[Capitã Marvel] Tapa na cara da sociedade machista e conservadora
[foto: Lashana Lynch, Brie Larson, Gemma Chan, tapete vermelho da Capitã Marvel - StillMoving.net]
Quando nas memórias de agressão, experiências psicológicas violentas, traumas dela sendo zoada pela sociedade na infância. Por ser menina e por isso mesmo sempre ouviu que menina nunca fará tal coisa esperando que ela fracassasse.
Por tudo isso e por questões culturais das mulheres reprimidas no passado. A direção precisou por esse pano de fundo feminino para explicar de onde vem uma heroína.
Palmas para o diretor Ryan Fleck e para a diretora Anna Boden.
Filmaram a trajetória de uma garotinha que era zoada por ser menina e se levantou e deu pohada em todo mundo e acabou para sempre com a história de ser zoada.
Capitã Marvel como exemplo de que não precisa provar nada pra ninguém provando. Através da Carol jovem, Carol criança e Carol um pouco mais adulta...
Ainda bem que não era eu o ator fazendo o papel “masculino” do filme. Porque ela deu uma bifa no coitado do Jude Law que calou a boca hétero alfa dele pelas as próximas gerações.
Tapa? na cara da sociedade machista e conservadora? Põe tapa nisso.
[foto: Jude Law no filme - Marvel]
Mas com todo o charme de um lançamento na semana do 8 de março.
Lute como uma garota
A Capitã Marvel desceu a porrada nos caras porque precisou se impor no meio machista. Ou talvez apenas descontou algumas dívidas da época em que ela era apenas a “carolzinha” sem força.
Ela demonstrou muita arte marcial no início do filme. Numa mistura de raiva e memórias ruins da infância aflorou mais uma Capitã Marvel.
ET, telefone, minha casa mandou abraços
Quando ela inventou uma gambiarra para telefonar da terra para sua nave mãe em algum lugar da galáxia (um protótipo de comunicador intergalático em forma de Pager). Ficou igualzinho a cena do E. T o extra Terrestre (1985) telefonando pra casa.
[foto: Pager que caiu das mãos do Nick Fury (Samuel L Jackso) diretor da S.H.I.E.L.D. na cena final de Vingadores: Guerra Infinita 2018 - Marvel]
A Capitã Marvel demonstrou seus conhecimentos em técnica telefonista ao se deparar num planeta Terra dos anos 1993. Era o que se tinha de tecnologia e telecomunicação nos orelhões, pagers e outros acessórios periféricos.
Nossa heroína fez igualzinho o ET do spielberg pra chamar ajuda.
Juntou vários pedaços de panela, game boy, orelhão e fios de cobre, um guarda chuva e demais fitas adesivas. o guarda chuva foi substituído pelo game boy, na verdade
Copiar a gambiarra do et pra conseguir telefonar foi bom para conectá-la ao filme dos Vingadores: Ultimato. Aliás o roteiro deste filme é o que tem de melhor.
The Matrix mandou abraços também
[Brie Larson como Capitã Marvel]
O filme The Matrix (1999) parece que foi homenageado dentro da película. De maneira semelhante, durante várias vezes, ela ficou acessando uma realidade virtual das memórias e seus traumas anteriores ao acidente radioativo.
Quando ela se conecta com a “Suprema Inteligência” de cena em cena no filme a Carol atuou igual o Neo (keanu reeves) naquela coisa plugada na nuca dele.
Falando em anos 90
O filme inteiro foi preenchido com todos os substantivos da internet da idade da pedra lascada e algumas músicas do início desta década.
Para voltar no tempo e inserir a "origem" da Capitã Marvel dentro dos Vingadores. foi preciso realmente mergulhar na tecnologia do planeta Terra de mil novecentos e bolinha. Também conhecido como século passado. O que foi muito bem feito! diga-se.
Natasha e Carol
[foto Brie Larson, Scarlett Johansson - instagram]
Elas reivindicaram e agora ganharam o centro do Universo.
Scarlett Johansson e Brie Larson (prima da Fernanda Gentil) estarão em todas as novelas produzida por Kevin Feige. Ou nao... Fato é que já vazou que no Vingadores: Ultimato a Natasha Romanoff (viúva negra) conhecerá a Capitã Marvel.
A Capitã Marvel ganhou um filme e a Natasha não. Mas a Natasha ganhou nossos corações. Fim.
Postado por Wellybh
crítico profissional














