Mas em relação a Brâman não há nem interior nem exterior; às vezes, Brâman é chamado de princípio de “não dualidade” porque nada mais existe além dele e nada é excluído dele. É, pois, encontrado tanto na superfície como nas profundezas, tanto no finito quanto no infinito, pois sabiamente foi dito que “não há nada infinito afora as coisas finitas”. Assim sendo, não pode ser perdido nem encontrado, e você não pode se aproveitar de seus poderes tanto quanto não pode distribuí-los, pois todas essas concepções de ter e não ter, de ganho e perda, finito e infinito pertencem ao princípio da dualidade. Todo dualismo é exclusivo; é isso e não aquilo, aquilo e não isso.