Birretta. Pizza. E partita.
Partita, birretta, pizza.
Pizza, birretta, birretta.
Ok.
Birretta.

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#pointofview #zeroazero #zeroazerounasfidainmusica (presso Zoppas Arena) https://www.instagram.com/p/Cpx9e8StdoJ/?igshid=NGJjMDIxMWI=
Pq a vida é só uma... E os melhores momentos acontecem por acaso... #amoceis #trioparadadura #zeroazero
[save the date] 29 Gennaio 2014 - la prima di Zero a Zero di Paolo Geremei
Il 29 Gennaio alle 21 all'Apollo 11 di Via Nino Bixio 80 b a Roma (zona Manzoni-Vittorio Emanuele II) si terrà la proiezione di Zero a Zero. Questo film di Paolo Geremei è incentrato sulle storie di tre ragazzi della classe 1977 che hanno giocato nelle giovanili della Roma con Francesco Totti. Però, a differenza del futuro capitano della squadra giallorossa, i protagonisti del docufilm non sono riusciti a sfondare e ad avere successo nel calcio. Una chiaccherata serale non autorizzata in ritiro, una buca maledetta, affari loschi tra procuratori e società: la carriera di Daniele Rossi, Marco Caterini e Andrea Giulii Capponi, è cambiata, in senso negativo, in pochi attimi. E l'opera di Paolo Geremei, girata in modo assai diretto, dando la voce ai protagonisti della vicenda à la Sfide, vuole interrogarsi su quanto, nel calcio come nella vita, conti il talento e quanto la fortuna. Se siete interessati a questa storia, più umana che calcistica, l'appuntamento è per il 29 Gennaio 2014 alle 21 all'Apollo 11 di Via Nino Bixio 80b a Roma. Ingresso 5 euro. Al termine della proiezione seguirà dibattito col regista.
Zeroazero sem-vergonha
Não há frustração maior do que um 0 a 0. Daqueles insossos e sedentários empates em zeros. Quando a igualdade é justa por dois ou quatro gols ainda vá lá, é de se compreender, mas uma tarde inteira sem bola na rede é uma tortura para qualquer amante do futebol. Esperar uma toda uma semana para soltar o grito preso na garganta já é um pequeno sacrifício, suportado com desconforto e ansiedade, mas privar o direito desse grito é demais, uma silenciosa e injustificável censura dos deuses da bola.
Sejamos justos: não é questão de exigir cinco ou seis gols por jogo, esses placares que faziam nossos avós vibrarem na arquibancada de madeira do campinho do bairro. Mas há de se cobrar, sim, pelo menos um ou outro tento, nem que seja feio, de mão ou em impedimento. Tanto faz se é o craque ou o criticado e não importa se o centroavante perde quatro chances e só converte a quinta, gol é gol, não precisa ser de placa.
Um jogo sem gols é como um livro não lido, uma chamada não atendida, uma história de amor que poderia ter sido. Assistir a um 0 a 0 é como dormir em uma tarde de primavera. A falta do balançar da rede desmonta todo o cenário construído para o domingo. O outrora esperançoso se decepciona e cobre o rosto com as mãos, não querendo acreditar; o otimista abre mão do sorriso enquanto o conformado culpa a falta de criatividade do meio-campo.
Não importa se toda a gente encara o sol, veste suas sagradas cores e vai se aconchegar no concreto quente da arquibancada, o zeroazero não quer saber. Gosta mesmo é do outono, do jogo de pré-temporada. Se fosse por ele, no estádio só se venderia suco de maracujá. Talvez um cachorro-quente, mas só se a salsicha fosse cozida em banho-maria. E para o zeroazero não tem essa de concreto quente em arquibancada, é só cadeira no padrão FIFA, cheio de não-me-toques e ar-condicionado para refrescar.
O que chama a atenção ultimamente é a facilidade que o zeroazero encontra para enganar torcedores e reinar soberano e despreocupado no placar eletrônico. O show de gols perde terreno para ele. Parceiro da retranca e da bola teimosa que insiste em bater na trave, o zeroazero é preguiçoso, assim meio dengoso, como quem faz hora para sair da cama na manhã do domingo. E ainda perde o juízo e gora atrevidamente uma tarde de futebol, disfarçando o sorriso quando vê a multidão perder a paciência ao ir embora resmungando.
Particularmente, fico mais satisfeito que meu time perca de 3 a 2 do que empate em zeros. A insuficiência de chances que culmina no 0 a 0 é o fracasso inventivo dos gramados. Então, como um artista que prefere ter sua obra criticada ao não escrevê-la, há quem prefere o amargo da derrota à frustração dos zeros. Porque o zeroazero simplesmente não é aceitável, é, pois, um desavergonhado intruso no mundo do grito de gol, que se veste de futebol, mas não passa de esporte bretão.