria, me deixava fora de si. Senti raiva de mim mesmo, por ter demorado tanto, por não ter a protegido.
- Luinha, por favor... Sou eu, Thur. – acariciei a maçã de sua bochecha.
Saquei meu celular do bolso e liguei para a emergência, logo passando o nosso endereço.
- Por favor, abre esses olhos que eu tanto gosto de admirar. Mostra o meu sorriso favorito. Até aquele seu irônico quando está irritada comigo. Eu deixo você até me xingar, mas por favor, só acorda. – engoli o nó que se formou na minha garganta. – Não me deixe sem seus gritos histéricos, sem o gosto do seu beijo, sem a sensação de ter você nos meus braços. Eu tenho tanta coisa pra te falar!
Flashes do passado invadiram minha mente. A época em que éramos amigos, o dia em que eu iria me declarar pra ela e pedir pra não ir viajar, pra ficar comigo. Os nossos passeios com Chay e Mel. As caretas e manias dela. A decepção estampada em seu rosto no dia que entrou no meu quarto e pensou que viu o que não viu. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto e rapidamente a sequei.
- Luinha! – chacoalhei seu corpo.
Ouvi alguns resmungos e passei a mão pelo seu rosto, na esperança que ela se levantasse dali.
- Thur... – ao ouvir meu nome sussurrado, meu coração deu um pulo.
- Sim, sou eu... Estou aqui! Pode me ouvir?
- Sebastian...
O pequeno sorriso que começava a nascer em meu rosto logo se desmanchou. Ela provavelmente estava em um estado de delírio ou em algum sonho e eu já não sabia mais o que fazer. Só pedia aos céus pra aquela ambulância chegar logo.
Inconscientemente Apaixonados - Capítulo 26.
- Tem como sair da minha frente, por favor?! – pedi pela milésima vez. Minha educação já estava se esvaindo.
- Calma ai, gatinha... Acho que podemos nós tornar bons amigos. – disse o bêbado de cabelos cacheados.
- Nem nos seus sonhos, meu caro. – tentei passar por ele e o mesmo me segurou com força.
- Não queira saber o que estou sonhando em fazer com você.
Tentou soar sexy e possessivo, mas o máximo que conseguiu foi fazer eu segurar a respiração. Eu poderia ficar bêbada somente com o teor de álcool que saia com o seu bafo.
- Me poupe. – me soltei agressivamente e sai de perto daquele cara.
Bufei e sai a procura de meus amigos no meio da multidão que se instalava na areia da praia. Estava quase desistindo quando quase esbarrei em Melanie e seus copos de bebida.
- Ué, cadê seu marido?!
- Futuro marido, ô coisa linda! – riu. – Foi no banheiro... Onde a senhora estava?
- Desde quando você se tornou tão curiosa? – cruzei os braços.
- Desde sempre e desde que você sumiu e Arthur também. – ergueu a sobrancelha sugestivamente.
- Eu estava andando por ai... Precisava colocar a cabeça em ordem depois daquela discussão.
Sua expressão se tornou preocupada, como se lembrasse de algo.
- E como você está? Arthur exagerou...
- Exagerou... Mas estava certo. – dei de ombros.
- Estava? – se espantou.
- Sim...
- Senhor! Tá com febre? Doente? – começou a colocar a mão em minha testa e pescoço, como se conferisse se eu estava bem. Não teve como não rir.
- Cala a boca! – ela riu. – Acho que eu estou com idade suficiente pra começar a bater de frente com os meus problemas.
A morena começou a me olhar atônita, como se não acreditasse nas minhas palavras.
- Para de me olhar assim, mulher!
- Nossa... Só estou surpresa! Mas fico feliz por isso, Luinha! – sorriu doce.
- Por isso o quê? – Chay pegando o bonde andando.
- Por nada, Suede! Credo, vocês andam muito curiosos.
- Sempre fomos! – Mel deu de ombros e rimos.
Comecei a olhar em volta pra ver se algo interessante ainda tinha naquela festa. O casal começou a conversar entre si, mas eu não prestava atenção em nenhuma palavra. Passei a ouvir o murmúrio menos ainda quando meus olhos pairaram sobre uma Jully pendurada em um Aguiar. Não pude conter a súbita raiva que se apossou de mim.
Ia atrás de mim, pedia desculpas, falava duas palavras bonitinhas, me beijava e depois ficava de graça com qualquer uma. Eu mereço!
- Esse não perde tempo...
- Esse quem?! – Chay perguntou rapidamente.
Merda de pensamentos que saem alto demais.
- Nada demais, gatinho. – forcei um sorriso. Ambos me olharam suspeitos e eu tratei de desviar o rumo da conversa.
Quando dei por mim, meus olhos já estavam grudados novamente na cena de Arthur. Não tendo nem tempo de processar algo, seus olhos se encontraram com os meus, denunciando-me.
- Vou pegar uma bebida, casal. – saí dali antes que eu desse mais algum fora.
Caminhando entre as pessoas, quando estava próxima ao bar, esbarrei em alguém, percebendo ser Sebastian.
- Hey Luinha! – parecia animado.
- Hey... – procurei com os olhos a “amiga” dele.
- Olha me desculpa por aquilo... Fazia tempo que eu não a encontrava, e tudo falou mais alto...
- Sebastian... – o interrompi. – Você não me deve explicações. Mas não me leve a mal, conheço seu tipo.
E ele simplesmente riu! Vai entender esses homens...
- Não tem problema, eu te entendo... – sorriu. – A gente se vê por ai, Luinha.
- Até mais... – sorri e voltei a seguir meu caminho até o bar.
Logo pedi a primeira bebida que tinha no cardápio. Vodka com energético, era o que eu precisava. Mal tinha tomado dois goles da bebida, uma súbita vontade de ir ao banheiro me ocorreu. Virei praticamente o copo inteiro garganta a baixo. Fechei os olhos com força quando senti tudo girar e me apoiei no balcão do bar. Maldita vontade de fazer xixi. Maldita Lua fraca para bebidas.
Quando me senti mais relaxada e menos tonta, segui até o banheiro mais próximo, vendo a fila gigante que ali estava. Bufei e perguntei para um garçom que passava perto de mim, se havia algum outro banheiro pela praia. Ele me apontou um quiosque escuro ao fundo, meio distante de onde estava à festa. Ponderei a ideia de ir até lá, mas a vontade falou mais alto.
O arrependimento batia a cada passo que eu dava em direção aquele quiosque. Uma sensação de estar sendo observada me acompanhava e aumentei o ritmo da caminhada.
Dei a volta no quiosque e quando estava prestes a empurrar a porta do banheiro, senti meu braço sendo puxado para trás e meu tronco se chocando na parede de madeira do quiosque. Fechei os olhos ao sentir a pancada, mas rapidamente voltei a abri-los quando senti alguém beijando meu pescoço e pressionando o corpo contra o meu.
- Quem disse que você escaparia de mim?!
- Me solta... – tentei pedir em vão. Não conseguia identificar o individuo e muito menos afasta-lo.
- Eu disse que seriamos bons amigos, você não acreditou... Terei que fazer a força.
Suas palavras caíram sobre mim como facadas. Rapidamente reconheci a pessoa. O bêbado de cabelos cacheados. O medo tomou conta de mim quando suas mãos adentraram minha blusa. Comecei a esmurrar seu peito, me remexendo como podia para me ver livre daquilo. Tentei movimentar as pernas, na falha tentativa de lhe acertar uma joelhada, mas a força que ele aplicava sobre o meu corpo me impedia de tal ato.
- Fica calma, gatinha... Você vai se divertir.
- Me larga! Saí de perto de mim! – gritava como podia. – SOCORRO!
Não sei se era a bebida, o medo ou a força que meu corpo estava sofrendo, mas eu começava a me sentir mole. Suas mãos seguraram os meus pulsos e parecia que minha corrente sanguínea iria parar naquela região. Virava o rosto para todos os lados, fugindo de suas investidas de beijos.
- Socorro... – já não tinha mais tanta força como antes.
- Se você não calar a boca vou fazer pior. – quando percebi, ele tentava abrir sua calça com uma das mãos. Aproveitei-me da situação, soltando um dos meus pulsos e dando um tapa na sua cara, não causando efeito nenhum, só aumentando sua ira. – Sua vadia! Quem acha que é?
- Não encosta em mim, por favor, me deixa ir... – choraminguei.
- CALA A BOCA!
Seus lábios pressionaram os meus, mas o impedia do jeito que conseguia para não aprofundar o beijo. Eu sentia nojo, ódio e fraqueza. Meu corpo estava ficando mole e eu já não conseguia o impedir de muita coisa.
- SOCORRO! – tentei pela última vez. Meus olhos estavam se fechando.
Vi um vulto e meu corpo sendo solto. Estava prestes a ir parar no chão quando alguém impediu que meu corpo se chocasse com o mesmo. E essa foi a última coisa que senti... Dois braços fortes me envolvendo.
Inconscientemente Apaixonados - Capítulo 25.
Fugir nunca foi algo que eu considerava justo. Mas eu me adaptava a essa palavra. Quem é que nunca quis fugir do mundo por pelo menos cinco minutos? Quem é que nunca quis ficar sozinho em seu próprio esconderijo mental? Dar paz para o coração e para os pensamentos?
É o que eu estava tentando fazer no momento. Mas acho que isso estava se tornando um hábito não agradável. Já que até as pessoas próximas a mim percebiam isso.
Mas será que era tão difícil assim de me entenderem?
Era tão difícil assim eu passar uma borracha em tudo o que já aconteceu e poder conviver com isso numa boa?
Era.
Senti a leve brisa bagunçando alguns fios do meu cabelo e respirei fundo. Eu estava em um paraíso, com pessoas queridas na minha vida e a única coisa com que eu deveria estar me preocupando era em me divertir. Mas acho que essa é a primeira vez que passo tanto tempo junto de Arthur, por isso eu fico nesse estado psicológico insuportável. Mas já era hora de colocar um ponto final nisso tudo, e faria com que desse certo. Limpei as duas lágrimas que escorriam pelo meu rosto.
Percebi alguém sentando ao meu lado na areia e não precisei olhar para saber quem era. Seu perfume o denunciava.
- Se veio falar mais asneiras, não perca seu tempo...
- Você sabe que não falei aquilo da boca pra fora. – Arthur murmurou.
- Não importa. Não mais. – disse me levantando.
- Espera! – Arthur levantou e se colocou em minha frente.
- O que você quer, afinal?
- Eu só queria te pedir desculpas. – falou sem jeito, fitando o mar atrás de mim.
- Desculpas, Arthur? De onde tá aprendendo esses bons modos? – chamei sua atenção pra mim.
- Não vai adiantar você começar a me atacar. – disse firme. – Eu sei que exagerei, mas acho que fazia um tempo que aquilo estava entalado. – me fitou e tratei de desviar o olhar.
- Acho que você precisa aprender a pensar antes de falar.
- Acho que penso nisso há oito anos... Um bom tempo.
Eu estava ali, em pé, em sua frente e tão desarmada que estava a ponto de ir parar no chão. Tratei de segurar as novas lágrimas que se formaram em meus olhos, antes que ele percebesse qualquer coisa.
- Não chora, por favor... – sussurrou de um jeito que eu até poderia considerar fofo.
- Quem disse que eu tô chorando!? – olhei pro céu, pra ver se as lágrimas desciam garganta a baixo.
- Luinha... – sua mão foi de encontro ao meu rosto e instintivamente dei um passo para trás, afastando sua mão.
- Se é isso que quer, desculpas aceitas. Fim de papo. – falei sem forças para qualquer outra nova discussão ou contato.
- Não. Não é só isso que eu quero... E você sabe disso!
Não tive tempo de raciocinar. Não tive tempo de desacelerar meu coração. Não tive tempo de respirar. Só tive tempo o suficiente de sentir aqueles lábios mais uma vez nos meus. Aquilo que tanto aguardava a noite toda, mas que ficava guardado somente em meu subconsciente.
Não havia outro beijo. Não havia outra pessoa. Era somente ele.
Fiquei imóvel no primeiro instante, mas logo que sua língua pediu passagem, já me vi agarrada em seus cabelos. Seus braços se apertavam em volta de minha cintura e eu me via cada vez mais colada ao seu corpo. Novamente nossas línguas travavam sua batalha particular, tentando sempre ao máximo conhecer uma a outra. Desci uma de minhas mãos por seu ombro e peitoral até a barra de sua camiseta, levantando-a levemente e apoiando minha mão em sua cintura, fazendo ali um carinho gostoso. Senti Arthur sorrindo meio ao beijo e logo seu polegar retribuía o carinho em minha bochecha. Eu me sentia bem ali, meio a seus braços, com o mar e as estrelas testemunhando nosso momento. Ao fundo podia-se ouvir minimamente a música que tocava na festa, mas nada que prendesse minha atenção... Meu foco era outro.
Esforçava-me ao máximo para guardar cada segundo daquilo comigo. Seu hálito fresco, seu perfume natural, seus lábios macios, sua língua ágil, seu toque único. Eu não tinha como evitar. Sempre fora mais forte do que eu... Eu só tentava esconder isso. Porque era o melhor para nós dois.
Aos poucos fomos diminuindo a velocidade do beijo e Arthur finalizou com um selinho demorado. Apoiei minha testa na sua e abri os olhos, encontrando os seus já me fitando. Respirei fundo, tentando normalizar o ar em meus pulmões e o coração acelerado.
- Não faz mais isso... – sussurrei.
- Isso o quê? – Arthur afastou o rosto para me ver melhor.
- As duas vezes que me pediu desculpas acabamos aos beijos... É errado. – me soltei dele e mirei meus pés na areia.
- Por quê errado? – perguntou tentando manter a calma. – Só estamos fazendo o que temos vontade.
- Arthur...
- Não Lua! Errado foi o que você acha que viu quando entrou na minha casa depois da nossa formatura no colegial...
- Eu não quero falar disso. – engoli o nó que se formava em minha garganta mais uma vez.
- Você nunca quer falar disso. Nunca me deixa explicar. – passou as mãos pelo cabelo. – Me escuta uma vez pelo menos!
- Acho que não é hora nem lugar pra isso. – dei alguns passos para trás.
- Nunca é... – negou com a cabeça. – Para de fugir!
- Melhor conversarmos depois. – passei andando por ele, indo em direção à festa.
- Melhor você acreditar em mim depois. – escutei sua voz rouca e continuei andando.
Quando me certifiquei de estar a pelos menos uns trinta passos de distância dele, parei e me virei para onde eu estava antes, encontrando Arthur me fitando.
- Eu não mudei, Arthur. Essa sou eu. Continuo sendo a mesma Luinha!
Inconscientemente Apaixonados - Capítulo 24.
Incontáveis minutos depois, já sentia meu lábio adormecido pelo forte choque entre as bocas. Separei-me de Sebastian e um sorriso de canto tomou conta de nossos rostos.
- Podíamos ir para algum outro lugar, não?!
Direto e reto, hein Sebastian?!
- Podíamos aproveitar a festa mais um pouco, hum? – disse apoiando minhas mãos em seus ombros.
- Podíamos aproveitar muito mais de outro jeito. – respondeu malicioso.
Senti seus lábios em meu pescoço, em um beijo molhado. Fechei os olhos no mesmo instante sentindo o caminho que sua boca fazia até o lóbulo de minha orelha, onde ganhei uma mordidinha. Minhas unhas inconscientemente se fincaram nos seus ombros, como uma aprovação muda pelas caricias.
Era uma pena eu não estar no mesmo pique que ele.
- Concordo com você, mas preciso achar meus amigos.
A sua parada brusca no carinho que fazia, fez com que a região rapidamente voltasse a fica gelada.
- Tá falando sério? – sua mudança de humor também não foi das mais legais.
- Sim... Por quê?
- Não sabia que eram suas babás e você precisava ganhar permissão...
Sério mesmo que ele disse isso?
- Não sabia que você conseguia ser tão estúpido em segundos. – disse brava me soltando dele.
- Desculpa! Não quis ser grosso. – respirou fundo.
- Deixa pra lá...
- Não, é só qu...
- Sebastiaaaaaan! Não acredito que você está aqui. – rapidamente nos viramos para ver a loira saltitante vindo até nós. Ou melhor, até ele.
- Liz! O que faz aqui? Tá perdida, é? – Sebastian a abraçou fortemente, levantando-a da areia.
- Cheguei hoje. Vim aproveitar minhas férias... E nada melhor do que aqui, né?! – os dois riram alto. – Oi, desculpa, acho que não te conheço...
Finalmente lembraram que eu ainda estava ali. Agradecida.
- Ah, claro... Essa é a Lua, uma hóspede do hotel... – respondeu Sebastian.
Uma hóspede?
- Luinha, essa é a Liz, uma velha amiga minha... – eu conhecia aquele sorriso torto dele.
- E nas horas vagas preferimos deixar a palavra “amigos” fora do repertorio... – disse rindo e apoiando uma mão no ombro de Sebastian. – Prazer, querida!
Que voz mais irritante, céus!
- O prazer é meu. – sorri falsa.
Os dois pareciam mais entretidos na conversa deles mesmos do que em qualquer outra coisa. Voltei minha atenção para o bar, para não dar um murro naquele cara e sair andando. Controlei qualquer impulso raivoso. Mas “uma hóspede” foi a pior de todas. Não que eu não seja, mas cá entre nós, vamos combinar... Ele tinha acabado de me agarrar, dois dias conversando comigo como se fossemos super amigos e em minutos eu descubro que ele é como qualquer outro.
- AI, ADORO ESSA MÚSICA! – a loira saltitante gritou. – Vamos dançar, Seb!
Seb? Aquilo já estava embrulhando meu estômago.
Sebastian me fitou com uma cara que eu não soube decifrar, mas que estava mais pra um cachorrinho sem dono que sabia o que queria, mas não como fazer.
- Pode ir... Vou dar uma volta. – sorri irônica me levantando e passei rapidamente por eles.
- Hey, Lua! – Sebastian gritou e virei meu corpo em sua direção. – Me desculpa por isso.
Até poderia dizer que ele estava meio sem jeito, mas não colava mais comigo. Abanei uma mão no ar e dei as costas.
___________________
- Finalmente encontrei vocês! – falei esbaforida. – Onde vocês se enfiaram?
- Nem te conto, Luinha! – Chay respondeu brincalhão e logo levou um tapa de sua namorada.
- Estávamos andando pela praia, meu amor. Cadê seu boy magia? – Mel perguntou sorridente.
- De boy magia aquele lá não tem nada...
- Como assim? Ele afeminou? – Chay praticamente berrou. E a risada de ambos logo me contagiou.
- Cala a boca, Chay.
- O que aconteceu, amiga?
- Olhem vocês mesmos... – apontei para o casal que agora se beijava loucamente.
- NÃO ACREDITO! – Mel gritou chocada.
- Que filho de uma puta! Quer que eu vá lá dar uma lição nele? – Chay, o superprotetor.
- Não exagera, Chay... Por mais que minha vontade seja a mesma. – sorri maléfica. – Agradeço a preocupação!
- Eai, cambada! Vocês sumiram... – eis que chega o outro filha da puta da noite.
Qual é? Tô revoltada mesmo.
- Estávamos por ai... – Chay deu de ombros.
- Hum, sei... – olhou desconfiado para o casal e depois se virou pra mim. – E você, Lua Blanco... Cadê seu acompanhante? – debochou.
Percebi Chay segurando a risada e Mel apontando para o que segundo antes eu mostrava a eles. Cruzei os braços e logo escutei a gargalhada estrondosa de Arthur. Fechei a cara.
- Ai caralho... Pera... Porra! – ele tentava falar entre as gargalhadas. – Não acredito! – e mais gargalhadas. Daqui a pouco aqueles três estavam rolando na areia de tanto rir. – Vocês tão vendo isso?
- Já chega de rir, né? – bufei.
- Não, não tem como! – Aguiar voltou a gargalhar.
A raiva que eu já sentia só triplicou e quando percebi enchia Arthur de tapas e socos.
- Ai sua louca! O que eu te fiz? – ele tentava se proteger meio ao riso.
- NASCEU! – berrei dando tapas em seu peitoral. O casal já chorava tamanho eram as gargalhadas.
- Ele que apronta e é um filha da puta, e sou eu que apanho? – Tentava segurar a todo custo meus punhos.
- Você é da mesma laia que ele, então tá valendo. – o empurrei e suas risadas cessaram.
- Tá, tá bom, já chega! – ele conseguiu me segurar. – Já descontou a raivinha? Satisfeita?
- Ainda falta um tapa na sua cara.
- Acho que o álcool está fazendo efeito no seu cérebro, Blanco. – respondeu raivoso.
- Cala a boca! – grunhi.
- Ei, vocês dois! – Mel tentou se impor entre nós.
- Acho que no final eu estava certo, não é? Seu beijo não é dos melhores, por isso eles fogem. – sorriu seco.
- OI? – Chay e Mel perguntaram juntos. E foram ignorados com sucesso.
- Ficou tão interessado assim no meu beijo com o Sebastian? Achei que estava bastante entretido com a Jully. – respondi sínica e Arthur gargalhou.
- Não muda de assunto... – Arthur coçou a nuca.
- É que de repente me atingiu uma súbita vontade de saber como você sabe que beijei Sebastian.
- Fazer o que se vocês estavam quase se comendo na frente de meio mundo? – ele soltou e ouvi risinhos do casal.
Arthur estava começando a se entregar sozinho.
- Falou o que estava muito diferente de mim... – falei demais.
- Nossa, quase que eu ia me esquecendo... Estava interessante a cena, Blanco? – sorriu presunçoso.
- Nem um pouco... – coloquei as mãos na cintura e virei o rosto.
- Não é o que sua expressão dizia. – riu.
- Me poupe, vai... Acha que me conhece. – bufei.
- Conheço, há muito tempo! Mas faz oito anos que eu não sei quem é essa Lua Blanco. – apontou pra mim.
E de repente pareceu que eu não era a única paralisada naquela cena. Arthur respirava fundo, como se sentisse aliviado por ter se livrado dessas palavras. Mel e Chay o olhavam embasbacados. E eu senti um nó se formando em minha garganta. Eu sabia do que ele estava falando.
- É sempre assim, não é, Lua? Você procura o primeiro trouxa pra descontar sua raiva. Porque foge das coisas, das pessoas. Tem medo de ouvir, principalmente a verdade. – ele falava sem impor limites a sua boca. – Se dá por satisfeita só naquilo que lhe convém.
Senti meus olhos se encherem d’água. E fiz a única coisa que podia fazer ali. Fugir.
Inconscientemente Apaixonados - Capítulo 23.
Estava sentada em um dos bancos que ficavam no bar esperando por Sebastian, que tinha ido até o banheiro. Depois de incontáveis minutos, consegui levar ele pra longe de Jully e de toda sua falta de vergonha na cara.
Meus olhos passeavam pela multidão atrás de um certo casal. Ou eu preferia acreditar que estava à procura de Mel e Chay, e não de um par de olhos castanhos que tanto me tirava o ar.
- Já disse como você está linda hoje? – uma voz sussurrou em meu ouvido. E eu nem precisei olhar para saber quem era.
- Ah, Sebastian... Um verdadeiro cavalheiro! – o fitei e ele sorriu de uma forma safada.
- É verdade! Difícil ficar te olhando sem me encantar. – senti minhas bochechas ruborizar.
- Não exagere...
- Só estou sendo sincero. – sentou-se ao meu lado. – Essas festas costumam ser bem chatinhas, até que hoje está mais animada. – disse olhando ao seu redor.
Bebi um pouco da minha bebida e o fitei.
- Achei bem bacana. A decoração, o dj... Tudo bem organizado! – comentei.
- Acho os gastos meio desnecessários... Mas, festa é festa. – ele sorriu enquanto dava um gole em seu whisky e eu estranhei aquela conversa.
Tudo isso era falta de assunto?
- Mas então... – chamei sua atenção – Quando vai visitar o Brasil de novo?
- Isso tudo já é saudade minha? – deu risada e eu o acompanhei. – Ainda não sei... Pretendo viajar por outros países. Não sou de uma terra só. – voltou a olhar ao seu redor.
Esse papo me lembrou tanto a frase “não sou de uma mulher só”, que logo entendi o que ele queria dizer. E o que ele achava que eu estava querendo? Homens... Acham que são espertos, mas esquecem que sabemos ser piores.
- Eu também não, pra ser sincera. Mas não troco minhas raízes. – disse qualquer bobagem.
- Hum... entendo! – respondeu.
O interesse dele na nossa conversa estava tão animador que contive o meu bufar.
Virei rapidamente o copinho de tequila que o garçom depositou a minha frente e ouvi um estalo de admiração do homem ao meu lado. Senti o líquido descendo lentamente pela minha garganta, enquanto queimava e a lucidez aos poucos se esvaia.
- Não sabia que era tão forte com bebidas.
- Não sabe muitas coisas sobre mim. – respondi piscando maliciosamente.
Se ele queria brincar de cafajeste que não se importa, vamos jogar de igual para igual. Esquece aquele papo de sair com quem dá valor e se importa. Sempre há exceções, como Arthur disse.
E só foi falar na peste que meus olhos rapidamente focalizaram o corpo de Aguiar do outro lado do bar, beijando freneticamente Jully. Algo subiu pelo meu corpo, raiva talvez. Eu era uma pessoa sensata, e eles estavam quase se comendo publicamente. Cadê o senso das pessoas?
E como se pudesse sentir meu olhar preso nele, seus olhos se abriram e me fitaram. Um sorriso se instalou em seu rosto enquanto o mesmo ainda beijava a menina. Desgraçado! Ergui uma sobrancelha assistindo a cena patética que se passava a minha frente. Não existia mais Sebastian ao meu lado, nem uma música alta tocando ou um bar separando minha ida até Aguiar para tascar um tapa no meio de sua cara.
Não desviei o olhar e ele percebeu que eu não faria isso. Se ele queria provocar, eu também sabia fazer.
Quando me dei conta, sua mão entrava pela saia de Jully, fazendo-a se pendurar ainda mais em seu pescoço. Seu olhar preso a mim queimava, e não pude conter a súbita vontade que me atingiu. Queria estar no lugar dela, com os meus lábios grudados nele, fazendo com que sua atenção estivesse só a mim.
Eu o desejava. Meu corpo o desejava. Seus olhos e sua expressão também o entregavam, não estava tão diferente de mim. Parecia que a bebida já estava fazendo efeito em meu sangue, que fervia.
Por mais que a cena não me agradasse, por mais ridículo que eu achasse, o magnetismo que existia entre nós fazia com que qualquer outra coisa se quebrasse. Não tinha como ignorar toda essa onda de sentimentos controversos que se apossavam de mim. E ver ele me provocando daquele jeito, eu ia de raiva a desejo e de desejo a raiva em um piscar de olhos.
Antes de colocar qualquer pensamento em ordem, senti uma mão fazendo um leve carinho em minha coxa. Levei meu olhar até ali e logo depois de encontro a Sebastian que sorria. Virou o corpo sentado no banco na minha direção, me olhando atentamente.
- Posso fazer uma coisa que estou com vontade desde quando te vi pela primeira vez na piscina? – sussurrou próximo aos meus lábios.
E quando me dei conta seus lábios já estavam grudados ao meu, como se a curiosidade de sentir a boca um do outro não fosse só minha.
Rapidamente levei uma de minhas mãos até seus cabelos, entrelaçando meus dedos em seus fios. Sebastian pediu passagem com a língua que prontamente foi atendida. Ele me puxou pela cintura, fazendo-me ficar de pé entre suas pernas. Nossas línguas exploravam todo o espaço possível de nossas bocas. Uma leve luta sincronizada acontecia ali, e suas mãos passeavam por toda a extensão de meus quadris e cintura. O abracei pelos ombros aprofundando ainda mais o beijo. Era um beijo bom, gostoso, que fazia leves arrepios passearem pelo meu corpo, mas não o melhor. Talvez pelo fato de que eu sabia que não passaria disso, de uns beijinhos e uns amassos. Não era algo especial, mas estava muito longe de ser ruim. Sebastian sabia o que estava fazendo.
Não ousei abrir os olhos, não ousei tirar minhas mãos ou lábios dali. Não ousei procurar Aguiar, como ele fez. Eu só queria aproveitar o momento bom e tirar qualquer outro pensamento de dentro de mim.
Inconscientemente Apaixonados - Capítulo 22.
Com os meus olhos presos nele, só então pude reparar em como ele estava mais charmoso do que o normal. Vestia uma camiseta branca gola “v” e por cima uma camisa xadrez em tons de azul com a manga virada até acima do cotovelo, ressaltando a boa forma física de seus braços. Uma bermuda bege e um sapatenis completava o look. Seu cabelo bagunçado propositalmente o deixava com um ar ainda mais despojado.
Não tinha como negar. Os deuses da beleza foram muito bondosos com Aguiar! Porém, aquela sem sal do lado dele e sorrindo para os meus amigos acabava com toda a beleza do ar.
Antes que minha boca se abrisse e começasse a sair uma babinha (brincadeira!), me voltei para Sebastian e apoiei minhas mãos em seus ombros. Seu sorriso gentil acompanhou o meu e antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, uma voz soou transbordando ironia.
- Não cumprimenta mais os amigos, Blanco?
Nessas horas que eu me sinto uma grande estupida por me deixar levar em pensamentos com ele. Não pude conter a súbita raiva.
- Aguiar! Tão triste sua presença nessa festa que nem tinha reparado você parado ai na frente. – debochei.
- Tem certeza? Não foi o que presenciei minutos atrás. – sorriu, erguendo uma sobrancelha.
Filho de uma boa mãe!
Encarei-o e logo depois soltei uma exagerada gargalhada. Sebastian e a “sem sal” nos fitava tentando entender algo. Chay e Mel já estavam longe dali.
- Ai, pobrezinho. Thur – frisei bem seu apelidinho – já pensou em entrar para o circo ou algo do tipo?
Sua vez de gargalhar.
- Alguém já disse que você não sabe disfarçar? – disse prepotente e bufei. – Em todo caso, só gostaria de apresentar a vocês a Jully. – disse sorrindo e apontando para a menina ao seu lado.
- Como se eu já não conhecesse... – murmurei e coloquei o sorriso mais falso do mundo no rosto me virando para a tal. – Prazer, mas a gente já se conhece.
- Claro, lembro de você do avião. – o sorriso dela era tão falso quanto o meu.
Pergunto-me como pessoas assim conseguem um trabalho como o dela... Aff.
- Mas esse seu amigo eu não conheço... – disse olhando para Sebastian e mordendo o lábio.
- Esse é o Sebastian, meu acompanhante! – apresentei-o, sorrindo safado e o fitando. O mesmo me deu um beijo na bochecha rindo. – O Arthur você já conhece...
Sebastian esticou a mão para cumprimentar Aguiar, que logo fechou a cara e respondeu o gesto de má vontade. Minha vez de segurar a risada.
- Prazer, Jully... – Sebastian beijou sua mão e um sorriso galante moldava seus lábios.
- Prazer só na cama, docinho!
Arregalei os olhos e segurei a vontade de dar um tapa na cara dessa vadia. E do cara que estava ao seu lado se segurando pra não rir. Como pode?
Sebastian explodiu em uma gargalhada e eu revirei os olhos.
- Com licença, só um minutinho... – disse enquanto arrastava Arthur alguns metros para longe dos dois.
- O que foi? – perguntou já não segurando o riso.
- O que foi? AGUIAR, pelo amor de Deus!
- Não estou te entendendo...
- Olha o que essa coisa que você trouxe com você fala para o meu acompanhante e o máximo que você faz é rir? – soltei raivosa.
- E o que você esperava que eu fizesse? – cruzou os braços. – Não sabe que mulheres com atitude são muito atraentes? – abaixou o corpo minimamente para seu rosto ficar na mesma direção que o meu.
- Me poupe...
- E parece que o seu “acompanhante” – fez aspas no ar – gostou bastante da atitude também. – sorriu maroto indicando os outros dois com a cabeça.
Virei o rosto na direção e pude perceber ambos em uma conversa bastante animada. Bufei.
- Olha, só cuida dessa galinha antes que fuja do galinheiro e me deixa em paz, ok?! – sua cara foi de espanto a diversão, e logo sua gargalhada pôde ser ouvida.
- Ai, Lua... – disse tentando controlar a risada. – Isso tudo é ciúmes? Ou medo da concorrência?
Mantive meu olhar sobre o seu e levantei um sorriso de canto.
- Concorrência? Não vejo a concorrência... Muito menos ciúmes. Mas sabe como é, tem gente que não se dá o valor e no final da história só sai como a puta. – me aproximei dele. – Prefiro me dar o valor e sair com pessoa que também me dá, diferente de você, que a primeira que passa na frente já traça. Concorrência com essa daí nem tem como ter. – finalizei piscando.
- Discurso fenomenal, tenho que concordar. – disse também sorrindo e se aproximando. – E é por isso, que diferente do que você pensa, eu só dou valor pra quem realmente importa. Algumas outras são só diversão.
E eu achando que iria irritar ele. Quem estava começando a se irritar era eu, mas mantive o sorriso e a postura.
- Então por que veio e trouxe-a? Tá precisando de uma diversãozinha? Por que não ficaram direto no hotel?
- Não estou aqui por causa dela... – desviou o olhar rapidamente.
- Está por causa do quê, então? – perguntei desafiando-o.
Ele riu e se aproximou completamente, segurando minhas bochechas com uma mão só, até minha boca formar um biquinho. Coisa mais infantil!
- Lua... Tão curiosa e tão bonitinha! – sorriu de canto.
- Arthur... – segurei seu rosto do mesmo jeito – Tão irritante e tão prepotente!
E quando percebi nossos rostos tão próximos, grudei meus lábios rapidamente no dele em um selinho. Soltei-o rindo e me virei para sair andando, quando ouvi sua voz um pouco alta.
- Isso que é atitude!
Não pude deixar de rir mais uma vez ao ouvi-lo fazendo o mesmo. Me contive em apenas seguir o resto do caminho até aqueles outros dois.
Um simples contato. E um coração levemente sendo aceso.