No século XXI, talvez mais do que nunca, o autoconhecimento é um tópico que está constantemente em pauta. Ouvimos todos os dias sobre sua importância, seus benefícios e os milagres advindos de seu bom uso. Mas a questão é que ninguém dedica o mesmo empenho para falar que seguir por essa estrada envolve alto risco de acidentes.
Revisitar seus medos mais profundos, olhar no fundo dos olhos de seus demônios internos e limpar a ferida diariamente para tirar toda a inflamação não é um processo bonito, e muito menos digno de empolgação.
Quando eu era criança, a minha mãe sempre cobria meus olhos com as mãos, impedindo a visão diante de cenas explícitas e/ou inadequadas. No momento atual, me vejo novamente nessa situação, só que dessa vez preciso tirar suas mãos quentes e afetuosas para encarar o que está à minha frente.
Apesar disso, pela primeira vez em muito tempo, sinto que tenho saído do casulo que fora construído anteriormente, e finalmente, me vejo caminhando para a liberdade e alcançando uma espécie de plenitude.