Sangue fresco e uma vampira completamente descontrolada, ótimo ele tinha ganhado na loteria aquele dia, só que não. Estava preocupado com muitas coisas, o céu atipicamente vermelho parecia um presságio de um ataque vampirico, como se os céus concordassem com o que acontecia abaixo de seus raios vermelhos. Era estranho, a opressão que sentia dentro de si era anormal, ele nunca tinha sentindo dentro de seus ossos pressão semelhante, não podia dizer que era bom, por que não era e o desespero ao seu redor provava que não. Tentou focar sua atenção em Hemera, 150 anos, era uma vampira relativamente nova. Mas era tempo suficiente para ter aprendido a se comportar.
Troublemaker, não havia outra palavra para defini-la a menina tinha perigo escrito em todas as partes do corpo e inclusive no seu cheiro, não sabia como ela ainda permanecia viva, mas acreditava que apenas a proteção de Guilhermo a mantinha intacta.
“ Entendo” ele disse gentilmente não querendo parecer brusco, instantaneamente ele que já havia colocado a runa de força e velocidade anteriormente segurou no braço da outra vampira, não imprimindo força mas como uma forma de prevenção. Havia manchas de sangue alheio por todo o rosto da vampira e em todos os outros lugares ao redor. Ele deu uma olhada e realmente, ele queria pensar que ela realmente não estava envolvida com aquelas pessoas, aquele novo clã vampirico. Não queria que Guilhermo fosse implicado por qualquer coisa, as coisas já estavam bastante difíceis sem isso. Que ela tinha apenas cedido um impulso devido a fome e a grande oferta de sangue já derramado … mesmo que algo lhe dissesse que a realidade era muito diferente. “ Obrigada por colaborar e se importa de não se alimentar mais e nos ajudar a conter os vampiros aqui, precisamos pelo menos de um vivo para saber o que está acontecendo.” Sua prioridade era a segurança das pessoas e sua própria vida. Ele soltou o pulso de Hemera, seus dedos suavemente soltando o aperto. “Ei, tudo bem. só vamos logo com isso. “Algo estava muito errado e as coisas não estavam bem. Ele tinha aquela sensação familiar de que deveria permanecer com a guarda aberta. Ele fechou os olhos, com os instintos em alerta ele começou a ceifar um por um dos vampiros, não usandoo arco dessa vez mais as flechas uma a uma eram fincadas nos corações vampiricos. Até que conseguiu com ajuda de suas runas previamente ativadas segurar e conter uma vampira o corpo da outra fincado ao chão, ele apenas esperava que antonella e @childxfdarkness pudessem ajudar.
Bufou com os lábios irritada como a outra vampira a tratava, não entendia porque não podia simplesmente lhe deixar em paz. “Vocês que estão dificultado as coisas poderiam ter começado o trabalho desde que chegaram mas preferem perder tempo comigo” deu de ombros com um sorriso convencido que logo se tornou furioso com as palavras da loira. “Da pra parrar de me chamar de criança, não sou eu que resolveu pedir por uma baba posso cuidar de mim mesma Antonella, a questão é que no fundo você gosta desse papel porque eu faço sua vida muito mais interessante” Revirou os olhos verdes que pareciam ainda mais escuros “Não meta meu irmão nisso” gritou, não gostava quando usavam Petya para lhe chantagear de alguma forma, ele era a única coisa que lhe importava na vida e consequentemente seu ponto fraco e se precisasse faria qualquer coisa pelo mesmo.
Hemera suspirou tentando se conter, não por bondade mas não queria ter a cabeça arrancada ou levar mais broncas. Assim que o homem observou seu corpo, ele parecia não gostar nada do que via e não era pra menos, estava horrível, tinha sangue por toda parte e ela tentava conter a sensação de culpa por ter mordido inocentes, não era alguém de demonstrar fraqueza mas Nik havia lhe provocado calafrios com a forma que segurava a lamina e seu braço, esperava não ser culpada por toda aquela bagunça. “Você acha que eu me alimento por que quero?” Era uma piada na opinião da morena, mas tratou de morder a língua e assentir as ordens, afirmar que era uma vampira descontrolada não ajudaria muito. “Está bem, se isso for diminuir minha sentença por quebrar os acordos” Levou as mãos ao rosto assim que o homem soltou seu braço, tentando ficar um pouco mais apresentável. “Vamos você vai precisar de ajudar. ”A cena de vários vampiros morrendo lhe partia não só o coração mas sentia uma parte de sua alma morrer, eles não eram do seu clã mas era sua espécie e ela não gostava daquela situação, principalmente porque estava ajudando a conter os vampiros ali, sempre que um tentava fugir lhe quebrava o pescoço deixando uma parte desmaiada para que o shadowhunter fizesse o trabalho. Assim que Nikolaj colocou uma vampira no chão, Hemera se aproximou em um piscar de olhos e agarrar o pescoço da mesma para que não fugisse, sabia que a quantidade de sangue que havia ingerido poderia ter a deixado ainda mais forte. “Acho melhor desembuchar docinho, acredite não tem mais o que fazer se não se entregar” ela disse com um tom quase divertido nos lábios antes de se virar para @antonellascuderi “Já tinha passado por sua cabeça ajudar um shadowhunter a pegar vampiros? Porque eu acho que vai contra as leis da natureza”
- Prefiro manter os olhos em você. O Caçador pode muito bem fazer isso, já que é serviço dele. - Frisou bem a última palavra e revirou os olhos para a mais nova. Ela definitivamente tinha uma ideia bem deturbada do que realmente era considerada uma vida interessante; por exemplo, Antonella achava muito mais interessante estar em Veneza com Guilhermo, aproveitando as belezas do local e, é claro, aproveitando um ao outro até que o desejo fosse saciado. Quando toda aquela loucura acabasse, iria conversar com Guilhermo para os dois terem um tempo bem longe da Rússia.
Olhou para @nikxivanovitch e torceu para o homem acreditar nas palavras de Hemera, pois ela sinceramente não acreditava numa palavra sequer. Conhecia a outra vampira e sabia que ela gostava da matança, de causar confusão e ter sangue em suas mãos. Ela sempre fora daquela forma, se alimentava quando queria, onde queria e o quanto fosse, independente de quantos matasse. Quanto mais terror ela espalhava, mas ela parecia se alegrar.
Antonella afastou alguns passos para assistir o homem e Hemera trabalhando juntos e gostava de pensar que estava ali como um suporte caso algum vampiro conseguisse fugir ou, na pior das hipóteses, se Hemera tentasse matar Nikolaj. Deu de ombros para a morena quando ela lhe dirigiu a palavra, já passara daquela fase de pequenos sentimentos e após quase um milênio de vida, poucas coisas a abalavam ou mexiam com seus valores.
- Não me importo. - Confessou sem problema algum. - Todos conhecem os acordos e a atitude deles também nos deixa vulneráveis. E não apenas porque Caçadores - olhou dessa vez para Nik a fim de mostrar o que falava - podem pensar que também estamos indo contra o que foi selado há algum tempo e nos caçar. Mas os mundanos podem descobrir a nossa existência e acredite em mim, criança, isso seria catastrófico.
Já perdera incontáveis amizades por isso. Quantos morreram queimados sendo condenados como bruxas por tomarem sangue? Quantos foram empalados por aqueles que achavam que estavam fazendo justiça com as próprias mãos? As pessoas tendiam a fazer coisas estúpidas e insanas quando se sentiam em perigo. Antonella mataria o vampiro que fosse se isso significasse proteger Guilhermo.