em pouco tempo
estarei morto
é o fim
não há volta
o rio rubicão terá sido
ultrapassado
os barcos
queimados
E apenas o fim
na minha frente
sinto medo
deveria estar feliz? me sentir livre ?
meu peito aperta
respiro fundo, como outrora
quando respirava fundo
a brisa gélida
cerrava os punhos
tentava não vomitar
e sonhava com esse dia
e hoje
respiro essa brisa gélida
por uma das últimas vezes
vejo o por do sol
purpúreo
e Deus
se é que há um
sentirei saudades
sinto minhas veias queimarem
esse triste poema que não
será lido por ninguém
não fazer sentido
meus batimentos cardíacos
se atrapalharem
gostaria de sentir em meus lábios
nesse momento
O gosto do vinho
ou dos seus beijos
mas só sinto o
amargor do
inevitável fim













