É fácil dizer “você não entenderia” e se calar.
A verdade é que talvez… só talvez, eu não queira que você entenda algo que nem eu mesma consegui compreender.
Como explicar algo que ainda não entendi? Como colocar em outro a responsabilidade de me entender, quando quem precisa me entender sou eu?
Como sair do fundo do poço sem me reconhecer nele? E se dessa vez alguém me salvar, mas na próxima não houver ninguém? Como vou encontrar o caminho de volta desse buraco que eu mesma escavei?
Você disse que meu caos fala mais alto do que eu imagino. É… provavelmente ele grita. Eu grito em silêncio. Não é que seja mais fácil assim, é que eu ainda não encontrei outra forma de me expressar. Talvez antes ninguém notasse. Por muito tempo não tive liberdade de mostrar meu caos; agora posso até mostrá-lo, mas resolvê-lo…
É fácil resolver os problemas dos outros. Eles não são sentidos por você. O que torna os seus tão complicados é o quanto seus sentimentos estão enredados neles.
No fim, tudo é sobre sentimentos.