Para: o amor que um dia chegará
Oi, a gente ainda não se conhece, ou ainda não se encontrou, não sei ao certo. E sim, sei que é estranho ler uma carta escrita no passado, mas é que hoje senti sua falta. Esse é o segundo fato estranho, como posso sentir saudade de alguém que ainda não conheci? Ou conheci? Que seja.
Acontece que as noites têm sido longas sem você. Não sei se por culpa da recente atmosfera de amor e casamento em que estive inserida, se por carência ou até mesmo TPM. Mas sinto falta do seu abraço, de estar deitada na cama sorrindo e falando besteiras com você, de imaginar o futuro, ter brigas bobas, planejar receitas e sentir que tenho um ponto de gravidade.
Sempre tive muitas ressalvas sobre compartilhar a vida de forma tão íntima com alguém, porém recentemente o fardo do dia a dia tem sido pesado demais para eu carregar sozinha e sei que o seu sorriso o aliviaria. Seus ouvidos sempre prontos para meus devaneios nunca se fizeram tão necessários.
Sinto falta dos seus olhos brilhando ao me olhar e da sensação de ser invencível, de ser vista, de ser quem eu sou quando estou com você.
Espero ansiosamente sua chegada. Você não faz ideia.
Espero que venha de braços, sorrisos e coração abertos. Que não demore. Que fique.
Que tenha a mente aberta, a língua afiada e as mãos ágeis. Que seja espiritualizado, ame a natureza e seja honesto consigo, comigo e com os seus sentimentos.
Que tenha cabelos escuros, olhos atentos e uma boca deliciosa capaz de engolir todo o meu desejo. Que seja fogo. Que queime até incendiar.
Que seja atencioso, prestativo, cuidadoso e empático.