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LANA DEL REY // BLUE JEANS
A loira que caminhava tentando acompanhar o ritmo alheio, aumentando os passos ou diminuindo, de acordo com x outrx. Suas mãos continuaram nos bolsos, e o vento que batia contra seu corpo fazia-a tremer, e encolher, mas não podia ligar. — Você se arrepende de ter se voluntariado? — Inclinou levemente a cabeça na hora de fazer a pergunta, assentindo para dar ênfase.
Dahye caminhava no encalço de Miyeon enquanto observava o céu azul, achava por vezes irônico o quão sua cor podia ser odiada e em contra-partida, se igualar a cor do céu na manhã ensolarada, como poderiam eles odiarem os pigmentados? Pensava com a mente em orbita, quase não ouvindo o que a loira a sua frente dizia. “Não sei, a longo prazo posso me arrepender mas agora não me arrependo de nada que eu tenha feito, até hoje.” Proferiu com um sorriso nos lábios. “E quanto a você, se arrepende?” Disse mordiscando o inferior enquanto procurava algo para se encostar visto que estava cansada de tanto caminhar - isto porque havia prometido a si mesma que iria direto para casa quando as luzes voltassem.
TASK 001 ˖✶ — GOO DAHYE。 ✰ ⌜TESTIMONY⌟
A vista clareava a e finalmente a liberdade vinha para os que estavam aprisionados por um tempo que parecia anos num lugar fechado e escuro cujo Dahye havia requerido demais da sua boa índole para não reclamar durante o dia inteiro sobre as situações impostas. Dahye não poderia deixar de ficar feliz com o contato ao ar livre mesmo que, houvessem convocado todos para uma espécie de interrogatório – talvez estivesse certa ao supor que a queda de energia não fora acidental porem não pensava que o governo poderia não estar envolvido, e tão assustado quanto os outros. Dahye observadora como era assentiu prontamente para a entrevista, visto que poderia ajudar a solucionar aquele mistério porem em contra partida, pensava que aquela poderia ser uma jogada para continuar analisando o quão resistentes eram os secundários, e o quão expostos a subvida eles poderiam ser. “Olá.” Proferiu ao entrar na sala onde o entrevistador já a aguardava.
You belong with me ┊┊blink.
Era gratificante passar por mais um dia sem, pelo menos, preocupar-se com algo. Aquele, em questão, tinha sido deveras difícil para ela. De certa forma, desabafar daquele jeito para cientistas tinha sido aliviante, ao mesmo tempo em que sentia-se frágil novamente, depois de tantos anos. O curto espaço de tempo que levou para ser questionada e respondê-los de um jeito que não a deixasse mais desconfortável do que encontrava-se, foi o que a preocupou. Consternações na mente a deixavam alienada para o que deveria fazer, mas acabou por pegar o diário e começar a escrever na escrivaninha. A parte da manhã tinha sido dura para Chaeyeon, e mesmo que agora não soubesse exatamente o que escrever, foi pega desprevenida pela cadeira giratória, que a fez dar de cara com a janela; especificamente com quem estava depois dela. O sorriso se abriu e ela logo se encolheu por causa do ato, balançando na cadeira.
Em seguida, girou para que pudesse pegar uma folha do caderno em cima da cama, após ter fechado o diário e o deixado em cima da escrivaninha. Com uma caneta começou a pintar a saudação: “Hiya~”. Ao voltar para olhá-la, já sentada na beirada da janela, cobrindo-se com almofadas, Chae colou o caderno no vidro e permaneceu com aquela sua expressão animada, esperando que ela lesse. Aquela comunicação já era normal para a jovem Jang, que mal acostumada com aquela intimidade e amizade que construiu, embora não soubesse o nome da outra, sentia-se totalmente à vontade. Era óbvio que havia algo nela que remetia à própria Chae, por isso não foi difícil entendê-la e, consequentemente, sentir essa empatia pela mesma. Algo raro para a mesma, que costumava a fastar ao invés de aproximar. O contraste das vestimentas da outra e sua cor de pele eram engraçados, mas isso era o de menos.
Dahye ficara animada o dia todo por ter perguntas sobre si para responder, mesmo que em grande parte do tempo se perguntasse se estava certa em responder aquelas perguntas tão prontamente, afinal tudo ali poderia ser um teste de extermínio aos secundários cujo não apenas Dahye mas muito de seus amigos eram, e o medo por eles era ainda maior do que o por ela mesma. A preocupação refletia-se em conferir se a garota da janela ao lado ainda estava ali, e estava sorridente como sempre costumava ser – o que era inicialmente intrigante uma vez que jamais conhecera alguém que fosse tão semelhante a si quanto ela, e nem ao menos seu nome sabia.
Afundida nos lençóis finos da cama Dahye observava a cadeira em que ela se arranjava, a destra alcançava a aba da xícara com o liquido adocicado que lhe deixava confortável em sua cama, mesmo sendo observada assim como o fazia com a vizinha ao lado. Enquanto ela procurava algo que julgava ser a caneta Dahye punha a destra rente aos lábios e ria baixo com aquele ato que se tornara previsível visto que era repetido por alguns dias, e nos que não recriados na mente fértil de Dahye que já havia escrito inimagináveis coisas naquele papel em seus sonhos, coisas que talvez jamais tivesse coragem de escrever de fato, estreitara os olhos para ver o que havia escrito no papel alheio e pouco sabia o porquê de achar engraçado uma vez que apenas ria agarrada com o travesseiro, com a caneta e o caderno jogados no lençol. Soltava o travesseiro munindo-se da caneta e do caderno pensando sobre o que escrever acabou por escrever “Dia ruim?” Pensando se ela poderia responde-la com apenas uma folha, entretanto era imprescindível saber como havia sido sua entrevista quiçá seu dia, mal percebeu que formava um bico nos lábios ao perguntar-lhe se havia tido um dia ruim.
@kimoonsoo
ele suspira, deixando o ar sair em com um leve tom de decepção. “quanto mais você pensar assim mais rápido vai perder a visão.” e pensar no garoto sem seu extremo otimismo era uma coisa impossível. para não continuar com o assunto ele balança a cabeça, mas daquela vez lembra um pouco mais rápido a situação em quem estão. “mas podemos falar disso numa outra hora, não é?” se havia um assunto que os dois falavam a vontade era os olhos ruins que os dois possuíam.
“e não ria de mim! não era para ver - é só para tocar.” então coloca os próprios dedos na página que indicara, sentido os pequenos abaixamentos no papel. “não coloque muita força, só passe por cima. da pra sentir o caminho do lápis, mas acredito que adivinhar o desenho seja impossível.” era nada mais do que a vista que tinha da janela de seu quarto, mas ao não compartilhar a informação deixaria um mistério persistir até que a manhã chegasse. “se cheirar os dedos depois não vai lembrar grafite. isso é de quanto ainda usava lápis de cor.”
“Você tem razão, desculpa é que eu nem sempre posso falar sobre isso e você tem cara de diário.” Comentou sorrindo, entretanto era uma brincadeira verídica, para Dahye o garoto era como um diário com pernas que sempre tinha ótimas coisas para dizer sobre suas poucas reclamações que muitas vezes eram apenas sobre sua visão – e claro sobre os crushs que vez ou outra Dahye se via apaixonada por, como uma garota sentimental que era tinha facilidade de apaixonar-se e isso resultava em horas a fio tentando falar para o amarelo o quão feliz e interessada estava por pessoas que sequer conhecia. “Podemos sim, vamos falar sobre o seu desenho, o que é?” Disse enquanto punha a destra sobre a folha.
Com a instrução do toque a garota passeava com os dígitos por sobre o relevo, achava engraçado uma vez que não parava de rir e até fofo da parte do garoto mostrar-lhe aquilo. “Eu não estou rindo de você, pabo!” Proferiu diminuindo a força com que passava os dedos por sobre o suposto desenho que não identificava. “E você não vai me dizer o que é, estou curiosa!” A garota então recolhia os braços para cruza-los rente ao corpo com um bico nos lábios curvilíneos, não acreditava que não saberia o que era aquele desenho, por que havia mostrado então? Dahye detestava ficar curiosa e em seu amago já pulava histérica de curiosidade. “Eu quero saber o que é, o que você desenhou, anda me diz.” Proferia ainda com um bico nos lábios. “Acredite a ultima coisa que eu pensei foi em cheirar meus dedos, eu não desenhava muito quando era criança, comecei a desenhar de verdade – ou tentar, quando tinha dezesseis anos, muito velha, admiro quem sempre teve esse dom.” Proferia enquanto divagava mesmo interessada na pintura do garoto, lembrava-se da primeira pintura que havia feito, com traços borrados e imprecisos de uma fotografia velha de seu pai. “Pintar é como capturar a essência do momento.”
good bye is the new hello! ✧ —jahye.
Flashback.
@park-jaehwa
Jaehwa nascera em uma família desprovida de afeto, separada de sua irmã desde muito nova a garota nunca tivera um laço com seus próprios pais, sempre preferira os livros e o conhecimento a eles, algo comum até hoje. Para a garota não era normal ser amada, ou mostrar afeto a todo tempo, Jae via o mundo como um grande jogo de interesses no qual quem soubesse mais ganhava e nesse quesito ela sabia que sempre seria campeã. Se tratando de sentimentos no entanto ela sempre perderia. — E por isso vai ficar do meu lado? Só pra garantir que não vai esbarrar em mais ninguém? Porque não se senta, então? Assim não vai esbarrar em nenhum ser. — Respondeu do mesmo modo frio e racional, achando com facilidade uma solução para todos os problemas que pudessem aparecer, mas nunca de fato vendo o lado emocional de tais, para Jae era tudo preto no branco. — Meu coração é uma pedra de gelo, segundo alguns, então creio que me falte uma das coisas principais para ser considerada humana e todo o resto, não sei se percebeu mas emoções não são meu forte. — Comentou mordiscando o lábio inferior se permitindo divagar pelos próprios pensamentos por um tempo, cheia de raiva que parecia borbulhar toda vez que entrava em uma conversa Dahye, não tanto da garota, mas mais de si mesma, de como era disfuncional. Afinal, a garota a sua frente era a maior prova de que Jaehwa era um completo fracasso em coisas simples como sentimentos. — Você deve viver em um mundo perfeito para não odiar uma alma sequer. — Respondeu em um tom firme, de fato sem compreender como tal coisa era possível para a outra. — Por que sou importante, Dahye? Tivemos algo, mas isso devia ser passado, eu terminei tudo da noite pro dia você deveria me odiar, ou ao menos não querer ver meu rosto por um bom tempo, como pode simplesmente ser assim, eu não entendo. — Admitiu completamente frustrada passando a mão direita pelo cabelo completamente liso, respirando fundo como se buscasse um equilíbrio que parecia ter perdido. — Simplesmente esquecendo, é mais simples do que pensa, não há motivos para me manter por perto, não vale a pena. — Repetiu em um tom um pouco mais alto deixando exaltar toda a raiva que sentia, não pela outra, por si própria, o problema era que Jae não sabia expressar isso e tudo poderia ser entendido de forma errada. — Não sei, mas faça isso, me esqueça! — Insistiu encarando diretamente a mais nova, como se de fato quisesse que ela entendesse aquilo de uma vez por todas, por que tinha de ser tão difícil? — Não estou… Não estou me defendendo, Dahye, e não sou capaz de ser sua amiga, pra você isso deve ser simples mas para mim não é assim, eu não sei como fazer isso, não sou funcional como todas as pessoas. — Disse exasperada, todo aquele assunto estava exaurindo a mais velha, como se precisasse usar muito de si para simplesmente manter a conversa, não tinha prática nisso, parecia estar falhando miseravelmente e odiava cada segundo disso. — Você é boa demais, é cheia de sentimentos e bondade e eu não sou, é simples assim, por que acha que eu terminei tudo? Porque você merece melhor, porque eu não mereço toda a felicidade, não sei lidar com isso, não faz sentido para mim…. — Confessou olhando no fundo dos olhos da outra, esperando que agora ela fosse capaz de compreender. — É mais possível do que você imagina, basta querer.
Dahye pensou em desculpar-se por ter utilizado mal as palavras que queria dizer “Não, não é assim, vou ficar do seu lado porque eu quero. ” Proferiu enquanto ria, era obvio para todos até mesmo para Jaehwa que Dahye era um desastre no escuro e culpabilizaria sempre o acidente que lhe tirou sua normalidade – se é que um dia fora portadora de tal, Dahye era insana e o provava quando não se afastava de Jaehwa uma vez que não sentia vontade de o fazer, muito pelo contrário, quanto mais repelida, mais tentada a unir-se ficava. A frieza de Jaehwa era um problema porem não para si, era obrigada vez ou outra a lidar com primários cheios de si, mas neles havia uma diferença, sabia que em seu amago Jaehwa estava presa em si, e sentia o gosto amargo de ser supostamente o que ela chamava de pessoa ruim, os outros não, se achavam superiores e gostavam de pôr para baixo todo aquele que eles não achavam dignos – era irritante para Dahye apenas aquele tipo de pessoa que gostava de julgar o quão indignos eram os outros baseados em seus próprios egos.
A loira fitava Jaehwa com olhos curiosos e incomodativos que provavelmente poderiam causar desconforto no quão fixamente observava-a, “Eu não sou obrigada a concordar com alguns, só porque você não é bom em algo não te torna um robô, você é humana e merece ser tratada bem assim como muitos, mas não digo todos, esses alguns que são capazes de julgar talvez sejam apenas inflexíveis ou talvez não veja o que eu vejo. ” Dahye jamais invejaria o jeito com que Jaehwa via o mundo porem a força da garota era reconhecida pela loira que admirava Jaehwa por ser forte uma vez que todas as suas palavras demonstravam que ela tinha uma força enorme para ser fiel a si, Dahye não queria atrapalhar, não queria ser um fardo porem também não queria desaparecer da vida da outra para que pudesse facilitar seu esquecimento.
“Você é importante porque...” Dahye pausara apenas para encostar-se na parede ao lado, abraçava o próprio corpo no abafado do local fechado enquanto buscava pelo rosto alheio na escuridão “Porque eu tive a oportunidade de te conhecer, de te admirar e de te ver fazer escolhas difíceis, eu gostaria de estar ao seu lado para te ajudar com elas porque ninguém fez isso por mim quando eu precisei, eu tive que passar por tudo sozinha e dizem que funcionou porque minha felicidade é algo inabalável, alguns dizem que eu sou inocente e estupida por não deixar a dor me corroer e não virar esse tipo de pessoa, mas eu não quero ser assim, acho que ninguém merece esse tipo de dor.” O sorriso tímido de Dahye tentava transmitir calmaria muito embora dentro de si fosse a última coisa que houvesse, Dahye era puro tornado e tinha medo de causar turbulência nas pessoas com seus ímpetos e todas as suas loucuras escondidas em trejeitos. “Eu já falei Jaehwa, não vou esquecer você.” Proferiu calmamente, com um sorriso no rosto. “Você é minha amiga, vamos sempre esbarrar uma na outra e eu não gosto desse clima tenso que sempre fica entre nós, está tudo resolvido não namoramos mais, deveríamos deixar isso para trás e seguir como boas amigas que eu sei que podemos ser, por que não é simples, Jaehwa? Você simplesmente é dura demais consigo mesma.” Dahye era passional, em tudo que sentia, entretanto sabia o momento de ser serena era sempre assim, Jaehwa se exasperava enquanto Dahye tentava manter-se calma, não era de grande esforço, não gostaria que aquilo findasse de um jeito ruim.
“Eu não sou boa demais, não sei nem do que você está falando. Eu corro demais, falo demais, pulo demais, sou calma demais as vezes agitada demais mas não boa demais, um ser humano não é capaz de ser bom demais, Jaehwa, todos temos falhas e temos que conseguir conviver com elas e não é como se você sugasse minha felicidade, fico feliz em fazer as pessoas felizes, e você está inclusa nisto.” Dizia enquanto fitava os pés ao perceber o olhar penetrante que agora ela disparava em sua direção, “Mas eu não quero.” Dahye levantou o olhar, esperava poder sustentar o quanto Jaehwa a encarava mas não sabia se seria possível então sorriu, que era sempre o que sabia fazer de melhor, seus lábios entreabriram num sorriso de canto e Dahye suplicava para que a garota entendesse que não tinha nada de errado ou que não deveriam brigar. Era tudo muito simples para si de fato, e gostaria que fosse para Jaehwa também.
LUCKY✰ FLASHBACK.
@camiscdc
aos dez anos, haseul começava a não gostar tanto de ser uma filha única. haviam privilégios, como não ter que dividir a afeição, atenção e a fortuna dos pais, ou um irmão mais velho tentando ordená-la a fazer algo ou um irmão mais novo para ela cuidar – mas isso também significava que ela era o futuro da família kwon, e caía nela a obrigação de aprender tudo o que uma boa menina vermelha deve.
hoje era o dia de sair com o papai. geralmente ele a levava para o pequeno lote perto da caverna para que ela cobrisse as mãos de terra e aprendesse sobre o arado e as pequenas plantações que eram as rações do povo de heaven one, mas já havia algumas semanas que o kwon havia começado uma nova atividade, a qual a filha não podia ter interesse em – invés de qualquer coisa que o mais velho fazia, ela arrumava uma unnie por algumas horas.
podia ter semanas desde que esse experimento social começara, mas haseul ainda não tinha certeza se ele era extremamente maçante e cansativo ou até divertido. os goo abrem a porta pontualmente, e o sorriso de dahye era nítido no seu rosto pequeno, e apenas temporário no rosto da menor. ela olha uma vez para o senhor goo, como se esperasse algum tipo de permissão, antes de entrar na casa da amiga, uma xícara nas mãos.
“a senhorita kim nos disse para plantar um feijão em algodão molhado,” haseul havia passado da época de plantar sementes há uns dois anos, então era claro que ela quase havia ridicularizado a professora por passar uma tarefa desse tipo – não que deixava de ser algo interessante para falar para a garota mais velha, algo muito próximo de ‘qual as novas’ depois de uma semana longe da outra. “eu plantei algodão,” ela anuncia, mostrando a xícara com uma mudinha brotando, infantilmente orgulhosa de quão engenhosa ela havia sido. “e você?” a mais nova pergunta, virando os olhos grandes com curiosidade para dahye, quase como se fosse a mais velha entre as duas.
Dahye vislumbrava com a imagem da porta sendo aberta pelo seu pai que dava os devidos cumprimentos aos Kwon, soube pelo mesmo que eram uma família importante e deveras influente e muito embora seu pai jamais tenha exigido que escondesse sua mancha no pulso, Dahye o fazia sem perceber com as mãos atadas atrás do pequeno corpo – sabia que era uma garotinha de 13 anos muito astuta para a sua idade, entretanto não pronta para mostrar a todos que era de fato diferente, fruto de uma maldição como praguejava seus avos porem dia após dia a negatividade de seus avos se tornavam em nada, talvez por aquela garotinha que a visitava por vezes, e sempre tinha coisas novas a lhe mostrar – Dahye sempre a esperava ansiosa.
A garota percebeu que segurava seu radio de pilhas nas costas quando os Kwon chegaram, rapidamente escondeu as mãos para elevar o rádio até a estante enquanto os vermelhos adentravam ao âmbito de sua casa, que era deveras espaçosa para uma criança e um homem solteiro com mais de trinta anos. “Por que você faria isso?” Proferiu baixo com medo de estar falando bobagens, nunca pensou que deveria plantar um feijão em algodões uma vez que presumia que todas as plantas nasciam da terra e não de algodões, era engraçado e Dahye tinha um sorriso no rosto embora um olhar confuso. “Como assim?” Desta vez perguntava mais alto do que gostaria visto que era mais um pensamento que uma pergunta, como assim tinha plantado algodões?
Misteriosamente, Dahye jamais havia se perguntado como apareciam os algodões, presumidamente achava que alguma fabrica dentro do instituto os desenvolvia, nunca havia pensado muito sobre eles – e agora parecia pensar muito mais do que durante toda a sua não tão longa vida, “Eu nunca plantei algodões, como faz isso? Você poderia me mostrar? Aqui em casa tem uns se quiser eu posso pegar pra gente testar.” Dizia entusiasmada, Dahye não frequentava a escola que Haseul tanto falava, sabia quem era a senhora Kim por vezes ve-la passar nos estabelecimentos e muitos de seus alunos a cumprimentar, porem apenas por isso, sua educação vinha toda de casa – muito embora seu pai não fosse um professor, sabia o suficiente para que Dahye pudesse aprender com os próprios anseios, e era isso que o fazia ao aplicar o básico que seu pai a havia ensinado como ler, escrever e somar – e o gosto pela musica que jamais ficaria de fora das coisas mais preciosas que seu pai a ensinara.
Desde que eles haviam sido liberados do galpão, Taehong sentia que tinha algo de errado acontecendo, talvez fosse apenas a cidade voltando a sua rotina novamente, mas era óbvio que como um bom curioso ele tinha que se estreitar por aí para conseguir algumas respostas. Foi desse jeito que ele conseguiu acabar sentado entre o beco de uma casa ou outra, os olhos encarando o joelho exposto assim como a quantidade significativa de sangue que já tinha manchado os shorts que ele vestia, mas tinha sido apenas isso que ele havia feito nos últimos segundos: encarar a sua própria contusão. “Eu caí,” ele não ergueu o rosto para saber se tinha alguém mesmo assim quando conseguiu ouvir o barulho de passos não muito longe. “Ainda tô tentando decidir se eu estou tendo um ataque de pânico ou ataque cardíaco.”
Sentia-se finalmente liberta, com o ar livre - porém não puro, adentrando suas narinas jamais pensou que sentiria falta do cenário monótono daquele lugar, porém havia descoberto que algumas horas presa causavam amor ao lar uma vez que desejava ir para sua casa o mais rápido que pudesse, deitar-se na sua cama e ali ficar por várias horas na companhia de uma melancia enorme cuja deixava o paladar de Dahye a salivar. Em sua caminhada para casa ouvia um barulho estranho por entre os becos, e mesmo que houvesse se obrigado a passar direto já que não queria novamente passar um tempo em lugares escuros ou laboratórios não conseguia. "Maldita curiosidade que ainda vai me matar." Reclamava consigo mesma enquanto seguia o som dos passos que ouvira mais cedo. Dahye deixou um grito fino sair estridente de sua garganta quando vira o rastro de sangue e Taehong caminhando de costas para si, temia por tê-lo assustado porém seu surto havia sido inevitável. "Você vai me matar." Proferiu a garota com a destra rente ao coração descompassado que assustou-se a pensar que Taehong havia se ferido gravemente naquele lugar. "E eu ainda estou decidindo se vou te bater agora ou te ajudar e depois te bater."
You belong with me ┊┊blink.
@chaeyenne
Tudo em seu quarto parecia deveras azul, o tapete, as cortinas, a marca em seu pulso e por vezes até o seu pijama como o que vestia agora. Sentia-se confortável apesar da visão saturada pela coloração de mesmices, sempre fora assim porém pouco tempo tinha para reclamações em sua vida, desde que odiava viver a vida sempre reclamando do que não tinha - ou de coisas erradas que vez ou outra invadia seu bem estar. Dahye passeava descalça, com a blusa azulada e o shorts branco que poderia ser a única coisa em tom distinto naquele âmbito, sentara em sua cama com a janela aberta enquanto tinha posse de três coisas em suas mãos. Um copo com suco gélido no interior, uma caneta e seu caderno cujo por vezes utilizava para desenhar como sempre gostava de o fazer.
Rente a janela Dahye ficava, bebericava do suco e punha o copo em cima da pequena mesa ao lado da cama, e com a destra trêmula escrevia no papel “Olá.” com a caligrafia desenhada de modo estranho, pensou se deveria desenhar um coração ao lado mas não seria demais? Aquela garota a frente da janela sempre estava lá quando precisasse, se não a visse escrever em seu próprio papel poderia declarar que era um fantasma amigo que sempre estava lá para que Dahye não se sentisse sozinha, mas não era. Como poderia, uma vez que talvez estivesse apaixonada pela companhia de um fantasma, e essa seria a maior loucura imposta em sua vida, um dia quem sabe perguntaria se poderia desenhar o fantasma da janela a frente.
@kimoonsoo
》 FLASHBACK.
uma das poucas coisas que havia conseguido trazer consigo foi o grosso livro de páginas velhas que ele sempre gostava de ler. claro que não na escuridão já que lhe faria mal aos olhos já tão ruins, mas em qualquer outra situação era uma atividade extremamente agradável. então tira-o de dentro da jaqueta que servia de proteção, encarando de olhos fechados o local onde estava. “quem me dera poder ler com os dedos.”
e as unhas cavam pelas últimas páginas até chegarem ao fim. a última folha era completamente branca, e, quando ainda criança, moonsoo cobriu ela inteira de desenhos. depois disso os pais decidiram deixar de presente em vez de tomar de volta. “já te mostrei o que fiz neste livro?” então ele move o objeto em direção da garota - tudo muito cuidadosamente para nenhuma ponta perfurar. “se você passar a mão da pra notar como eu apertei o lápis um pouquinho demais.”
Dahye permanecia em silêncio, encostada na parede enquanto tentava não esbarrar em ninguém quando encontrou o garoto cujo era o que mais a entendia naquele lugar, sabia exatamente como fazê-la se sentir bem uma vez que até dahye tinha seus momentos ruins, e aquele era definitivamente um deles, onde ela estava no escuro tentando não enlouquecer por não saber distinguir o apagão de sua visão que não era boa e nunca mais voltaria a ser. "Acho que eu deveria aprender a fazer isso, porque pelo que parece não demora pra ficar cega." Proferiu sorrindo e muito embora estivesse, não era uma brincadeira sadia.
Mordiscava os lábios enquanto observava o garoto folhear o livro cujo Dahye não se interessou visto que não enxergaria de qualquer forma, então deu de ombros e apenas sorria com o entusiasmo do amarelo em aproveitar as páginas de seu livro. "Não nunca me mostrou." Proferiu, Dahye quase bateu no garoto em seu ímpeto enquanto gargalhava. "Eu não consigo ver nada, pabo!" Disse sorridente, enquanto levava a mão a tatear o ar tentando encontrar o local onde ele dizia ter apertado o lápis. "Aqui?" Proferia com a destra sobre algo que ela não conseguia identificar.
2/365 edits of Lalisa Manoban ♡
LUCKY✰ FLASHBACK.
@camiscdc
A garota já cansada bebia água no pequeno cantil estampado com flores cujo seu pai havia lhe dado há poucas semanas desde que sempre perdia os seus. "Ela vai vir, ela vai vir?" Perguntava enquanto puxava repetidamente a barra da calça de seu pai. Dahye estava ansiosa, desde que seu pai resolvera construir uma estufa para lidar melhor com a perda de sua esposa - visto que diziam ser um bom distrativo, o homem sempre passava tempos conversando com seu pai e assim, a filha dele que conhecia como Haseul vinha a passar a sua tarde com Dahye.
Ela já havia praticado dança quase pelo dia inteiro, estava exausta e isso era sempre um sinônimo benigno visto que era apaixonada por dança e assim por dedicar o seu tempo à algo que era boa, porém via-se triste por alguns momentos em que percebia que estava um tanto sozinha naquele lugar, via as outras crianças na rua pela janela alta de sua casa porém não poderia ir lá, seu pai sempre a tratou bem mas com o lembrete de que, o mundo lá fora era cruel em demasia para pessoas que não entendiam o quão especial era Dahye. A garota ficou pronta, desceu do banco em que ficava de pé para observar a janela da frente onde dava para ver os visitantes chamar na porta, consertou falhamente os fios de cabelo soltos do rabo de cavalo com a destra e se pôs com as mãos atadas atrás do corpo como sempre o fazia para esperar a visita. “Ela veio, ela veio! Papai abre a porta.” Proferiu a garota com um sorriso amarelo no rosto esperando seu pai girar a maçaneta da porta frontal.
@minjxon
Não está na minha casa, eu me lembro de ter vindo para cá ainda com esse troço no braço. Sumiu enquanto eu estava aqui. Olha, eu não sei se confio totalmente em todo mundo aqui. Era um relógio caro. Alguém pode ter pegado sem querer ou algo assim, não sei. Ah… Falando na escuridão e na sua situação, como estão as coisas? Acho que todo mundo está experimentando um pouco do que você passa todo dia.
“Se alguém pegou e você não confia em todo mundo aqui, acho engraçado você dizer que foi - sem querer, em todo caso onde você conseguiu esse relógio? Você pode arrumar um igual e não precisa ficar procurando ele em vão, porque nesse escuro eu não consigo nem ver você, quem dirá encontrar um relógio…Acho muito engraçadinho você dizer isso, como está sendo pra você passar um dia como todos os dias na vida de Goo Dahye? Minha vida é um blackout, dá pra fazer um livro com esse titulo, não acha?”
good bye is the new hello! ✧ —jahye.
@park-jaehwa:
Por mais que aparentasse não ser a intenção de Jaehwa tirar Dahye do sério, ela só queria afastar a garota, queria que a mesma não voltasse a se aproximar e trouxesse junto a parcela de culpa que Jae carregava. Que consequentemente mostrava a mais velha como podia ser estúpida e sem coração em certas horas. Ela jamais admitiria mas bem no fundo odiava ser disfuncional como era, incapaz de entender sentimentos simples e aceita-los, sendo obrigada por seu subconsciente a correr dos mesmos, como se não fosse digna de tais. — Por que quer andar perto de mim? Não gosto desse tipo de coisa, pode esbarrar em outras pessoas, até recomendo. — Respondeu visivelmente desconfortável com as palavras da outra, Jae nunca fora fã de contato físico, nem mesmo se tratando de Dahye com quem já tivera tanto, as coisas ficavam mais fáceis. Para a mais velha era como ter seu espaço invadido, e podia irritá-la mais que muitas outras coisas. — Acho que você deveria ter percebida a essa altura que eu sou bem desumana… — Comentou com os olhos cravados na outra, era verdade de certa forma, Jae sempre ligara tanto para aprender coisas, ser uma enciclopédia viva, mas jamais desenvolvera seus sentimentos ou capacidades sociais, fazendo-a parecer sem coração em boa parte do tempo. Um iceberg humano. Não falara sobre o incêndio propositalmente e só percebera em seguida o que havia causado, se repreendendo mentalmente, mas já acostumada com tudo, essa era Jaehwa, falava sem ter ideia do quanto poderia afetar os outros. — Não deveria mais falar comigo, mas caso insista me chame de Jaehwa que já está ótimo! — Concluiu o assunto de maneira fria e controlada, sem esboçar muita emoção. — Provavelmente sim, ainda bem que conseguiu aprender que eu não sou uma pessoa boa, só estou cheia de ódio e ao final das contas sou fria, mas se sabe disso por que insiste em se aproximar? — Retribuiu com uma pergunta a outra, agora de fato curiosa com a reposta que poderia responder, há um tempo Jaehwa era amorosa com a outra, mesmo que não fosse fã de muitos sentimentos ela gostara da outra e se sentia especial quando junta da mesma, agora tudo parecia um grande vazio. Como se ignorar todos os sentimentos que um dia estiveram ali lhe trazendo um pouco de felicidade fosse mais fácil uma vez que não traria dor ou sofrimento, coisas das quais Jae não era fã. Mesmo assim fora possível sentir uma dor ao terminar tudo com Dahye, Jae a ignorava mas estava lá, acompanhada do arrependimento de ter estragado tudo, fora idiota e má, mas jamais admitiria isso para a mais nova, seria complicado demais. — Mas não precisa se importar comigo, estou te libertando disso, Dahye, não mereço tais sentimentos e você deve gastá-los com alguém melhor, não perca seu tempo comigo… Eu realmente não valho a pena. — Reconheceu de maneira calma, como se não se importasse, mas no fundo se importava e muito com tal assunto, odiava ter de trata-la tão mal para que conseguisse a afastá-la, mas teria de ser assim, ter Dahye por perto era complicado demais. — Sim, me esquecer e tudo que tivemos… — Assentiu mais uma vez, mostrando como estava firme em suas ideias, por mais idiotas que parecessem para muitos outros. — Tive? Por que pelo que me lembro eu acabei com tudo da noite pro dia, você era ótima e ainda assim te tratei mal, como faço até hoje. — Suspirou desviando o olhar da outra enquanto mordiscava o próprio lábio. — Não te odeio… Me odeio por não ser capaz de te odiar, terminei porque estava com medo e te ter por perto é complicado demais, mas não te odeio, não sou capaz disso. Mas você precisa me esquecer, não valho a pena, você é boa demais pra mim. — Com coragem dera um passo para a frente, se aproximando de Dahye, cuidadosa como sempre Jae tocara o rosto da outra com a mão esquerda passando o polegar pela bochecha da mais nova como fizera tantas outras vezes. Era quase impossível ver o rosto da garota mas ainda assim se sentia afetada por estar tão perto da mesma, tinha de terminar isto logo. — Só me esqueça, por favor…
Dahye por muitos tinha um relacionamento disfuncional consigo mesma - através de muita conversa com seu pai o homem mais sábio do mundo, segundo ela poderia afirmar que as pessoas más eram as que mais mereciam ser amadas visto que ninguém simplesmente nasce com tamanha crueldade, é algo construido e Dahye sabia muito bem como funcionava aquelas farpas que o mundo cravam nas pessoas. “Yah! Eu não posso sair por ai esbarrando em todo mundo posso machucar alguem.” Comentou com um sorriso, Dahye simplesmente ignorara a primeira pergunta lhe feita, não achava que aquele era um momento oportuno para pensar no porque gostava de andar no encalço de Jaehwa, talvez por sentir que a garota precisava de um gesto de amor qualquer, talvez por gostar do tom de voz adocicado que lhe transportava para um tempo onde parecia que o mundo era pintado em rosa, mas não era real, para o azar de Dahye que iludida fora com todos aqueles sentimentos irreais que no fim não passaram de um grande nada para Jaehwa, era o que pensava desde que a morena passara a lhe tratar muito mal e ela sequer entendia o por que. “Dois braços, duas pernas, dois olhos. Você parece bem humana pra mim.” Indagou levando as madeixas para trás da orelha visto que os cabelos a frente do olho atrapalhavam sua visão. Qual era o grande problema com a palavra unnie afinal? perguntava-se mordiscando o lábio inferior já maltratado por fazê-lo diversas vezes, Jaehwa estava bom para si, e Dahye apenas assentiu com a cabeça, estava tão absorta que permanecia encarando a garota alva que parecia ficar vermelha de raiva ao conversar consigo - o que era incomum, Dahye não conseguia lembrar de uma só pessoa que a odiasse, e isso era até um tanto estranho para si, não conhecera bem esse sentimento - o odio, e vir de uma pessoa cuja não esperava era ainda mais assustador. “Cheia de ódio você diz… Eu não conheço esse sentimento.” Proferiu ainda observando o rosto delicado de Jaehwa. “Eu não vejo como se estivesse me aproximando, estou apenas conversando com uma pessoa que assim como eu merece atenção, assim como todos os seres humanos na terra merecem ser amados, ouvidos, merecem sorrir. E você, especialmente você, unnie… não seria deixada de fora da minha vida porque és importante, e sabes disso.” A garota manchada de azul celeste jamais teve problema em dizer o que sentia - muito embora preferia privar as pessoas de ouvir sua fala mansa rotineira. “Eu não posso esquecer você, isso chega a ser ridículo de se dizer, como eu posso apagar a sua existência do mundo?” Dahye perguntara se Jaehwa estava enlouquecendo. Como poderia esquece-la? Esquecer o sentimento forte que sentira antes tudo bem, visto que já havia o feito, mas jamais poderia esquecer Jaehwa e tudo o que aquela garota significava para si. “Teve, você costuma se defender, não queria que tivesse que se defender de mim, mas já que o fez ao menos me queira por perto como sua amiga, é tudo o que eu posso pedir.” Mesmo com a tentativa falha de sorrir os olhos de Dahye transbordavam súplica, nunca pensara que Dahye fosse tão importante em sua vida a ponto de não querer que ela fosse embora, mas havia algo em Dahye que não permitia que Jaehwa se fosse, ela jurava em seu leito que não era apaixonada por Jaehwa, não mais. Entretanto, precisava estar perto daquela garota que era tão má consigo mesma tanto quanto gostaria de zelar por ela, porque no fim ninguém o fazia, ela afastava a todos porém Dahye não seria espantada por distrato, não estes vindo de Jaehwa. Dahye olhara para baixo enquanto fitava os próprios pés quando a garota indagou que era boa demais para si, estava Jaehwa de fato ficando louca? Dahye já não mais entendia. “O que?” Entre-abrira os lábios para debater, reclamar sobre o que não entendia mas fora surpreendida pelas mãos delicadas que tocaram quente o seu rosto. “Como se isso fosse possível.” Proferiu sem jeito, com um sorriso trêmulo nos lábios.
@lxstinpurple:
Sua respiração estava descompassada, pesada, pela primeira vez em algum tempo a garota sentia uma enorme dificuldade em conseguir puxar o ar para dentro do organismo, e não fazia ideia de como poderia parar aquilo. Verdade fosse dita, até então poucas foram as pessoas que conseguiram tirá-la de seu estado de pânico, e uma das duas se encontrava agora morta. “Para… Pra onde, D-Dahye?” Naquele momento sequer pensou nos honoríficos ou em qualquer forma respeitosa, não lhe convinha. Sua mente se encontrava perdida, pensando por onde poderia sair. Preferia estar debaixo da tempestade a estar presa no Instituto. Odiava o pensamento. Odiava ainda mais aquele sufocamento. Naquele instante a morena apenas tentava concentrar seu cérebro em algo que não o fator “estarem presas ali”. Livro. Dahye. Banheiro. Algum lugar. Mas nada parecia processar veemente.
“Você quer que eu me afaste? Ou segure a sua mão?” Perguntou Dahye serena enquanto observava a garota, sentia-se culpada uma vez que havia talvez aguçado o pânico da morena com suas palavras inoportunas - e desejava se desculpar entretanto não sabia se era viável já que aquilo poderia irrita-la, ou piorar a situação complicada em que se encontrava. “Toma, eu não acho que vá precisar mais que você.” Proferiu estendendo a canhota para a garota com uma pequena garrafa que continha água, Dahye estava sempre com ela visto que para dançar nem sempre necessitava de música, mas de sua água com toda certeza. “Eunsoo-ah, você sabe cantar? Ouvi falar que cantar ajuda a distrair, você pode tentar, ninguém vai notar, faça baixo se estiver envergonhada.” O sorriso de Dahye mantinha-se forte, não ousara em momento algum retira-lo dos lábios já que se ao menos não pudesse ajudar, poderia sorrir - acreditava veemente que sorrir era transmissível e que um sorriso singelo poderia contagiar, coisas bobas como tratamento formal não era do interesse da garota que observava Eunsoo um tanto preocupada sem saber ao certo o que fazer.