“𝓓𝓮𝓼𝓶𝓲𝓽𝓲𝓯𝓲𝓬𝓪𝓻”
𝓷𝓸𝓽𝓪𝓼: olá!!! escrevi essa história baseada na musica da diva marina sena, pois estou viciada nesse álbum. queria que ficasse mais putifero, mas é o que temos para hojekkk
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𝓰𝓮̂𝓷𝓮𝓻𝓸: meio rivais to lovers, mas nenhum dos dois estão no lovers aindakkk, jeonghan advogado.
Você e Jeonghan trabalham no mesmo escritório de advocacia há cinco anos, os dois sempre disputando para pegar os melhores casos, os que eram mais comentados e os que valiam mais dinheiro.
Essa rivalidade entre os dois era um caso antigo, desde a época da faculdade, onde vocês protagonizaram discussões calorosas para toda a turma. Discussões essas que deixava você maluca, com sede de sempre derrotar ele em todos os espaços possíveis. Porém, por algumas razões que você não entendia, o placar de vitórias entre vocês dois estava sempre empatado. Inclusive os dois se formaram com honra, sendo os melhores alunos da turma de vocês naquela época. A vitória tinha sido boa, mas não tinha o mesmo gosto porque você teve que dividir o gosto com ele.
Jeonghan era um ser desprezível para você, juntando todas as características que você menos gostava: ele era arrogante, inteligente de uma forma surreal, porém muito cheio de si, as coisas pareciam apenas funcionar para ele sem esforços. E a praga ainda era bonita, para sua ainda maior infelicidade. Porque muitas coisas ele conseguia também pelo rosto bonito que ele tinha, e pela influência que a família dele tinha.
Jeonghan, diferente de você, tinha nascido em uma família com dinheiro e oportunidades, você tinha certeza que ele nunca precisou se preocupar se teria dinheiro para sobreviver no final do mês. Você, por outro lado, conseguiu ocupar o espaço que ocupava agora por muito esforço e muito sacrifício.
Por isso que você estava se controlando para não revirar os olhos a cada três segundos durante aquele jantar da empresa, onde o assunto principal era justamente aquele playboyzinho com cara de marrento que você tanto detestava.
Suas amigas vivem dizendo que, na verdade, essa raiva toda entre vocês era tesão acumulado durante todos esses anos. Coisa que você preferia não pensar muito sobre, pois, sendo uma mulher solteira que era quase casada com o trabalho, realmente estava ficando difícil arrumar alguém para sair.
— Cara, que merda. Sei que já disse isso. mas sinto muito por você. — você conseguia ouvir Joshua, o cara que mais aguentava o Jeonghan na empresa, falar para o homem em sua frente. — Eu pensei que o casamento sairia logo. Uma pena mesmo.
Você ficou muito mais interessada, porque até então não sabia qual era o motivo do jantar repentino. O grupo desse setor no escritório era bastante restrito, vocês eram dez e se consideravam amigos diante de todas as coisas que enfrentavam juntos no escritório. Apesar de você ter preferências entre eles, gostando mais de uns do que de outros. E mesmo sem saber muito bem sobre do que se tratava, resolveu sair para jantar com eles. A única coisa que você sabia era o que Joshua tinha falado para todos; que alguém precisava sair para encher a cara porque estava passando por algo difícil.
— Ah, cara, sinto muito. Ela parecia uma garota bem legal. — Karina, uma das suas amigas mais próximas e a sua melhor amiga na empresa, lançou um sorriso acolhedor para o homem em sua frente.
— Porra, valeu gente. Faz uns dois meses já. Eu resolvi contar agora porque vocês sabem, as fofocas nessa merda aqui correm bem rápido. — ele deu um gole na cerveja. — Logo todo mundo vai saber que meu noivado acabou.
Aquilo chamou ainda mais a sua atenção. Não que fosse lá a melhor notícia do mundo para você, mas sempre teve a impressão de que a, agora ex-noiva, não parecia combinar em nada com o Jeonghan. Ela era muito quietinha, fofinha e bonitinha. O contraste entre eles dois era muito alto.
— Seu noivado acabou? Uau, até que durou muito tempo. — você falou, sentindo a cerveja descer geladinha na sua garganta.
E era verdade. Por suas contas, Jeonghan e a ex estavam juntos há três anos. Ele costumava levar ela em algumas festas da empresa e vocês até chegaram a trocar algumas palavras, nada mais do que isso. Você tinha uma leve impressão de que Jeonghan sempre tentava manter a garota bem longe de você durante os eventos que ela participava também.
— Pega leve. — Karina chutou sua perna.
— Ué, não falei nada demais, certo? Mas agora fiquei curiosa pelo motivo, você não pode contar as coisas pela metade. — você girou o copo que segurava. — Fala aí, por que terminaram? Ela descobriu que você não presta? Ou pior, você traiu ela? Porque isso parece muito o que você faria.
Jeonghan te lançou um olhar afiado, como se quisesse muito derramar aquela cerveja toda em cima de você.
— Ao contrário do que você pensa, não sou tão filho da puta assim. — você duvidava muito, mas apenas deu de ombros. — A gente só teve uma conversa bem séria sobre o futuro e percebemos que acabamos ficando noivos porque era cômodo. Porque a gente gostava da companhia um do outro. E eu não quero casar com alguém apanas por isso. Ela também não.
Seus amigos balançaram a cabeça, de alguma forma entendendo o que ele tinha dito. Você, na realidade, não ligava muito pelo motivo, mas de uma forma bem perversa, ficou feliz por vocês terem voltado para o mesmo nível de escala de uma vida bem sucedida. Era escroto pensar assim, mas você sentia que estava sempre em uma competição com o Jeonghan, então se ele casasse primeiro, de alguma forma ele estaria acima de você. E assim você estaria perdendo.
— Poxa, que pena. — soltou um suspiro meio falso. — Mas que bom para ela, não sei nem como ou o que ela viu em você.
— Ah, nem começa. A última coisa que eu preciso é ouvir seu veneno. — ele se encostou na cadeira, passando a mão no cabelo.
— O que? Estou falando a verdade. — você tomou mais alguns goles. — Ela tinha muita cara de santinha. Você iria destruir essa garota com o tempo.
Jeonghan te olhou de forma profunda, como se suas palavras tivessem alcançado um local que feria ele. Bom, você não era conhecida por ser uma flor, mas esse cara geralmente te fazia mostrar o seu pior lado. Eram tantos anos nessa competição fudida com ele, que sentia que havia duas versões de você. Uma, que era sua versão normal com a maioria das pessoas, e a outra que era moldada por essa convivência totalmente destrutiva com o Jeonghan.
— Você tem essa percepção dela porque nem todo mundo é uma vadia sem noção como você. — ele esbravejou.
Você poderia se ofender, mas já tinha ouvido coisas muito piores vindo dele que isso até parecia mais um elogio que uma ofensa.
— Nada que você fale para mim irá diminuir a verdade da minha fala. — você deu de ombros, voltando a se perder em pensamentos enquanto seus amigos continuavam a tentar consolar o cara.
Parando para analisar, de longe, Jeonghan não parecia estar muito triste por ter terminado um relacionamento de três anos e um noivado. Ele parecia mais chateado de ter que lidar com esses momentos de pós término do que, de fato, lidar com a tristeza que o fim de um relacionamento causa nas pessoas. Contudo, se você o conhecia relativamente bem, sabia que ele não era igual as outras pessoas com quem você convivia. Tudo nele parecia fora da curva.
No final da noite, quando você se despediu do pessoal para ir embora, acabou ficando para trás por precisar ir ao banheiro. Contudo, quando saiu do restaurante para pedir um carro, viu no beco do lado uma figura alta e magra de um homem, fumando um cigarro e soltando lentamente a fumaça para o ar da noite. Era Jeonghan.
— Se você aceitar fumar comigo, te dou uma carona para casa. — a voz dele saiu rouca, carregada de uma energia que aquela noite estava proporcionando a ele.
Você olhou o valor do carro no aplicativo e viu que, infelizmente, você era mão de vaca demais para pagar tão caro numa corrida, sabendo que tinha a opção de ir de graça. Porém, iria ter que testar para ver o quanto iria ter que pagar por essa gratuidade.
— Me passa um, então. — você caminhou até ele, com o pano de seda do seu vestido balançando com o vento refrescante da madrugada.
Jeonghan te passou o cigarro e você começou a tragar em silêncio, se encostando na parede ao lado dele. Não era muito fã de cigarros, mas não conseguia negar que algumas pessoas passavam uma vibe bastante sexy quando fumavam. E, para o seu desgosto, Jeonghan ficava bastante gostoso quando fumava. E esse pensamento sempre fazia com que você chegasse à conclusão de que, sim, a relação de vocês era realmente bastante esquisita.
— Sabe, estou pensando agora sobre o que você falou. — ele começou. — Sobre o fato de que, se ela casasse comigo, eu iria destruir a vida dela com o tempo. Realmente acha isso?
Você sabia que, se ele estava perguntando justamente para você, era porque queria saber a verdade. Jeonghan também conhecia a dinâmica da relação de vocês, essa coisa de colegas-rivais que convivem juntos o suficiente para que alguém possa falar que vocês são amigos. E ele sabia que vocês sempre falam a verdade um para o outro, justamente porque não tinham a preocupação se aquilo iria machucar ou não.
— Eu acho. — você soltou a fumaça, sentindo o peso do olhar dele em você. — Com todo o respeito, não estou falando mal dela, mas ela parecia boazinha demais para estar com alguém como você. Jeonghan, eu já vi você passar por cima de muitas pessoas e de muitas moralidades para conseguir o que quer. Duvido que ela conseguiria lidar por muito tempo com um filho da puta como você. E, no fundo, eu acho que você também sabe disso.
Ele ficou em silêncio por alguns instantes, deixando apenas o barulho dos carros passando ocupar o vazio da conversa.
— É, acho que no fundo eu sabia disso também. Deve ser por isso que eu estou desse jeito. — ele terminou o cigarro e jogou no chão. — Não estou sentindo merda nenhuma por termos terminado. Isso deve servir para comprovar que fizemos a escolha certa mesmo.
Você analisou ele mais uma vez, pensando que talvez ele estivesse mal, mas não estava conseguindo demonstrar isso. Principalmente ali, na sua frente. Contudo, Jeonghan não era o tipo de homem com masculinidade frágil e, apesar de ser um cuzão na maioria das vezes, ele nunca teve medo de demonstrar o que ele sentia, estando vulnerável ou não.
— Você está bem, certo? — foi sua vez de terminar o cigarro e se aproximar dele, apertando a gravata dele de forma descontraída. — Porque não sei se vale mesmo a pena escutar seus papos triste por uma só carona. Não sou uma boa terapeuta.
Ele apertou sua mão, afastando ela da gravata, como se tivesse medo de que você pudesse enforcar ele bem ali, naquele beco deserto e escuro.
— Muito comovente a forma como você se preocupa comigo, baby. — ele apertou seu queixo com os dedos. — Mas estou bem, sim. Principalmente depois que eu analisei uma coisa.
— Que coisa?
— Que, assim, se eu que sou um partido bom pra’ caralho, vou ter dificuldade de arrumar alguém para casar, imagina você então, que é uma megera do caralho. — ele soltou uma gargalhada alta, quando viu sua cara de chocada. — Vai ser praticamente impossível e isso, de uma forma bem doentia, me deixa feliz pra’ caralho.
— Ah, vai se foder, Jeonghan! Me leva logo para casa. — você foi até o carro dele, batendo os pés firme no chão, ouvindo o barulho dos seus saltos finos e dos passos dele correndo até você.
— Calma aí, gatinha. Não precisa ficar chateada. — ele segurou seu pulso, ainda rindo. — Se a pessoa ignorar todas as suas outras características e focar apenas no fato de que você é gostosa, pode ser que seja mais fácil para você.
Você arqueou a sobrancelha para aquele papinho torto daquele idiota. Mas não pôde deixar de prestar atenção no que ele tinha falado.
— Então você acha que sou gostosa? — você se escorou no carro dele, cruzando as pernas.
Jeonghan, como não tinha vergonha nenhuma, passou os olhos lentamente por seu corpo até parar em seu rosto, te deixando ver o sorrisinho de lado que ele possuía nos lábios naquele momento.
— Claro que te acho gostosa, porra. Desde a época da faculdade. — ele se aproximou de você, colocando um braço no carro, fazendo com que você pudesse sentir o cheiro dele por causa da proximidade. — Mas você é tão pé no saco que às vezes eu esqueço do fato de você ter esse corpo. Inclusive, algumas vezes já pensei em tentar a sorte com você e desisti justamente por você ter esse mal humor do caralho.
Você estava sentindo sua garganta secar e outras partes suas ficando molhada por aquele homem que com certeza mexia com você de várias maneiras possíveis.
— Quem disse que eu te daria uma chance? — você realmente estava maluca, era a única coisa que justificava você estar, naquele momento, flertando com o Jeonghan.
— Qual é, nossos amigos não estão mais aqui. Você não precisa fingir que não sente essa tensão que gravita entre nós dois há anos. — ele chegou bem perto para sussurrar em seu ouvido. — Já ouvi nossos amigos falando que isso, na verdade, deve ser tesão acumulado e eu preciso realmente saber se isso é verdade ou não.
Você precisou se segurar com toda a sua força para não derreter naquele chão frio pela fusão que fazia porque seu corpo agora estava quente como um vulcão.
— Não sei se vale a pena. Você provavelmente iria usar isso contra mim pelo resto das nossas vidas. — você foi honesta com ele, encarando aqueles olhos castanhos escuros profundamente, para que ele soubesse que não iria conseguir te intimidar.
Jeonghan encarou seus lábios e passou a língua nos próprios lábios dele. Você não conseguiu não pensar em como seria provar daqueles lábios que, por muitas vezes, já foram os protagonistas da sua perturbação.
— Vamos fazer o seguinte então, você vai entrar no carro e eu vou te levar para sua casa. Quando chegarmos lá, você decide se vai me chamar para entrar ou não. — ele enrolou uma mecha do seu cabelo no dedo dele. — Mas pensa com carinho, com calma. Tudo bem?
Você apenas concordou com a cabeça e deu espaço para que ele pudesse abrir a porta do carro para você entrar.
Ao sentar no banco de couro, respirou profundamente antes que o homem entrasse no carro, para poder se recuperar daquilo tudo e clarear o pensamento para que pudesse pensar com mais precisão no que Jeonghan estava propondo. Era verdade que você achava ele um puta gostoso, mesmo não gostando das outras coisas sobre ele, até porque uma coisa não tinha nada a ver com a outra. Ele era mimado, arrogante, escroto algumas muitas vezes? Sim, mas isso não apagava o fato de que ele era lindo, de uma forma quase angelicalmente pecaminosa. E você não podia deixar de se perguntar como ele seria na cama, porque já tinha escutado algumas coisas no meio das fofocas que Karina contava para você, das histórias que ela ouvia de outras mulheres. Segundo elas, ele realmente sabia o que estava fazendo, e fazia muito bem.
Jeonghan entrou no carro em silêncio, dando partida para o caminho que poderia te prometer muitas coisas naquela madrugada. A mão dele roçava algumas vezes, de forma proposital, na sua coxa. E todas as vezes que você olhava para ele, Jeonghan te lançava um sorriso calmo e ao mesmo tempo bastante travesso. Ele sabia que você estava fraquejando.
Mas e daí se estivesse? Uma mulher tem o direito de se render aos desejos da mesma forma que muitos homens faziam. Isso não iria mudar nada entre vocês dois e muito menos iria mudar quem você era. Foda-se.
— Escuta, Jeonghan. Se vamos fazer isso, quero que você saiba que será apenas dessa vez, em nome da ciência, para que a gente possa resolver finalmente essa coisa estranha entre nós dois. — você falou, de forma bastante burocrática. — E se eu souber que você explanou no escritório coisas sobre mim, vou fazer você se arrepender. Juro que vou acabar com sua vida, nunca irei te dar um pingo de paz.
— Gata, você não me dá paz há anos. — ele teve a audácia de fazer essa piada. — Mas tudo bem, não precisa se preocupar com isso. Fico feliz que entramos em um acordo.
Para firmar esse compromisso, Jeonghan deslizou a mão até o alto da sua coxa e deixou um aperto firme. Fazendo com que você engolisse em seco para não soltar um gemido no meio do carro daquele puto.
Você estava ficando levemente preocupada de que as coisas pudessem ficar fora de controle. Porém, foda-se também.
(...)
Assim que entraram no seu apartamento, Jeonghan analisou o espaço, pois ele nunca tinha ido até ali. E ver aquele homem no seu espaço seguro te fazia sentir um incômodo, como se ele fosse algo que não combinava muito com o espaço. Provavelmente porque o filho da mãe morava em uma cobertura em um dos prédios mais caros da cidade.
— Tem como você parar de ficar julgando meu apartamento? — você falou para ele, jogando a sua bolsa em cima do sofá.
— Relaxa, não estou julgando. Só estou analisando. Para alguém tão filha da mãe, você até que tem bom gosto. — ele deu de ombros. — Mas já que você falou, preciso dizer que você poderia estar morando em um local mais seguro, né? Esse bairro é esquisito pra caralho. Com o dinheiro que você está recebendo, poderia investir em uma segurança melhor né.
— Obrigada pelo toque, mas eu estou muito bem. — você estava seguindo para o quarto, lançando um olhar para que ele te seguisse. — Vem pra cá.
Jeonghan te seguiu em silêncio para o outro cômodo do apartamento. Você ficou feliz em lembrar que seu quarto estava arrumado o suficiente para não causar nenhuma vergonha para você.
Quando virou para trás, para falar com o homem, viu que Jeonghan tinha agora um olhar obscuro nos olhos e estava te encarando novamente de uma forma intensa. Você ficou parada, com a mente agora nublada pelo desejo que estava te consumindo. Porém, sabendo que não poderia dar muito poder para aquele homem, você resolveu dar iniciativa àquilo.
Com as mãos indo até as costas, você conseguiu descer o vestido de seda e ele deslizou rapidamente para seus pés. Poderia ter ficado com vergonha de ter sido tão cara de pau assim, mas algo em você te dizia que Jeonghan iria gostar de uma atitude assim.
— Você veste esse tipo de lingerie para trabalhar? — ele estava tirando a gravata e se aproximando de você. — Os caras ficariam malucos se soubessem que você está assim o tempo todo. Acho que eu ficaria louco.
— Gosto de peças bonitas, estou sempre com algo assim. É comum para mim. — você deu de ombros, mas gostando do fato de que tinha conseguido mexer com ele. — Porque você não tira logo sua roupa também?
Jeonghan chegou bem perto de você e passou os dedos por seus lábios, olhando até o fundo da sua alma.
— Não estou com tanta pressa assim, quero olhar bem pro teu corpo. Porque assim, todas as vezes que você me irritar muito, eu vou poder fechar meus olhos e lembrar desse corpinho, pra eu me acalmar. — ele beijou seus lábios rapidamente. — Outra coisa, sei que você gosta de bater de frente comigo a todo momento, mas aqui eu vou falar e você vai fazer o que eu pedir. E sem reclamar. Tudo bem?
Você revirou os olhos, mas por dentro gostou de ver que ele tinha culhões.
— Tudo bem, só por hoje não vai me fazer tão mal assim.
— Muito bem. — Jeonghan tirou a parte do terno, ficando com a blusa social. — Você pode tirar pra mim?
Você se aproximou dele e começou a desabotoar os botões da camisa, levando um susto quando sentiu as mãos dele segurando sua bunda e dando um aperto firme. Precisou de muita concentração para continuar sua tarefa.
— Prontinho. — você jogou a camisa no chão. — Mais alguma ordem?
Jeonghan riu da forma debochada que você falou, mas o sorriso dele logo sumiu, dando lugar a uma expressão que dizia que ele poderia te devorar nesse exato momento. E, caralho, como você queria que ele fizesse.
— Só mais uma; cala a boquinha e aproveita. — antes que você pudesse raciocinar, ele colou a boca na sua, em um beijo de tirar o fôlego.
Suas bocas travaram uma batalha violenta, como se estivessem competindo para saber quem sentia mais fome. A mão do Jeonghan estava em seu cabelo, puxando com firmeza enquanto ele te direcionava até a cama.
Você tropeçou nos saltos que ainda usava e caiu na cama, mas em momento algum Jeonghan desgrudou a boca de vocês dois. A língua dele fazia movimentos que estavam te deixando louca. Queria arrancar o restante das roupas e se entregar de vez para ele.
— Jeonghan… — sussurrou o nome dele, mesmo sem saber o que iria falar.
— Caralho, que boca gostosa. — ele desceu os lábios por seu pescoço, chutando os próprios sapatos para o chão. — Se eu soubesse que sua boca era assim, já teria tentado calar ela dessa forma muitas vezes antes.
— Como se eu fosse permitir. — você estava já louca de prazer, mas ainda conseguia arrumar forças para debater com ele.
— Shh, lembra do que eu falei. — ele se levantou apenas para tirar a calça sozinho e tirar seus saltos, o corpo dele era uma delícia. — Agora abre as pernas para mim.
Você fez o que ele pediu, sem nem tentar dar uma de teimosa. Estava sedenta para ver tudo o que aquele homem poderia fazer. Jeonghan subiu na cama de novo, com apenas a luz do luar clareando vocês. E, de alguma forma, isso deixava tudo ainda melhor.
Ele começou com beijos no seu pescoço e foi descendo lentamente por todo o seu corpo, deixando cada parte tensa de tesão por ele. E, ao chegar no seu quadril, Jeonghan mordiscou a sua pele e começou a tirar sua calcinha.
— Isso aqui vai ter que ir embora comigo. — a voz dele estava rouca como você jamais tinha ouvido. — Vai ser bom lembrar que todo dia você estará vestindo algo assim.
— Nem fodendo que eu vou deixar você… — antes que você pudesse terminar a frase, Jeonghan desceu a boca para sua boceta e deixou um beijo molhado lá, fazendo você gemer alto.
— Tem certeza? — você ergueu a cabeça para ver o sorriso malandro que ele tinha nos lábios, antes de descer novamente e colocar a língua dentro da sua fenda, fazendo seus olhos revirarem.
— Caralho, você é um filho da puta mesmo. — mas você estava amando tudo aquilo.
Jeonghan continuou lá embaixo, fazendo da tarefa de te chupar a coisa mais importante na vida dele naquele momento. Enquanto você enlouquecia tentando conter os gemidos altos que queriam saltar da sua garganta e preencher o quarto. Ninguém tinha te chupado tão bem na vida, e o Jeonghan ser tão bom naquilo estava te deixando puta.
— Não precisa se conter, quero ouvir você gritar mesmo, pra saber que tá gostoso. — ele dedilhou os dedos nos lábios grossos, indo lentamente para o botão inchado que pulsava violentamente. — Fala pra mim se está gostoso. Porque pra mim tá uma delícia, porra.
Como se seu corpo estivesse obedecendo, não conseguiu se conter e gemeu alto quando Jeonghan desceu novamente a boca e começou a chupar enquanto massageava o seu ponto sensível.
Você estava no céu.
— Jeonghan. — soltou em forma de gemido e sabia que ele tinha adorado ouvir isso, como uma vitória.
Você puxou o cabelo dele para poder olhar no fundo daqueles olhos. Precisava que ele te desse muito mais, porque já estava entrando em erupção.
— Você é deliciosa. — ele lambeu os próprios lábios, sentindo o seu gosto. — Esquece o que eu disse antes. O cara que tiver isso aqui, vai aturar qualquer coisa vindo de você.
— Pode deixar para brincar comigo depois, mas agora eu preciso que você entre logo em mim ou eu juro que vou enlouquecer. — você estava quase suplicando, mas não tinha vergonha nenhuma por isso.
— Contanto que você me deixe te usar de todas as outras formas depois, eu topo. — ele estava com uma cara de puto safado que você quis muito dar um belo de um tapa na cara dele.
— Você pode me virar do avesso se quiser.
Jeonghan soltou uma risada rouca, mas atendeu ao seu pedido quando tirou a cueca e aceitou a camisinha que você passou para ele. Logo depois, vocês dois estavam entrelaçados em fusão maluca de gemidos, mordidas e muitos movimentos de sincronia que faziam seus corpos se encaixarem de forma perfeita.
Você sequer precisava dizer ao Jeonghan o que ele deveria fazer ou o que você gostava, porque ele ia em todos os lugares certos. A mão dele segurava firmemente o seu pescoço, com ele te olhando por cima, totalmente ofegante, mas não desgrudando o olhar do céu. Como se quisesse guardar aquele momento na parte mais restrita da mente dele.
Seu corpo começou a tremer como nunca antes quando você avisou para ele que iria gozar. Ele, como pouco prestava, abriu mais suas pernas e começou a estocar com mais força, agora apoiando as duas mãos no colchão para ter mais apoio enquanto te fazia enxergar as estrelas bem ali, no meio do seu quarto.
Pouco depois de chegar no seu êxtase, você sentiu Jeonghan alcançar o auge do prazer dele e deitar o corpo em cima do seu. Dando beijos e mordidas em seu pescoço, tentando controlar a respiração.
Uau, você estava completamente sem fala para o que tinha acabado de acontecer ali. O pior de tudo é que você ainda queria mais. Queria muito mais, mesmo sabendo que aquilo não poderia ser o certo de jeito nenhum.
— Porra, foi gostoso pra caralho. — ele beijou sua boca antes de deitar de lado ao seu lado, encarando seu rosto. — Mas sabe o que dissemos no carro? Sobre ser só dessa vez, apenas pra gente acabar com essa tensão? Acho que vou precisar de mais um pouco pra ter certeza de que era só isso mesmo.
Você soltou uma risada, se sentindo relaxada e ao mesmo tempo ainda sedenta por mais.
— Posso pensar a respeito se você não for um escroto comigo lá no trabalho.
— Ué, mas você também não é nenhuma santinha comigo não. — ele teve a audácia de apertar seu seio exposto. — Vive tentando roubar meus casos, porra.
— Sim, porque tudo o que você faz eu tenho certeza que eu faço melhor. — piscou para ele.
— Você é um mistério pra mim, sabia? Tenho mesmo que te desmitificar ou vou acabar enlouquecendo. — ele subiu em cima de você novamente, esfregando lentamente o corpo no seu. — Quer entrar em mais uma competição comigo?
Você sorriu, porque via que ele realmente te conhecia, porque você jamais diria não para uma boa competição com o Jeonghan.
— Manda.
— Vamos fazer uma competição valendo aquele caso da empresa de cosméticos que você está louca pra pegar. — ele mordeu seus lábios. — Quem cansar de fuder primeiro, perde.
Você gargalhou, mas estava pronta para entrar em mais uma batalha com o Jeonghan. Porque, durante todos esses anos, era o que você mais sabia fazer.





