Violetta perguntou com um sorriso leve, tentando mostrar desinteresse, mas em seu interior algo se agitava em preocupação e esperança. Ao que ele se referia? Porque ela só conseguia pensar em uma coisa e era aquela noite quando eram ainda adolescentes. Uma brincadeira chamada “Sete Minutos no Paraíso” haviam prendido os dois dentro de um armário do Instituto e Violetta tinha certeza que foram os mais longos sete minutos de sua vida. Não se tocaram em nenhum momento como todos os outros adolescentes faziam na brincadeira, mas a morena nunca esqueceria o cheiro de Nikolaj invadindo suas narinas, a intoxicando. Não esqueceria toda a tensão que os rodeava naquele pequeno espaço, como se fosse mais uma pessoa ali com eles. No fim, não sabia porque não tinham se beijado como todos sempre faziam naquela brincadeira, mas sabia que o tinha acontecido entre eles ali - nada para ser mais específica - havia sido muito mais que qualquer coisa.