Eu seria incrível se não tivesse enlouquecido completamente no caminho.
seen from Canada
seen from China

seen from Russia
seen from Bangladesh
seen from Germany
seen from United Kingdom
seen from Kenya
seen from United Kingdom

seen from Canada
seen from China
seen from United States
seen from Russia
seen from Portugal

seen from Canada
seen from Argentina
seen from China

seen from Malaysia

seen from United Kingdom

seen from United States

seen from United Kingdom
Eu seria incrível se não tivesse enlouquecido completamente no caminho.
Em cada poça dessa rua você vai me ver Em cada gota dessa chuva você vai sentir minhas lágrimas Minhas lágrimas E em cada dia da sua vida você vai chorar Lágrimas sofridas que não vão somar Um décimo do que eu sofri O quanto eu sofri O quanto eu sofri [Em cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas - Fresno]
Perdoa por eu não poder te perdoar Dói muito mais em mim não ter a quem amar Ecoa em mim o silêncio dessa solidão Pudera eu viver sem coração [Cada poça dessa rua tem um pouco de minhas lágrimas - Fresno]
Hoje é um daqueles dias tempestuosos em que a ventania tira tudo do lugar e faz com que os olhos ardam com a poeira das ruas. Os fios dos postes balançam sem sincronia, de forma embolada, como a dança de um espetáculo macabro. As luzes piscam num constante tremeluzir enquanto a chuva cai. A água é firme, gelada e corre rápida pelas veias estreitas do asfalto.
Dentro de mim, no entanto, ocorre outra tempestade. Do tipo invisível e visceral. O sono foge de meu alcance e a pele arde como fogo.
13.03.23 - Carta aberta
[Roslyn - Bon Iver]
Para: o amor que um dia chegará
Oi, a gente ainda não se conhece, ou ainda não se encontrou, não sei ao certo. E sim, sei que é estranho ler uma carta escrita no passado, mas é que hoje senti sua falta. Esse é o segundo fato estranho, como posso sentir saudade de alguém que ainda não conheci? Ou conheci? Que seja.
Acontece que as noites têm sido longas sem você. Não sei se por culpa da recente atmosfera de amor e casamento em que estive inserida, se por carência ou até mesmo TPM. Mas sinto falta do seu abraço, de estar deitada na cama sorrindo e falando besteiras com você, de imaginar o futuro, ter brigas bobas, planejar receitas e sentir que tenho um ponto de gravidade.
Sempre tive muitas ressalvas sobre compartilhar a vida de forma tão íntima com alguém, porém recentemente o fardo do dia a dia tem sido pesado demais para eu carregar sozinha e sei que o seu sorriso o aliviaria. Seus ouvidos sempre prontos para meus devaneios nunca se fizeram tão necessários.
Sinto falta dos seus olhos brilhando ao me olhar e da sensação de ser invencível, de ser vista, de ser quem eu sou quando estou com você.
Espero ansiosamente sua chegada. Você não faz ideia.
Espero que venha de braços, sorrisos e coração abertos. Que não demore. Que fique.
Que tenha a mente aberta, a língua afiada e as mãos ágeis. Que seja espiritualizado, ame a natureza e seja honesto consigo, comigo e com os seus sentimentos.
Que tenha cabelos escuros, olhos atentos e uma boca deliciosa capaz de engolir todo o meu desejo. Que seja fogo. Que queime até incendiar.
Que seja atencioso, prestativo, cuidadoso e empático.
Que seja amor.
Que seja você.
Que seja nós.
Eu te amo.
Saudades.
01.03.23
Faz alguns dias que tenho sido preenchida por uma onda de nostalgia e sentimentos imprecisos. Obviamente isso afetou minha ansiedade, e trouxe mais desequilíbrio para o meu humor, que já sofre mais oscilações diárias do que um ser humano é capaz de acompanhar.
28.06.22
Hoje eu resolvi escrever sobre força.
Já se passou um pouco mais da metade do ano. Mais um ano.
Normalmente eu estaria me chicoteando e auto punindo por tudo que não conquistei. Por mais um ano não conseguir ir ao rock in rio nem aos shows de bandas que amo e acompanho há muito tempo. Por estar atrasada na vida. Por não manter uma vida social ativa e agitada. Por não estar trabalhando. Por ter uma mente frágil e uma alma extremamente sensível. Por estar sentada em frente à um computador diferente, mas ouvindo as mesmas músicas de dez anos atrás e com os mesmos problemas.
Acontece que eu descobri que a vida adulta é bem diferente daquilo que nos contam quando somos crianças e muito mais dura do que vemos quando somos adolescentes. Ainda assim, olhando com mais calma e carinho ao longo da minha jornada, vejo o quanto já caminhei, e os poucos vou ressignificando algumas questões.
Quando você cresce sendo uma criança insegura, excluída e que de certa forma vive à margem do mundo, imagina sua versão adulta muito similar a personalidade daqueles que tanto de machucaram. Imagina que esses sentimentos irão sumir ao decorrer do tempo. Crescer sendo privada de muitas coisas traz a sensação de que na fase adulta você irá suprir cada uma dessas necessidades do seu eu anterior. Acontece que com o passar dos anos, diversas novas demandas surgem, e de tanto tentar segurar o mundo, controlar e dar conta, você desaba.
Eu desabei. Cheguei ao fundo.
Nessa experiência de quase morte do eu, passou um filme na mente, e por isso, pude olhar para todas as outras versões que já tive.
Hoje me permito olhar.
Para o passado, com carinho. Como pode uma menina tão jovem ser tão forte?
Para o presente, com noção de finitude.
Para o futuro, com uma grande incerteza por falta de controle, mas com a certeza de que tudo passa.
Para mim, com carinho. E com o cuidado, a proteção e a compreensão que sempre busquei em fontes externas.
[never let me go - florence and the machine]
looking up from underneath fractured moonlight on the sea reflections still look the same to me as before I went underAnd it's peaceful in the deep 'cause either way you cannot breathe no need to pray, no need to speak now I am underOh, and it's breaking over me a thousand miles out to the sea bed found the place to rest my head
and the arms of the ocean are carrying me and all this devotion was rushing over me and the questions I have for a sinner like me but the arms of the ocean deliver me
...