“E é por isso, @zalesmd, que eu não permito mais que as crianças brinquem com sapos no quintal. Aquela limonada era tudo que eu tinha, entende? Eles sabiam disso, e colocaram o sapinho lá dentro mesmo assim.” Nathan balançou a cabeça, mas não conseguiu evitar o riso, manobrando a ambulância para entrar na avenida. Apesar de ter ficado furioso na época, adorava essa história. Era a prova de como tinham avançado desde que as crianças tinham testado seus limites como pai alguns anos mais cedo, logo depois de perderem a mãe. E era bastante engraçada também.
“Que sorte que sua casa fica perto da garagem de manutenção das ambulâncias. Assim sei para quem pedir carona quando estou por aqui. Normalmente tenho que esperar horas até uma ficar pronta para mim ou pegar um táxi de volta para o hospital.” A garagem ficava há alguns quarteirões de distância e Nathan precisava admitir que ficava um pouco curioso para saber onde Connie morava. Era muito raro que suas amizades nos hospitais transpassasse esses limites, então, por mais estranho que fosse, isso parecia um novo passo na amizade deles. “Ei, você acha que…”
O rádio da ambulância apitou, o sinal para novos chamados. Ele achou estranho que estivesse recebendo algum. A unidade estava marcada para manutenção já fazia semanas. Nathan puxou o speaker para perto, pressionando o botão.
“Unidade 24601, na escuta.”
“Todas as unidades. Acidente de balão na Cordilheira Wasatch. Pegue a rodovia até o quilômetro 72. Já estão montando um estacionamento para as unidades. Confirme recebimento.”
“Essa unidade está marcada para manutenção. Estou tirando ela da rua.”
“Negado. Todas as unidades estão sendo requisitadas. São dezenas de vítimas. Idoso e crianças em estado grave.”
Nathan concordou em aceitar o chamado, pendurando o speaker de volta no gancho.
“Bem. Acho que não vou poder terminar a carona. A menos que… Quer ser paramédica por um dia?”