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How to Start a Blog on WordPress in 2023( Step by Step)
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Capítulo 50, Stay. (ÚLTIMO)
*Beating Heart para tocar*
(Por Melanie)
Estávamos parados, um de frente para o outro. O vento era nada mais que uma brisa fria e muito leve. Ele estava aqui. Sentia seus olhos me analisando profundamente, poderia sentir sua visão indo além do meu físico. A minha felicidade era indescritível. Isso nunca aconteceu comigo.
Eu sentia meus órgãos todos tremendo. Ou seria minha alma? Ou era tudo psicológico? Não importava. Nada disso importava, pois ele estava ali. Os únicos ruídos que eu ouvia eram o barulho calmo do mar e nossas respirações descompassadas. Eu não conseguia reagir, muito menos ele. Seus olhos me traziam uma calma e ao mesmo tempo uma agonia. Ele estava extasiado. Chay era sentimental ao extremo. Era quase transparente aos meus olhos. Eu poderia saber tudo o que se passava com ele apenas observando.
- Chay? - Já devia fazer mais de dez minutos que estávamos daquele jeito. - Mel? - Ele levantou o olhar para mim. Não pude evitar o sorriso, quase que automático que se formou em meu rosto. - Vamos passar o resto das nossas vidas nos encarando? - Perguntei, descontraída. - Eu poderia fazer isso até morrer. - Ele deu de ombros e aproximou. - Mas prefiro outra coisa.
Eu esperava um beijo, mas recebi um abraço. Forte. Intenso. Amoroso. Perfeito. O melhor abraço do mundo. Me sentia não só protegida, tinha algo a mais. Tinha amor verdadeiro. Tinha saudade. Tinha alívio. Um misto de sentimentos bons. Sentimentos ótimos.
Eu sentia o coração dele bater forte. Ou seria o meu? Acho que os dois. As mãos de Chay percorriam minhas costas apertando, como se ele quisesse ter a prova de que eu estava ali. Eu o entendo, também não acreditava que era real. Imaginava que nunca mais iríamos voltar, nunca mais iríamos nem mesmo nos ver, eu morreria de solidão e não haveria ninguém no meu enterro. Esses pensamentos fúnebres me invadiram nos piores momentos. Velha, só, amargurada. Não que eu tenha síndrome de Peter Pan, mas ter muita idade e estar na pior significa que não terei muito tempo para levantar e seguir em frente. Mas eu tenho apenas dezessete anos. Não sei nada sobre a vida.
- Eu estava com tantas saudades. - Ouvi Chay dizer, suspirando. - Do seu sorriso, da sua pele, desse seu abraço apertado que me protege... - Ele dizia, apaixonado. - Eu te amo tanto, tanto!
Me soltou do abraço e o encarei. Ele era lindo. Por dentro e por fora. Roobertchay era a perfeição.
- Espero logo poder ouvir alguém nos chamar de senhor e senhora Suede! - Ele riu, extasiado. Ri também. - Por que não podemos ser Fronckowiak? - Pus as mãos na cintura, fingindo indignação. - Por que o sobrenome do casal tem que vir do homem, ué! - Ele deu de ombros. - Esse nem é seu sobrenome de verdade! Você fica adotando o Suede mas nos registros é outro. - Eu ri. - Eu vou mudar meu sobrenome para Suede e quando eu mudar, seu sobrenome vai mudar também, porque eu quero. - Você está muito cheio de vontades, isso sim. - Todos sabem que o homem é que manda na relação. - Machismo! - Dei um tapa em seu braço.
Ele riu e me puxou pela mão, fazendo nossos corpos ficarem colados. Me encarou sério e segurou forte. Aquilo me fazia ter calafrios bons.
- Quer saber? Não ligo para sobrenome. Se você estiver comigo, eu aceito até ser um Silva de Souza.
Não me aguentei. Chay odiava esse sobrenome, há anos. Desde quando nos conhecemos. Arthur me disse (Sim, eu não me lembro mais daquela época, só lembro de tempos mais próximos do acidente) que Chay contou a história: Havia um garoto que perseguia Chay na escola, era um ano mais velho, esse garoto o infernizava, insultava, fazia de tudo para rebaixá-lo. Mas um dia, pouco antes de me conhecer, Chay deu uma lição nesse menino, dizendo tudo o que pensava sobre aquele "garoto com problemas mentais que me inferniza só por que é um mal amado solitário", apontando na cara dele "Eu tenho pena de você, Fábio Silva de Souza! Não aguenta ver minha felicidade e todos os seus fios loiros falsos começam a se repuxar? SEJA HOMEM!"
Sim, Chay disse aquilo. E com apenas 15 anos! Quando Arthur me disse, eu ri tanto que chorei. Imaginar o meu pacífico amor dizendo isso é realmente muito hilário.
- Silva de Souza não, por favor. - Eu ri ao lembrar da história. - E você não teria tanta coragem que eu sei.
Ele riu, dando de ombros e olhando para cima. Logo em seguida fui supreendida (tá, nem tanto) por sua boca colando na minha.
x x
- FELIZ ANO NOVO!
Sophia estava na minha frente, levantando um copo de refrigerante. Logo ela, que jurava nunca beber "aquelas porcarias que nos enchem de celulites". Olhei para o lado e Selena estava de mãos dadas com Luís, os dois sorriam um para o outro. Faziam um casal lindo. Mais ao longe, Arthur conversava com algumas pessoas que eu não conhecia. Eu queria tanto que ele arranjasse alguém. Arthur sempre foi muito solitário e nesses últimos tempos eu não o vi com uma garota. Não sei se era escolha dele ou não, mas resolvi não me meter.
- Mel, você não sabe da novidade bombástica. - Ela sorriu mostrando todos os dentes. Aquele sorriso que eu sabia que envolvia garotos. - Não sei mesmo. Me conta qual a sua recente alegria! - Dei um soquinho no ombro dela. - Dougie me beijou antes da contagem regressiva. - Falou, dando mais um gole na bebida. - Ele disse que estava disposto a ser mais que um ficante para mim. - Ele realmente é uma caixa de surpresas. - Constatei. - Isso! Há uma semana estava "disposto" contigo. Agora eu sou o alvo! - Disse, apontando com os dedos e fazendo movimentos de tiro. Ri com suas palhaçadas. Ela realmente estava feliz e eu tinha certeza que não estava bêbada. - E qual o por quê de tanta empolgação assim? - Bom, digamos que eu concordei com ele. - Fiz uma cara de espanto, mas rindo. - Ah, me poupe, eu já gosto dele há um tempo. - E nem pra me contar! - Dei um tapa em sua cabeça. - Tá, não contei, mas você não me contou que voltou com o digníssimo Roobertchay! Selena falou que tinha visto vocês dois de mãos dadas de novo. - Droga. - Bufei. - Olha, não te contei por que estamos levando com calma essa nova fase. É como se estivessemos naquele começo de namoro ainda. Decidimos assim. - Eu disse pegando a mão dela. - Não esconderia de você, só não me precipitei. - Ok, esquece. Eu te entendo. Sei o quando vocês dois sofreram e foram CHATOS. - Deu ênfase na última palavra e ri. - Te desejo toda a felicidade, de novo. - Te desejo toda felicidade também. - Falei, arqueando uma sobrancelha. Ela enrugou a testa. - Qual é, eu sei que você vai acabar namorando o Dougie. - Deus te ouça. Ela gargalhou e me puxou pela mão para uma mesa cheia de gente que eu não reconhecia. Algumas garotas e uns garotos mais velhos (de uns 25 anos) estavam rindo e fazendo apostas. Sophia me disse que são amigos da irmã mais velha de Arthur, Georgia, que estava fazendo estágio de medicina em uma cidade do interior. Vi meu amigo sentado em uma mureta perto da sua piscina, meio aéreo. - Cadê sua animação, enfiou em um buraco? - Falei, sentando ao seu lado. - Que nada. Só estou meio sem vontade de sair pulando e rindo e bebendo refrigerante ou cerveja até mijar nas calças. Não sou a Sophia. Ri de seu comentário engraçado, pois era exatamente assim que Sophia estava. Tirando é claro a parte de mijar nas calças. Ela ia ao banheiro a cada 20 minutos. - O que te deixou sem vontade, hein? - O empurrei com o dedo e ele riu. - Não sei. Deu de ombros. - Na verdade, sei que dá uma certa agonia de ver que até Luís ta namorando e eu... Bem... Cê sabe. - Solidão? É isso que te aflinge? Droga, eu sabia. Droga de novo, eu não tinha uma solução. - É. Sabe, eu me sinto meio que deixado de lado quando vejo todos os meus amigos com alguém que se importa. - Pausa para beber - Luís e Sel, Dougie e Sophia, Chay e você, meu casal favorito aliás! - Ele riu alto e eu fiquei envergonhada. - O amor parece acertar cada um, mas desvia de mim. - Desculpe. Eu... Não sei como te ajudar com isso. - Me redimi. - Nem precisa, Mel. Já tem muitos problemas para enfrentar. E nem sei o por quê de falar isso para você! Acho que é a cerveja. Ri quando ele passou a examinar o copo que estava, como se estivesse procurando algo errado. Depois da brincadeira, ele riu e o abracei de lado. - Olha, aproveitando que estou bêbado, quero dizer que vou ser padrinho do mini Chay ou da mini Melanie, ok? Do casamento não faço muita conta, mas quero ser o tio preferido da criatura remelenta. - Filho? Arthur! Esta muito adiantado, não? - Claro que não. Confio nas habilidades do meu querido amigo Suede. - Vocês dois são uns imorais, isso sim. - Vocês quem? Ouvi a voz de Chay ao meu lado, levei um susto. Ele riu da minha reação e Arthur também. Me virei para ele e dei um beijo em sua bochecha. - Ok, não vou ser vela aqui, tchau casal. - Arthur levantou indo direto para Luís que estava dançando "macarena" com Sophia. - Quem são os imorais, hein Mel? - Chay retomou o assunto. - Você e Arthur. - Falei, cruzando os braços. - Eu? Mas como assim? Eu nem fiz nada! - Abriu os braços. - Arthur e eu estávamos falando sobre "o mini Chay ou a mini Mel". - Falei. - Nossa, mas você já quer? Ok, tudo bem, vamos ali e... - Falou, pegando na minha mão e querendo me arrastar. - NÃO! Não estávamos falando nesse sentido. - Eu gargalhei e o abracei de lado. - Ele disse que queria ser padrinho do nosso filho ou filha. Estava meio bêbado. - Ah, mas ele vai ser. - Falou, sorrindo. - Não recentemente, mas num futuro sim. O olhei, sem acreditar. Chay estava mesmo falando isso? Que íamos nos casar e ter filhos? Não é nenhuma pegadinha? Chay estava pensando na vida futura? Não que ele seja um irresponsável de quinta categoria, mas Chay gostava de viver apenas o presente, era desastrado e esquecido. - O que foi? Eu disse algo errado? - Perguntou, me segurando pelos ombros. - Não, não. Pelo contrário, disse tudo certo. - Respondi. - Então, vai querer ter filhos comigo? - Sorriu. - Mas é claro que sim. Me puxou, colando nossos corpos e aproximando seu rosto do meu. - Eu não poderia estar mais feliz do que estou agora. E me beijou.
to progredindo com o último capítulo de Stay. Porém estou muito cansadinha das minhas férias, quando tiver mais disposta eu termino. Aguardem também o Epílogo <3
Capítulo 49, Stay.
Melanie olhava para a mãe com um misto de sentimento de raiva, pena, rancor e nojo. Por um lado, queria ajudá-la, por outro, queria liquidar toda a raiva e sofrimento que passou. O acidente. Maldito acidente que fez sua vida entrar em um buraco enorme, (quase) sem volta. Mas a maior culpada por isso tudo não era a mãe de Mel, nem o carro estúpido e muito menos de Chay. A culpada era a vida. A vida que traçou todos os caminhos demasiadamente tortuosos e sofridos. O acidente, a dor e culpa de Chay, a negligência da mãe, a confusão de sentimentos de Melanie... O pequeno afeto por Arthur que quase destruiu a amizade que ele tinha com Chay, a indecisão, a falta de coragem, o rancor, a frieza e a mágoa que se apossaram de Mel involuntariamente. Será que ela (e ele também) merecia tudo isso? Seu cotidiano não girava em torno do seu infinito dilema amoroso, tinha também a escola, o resto de sua família e os amigos. Entre todos esses fatores, o único que ia de bom para melhor era o desempenho escolar. Toda a raiva que Melanie guardava era descontada em contas, problemas, redações... Seu terceiro ano comerçaria perfeito.
Faltando apenas uma semana para o ano novo, ela mal poderia esperar. Depois da lição que recebera de Sophia, decidiu mudar a sua vida. Afinal, nem tudo é o destino. Sempre há uma rota de fuga. A partir do dia primeiro de janeiro do ano seguinte, não seria uma nova pessoa (n/a: pfvr, seria muito clichê huehuehe), mas sim uma verdadeira Mel.
- Melanie, eu não permitirei que se envolva de novo com esse aspirante a encrenqueiro, impulsivo e totalmente desestruturado psicologicamente! Continue com Dougie, minha filha... - A senhora só pode estar curtindo uma com minha cara! Acrescento que não pode permitir ou impedir nada, quem toma a decisão sou eu.
A senhora Fronckowiak levantou do sofá, com mais raiva no olhar do que anteriormente. Estava se descontrolando e Mel sabia disso, pois notou as mãos trêmulas de sua mãe e os músculos firmes. Mas ela não se abalou. Não desistiria. Desistir era uma palavra banida de seu dicionário de conceitos.
- Curtindo com sua cara? Que jeito é esse de falar comigo? Estou dizendo que não permito, ponto final!
É, seria uma longa conversa.
- Mãe, sinto muito lhe dizer, mas direi: Não perguntei nada, nem sequer pedi permissão. Eu estou comunicando que voltarei a namorar o Roobertchay. Afirmando. Decretando.
A mãe permanece estática. Melanie continua fria, decidida.
- Consegue entender? Quer que eu desenhe? - Não, obrigado. Melanie, eu só quero o seu bem... Faço de tudo para que seu acidente não se repita e você acaba voltando com aquele moleque? - Ele não é o culpado! Foi um acidente, como a senhora mesmo disse. E eu o amo. Amo o sorriso dele, amo os olhos dele, amo o jeito dele... - Que jeito? O jeito totalmente louco dele? Você virou louca também!
A paciência de Melanie zerou. As palavras absurdas da mãe esgotaram tudo. Às vezes, infelizmente, as pessoas precisam de um choque de realidade. A voltagem é proporcional à insanidade.
- CHEGA! Preste atenção, eu juro que não queria falar assim, mas falarei do mesmo jeito pois minha paciência foi esgotada. A única pessoa desestruturada, impulsiva e principalmente louca é essa mulher que está me encarando! Porque não, você NÃO é minha adorável mãe, aquela que me apoiava, discutia um assunto comigo, sorria, acreditava em destino... Onde ela se meteu? Porque foi substituída por uma arrogância autoritária e egoísta! EU AMO O CHAY, ENTÃO ACEITE A MINHA FELICIDADE!
x x
O ano novo seria um grande passo para Chay. A passagem de ano seria em uma casa de praia da mãe de Arthur. Ele, Luís e Chay iriam para lá esta tarde. Chay estava terminando de arrumar sua mochila quando ouviu dois toques na porta de seu quarto. Fecha a mala e se aproxima para abrir a porta.
- Hey, ridículo.- Luís ri, entrando no quarto. - Hey, gay. - Olha, eu trouxe aquele meu amigo Dougie, espero que não se incomode ou tenha algo para falar comigo.- Chay negou, tranquilo e Luís voltou para a porta.- MORREU NO CORREDOR, IDIOTA? - Ah, desculpe. Estava distraído com esses quadros, eles são bonitos demais.- Dougie aparece no quarto, com as mãos no bolso. - Eu que pintei. Quer dizer, eu e Arthur, meu amigo.- Chay disse, um pouco tímido por dizer isso a um estranho. - Caralho hein, são bonitos de verdade.- Dougie falou, sincero. Depois olhou para Luís e encarou Chay.- Desculpa se eu to sendo meio gay, mas é porque adoro Artes. Sabe como é, estudante de Letras...
Os três riram juntos. Neste momento, Chay estava quase esquecendo seu ódio por Dougie. Ele era gentil e educado, até agora. O cara poderia não ser o que pensava.
- Enfim, você e Sel vão passar o fim de ano onde?- Luís disse, sentando na cama de Chay. - Não sei. Acho que em casa mesmo.- Dougie deu de ombros. - WOW! Como assim Dougieman e família não vão a um cruzeiro chique? Ou a um resort na praia?- Luís riu e Dougie também. - Você é um viado muito idiota, sabia? Para a sua informação, não viajo desde que parei. - Sério? Desde que você parou?- Luís ficou surpreso. - Parou o quê? Eu estou confuso.- Chay se manifestou e Luís olhou para Dougie, piedoso.
Dougie ficou nervoso, passou a mão nos cabelos e abaixou a cabeça. Ainda era difícil falar daquilo com muita calma. Chay percebeu a tensão que causara.
- Se é algo confidencial, tudo bem, me... - Parei de fumar. Fumar maconha.
E então, tudo ficou mais sério. Chay começou a ter um pouco de pena de Dougie. Ele era um cara legal, mesmo depois de já ter entrado no submundo das drogas, continuava sorrindo e de bom humor, galanteador, como (infelizmente) viu na lanchonete e Luís já havia contado. Superando um vício.
- Ah, desculpe me intrometer. Não devia ter perguntado.- Chay se desculpou, arrependido. - Não tem problema. É até bom para mim. Ter que admitir meu erro, encarar tudo, sabe? Fique frio.
Chay assentiu e tudo ficou mais calmo. Luís começou um novo assunto e os três passaram a manhã conversando. Arthur chegou na casa de Chay e, sem bater a porta do quarto, entrou.
- Hey. O que é isso? Uma reuniãozinha na qual fui excluído?- Ele perguntou rindo, mas estranhou aquilo. Luís ele já "conhecia", pelo menos de vista, mas o outro loiro não. Seria outro melhor amigo de Chay?- Sou Arthur. Vocês, quem são? - Dougie, mas pode me chamar de Doug. Esse panaca fashion é o Luís. Somos amigos recentes de Chay.
"Somos amigos" Dougie estava se incluindo como amigo de Chay? Há pouco tempo ele odiava o simpático estudante de letras e agora eram amigos? Não, não tão cedo. Chay ainda sentia um pouco de incerteza sobre Dougie, pois ele era legal e simpático, mas sua autoestima era elevada e era afim de Melanie. Porém, tentaria ver o melhor daquele cara. Ser otimista.
- Luís e Chay, vocês estão... Prontos? Sabe como é minha mãe, logo depois do almoço nós vamos. Ela fica ansiosa demais com viagens.- Arthur disse, bufando e sentando em um banco do quarto.- Acaba sobrando para mim o estresse. - Minhas malas estão na sala. Arrumei há tempos.- Luís disse, tranquilo, recebendo olhares surpresos.- Tá, não tanto tempo. Na verdade arrumei ontem à noite. - Terminei quando eles chegaram. Só falta saber se minha mãe fará almoço, ou teremos que pedir algo. E se ela fizer, reze para sair antes da hora da janta.
Riram com o comentário. Chay falava a verdade, sua mãe era muito desastrada. Cheia de carinho e amor, mas ao mesmo tempo quase vazia de juízo. Raramente preparava refeições ou limpava a casa toda. A mãe de Arthur era ao contrário. Extremamente organizada, parecia uma formiga; andava para todos os lados da casa, sempre tinha algo a fazer ou organizar. As duas mães se desentendiam por conta das diferenças, mas gostavam da companhia uma da outra. Uma mãe solteira, a de Chay e uma mãe que enviuvou cedo, a de Arthur. Tinham algo em comum: faziam o trabalho de pai e mãe. No fim, isso era o que contava.
- Se fosse a mãe, o almoço já estaria pronto desde as dez horas da manhã.- Arthur riu. - A minha quer a ajuda de todos para fazer o almoço. Nem parece que temos uns cinco empregados em casa. Se quiser fazer um treino intensivo para corte de galinha e saber de onde vem tanto sangue, vá preparar um almoço lá em casa. Horrível.- Dougie disse, apoiando o queixo nas mãos. - Só minha mãe que é normal?- Luís se manifestou. Chay arqueou uma sobrancelha.- Ela prepara o almoço na hora certa e pronto. Ela mesma faz e diz que não precisa de minha ajuda. Nem para lavar os pratos!- Todos riram. - É cara, pelo menos algum gene seu tinha que ser normal. UM BRINDE!- Chay brincou e a gargalhada foi geral. Até Luís riu da brincadeirinha.
Dougie ouviu o seu celular tocar e atendeu. Involuntariamente, todos fizeram silêncio. - Hello, dirty love. Selena? Hm, estou na casa do amigo de Luís. Tá, já estou indo, gatinha. Ok, parei. Idiota é você.- Falou pelo telefone, rindo e desligou. - "Dirty love"? Quem é a coitada que tem que aguentar esse apelido nojentinho?- Luís perguntou, fazendo careta. Chay e Arthur riram da situação. - Oh, ainda bem que gostou do apelido que dei para Melanie, Luís. Aliás, vou guardar a sua opinião na caixinha do foda-se.
O sorriso que havia no rosto dos otrous três, virou uma expressão séria. Arthur olhou preocupado para Chay e Luís fez o mesmo.
- Melanie? Minha Melanie?- Chay disse, exasperado. Arthur segurou seu braço, para garantir menos "atritos". - Sua Melanie? Já a conhecia quando a viu na lanchonete?- Dougie questionou.- Pensando bem, não tenho tempo para saber da tua história, dude. Minha irmã está precisando da minha ajuda, ela quer falar algo importante. Vou indo.- Disse, despreocupado e tomando o caminho da saída do quarto.
Assim que ele saiu, Chay correu para a porta. Ainda dava para empurrá-lo pela escada abaixo? Luís e Arthur o seguiram. Chay viu Dougie no último degrau da escada e parou na barra que se transformava em corrimão.
- Não tente nada com Mel. SERMOS AMIGOS NÃO ME IMPEDIRÁ DE QUEBRAR SUA CARA!
Dougie virou-se lentamente e levantou a cabeça para encarar o garoto parado no topo da escada. Continuava tranquilo.
- Fique tranquilo, Chay. Já tentei ter algo com ela, mas foi em vão. Pelo visto você é o cara do qual ela não esqueceu.
Apenas poucos capítulos para o fim de Stay. Quem está preparado? Acho que nem eu estou. :D
Capítulo 48, Stay.
**Play na música** (Por Chay)
When I look into your eyes It's like watching the night sky Or a beautiful sunrise There's so much they hold And just like them old stars I see that you've come so far To be right where you are How old is your soul?
- Eu te amo. - Me diga que isso não é um sonho. - Eu te amo. - Não pode ser um sonho. - Eu te amo. - Se for um sonho, eu morro. - Quantas vezes preciso dizer que te amo para que você acredite?
I won't give up on us Even if the skies get rough I'm giving you all my love I'm still looking up
Eu poderia sentir meu coração sair pela boca. Sinais de romantismo. Louco amor tomando conta das minha veias.
And when you're needing your space To do some navigating I'll be here patiently waiting To see what you find
- Eu acredito em você, desculpe. - Pare de pedir desculpas. Você errou, mas quem não erra? - Agora sim, acredito que estou sonhando. - Pare com isso, eu te amo. Eu te perdoo. - Mel, você me faz sentir como uma menina de treze anos dando seu primeiro beijo. - Hahahaha, adoro suas analogias. Estava com saudades.
Cause even the stars they burn Some even fall to the earth We've got a lot to learn God knows we're worth it No I won't give up
Sorri e ficamos em silêncio por alguns segundos. Eu não me contive. - Você está com aquele Dougie? - Não. Já fui beijada por ele, mas nada além disso. - Beijada? Quantas vezes? - Poucas. Quer saber também onde foi? Posso te dizer que foi no quarto dele que cheira a incenso porque ele se recuperou da maconha mas não do vício em fumaças, que é cheio de bandas maneiras e ele estava em cima de mim sem camisa, pois ele nunca veste camisa. - PARE COM ISSO, QUE NOJO, QUE RAIVA, VOCÊ QUER ME MATAR? - Se acalme. - Como? Agora eu sei que beijou um homem mais velho que era maconheiro e que só anda seminu!!!!! - Só fiz isso para que você percebesse o quanto o passado não precisa ser inteiramente revirado. Chay, o que importa é nosso presente e nosso futuro.
I don't wanna be someone who walks away so easily I'm here to stay and make the difference that I can make Our differences they do a lot to teach us how to use The tools and gifts we got yeah, we got a lot at stake And in the end, you're still my friend at least we did intend For us to work we didn't break, we didn't burn We had to learn how to bend without the world caving in I had to learn what I've got, and what I'm not And who I am!
- Teremos um futuro? - Claro. A não ser que não queira. - NÃO! Quer dizer, quero sim. Meu maior desejo. - É o meu também.
I won't give up on us Even if the skies get rough I'm giving you all my love I'm still looking up I'm still looking up
- Quando nos veremos? -Podemos resolver isso amanhã? Tenho aula daqui horas e estou exausta. - Por você eu espero até mil vidas. - Te amo. - Te amo.
I won't give up on us Even if the skies get rough I'm giving you all my love I'm still looking up I'm still looking up
Capítulo 47, Stay.
(Por Chay)
Eu, Luís e Arthur estávamos em meu quarto. Arthur arriscava algumas notas no violão enquanto eu lia um artigo do jornal. Luís estava ocupadíssimo organizando as faixas de música do seu IPhone novo. Esses ricos...
- Hey, caras.- Ele nos chama atenção.- Acabei de ver aqui uma faixa de música em meu celular. É do Nando Reis. (n/a: se não ouvem, ouçam. Não apenas as músicas famosas) Isso me faz lembrar garotas, sabe.
- Sem enrolação, cara.- Eu disse, revirando os olhos.
- Tá bom, tá bom. Quero a opinião de vocês sobre uma coisa. Chay, lembra daquelas amigas do Dougie que conhecemos? - Lembro.- Arthur não sabia se deixava de ouvir ou prestava atenção. - Então, eu estou a fim de uma delas.
Melanie não. Melanie não. MELANIE NÃO.
- Sério? Que Legal. Prossiga.- Arthur disse. - Bom, eu sempre gostei muito da irmã do Dougie.- Olhei espantado para ele.- E sim, EU SEI que ela tem quase quinze anos. - Caralho, como assim? Que história louca.- Arthur riu. - Continuando... Eu sempre fui a fim dela e nunca pude ter contato já que, além de ser mais nova, Dougie não permitiria.- Pausa- Mas, depois que vi aquela Sophia, eu estou meio que "dividido" entre meu amor platônico por Selena e essa loira. Não sei o que fazer, que porra. - Sophia? Bom, ela é minha amiga. Uma pessoa quase perfeita, se não fossem os surtos de gula e a loucura por McFLY, One Direction e essas bandas de viados.- Eu disse, rindo. - É, ela vale a pena.- Arthur disse, com um sorriso sugestivo. O olhei curioso.- Qual é Chay, não é como se eu nunca tivesse dado uns pegas nela, ok? - Ok, ué. - Espera, vocês são amigos dela? Há muito tempo? - Não tanto tempo, mas alguns meses, sete ou seis talvez. - Ah, são amigos daquela morena ficante do Dougieman?
Eu sei que ele disse inocentemente, mas isso não me impediu de derreter de raiva. Ficante do Dougie. Ficante. Daquele nojento que paga de pegador. Talvez ele seja. Mas continua nojento. Apertei o jornal que estava em minhas mãos. Vi Arthur me olhar preocupado. Fez um gesto para que eu me acalmasse. Não era fácil ouvir aquilo.
- Ela está com o seu amigo...Dougie?- Arthur perguntou. - Ele me disse que gamou, mas não confio muito. Ele se apaixona fácil. Pensa que é amor, quando na verdade é só paixonite. Ele é bem carente, trauma de família. Mas ela estava bem próxima dele e de Selena. - Somos amigos da Melanie sim, há tempos. Chay inclusive já a namorou.
Arthur soltou a bomba. O olhei incrédulo. Ele arqueou a sobrancelha e se fez de desentendido.
- Ok... Vejo que vocês tem algo para me contar não é? Esses gestos e olhares me dizem que há muitos segredos escondidos.- Luíz ficou sério. - Vamos Chay, pode contar. Luís merece saber já que ele aguenta toda sua melancolia afeminada.
Mandei o dedo do meio para Arthur e comecei a narrar minha história.
(Por Melanie)
- Alô?
Atendi o telefone pela milésima vez. Nas vezes anteriores, durava 3 segundos e desligavam. Eu estava cansada. Eram quase três horas da manhã. Outra vez, telefone tocando.
- Você quer parar de me importunar a essa hora da noite e dizer logo o que quer?- Disse, frustrada. - Mil desculpas.
Aquela voz me fez tremer dos pés à cabeça.
- O que quer me ligando em plena madrugada? - Eu não suportava mais ficar sem ouvir tua voz. Deus, isso era tortura. - Chay, por favor, pare com isso... - Mel, me perdoe. - Pelas ligações? - Sabe muito bem que não é só por isso. - Sei. Não sei se estou preparada. - E eu não estou preparado para viver minha vida pensando em você, sentindo você ao meu lado, te ver com outros, lembrar de tudo o que vivemos, do que eu poderia ter feito, do que nós poderíamos estar vivendo... - Chay, por favor... - Não me mate aos poucos. - Eu já disse que... - Sabe, tem uma fase da Literatura Brasileira chamada Romantismo. Os homens viviam e morriam pelas mulheres que amavam. Hoje em dia, não fazem mais isso. Eu sou uma excessão. Vivo e morro por você. - Nem pense em morrer. - Por que? Não há mais muitos motivos para a vida mesmo! - Porque se você morrer, não encontrarei nenhum substituto para o cargo de "Amor Verdadeiro".
Sim, eu disse aquilo. Eu o amo, não há como negar.