Só hoje, capitulo 3
Uma pontada forte no peito. Foi isso que eu senti. Sai atordoado do local, indo em direção a sala de reunião. Então era isso. Hoje fazia 4 anos. E com 4 anos, em um caso onde não encontramos a vítima, paramos de investigar. Mais para isso, fizemos sempre reuniões, para saber se vale ou não a pena continuar investigando. Se pelo menos tivesse uma pista. UMA ÚNICA PISTA. Talvez podessem render a investigação. Mas eu não tenho e nem nunca tive nenhum tipo de pista em todos estes anos, então, consequentemente, 95% das chances eram de parar a investigação. Mais eu não deixarei isso acontecer. Pois eu lhe fiz uma promeça, e eu vou compri-la. Custe o que custar. - Roobert. - Edgar falou me vendo entrar dentro da sala de reunião. - Sempre os 5 minutos, não é? - Bom, estou aqui, não estou? - Uma batalha. Era isso que aconteceria a partir de agora. Horas de reunião. Ele falava e eu rebatia. Todos os seus argumentos eram debtidos de volta contra os meus. Os outros homens que estavam na sala só observavam. Edgar parecia não querer realmente continuar a investigação, mais eu sempre dava bons argumentos para mostrar que ele estava sendo injusto e totalmente errado de querer isso. - Não ache que só porque você é o melhor delegado de Londres, você pode decidir isso, Chay. - Ele falou desafiador. - Para você é Roobert. E eu não acho que posso nada aqui Edgar, esse é você! - Falei calmo o encarando. - HAHAHAHA. - Ele forçou a risada. - Porque quer tanto continuar a investigação com essa moça, Roobert? - Ele disse. - Porque eu sou um homem justo. - Bom, eu acho que é porque você... ia casar com ela. E ela FUGIU no dia do casamento. - Ele frizou a palavra " fugiu " - Você quer me atinir, não é? Desculpe, não está conseguindo, Edgar. - Prove. Me diga 3 bons motivos para eu continuar com a investigação. - Eu não estou aqui porque a Melanie sumiu no dia do casamento, ou porque ela era minha noiva. Estou aqui porque a amo. E vou lutar para tê-la de volta. - QUERO OS MOTIVOS. - Ele gritou e eu contei até 10 para não pular no seu pescoço. - Primeiro: Ela era jovem, ela tinha uma vida, um sonho... de ser medica. Ela sonhava alto e conseguia tudo o que queria. Era uma menina simples, tinha seu pé no chão, ia nos hostitais cuidar dos doentes. Ela era uma pessoa boa, Edgar. Ela é digna de respeito, digna de uma segunda chance. - Suspirei fundo e vi todos me encarando boqui-abertos. - Segundo: Ela tinha uma família. Tinha um pai e uma mãe que a amam muito. E que querem ela de volta. Eles a ninavam, a pegavam no colo. Eles a amavam demais, assim como eu. - Olhei os olhos de Edgar e suspirei - Terceiro... - CHEGA. - Edgar gritou, suspirou fundo e fechou os olhos por alguns segundos. Abriu eles olhando diretamente para mim, com um sorriso vitorioso no rosto. - Caso encerrado. Não continuamos a investigação.










