Muitos dizem que o aroma de um ômega é capaz de gerar conforto e transmitir calmaria, mas o que acontece quando tudo ocorre ao contrário? Kwangsik nasceu com um aroma muito peculiar para um ômega e isto, provavelmente, tinha a ver com a genética herdada de suas mães alfas, mas ele se tornou perigoso assim que apareceu.
A combinação de vinho, pêssego e jasmim pode fazer muitas pessoas torcerem o nariz, pensando se tratar de um conjunto não muito agradável, mas todos aqueles que tiveram o prazer de experimentar, dizem que Kwangsik sempre deixa um gosto doce e ao mesmo tempo seco na boca.
O vinho tinto é o aroma mais proeminente e o que gerou mais problemas. Não existe uma classificação exata para o tipo de vinho que Kwangsik expressa, mas assim que ele é sentido, o indivíduo pode sentir o paladar mais seco e deixar a pessoa levemente inebriada. Para compensar isso, o pêssego entra tardiamente com a sua doçura e suculência, enchendo a boca e tornando o vinho palatável. Só então entra o jasmim que, em Kwangsik, tem ação afrodisíaca, liberando endorfinas e aflorando tanto a própria libido quanto a dos outros. E aqui já deu pra perceber de onde veio todo o fogo dele, não é?
De toda forma, o cheiro já lhe gerou muitos problemas em relação a pessoas sensíveis e que caíam fácil em um estado de inebriante, a ponto de partirem para cima dele, então ficou acordado desde a adolescência que ele usaria supressores naturais para bloquear o cheiro e poder continuar vivendo sua vida.
Certamente ele sente inveja de quem pode expressar sua essência sem medo, mas entende que é uma questão de autopreservação. Infelizmente, ele não consegue esconder muito o cheiro em situações de raiva, tristeza e medo. Quando irritado ou com medo, ele emite o cheiro ácido de vinagre; quando triste e chateado, o cheiro de pêssego pronto para apodrecer. Não é agradável e não é para ser mesmo.
Por mais que não tenha permissão para deixar sua essência livre, Kwangsik gosta de ser um ômega e acha que seu cheiro expressa bem como ele é.
é o nome dado ao momento em que uma pessoa manifesta sua classificação como alfa, beta ou ômega. ela recebe esse nome porque ocorre após a apresentação primária, que é o nascimento e o desenvolvimento das características físicas básicas - sendo, portanto, uma segunda etapa de mudanças importantes no corpo, junto com a puberdade.
na infância, todas as pessoas são consideradas neutras, sem manifestação clara de classificação. é apenas entre os 11 e 16 anos, aproximadamente, que o organismo passa por uma série de alterações hormonais intensas e dá início à apresentação secundária.
esse processo pode ser gradual ou súbito, e costuma vir acompanhado de sintomas como:
ondas de calor ou frio intensas
mudanças de humor e sensibilidade emocional
sensações de desconforto físico ou inquietação
alterações no apetite e sono
liberação da essência pessoal
muitas vezes, o próprio adolescente ou os adultos ao redor começam a suspeitar da classificação com base no comportamento ou nos sinais corporais. no entanto, a confirmação oficial é feita por um exame de sangue, que utiliza marcadores hormonais.
em alguns casos, a apresentação pode ser mais difícil ou causar sintomas exacerbados, exigindo acompanhamento médico e psicológico especializado. apesar disso, é um momento importante na construção da identidade e na adaptação social.
PROPOSTA:
conte como foi esse processo para o seu personagem. pode ser em formato de narrativa, carta, diário, diálogo. como você achar mais interessante.
pontos que você pode explorar:
quais foram os primeiros sintomas?
quantos anos seu personagem tinha?
como seu personagem lidou com a experiência emocional e física?
quem foi a primeira pessoa a perceber ou comentar?
o exame de sangue confirmou o que seu personagem esperava?
isso mudou sua forma de se enxergar ou a maneira como o tratavam?
ㅤ ㅤ ㅤ⸻ For people could close their eyes to greatness, to horrors, to beauty, and their ears to melodies or deceiving words. But they couldn't escape scent. For scent was a brother of breath. Together with breath it entered human beings, who couldn't defend themselves against it, not if they wanted to live. And scent entered into their very core, went directly to their hearts, and decided for good and all between affection and contempt, disgust and lust, love and hate.
Ele não sabe qual é o seu cheiro.
O único sentido que ele nunca conheceu — e, ainda assim, que dá sentido ao mundo que o cerca. Parece ser a primeira coisa que as pessoas procuram. É instintivo. Se aproximam dele, respiram fundo, esperam desvendar os silêncios de seu coração.
Sente-se vulnerável.
Sem a proteção autoinfligida de seus supressores, Seyeon é eco. Sentimentos que se espalham e nunca retornam. É um caminho sem volta. Por isso, quando sai de casa, quando o calor de outro corpo encontra-se próximo ao seu, espera que percebam somente o aroma do campo onde suas roupas secaram sob o sol. Do xampu refrescante que usa no cabelo ou do creme para as mãos que sua mãe insiste ser essencial.
Mas anseia pela conexão — deseja sentir as ondas na própria pele.
E quando os instintos gritam e o coração aperta, nos dias em que a curiosidade é mais forte, quando está seguro e tudo é quieto, ele não pergunta “qual o meu cheiro?”.
Sussurra, como quem espera trocar segredos, “me diz o que acontece com você quando eu chego muito perto”.
Nota de topo: Romã.
Dizem que a primeira coisa que percebem é a fruta. Suculência ácida com um fundo pesado, metálico. O aroma de tentação e consequência — daquilo que mancha de vermelho as mãos e lábios. É o rastro que deixa no colchão ao levantar toda manhã. Que desprende quando a brisa bagunça seus cabelos. Romã, explicam, que levou a mulher ao seu destino; que trouxe ruína ao mundo.
Aroma que aguça — fica escuro, amarga — quando se sente encurralado. Quando fazem perguntas que não sabe responder. A nota que disseram induzir à proximidade. Pausar por um instante e considerar os próximos passos, que prende sem permissão. É o que sentem quando tenta suprimir atração ou medo, quando é beijado por tempo demais e quase perde o fôlego.
Ele conhece a fruta. Na faculdade, Haeryeon lhe comprou um saco delas e exigiu que provasse por si.
Tornou-se costume. Parte a pele brilhante com os dedos e se pergunta se provoca o mesmo tipo de satisfação; se mancha quem o toca de vermelho-carmim. Seyeon morde suas sementes, deixa o sabor preencher a boca. Gosta do doce tornando-se amargo, lembra de sussurros contra a própria pele. Talvez romã sejam as marcas que ficam quando ele vai embora.
O aroma antes de uma escolha inevitável; daquilo que pode mudar a sua vida.
Nota de coração: Osmanthus.
Ouviu que seu silêncio exalava como damascos maduros banhados em luz. Quase, mas mais delicado. Sua concentração como quem serve pêssegos caramelizados em louça de porcelana para uma casa sem convidados. Suave, mas não como a fruta. Sempre próximo, mas nunca certo sobre sua quietude. Osmanthus — foi o que nomearam quando havia lágrimas em seu rosto.
É o aroma presente quando não prestam atenção. Quando conseguem aguardar por tempo o suficiente até que se sinta confortável. Uma flor modesta — branca ou dourada, muitas vezes menor que uma unha — mas de aroma inesperado. Doce, mas não como as frutas com as quais é confundida. É leve e floral quando sorri despreocupado com alguém em que não esperava confiar.
É o que rega suas dores, quando se sente sozinho e tão impotente. Nostálgico, e um tanto privado. Disseram que quando inspiram osmanthus, não há desejo ou felicidade; somente a necessidade de não deixar ir. Sem defesas, macio. Seyeon as tem crescendo do lado de fora da janela de seu quarto — fantasmas que lhe fazem companhia no outono, quando o que é memória e o que é vida se misturam. É a pausa entre suas emoções.
Quando a própria companhia é o que lhe resta, pressiona as pétalas contra os lábios. As mergulha no chá. Dorme com elas debaixo do travesseiro. Não sente o cheiro — mas sonha mais. Às vezes, se pergunta se é osmanthus o que sentem quando dizem que o amam. Quando, mesmo assim, ele não consegue acreditar.
Nota de base: Hinoki.
Quase acreditou que era feito somente de doçura contida e silêncios nostálgicos, mas, longe de casa, descobriu que havia mais sobre si que nunca conheceria. Não surpreendentemente, Haeryeon foi a primeira a notar. O nariz gélido pressionado em seu pescoço ‘Saiu com um alfa ontem?’, o olhar confuso. Preocupado. Não acreditou quando negou, até que aconteceu novamente.
Seyon não tinha cheiro de alfa — ou o que quer que isso significasse. Não poderia, nem se quisesse. Mas o calor amadeirado persistia. Mesmo depois que o fruto secava e a flor se desfazia, restava a delicadeza clara de algo feito para durar.
Era hinoki que Haery sentia quando segurava sua mão no fim do dia, quando o rosto já estava seco de chorar e lhe restava apenas respirar fundo e continuar. Hinoki — madeira japonesa banhada em tempo, sagrado, silêncio. Não era fogo para aquecer no inverno. Era o aroma de templos sob a chuva. Dos portais vermelhos aquecidos pelas memórias, ainda de pé mesmo quando ninguém mais passa por eles.
Disseram ser o aroma que permanecia sobre aqueles que cuidava. Como preces sussurradas em uma sala vazia. Como lembranças que voltam quando tudo está quieto. Gentilmente, silenciosamente. Depois do toque, depois da fala, depois da despedida. Tinha cheiro de algo que foi feito para proteger. Para ser tocado com reverência.
Seyeon acostumou-se a queimar incensos de hinoki em dias chuvosos. Não sabe se o aroma que permeia seu quarto — suas roupas, seus lençóis — convida ou afasta. Observa os desenhos da fumaça no ar e às vezes se pergunta se pode ser adorado pelo que é, ou se precisa cair de joelhos em súplica para tanto. E se, por mais frágil que se sinta, foi criado apenas para resistir. Para aguentar. E não para viver.
Ele é um perfume que jamais vai conhecer. Um espectro feito de fruta, flor e madeira — e nada jamais vai conseguir tocá-lo. Por isso coleta testemunhos. Escuta como um padre às confissões quando respondem sua pergunta. Às vezes os anota. Outras não. Mas lembra de cada um, e nunca parece ser o suficiente.
Cereja e champanhe são os aromas que se desprendem de Kyungmi na menor aproximação, revelando muito sobre quem ela é. O aroma de cereja, mais marcante e vivo, reflete sua energia vibrante e sua natureza intensa e imprevisível. Já o toque de champanhe adiciona uma leveza efervescente, equilibrando sua personalidade volátil com uma doçura divertida e um charme irresistível, difícil de ignorar.
Lee Kyungmi era uma explosão ambulante de energia, e sua essência não podia ser diferente. Seu cheiro natural de cereja com notas de champanhe parecia traduzir exatamente quem ela era: vibrante, divertida e imprevisível. Não era um aroma discreto ou contido; ele chegava primeiro, risonho e efervescente, preenchendo o espaço como um convite para a bagunça e a aventura.
Em momentos de alegria — que, para Kyungmi, eram quase constantes — o cheiro de cereja se tornava ainda mais forte, adocicado e fresco, como uma tarde ensolarada de primavera. Era o tipo de aroma que animava o ambiente, que fazia as pessoas sorrirem sem nem perceber o porquê. Quando ela ria alto, contando alguma história absurda das suas viagens ou das trapalhadas ao vivo nas streams, parecia que a essência dela vibrava junto, como se espalhasse bolhas invisíveis de champanhe pelo ar.
Mas o aroma também carregava sua marca volátil. Quando ficava irritada — e ela era especialista nisso — a cereja ganhava uma acidez inesperada, mais viva e intensa, enquanto a nota de champanhe perdia a leveza, assumindo um tom quase mortal. Era fácil perceber: o ambiente mudava sutilmente, e quem estivesse por perto sentia a necessidade de pisar em ovos. E, no fundo, isso até divertia Kyungmi, que sabia que seu humor podia dominar o clima do lugar sem muito esforço.
Durante o cio, Kyungmi era como uma tempestade — impossível de conter, impossível de resistir. A leveza vibrante que sempre a acompanhava se condensava em algo mais denso, mais afiado, um magnetismo bruto que pairava no ar como eletricidade prestes a explodir. Sua voz adquiria um tom baixo e imperativo, seus gestos eram deliberados, cheios de promessas que ninguém ousava questionar. Ela não implorava, não seduzia: ela ordenava com o olhar, com o cheiro, com o toque. E por mais que alfas tentassem se impor, descobriam rapidamente que, diante dela, todo o instinto de domínio se voltava contra eles. No fim, era sempre Kyungmi quem controlava o jogo, com um sorriso torto nos lábios e a vitória gravada no perfume embriagante que deixava para trás.
Nesse período, mesmo sem querer, Kyungmi se tornava uma pequena bomba de desejo inconsciente, confundindo ainda mais quem tentasse decifrá-la.
Seu aroma deixava um rastro de confusão encantada, como quem sai de uma conversa com ela sem lembrar direito o que aconteceu, mas com a sensação de ter vivido algo inesquecível. E para ela mesma? Era liberdade pura. Kyungmi não escondia sua essência — pelo contrário, ela a usava como um estandarte brilhante de quem era, sem se desculpar nem suavizar as arestas.
Afinal, ser ômega para Kyungmi nunca foi sinônimo de fragilidade. Sua essência dizia isso melhor do que qualquer palavra: ela era viva, forte, insuportavelmente teimosa.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤDa água que molha a terra, também brota prosperidade.
á.lis.so ━ também conhecida como ‘flor-de-mel’. seu nome científico é lobularia maritima, e é muito apreciada pelo fácil cultivo e por cujas flores liberam um agradável aroma de mel. é capaz de atrair muito animais polinizadores, auxiliando no controle de pragas e na propagação da espécie, gerando um ecossistema saudável.
pe.tri.cor ━ aroma terroso produzido pela chuva quando começa a cair e atinge o solo, especialmente se o tempo estiver quente ou seco. vem do grego pétra, as, ‘pedra, rochedo’ + ikhôr, ikhôros, ‘fluido etéreo que circulava nas veias dos deuses, em lugar do sangue, conforme a mitologia grega’.
É como se ela derramasse mel na terra, dizia sua avó. Chunhwa nasceu em uma família de produtores rurais, não era de se espantar que sua essência estaria relacionada, mas tinha algo nela capaz de fazer crescer todas as coisas que vinham do chão. O cheiro de terra molhada, associado ao suave aroma do mel, geraram uma sensação de conforto que só uma beta como Chunhwa poderia ter.
Muitos são os registros do mel e da terra sendo associados como símbolos de prosperidade, riqueza, fertilidade, abundância, onde tudo floresce e multiplica. Chunhwa pode confirmar que tudo em sua vida acontece exatamente assim, contanto que seja dado o devido esforço e atenção. Ela foi uma das que fez a família crescer, a que ajudou a reerguer o mercado local e que sempre lutou para manter viva a tradição do bairro onde morava.
Sendo assim, o cheirinho dela expressa exatamente o que ela é em essência: doce, mas persistente. Romântica, mas com os pés no chão. Justa, mas agradável. Forte, mas delicada.
É claro que sentimentos podem mudar a forma com que o cheiro dela se manifesta. Quando triste ou chateada, é como se não houvesse nada, como se a chuva tivesse varrido tudo consigo em seu turbilhão de emoções. Quando apaixonada, feliz e animada, era como se fosse tudo doce, como quando se enfia um favo de mel inteiro e in natura na boca. Mas quando estava brava, era uma mistura de tempestade com o ataque de um enxame de abelhas, um perigo eminente. Ainda bem que ela raramente ficava brava...
Ah! E assim como o álisso é na natureza, o cheiro dela aflora durante a noite, quando sob a luz da lua. Já o petricor é mais proeminente durante o dia. Uma pequena variação que é até divertida para quem a está conhecendo pela primeira vez.
Sendo assim, não se esqueçam de sua dose diária de Chunhwa para uma vida próspera, saudável e livre de pragas. ♡
Morango e rosas são os aromas presentes por onde quer que Wang Xiaoli passe, deixando um rastro de perfume doce e vibrante, uma mistura frutada de morango fresco recém colhido com a suavidade do perfume de uma rosa. O seu aroma principal, a essência de morango, é um aroma doce, suave e leve que deixa uma impressão marcante — que permanece no ar — e sutil. O seu aroma secundário, a rosa, traz consigo um toque sofisticado, feminino e sensível.
É uma fragrância que representa o espírito de Xiaoli de várias formas, uma delas sendo quando traz o ar de espontaneidade e juventude para a ômega, o que casa completamente com a sua personalidade. Xiaoli é uma mulher que tende a ser muito espontânea com tudo o que se compromete, cheia de criatividade que é usada em seu dia a dia, principalmente durante o seu trabalho, além de transmitir a mensagem de que é uma ômega que não tem medo de ser quem é de verdade.
A primeira impressão que passa é de ser uma pessoa descomplicada, um efeito gerado pela mistura do aroma do morango com a rosa. É comum vê-la sorrindo, aparentando alegria e também mostrando seu lado mais divertido, o que condiz muito com a sua essência de morango, e junto do cheirinho da rosa a faz transmitir frescor e vitalidade nesses momentos, sendo um aroma cativante para as pessoas ao seu redor, pois essa sensação de frescor faz qualquer um querer se aproximar.
Mas não é apenas frescor que causa nas pessoas, a doçura do morango — que não é exagerada — traz consigo a sensação de aconchego e maturidade. Por mais que Xiaoli mostre mais o seu lado divertido para as pessoas, mesmo assim ela ainda passa uma sensação de maturidade e sofisticação, que é firmada quando ela mostra o seu lado mais sério e empático, principalmente quando está no seu ambiente de trabalho. É nesses momentos que ela gosta de brincar, mas com um toque de maturidade, apenas para trazer uma leveza ao momento que está passando com aquelas pessoas — a junção do morango com a rosa transmite muito bem esses sentimentos. E quanto a sensação de aconchego, o cheirinho de morango traz o sentimento de estar junto com uma pessoa com quem se pode contar, gerando uma sensação de prazer simples, e a rosa traz a suavidade para o morango, trazendo junto a sensação de tranquilidade.
Porém, não é sempre que a doçura do morango se faz predominante. Em momentos difíceis, de emoções fortes e problemáticas, a leve acidez que o aroma de morango carrega se torna muito mais proeminente. Essa acidez demonstra a complexidade de seus sentimentos junto do toque terroso que a rosa traz, criando um aroma não tão agradável, de acordo com seus sentimentos.
Em momentos de cio, o aroma do morango e da rosa mudam. O morango adquire um tom mais intenso como um morango maduro, doce e envolvente, deixando para traz o doce cítrico leve e alegre para se tornar um aroma mais forte, provocativo e que parece grudar na pele. E a rosa deixa de transmitir um ar sofisticado para trazer um lado mais sensual e hipnótico, ficando com o seu cheiro muito mais forte e mais “quente”. Esses dois juntos se tornam uma fragrância irresistível durante o cio, de fazer o coração acelerar e a mente ficar nublada, acentuando muito mais a sensualidade que Xiaoli esconde com seu jeito brincalhão, se tornando algo muito mais perigoso.
Sua essência sempre foi um problema ou como diria sua mãe, um aviso do quão intenso (para não dizer problematico) Sarang possa ser. O aroma principal de uísque deixa claro que não é qualquer um que aprecia sua intensidade alcoólica e envolvente assim como sua personalidade não é bem vista por alguns. A nota de pimenta rosa cria uma experiência única, seria até mesmo exótico e agradável... Se não fosse a nota de pólvora no meio. Seu cheiro sempre fora um problema para si.
Talvez o mais preocupante seja a nota de pólvora. Apesar de suave no dia a dia, quando tirado do sério- coisa que é inacreditavelmente fácil de acontecer - a pólvora toma conta tornando-se quase sufocante. E talvez seja essa a intenção, sufocar o causador daquela sensação. Como o cheiro de pólvora após a explosão do gatilho, é um sinal de alerta, perigo, cuidado. Quando ainda passando pela puberdade, supressores foram extremamente necessários para que tentasse não controlar mas conviver consigo mesmo.
No entanto, a pimenta rosa presente em si deixa o cheiro alcoólico mais intrigante, quase que misterioso e ainda mais intenso. O cheiro apimentado costuma tomar força em momentos de excitação, envolvendo seu/a parceiro/a numa nuvem de sensações profundas, quase como se conseguisse embriagar outrem.
O aroma de Ilya é uma tempestade implacável, onde o sândalo se mistura com o calor e a intensidade do toque de bergamota. Seu cheiro exala poder e algo quase primitivo, que diz muito sobre sua personalidade. O sândalo, quente e profundo, revela seu lado territorial, forte e indomável, enquanto a bergamota traz um toque de frescor que interrompe a rigidez, refletindo sua capacidade de surpreender e se reinventar. Quando ele entra em uma sala, seu cheiro se impõe como um aviso silencioso: ele está ali, e ninguém ficará indiferente.
Ilya Hwang é do tipo que não passa despercebido, nem mesmo por um segundo. Seu cheiro, uma combinação audaciosa de sândalo com bergamota, é mais do que uma simples essência — é quase uma marca registrada, algo que diz mais sobre ele do que ele gostaria que dissesse. Quando ele entra em um ambiente, a fragrância segue, firme e imponente, como ele mesmo. O sândalo é intenso, terroso, uma base sólida que transmite sua natureza intransigente e ferozmente independente. É o tipo de aroma que não pede licença para invadir o espaço, assim como Ilya nunca foi de pedir permissão para fazer as coisas do seu jeito.
A bergamota vem com seu frescor cítrico e cortante, quase irreverente. É o toque que equilibra a dureza do sândalo, revelando a outra faceta de Ilya, a sua irreverência, o sarcasmo, o flerte constante com a vida. Ele pode ser um alfa, mas esse toque mais leve no seu aroma revela uma parte dele que poucos realmente veem: a diversão, o lado que se deixa levar e se embriaga com o caos da liberdade. Para os mais atentos, esse contraste é quase palpável. Quando ele faz piada, quando dá risada de uma situação embaraçosa, o cheiro de bergamota parece se intensificar, quase como se o próprio ar estivesse se divertindo com ele. É como se sua essência dissesse: "Eu posso ser sério e imponente, mas eu também sei me divertir."
O cheiro de Ilya é um pouco peculiar. Às vezes, ele é sutil, uma presença que fica no ar, mas não invade. Mas, em momentos de estresse, quando as coisas ficam tensas ou quando ele se vê forçado a assumir a sua posição de líder, o sândalo fica mais forte. Ele é um homem de poucas palavras, mas quando fala, é como se o cheiro de seu corpo tivesse uma voz própria. Ele não precisa dizer muito, porque o aroma dele já diz tudo. As pessoas reagem a isso sem perceber: os mais sensíveis ficam inquietos, atraídos ou até mesmo desconfortáveis. Não é todo mundo que lida bem com a intensidade de Ilya — ele tem um jeito de dominar o ambiente sem esforço, sem sequer tentar.
Em momentos de tranquilidade, como quando ele está com seus livros, ou cuidando das plantas que cultiva com paciência silenciosa, a sua essência também se suaviza. O sândalo ainda está lá, mas é mais calmo, quase introspectivo. E a bergamota? Ela se mistura mais suavemente, criando uma fragrância quase terna, algo que revela o lado introspectivo de Ilya, um lado que ele muitas vezes prefere esconder. Ele não é só esse homem que flerta com a liberdade e com o caos, ele é também um observador, alguém que se perde em pequenos detalhes, que sente o mundo em silêncio.
O aroma dele muda com o tempo, especialmente no que diz respeito ao seu rut. Nos momentos em que se sente ameaçado ou estressado, o cheiro de Ilya fica mais forte, quase impositivo. É como se ele estivesse marcando território, como se o cheiro dissesse "não se meta no meu caminho". Mas quando ele está mais relaxado, talvez em um dia tranquilo no estúdio de tatuagem, a intensidade diminui, e o cheiro se mistura ao ambiente.
Em um mundo onde os alfas são frequentemente definidos pela sua imposição e força, Ilya quebra essa ideia. Ele não é apenas um alfa porque seu cheiro é imponente. Ele é alfa porque tem o controle sobre como ele escolhe se apresentar. Ele deixa que sua essência revele o que ele escolhe mostrar: a força intransigente, mas também a leveza e a irreverência. Ele está sempre no controle de quem ele quer ser e o que quer que as pessoas sintam quando o encontram. E seu cheiro? Bem, ele não mente.