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@thailanaoliveira
Se o que te move é algum motivo maior que sua força, agarre-o e siga.
Aprendi que...
Que o amor chega na hora exata, que a maturidade vem aos poucos e que a família é tudo.
Que amigos bons e sinceros são poucos, que cuidar da minha vida é sempre a melhor opção.
Que dias melhores sempre virão, que na vida nem tudo vale a pena.
E principalmente que minha felicidade dependi das escolhas que eu faço.
O sorriso sempre será o mesmo, o olhar brilha junto, na qual os momentos são vencidos e conquistados.
Ouvir o que as pessoas acham, sempre fui do que eu acho.
Fácil nunca disse que seria, mas coloquei meus dois pés na frente deste sentimento e aqui estamos!
Acredita em milagre? Eu acredito no amor.
E você?
I’m Love You!
Anda com fé eu vou que a fé não costuma falhar.....
Passo a Passo
O que me permite seguir em frente, é saber que posso sorrir, enquanto outros choram ou até mesmo o inverso da situação, pois isso me faz perceber que ainda respiro. Permitir que minha vida continue a seguir, só eu posso fazer, acredito no destino e que já está traçado por alguma razão na qual fizeram questão para que não lembre, passar momentos em que te torna coitadinha, que tenta mostrar que sofreu, sofri ou irá sofrer mais que os outros, já não me cabe mais. Minhas lágrimas serão as únicas que doí mais? Não! Pois não preciso da minha dor para julgar que é mais forte que a dos outros, não irá me fazer uma pessoa melhor, para que tal coisa aconteça, preciso apenas ser eu mesma.
Feliz Dia Das Mulhes
A Carta
Foi incrível, tudo proporcionado na minha vida, sabe se hoje eu pudesse voltar, não mudaria nada e por mais que eu esteja com sentimentos abalados e as vezes penso em mudar, apenas estou precipitada, acredito muito em destino, então foi por isso que lhe dedico a minha vida.
Hoje sou diferente do seu contexto, mas orgulho saber a minha origem, já parei várias vezes e me olhei no espelho e me questionava tanto, e hoje entendo por tudo que fizeste e pelas coisas que deixou de fazer, apenas lhe agradeço e está foi e sempre será uma das formas de desabafar, talvez um dia você leia, ou talvez nunca se interesse, pois sei que é meu dom.
As coisas acontecem sempre por uma razão e lembro como hoje, o quanto tive que mentir para ouvir a pessoa que digo ser importante do meu respirar, falar. O quanto gostou do que escrevi, apenas fui forçada a isso, pois tive medo e sei também que tem medo, e por isso te entendo e me orgulho, hoje mais uma vez deparei com meu conflito nas minhas imaginações e veio essa vontade desesperadora de escrever o que sinto, talvez seja um medo de não ter mais chance de falar e sempre começo a chorar, ou esteja doendo não conseguir falar, mas sinto falta, a sua falta.
Posso ser louca, devo ter puxado isso de você, que bom! Pelo menos sei que parte de mim parece com você.
A vida tem um grande proposito a nos oferecer, e por isso prometo não criticar, apenas quero te ajudar, eu simplesmente queria entender mais sobre você, mas não sei se acredito em tudo em que diz, mas sei que dentro e no meio de tudo existe amor.
E como ia dizendo EU TE AMO!
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“ É Preciso uma certa dose de estupidez, para se fazer um bom soldado”. Florence Nightingale.
Nossa Raiz
Não quero que me olhe me julgando, ou que me olhe me lamentando, quero que me olhe com orgulho, quero me olhar melhor, quero cantar, ser artista, quero brincar, quero rir as mesmas piadas que você conta, quero chorar por um motivo, que seja de felicidade, quando te encontro e vejo cada vez mais você bonita, quero perceber que o sol ilumina e esquenta a nossa pele, quero ser cuidado do mesmo jeito.
Quero ser honesto sempre, e vou ser.
Quero pegar em sua mão e em seguida te abraçar e dizer: Obrigada!
Não quero ouvir titi, de comentários absurdos, quero apenas ouvi a nossas risadas juntas.
Não quero usar a rua sozinho e correr para não morre, porque apenas me confundiu, quero ter filho e vê-los, quero ver a noite cair e mais uma vez nascer o sol e eu, quero está livre.
Quero acreditar no futuro promissor, acorda cedo e ir trabalhar, estudar e voltar para casa, com o brilho nos olhos e a satisfação que sou o melhor.
Não quero ver os amigos de meus filhos ou até mesmo meu filho ou o meu filho me ver morrer na esquina esquecido pelo o mundo.
Quero ser reconhecido, quero que me vejam, eu quero me ver.
Posso acreditar no que quero, posso lutar sem armas, sem sofrimento, apenas lutar nas minhas conquistas e no final saber que venci, nem que saiba pelo o que tentei fazer.
Quero ouvir músicas rimadas com a nossa vitória e não pelo o que temos que enfrentar. Apenas quero e quero e vou fazer acontecer, nem que tenha que lutar sozinha por apenas querer.
Thailana Oliveira - Parte do meu livro.
BANANA - MACACO – EU - NÓS
Pobre daqueles que não tem uma banana para comer, a sua riqueza não se resumiu em falhas e decepções o racismo sim e pra mim é envergonhoso vê ainda pessoas que se dizem morar em submundos e pensar de forma tão catastrófica.
Admiro a banana pelo seu naturalismo e se somos todos descendentes não há porque termos vergonha viemos de uma origem que a evolução não se diz por causa do físico e sim porque houve a queda da psique trazendo mente, emoções e instintos não é a toa que nomeou a nós homo sapiens , infelizmente ainda não soberam desfrutar desta dádiva, me comparar a um macaco – gorila é um primórdio , pois terei a certeza que vim de maior primata mamífero do mundo e com eles só me fizeram capacitar mais, pois insisto em dizer a banana é o fruto que os verdadeiro seres pensantes não deixaria de consumir ele nos ajuda a combater seres de doenças como a depressão, anemia e o stress... Invés jogá-la para atingir alguém deveria experimentá-la, pois tenho a certeza que a banana seria a cura do seu racismo e de seus pensamentos egocêntricos.
THAILANA OLIVEIRA
PEÇO QUE SE FOREM LER ISSO NÃO ME CRITIQUE AO ME VÊ, E QUE SE AINDA EU EXISTIR NUNCA ME PERGUNTE O PORQUE, POIS NÃO SABEREI RESPONDER E O QUE MAS FAÇO É TENTAR SOBREVIVER CADA DIA....
Hoje na minha noite de domingo ao olhar as estrelas eu venho a pensar como estou confusa então volto a escrever. Escuto risos no meio das pessoas , mas não encontro o meu, não sei o que acontece com minha cabeça me sinto tão confusa, as pessoas acham que sou chata em ser assim , me sinto uma tremenda idiota. Porque lutamos por nossos ideais onde o sofrimento prevalece. Eu não quero dizer que sou infeliz, mas eu não sei quero fugir me desligar de tudo e todos, mas também tenho medo da solidão e deve ser por isso que choro todas as noites quando chego do trabalho ou quando estou nele. Eu sei que me falta algo que não encontrei ou se encontrei não sei como expor. As vezes tenho erros , mas sou feita de carne e osso , mas talvez o meu errro é ter medo de errar. Cresci com outros pensamentos, com outras atitudes, com forma de enchegar de maneira em que a vida pode ser linda só basta acreditar, igual a um conto de fada, eu imagino e entro nas minhas ilusões, confesso para fugir um pouco da minha realidade. Eu não sei se será pra sempre tenho medo minhas lágrimas estão secando, me sensibilidade vai ficando de lado e eu vou fugindo de mim aos poucos. Será que é tão complicado viver, será que sou tão inútil assim que me desfaço de alegrias para não enxergar a minha verdadeira solidão, porque é tão fácil olhar e dizer que tenho que superar se nem ao menos tento. Me considero anormal, tenho momneto de disturbios emocionais e poucos percebem, na minha mente gira vozes nas minhas noites gritando para eu me matar, eu luto para não ouvir, deve ser por isso que meus sonhos são estranhos ou melhor dizendo pesadelos. Mas mesmo assim não demostrou a minha fraqueza. Confesso que não está sendo nada fácil que meus choros podem ser evitados, mas não sei como. Hoje estou desesperada, mas tenho que dormir e não conssigo. Sei que tenho que no minimo tentar compreender, mas sempre eu. Sinceramente eu não sei , não sei mesmo eu queria está distante, mas no mesmo tempo me pqgo querendo está perto é como se me puxasse do abismo no qual insisto em ir. Se algum dia alguem ler isso talves nem entenderá o que se passa ou me chamaria de louca. Mas te digo nem ao menos sei onde me caixo. Só sei que insisto viver nesta angustia nem sei porque. Estou no quarto na escuridão onde tenho medo em está, sem ventilação e ao meu lado está a pessoa que amo e uqe se hoje não fiz nada que me afetasse foi por causa dele, nele que penso quando me desespero e ainda resolvi em mim acalmar, mas não sei por quanto tempo irei aguentar, eu não sei esta voz em minha mente aumenta cada noite e ninguém sabe e sei que ninguem compreenderia se eu contasse ou então iriam me olhar com diferença.hoje só não queria está aqui agora tentando dormir sem nenhuma vontade, queria poder sair e não saber que horas iria voltar. É tanto querer que nem tenho ceteza se um dia quis realmente o queria. Tinha parado um tempo em escrever achei que já não precisava, mas aqui estou sem ninguém com paciência em me ouvir, sem ninguém ao menos interessado em saber o que passa na minha cabeça, acham que sou completamente normal. Mas não talvez eu nem saíba se amanhã retonarei para a casa em que me abrigo, na familia em que me cerca, nos pensamentos distintos dos meus, mas sei que haja o que houver eu amo todos. É como se aqui deixo escrito pela última vez o meu desabafo de uma noite incompleta de um sonho deixado de sonhar de um sorriso deixado de existir e até mesmo da ultima lágrima deixado de cair. Enfim se hoje ou em algum momento essa voz me presseguir novamente na minha ida ao trabalho ou na minha volta a casa e não retorna deixarei claro que se foi assim que erá pra ser, lembre de uma louca escritora que tinha seus conceitos, mas o seu maior defeito for amar de mais. Deixo com vocês na mente a memoria de mais uma essoa que cumpri seu caminho na esperança de um dia melhor, Menininho eu amo tanto quando em algum momento se sentir raiva de você , foi medo de te perder de não poder olhar pra você e vê que meus olhos brilham ao encontro do seu que meu coração acelera na sua chegada e que treme quando você tem que ir em dirção contraria da minha, eu sou grata a todos que estevem ao meu lado e aqueles que nem chegará a me conhecer, digo que se está escrito é porque não guardo magoa. Eu tenho a plena certeza que não seria a pior mãe e nem a pior profissional. Simplesmente eu seria EU apenas. Assim como dito farei do meu coração sangrento uma base da minha felicidade. THAILANA OLIVEIRA SOUZA.
DOÍ TANTO QUE PRECISAVA PUBLICAR
PEÇO QUE SE FOREM LER ISSO NÃO ME CRÍTIQUE AO ME VÊ, E QUE SE AINDA EU EXISTIR NUNCA ME PERGUNTE O PORQUE, POIS NÃO SABEREI RESPONDER E O QUE MAS FAÇO É TENTAR SOBREVIVER CADA DIA....
Hoje na minha noite de domingo ao olhar as estrelas eu venho a pensar como estou confusa então volto a escrever. Escuto risos no meio das pessoas , mas não encontro o meu, não sei o que acontece com minha cabeça me sinto tão confusa, as pessoas acham que sou chata em ser assim , me sinto uma tremenda idiota. Porque lutamos por nossos ideais onde o sofrimento prevalece. Eu não quero dizer que sou infeliz, mas eu não sei quero fugir me desligar de tudo e todos, mas também tenho medo da solidão e deve ser por isso que choro todas as noites quando chego do trabalho ou quando estou nele. Eu sei que me falta algo que não encontrei ou se encontrei não sei como expor. As vezes tenho erros , mas sou feita de carne e osso , mas talvez o meu errro é ter medo de errar. Cresci com outros pensamentos, com outras atitudes, com forma de enchegar de maneira em que a vida pode ser linda só basta acreditar, igual a um conto de fada, eu imagino e entro nas minhas ilusões, confesso para fugir um pouco da minha realidade. Eu não sei se será pra sempre tenho medo minhas lágrimas estão secando, me sensibilidade vai ficando de lado e eu vou fugindo de mim aos poucos. Será que é tão complicado viver, será que sou tão inútil assim que me desfaço de alegrias para não enxergar a minha verdadeira solidão, porque é tão fácil olhar e dizer que tenho que superar se nem ao menos tento. Me considero anormal, tenho momneto de disturbios emocionais e poucos percebem, na minha mente gira vozes nas minhas noites gritando para eu me matar, eu luto para não ouvir, deve ser por isso que meus sonhos são estranhos ou melhor dizendo pesadelos. Mas mesmo assim não demostrou a minha fraqueza. Confesso que não está sendo nada fácil que meus choros podem ser evitados, mas não sei como. Hoje estou desesperada, mas tenho que dormir e não conssigo. Sei que tenho que no minimo tentar compreender, mas sempre eu. Sinceramente eu não sei , não sei mesmo eu queria está distante, mas no mesmo tempo me pqgo querendo está perto é como se me puxasse do abismo no qual insisto em ir. Se algum dia alguem ler isso talves nem entenderá o que se passa ou me chamaria de louca. Mas te digo nem ao menos sei onde me caixo. Só sei que insisto viver nesta angustia nem sei porque. Estou no quarto na escuridão onde tenho medo em está, sem ventilação e ao meu lado está a pessoa que amo e uqe se hoje não fiz nada que me afetasse foi por causa dele, nele que penso quando me desespero e ainda resolvi em mim acalmar, mas não sei por quanto tempo irei aguentar, eu não sei esta voz em minha mente aumenta cada noite e ninguém sabe e sei que ninguem compreenderia se eu contasse ou então iriam me olhar com diferença.hoje só não queria está aqui agora tentando dormir sem nenhuma vontade, queria poder sair e não saber que horas iria voltar. É tanto querer que nem tenho ceteza se um dia quis realmente o queria. Tinha parado um tempo em escrever achei que já não precisava, mas aqui estou sem ninguém com paciência em me ouvir, sem ninguém ao menos interessado em saber o que passa na minha cabeça, acham que sou completamente normal. Mas não talvez eu nem saíba se amanhã retonarei para a casa em que me abrigo, na familia em que me cerca, nos pensamentos distintos dos meus, mas sei que haja o que houver eu amo todos. É como se aqui deixo escrito pela última vez o meu desabafo de uma noite incompleta de um sonho deixado de sonhar de um sorriso deixado de existir e até mesmo da ultima lágrima deixado de cair. Enfim se hoje ou em algum momento essa voz me presseguir novamente na minha ida ao trabalho ou na minha volta a casa e não retorna deixarei claro que se foi assim que erá pra ser, lembre de uma louca escritora que tinha seus conceitos, mas o seu maior defeito for amar de mais. Deixo com vocês na mente a memoria de mais uma essoa que cumpri seu caminho na esperança de um dia melhor, Menininho eu amo tanto quando em algum momento se sentir raiva de você , foi medo de te perder de não poder olhar pra você e vê que meus olhos brilham ao encontro do seu que meu coração acelera na sua chegada e que treme quando você tem que ir em dirção contraria da minha, eu sou grata a todos que estevem ao meu lado e aqueles que nem chegará a me conhecer, digo que se está escrito é porque não guardo magoa. Eu tenho a plena certeza que não seria a pior mãe e nem a pior profissional. Simplesmente eu seria EU apenas. Assim como dito farei do meu coração sangrento uma base da minha felicidade. THAILANA OLIVEIRA SOUZA.
IMPLICAÇÕES PSICOSSOMÁTICAS CAUSADAS NAS CRIANÇAS, PELOS PAIS E FAMILIARES.
RESUMO O objetivo do presente trabalho foi o de eliminar a relação existente entre a doença do bebê e os processos inconscientes da mãe. Para tanto, procurou-se realizar um levantamento teórico acerca da noção de corpo em psicanálise e da constituição do sujeito a partir do referencial de Jacques Lacan, de Françoise Dolto e de W.D. Winnicott, estabelecendo um paralelo entre eles. Foram pesquisados também os mecanismo psíquicos envolvidos na relação mãe – bebê, enfocando-se os processos de repetição, transmissão, o conceito de pulsão e a incidência do real no corpo do bebê, com o objetivo de delinear uma correlação entre os aspectos do inconsciente materno e o adoecimento do bebê. A pesquisa desenvolvida a partir de um estudo de caso indicou existir um paralelo possível entre os teóricos acima citados e a importância de uma escuta psicanalítica nos espaços onde são recebidos esses bebês adoecidos acompanhados de suas mães. Conclui-se que adoecimento dos bebês deve ser pensado levando-se em consideração a mãe como um sujeito de inconsciente, um corpo constituído a partir da linguagem e, portanto, afetado pelo significante. Palavra – chaves: Pulsão, corpo e relação mãe – bebê. SUMÁRIO 1 – Introdução 05 2 – O Corpo em Psicanálise 10 3 – O Bebê: Sujeito ou Objeto? 13 4 – Quando o Bebê Adoece 17 5 – A Pulsão 21 6 – Casos Clínicos 27 6.1 – Sobre o pequeno Matheus 27 6.2 – Sobre a Mãe Amanda, a gravidez e as repercussões psíquicas 27 6.3 – Sobre o parto 29 6.4 – Da elaboração do luto á possibilidade de vida 29 7 – Considerações Finais 32 8 – Referências Bibliográficas 34 INTRODUÇÃO O presente trabalho deve-se a questionamentos feitos por mim durante o curso de “Formação em Psicanálise Clinica” – no sentido de elucidar duvidas quanto aos bebês prematuros. A referencia ao termo “Prematuro” além de me referir ás questões da prematuridade biológica, reporta-se também a prematuridade psíquica, no sentido da impossibilidade de o bebê expressar o que sente sua dor, e o seu incômodo. No inicio as minha duvidas voltavam-se para questões de ordem prática, relativa a esse “saber fazer” psicanálise com aqueles que suas condições biológicas e cognitivas que não lhes permitem o curso da fala, pois sabemos que a psicanálise tem como instrumento principal de trabalho a fala e o discurso. Para Dolto (1987) a palavra tem um caráter de liberdade, a linguagem é o que existe de “mais germinativo, de mais inseminados no coração e no simbolismo do ser humano que nasce”, pois somos seres concebidos na linguagem e á função simbólica é fundadora do ser humano (Dolto, apud LEDOUX, 1991, p.70). Na teoria psicanalítica privilegiam-se os sentidos únicos, próprios de cada sujeito, e adquiridos no processo de subjetivação, mas segundo Queiroz os bebês ainda não podem ser considerados como sujeito por ainda estarem na condição de objeto do desejo materno (Queiroz, 2000, p.142). Como seria, então, a psicanálise com os bebês se eles não falam? Como operar a partir da cadeia de significantes introduzida pó Lacan nessas condições? De acordo com Dias, um bebê é algo dito a partir de quem o olha (Dias, 2000.p.151), a partir do olhar da mãe, ou de outro cuidador mais presente, o bebê será incluído na cadeia de significantes, expressão criada por Lacan a partir da inversão da teoria lingüística de Saussure. No meu estagio, do curso de formação em Psicanálise clínica, comecei a atender varias crianças, e na entrevista com as mães, e a cada mãe entrevistada era uma historia diferente contada, elas se mostravam ansiosas, preocupadas, dizendo ter me procurado buscando ajuda no sentido de querer orientações a fim de lidar com aquela criança tão diferente das sonhadas, idealizadas, que seriam tudo aquilo que os pais não puderam ser. O confronto dos pais com essas crianças tão diferentes daquelas sonhadas, era sempre carregado de uma sensação de estranheza e isso por vez dificultava o processo de reconhecimento desses filhos, foi assim que deparei com família que tinham vários tipos de conflitos possíveis e daí quis buscar explicações na mais tenra idade, ou seja, no bebê que é o começo de tudo. Em sua maioria, os casos traziam a tona repetições, em se tratando desse conceito, Freud nos traz, em “Recordar, repetir e elaborar”, que a compulsão a repetição é decorrente da dificuldade do paciente em recordar determinado material que está reprimido, quando não recorda, o paciente expõe o conteúdo esquecido pela via da repetição, e por esta razão, repete-se sem se dar conta, visto que se trata de algo inocente que irrompe na consciência (Freud, 1914, V, XII). Para Freud a repetição é uma transferência do passado esquecido, não apenas para o analista, mas também para todos os outros aspectos de situação atual (Freud, 1914, V, XII, p.a. 66). Dessa forma, quanto maior fosse a resistência, mais intensa a necessidade de atuação, em detrimento do recordar consciente. Se a resistência se dá por que há algo que não pode ser lembrado, poderíamos pensar em uma resistência proveniente de mãe, da família? Poderíamos pensar, então, que as questões não elaboradas da mãe, portanto, repetidas, atuadas, estariam afetando o bebê, sob a forma de um problema de saúde? Sabe-se que o nascimento de um filho suscita uma serie de questões no casal parental porque o remete ao tempo em que era criança e ao tipo de relação que mantinham com os próprios pais, isso até da pelo fato que estes vêem no filho a possibilidade de uma realização narcísica. (Freud, 1914) afirma que a relação entre pais e filhos é marcada pelo renascimento do narcisismo parental, o que justifica todo e qualquer esforço dos pais em função da felicidade dos filhos. Assim sendo, “a criança concretizará os sonhos dourados que os pais jamais realizaram, o menino se tornará um grande homem e um herói em lugar do pai, e a menina se casará com um príncipe como compensação para sua mãe (Freud, 1914, V, XII, p. 9,98). No entanto, a realização do narcisismo parental encontra-se, em alguns casos, abalada, quando recebe um filho prematuro, ou com algum, mas dificuldade motora, cognitiva ou alguma doença em seu corpo. Em algumas situações, o investimento libidinal neste filho mostra-se comprometido, o que reenvia os pais ao encontro com suas feridas narcísicas. A hipótese deste trabalho é a de que são as situações não elaboradas pelos próprios pais, sobretudo pela mãe, e pelos familiares que surgem como sintomas orgânicos nos corpos dos bebês. O objetivo geral desta pesquisa é realizar um levantamento teórico a cerca da constituição do sujeito a partir do referencial de Lacan, Dalto e Winnicott, estabelecendo um paralelo entre eles, visando compreender a operação do adoecer do bebê a partir das questões maternas. Para tanto, é necessário que se compreenda os mecanismos psíquicos que estão envolvidos na relação mãe-bebê, enfocando os processos da repetição transmissão e através de um levantamento da noção do corpo na abordagem Lacaina. Uma vez que o sintoma do bebê pode está revelando a problemática materna, supõe-se que o sintoma orgânico pode se tornar um sintoma analítico, consequentemente e em decorrência da impossibilidade o bebê expressar, através de linguagem falada, a problemática familiar. Dessa forma, o discurso materno dirigido a uma escuta clinica, estando presente a transferência, aponta para a possibilidade do sintoma orgânico tornar-se sintoma analítico. O sintoma em psicanálise não é o mesmo sintoma médico que aponta para a presença de uma doença. O sintoma na concepção psicanalítica é uma das formações do inconsciente, e, nesse trabalho toarei o sintoma como formação do inconsciente materno. Segundo Quinet, o sintoma é uma forma de gozo do neurótico em se tratando do bebê em uma condição de proto-sujeito, de gozo pleno e desprovido de fala, o sintoma corporal parece adquirir essa características da formação do inconsciente, só que neste caso materno. A doença aparece supostamente, como uma resposta desse bebê, considerada em Dolto como m sujeito com plena capacidade de decidir e desejar, frente aos imperativos e desejos inconscientes dos pais (Dalton, apud, LEDOUX, 1991). Foi ao tornar conhecimento da presença desse pensamento na obra de Françoise Dolto que resolvi, então, pesquisar sobre o tema, posto que minhas construções teóricas até o momento estavam respaldadas na teoria Lacaniana, que não concebia o bebê como um sujeito desejante. Os trabalhos de Dolto foram para mim mais um motivo de questionamentos, visto que essa autora trabalha de um modo muito peculiar com os bebês e os percebe de uma forma bastante diferenciada. Para desenvolver esta pesquisa organizei os capítulos de forma que fosse possível dar um tratamento mais minucioso a questão do corpo, do adoecimento e da relação mãe-bebê. No primeiro capitulo o corpo em psicanálise a proposta é discutir o tema corpo á luz da psicanálise de bebês proposta por Dolto e a partir do ensino de Lacan. Para tanto, foram utilizados os enfoques médicos, psicanalítico e psicossomático. Uma breve investigação sobre a noção de corpo um descartes também foi realizada, visando dar uma maior amplitude ao tema em questão. No segundo capitulo, o bebê sujeito ou objeto?, São discutidas as noções de sujeito em Dolto, Lacan e Winnicott, ilustrando-as com novas descobertas cientificas na tentativa de uma possível articulação entre essas teorias em um trabalho nesta clinica tão particular com “aqueles que não falam”. No terceiro capitulo, quando o bebê adoece... levanta a discussão sobre o sintoma orgânico da criança que se revela um sintoma analítico, apontando assim para as possíveis mensagens e verdades acerca na dinâmica psíquica materna ou do que há de sintomático no núcleo familiar. O conceito de pulsão é tomado no quarto capitulo. A pulsão, por ser considerado como um dos alicerces de teoria psicanalítica. Discutir a relação existente entre a pulsão, o corpo, a transmissão de elementos do inconsciente materno para o bebê e a própria doença, foi de fundamental importância para esta pesquisa, visto ser inviável conceber um corpo em gozo, sem erogeneidade, sem investimento libidinal. Para finalizar o trabalho, a discussão de um caso clinico visando um possível articulação entre a transmissão, o corpo, a pulsão e a doença orgânica como um sintoma analítico. O CORPO EM PSICANÁLISE O ser humano necessita de palavras devido ser de linguagem e precisa dela pois ela é importante na constituição do inocente. Nesse capitulo discutirei a questão corpo á luz da psicanálise de bebês proposta por Dalto e a partir do ensino de Lacan, mas antes é preciso compreender o que Descartes tem a dizer sobre a temática corpo, além disso, falar de corpo remete também a questões que guardam uma relação direta com o conceito de psicossomática. Segundo Descartes, o seu pensamento foi norteado pela ideia do corpo e da alma como substancias separadas que embora separados interagiam entre si, para ele o corpo ocupa um espaço e responde da mesma forma as leis da física se ele é feito de matéria física como as outras coisas presentes do mundo, a partir daí, formulou-se a noção de corpo como uma maquina que pode ser objetivado e explicado por meio da teoria mecanicista. A mente ficou reservado o caráter de algo sem extensão (DESCARTES,APUD, Carvalho 2000). Na década de 70, Sifneos e Nehemiah apresentaram o conceito de alxtimia que seria uma impossibilidade para reconhecer e nomear os próprios sentimentos (IBIDEM). As pesquisas realizadas serviam para provar que o permanente objetivo da associação sentida pelo homem entre estados corporais e momentos de vida. Engel e Medeiros associou situações de adoecimento a perdas, separações e a estados depressivos. Segundo Marty, pacientes reconhecidos como portadores de doenças somáticas tem uma fantástica empobrecida. Em particular eles sonham pouco e seus sonhos são realistas, eles repetem o que fizeram durante o dia, o que se passa na realidade. Se lhe sobrevém um acidente da existência, uma perda qualquer, luto, reage com uma doença somática, mais ou menos grave (Marty, 1988, apud Filho, 1999,p. 110). Filho (1999) afirma que, em se tratando de um fenômeno psicossomático, o que está em questão é o destino dado ao afeto, assim como na neurose o que está em jogo é o destino dado a representação, que não manteriam uma relação simbólica com a perda que é real, mas uma relação imaginaria, apontando que faltou ai uma medicação pelo discurso. Quiné afirma que “há algo no corpo que resiste a ser totalmente apreendido pela ciência, pois o corpo não esta desvinculando do inconsciente e da pulsão e seu real não corresponde ao real à ciência (Quiné, 2000, p. 121)”. Em suas formulações iniciais sobre o corpo, em 1946, Lacan afirmou que a prematuridade biológica positiva impulsionava o homem a um processo de maturação e era seguida por um momento em que a busca pela unidade do corpo se dava a partir da unidade da imagem. O corpo seria um organismo unificado pela imagem em um sistema de identificação e antecipação. Esse corpo é construído a partir do momento em que sua mãe em sua produção significante consegue textualizar as demandas do bebê a partir dos gestos e das ações do seu filho, posteriormente Lacan afirma que o despedaçamento do corpo não se dá pela falta prematuridade do ser humano, mas por um efeito de linguagem pulsional, no segundo momento, coloca o primado da linguagem no simbólico descartando a importância do imaginário na constituição do corpo o que é primordial é a fala, e da fala que surge o Desejo, e o corpo liga-se ao Desejo (Robertie, 1996, p. 262). Sabe-se que o bebê no sexto mês de gestação já tem a capacidade para ouvir a voz materna e paterna. Após a separação biológica dos corpos da mãe e do bebê, o intrincamento pulsional tem seu inicio e é o reconhecimento da voz materna que permitirá ao bebê uma sensação de continuidade. Para Vasse “fora da relação voz, o ouvido perde sua função estruturante” “VASSE, 1977, apude MOLINA”. Molina, afirma que quando a voz fala desde o outro materno, tem efeito “convocante”. Lacan pontua a partir de 53 que a fala é uma mediadora e que é pela barra do grande outro que se passa do simbólico ao real e assegura que “não há outro gozo senão do meu corpo, do próprio corpo” (LACAN, 1967, p. 266). Násio, afirma: O corpo pode ser contemplado de três pontos de vista: do ponto de vista real, temos o corpo sinônimo de gozo, do ponto de vista simbólico, temos o corpo significante: e, por fim, o corpo imaginário identificado como uma imagem externa e preenche que desperta o sentido num sujeito (NÁSIO, 1993, p. 151) Birman afirma: Seria então a incompletude do corpo e do sujeito que empurraria este de maneira fatal para os braços do outro, pois precisa desse outro de forma inapelável para experiência de satisfação e de gozo (BIRMAN, 199, p. 35). Sem duvida, pensar o corpo partindo dos três pontos de vista como nos coloca Lacan e reforça Násio, marcando pela linguagem e constituído partir do cuidado do outro, possibilita uma abordagem mais profunda dos fenômenos que acometem o corpo, viabilizando uma escuta analítica desse corpo e umas intervenções neste, pela palavra, incidindo sobre o inconsciente e sobre a historia de vida do sujeito. O BEBÊ: SUJEITO OU OBJETO Para ser psicanalista de bebê é preciso considerar cada criança, como um ser humano considera nos direito, capaz de ser autônomos em desejo bem antes de sê-lo na realidade sem imputar-lhe falta de experiência e incapacidade de falar por ser portador de palavras (no sentido concreto e figurado) psicanalista é um mediador da função simbólica sem a qual a vida não seria humana (ELIACHEFF, 1995, p. 144). Falar do trabalho com bebês é algo bastante instigante, visto que se trata de uma clinica bem particular, “com aqueles que não falam”. Neste capitulo a discussão será realidade visando um melhor entendimento das noções de sujeito, segundo Dolto, Lacan e Winnicott, para que dessa forma, possamos compreender se o adoecimento do bebê pode ser pensado como resposta deste aos imperativos maternos. A condição inicial do bebê é de prematuridade, tanto biológica quanto psíquica, pois o bebê não possui condições de se expressar diante do outro, dependendo fisicamente e psiquicamente para sobreviver, pois do outro para empreendê-lo. Segundo Lacan não se deve hesitar de reconhecer, uma deficiência biológica positiva e em considerar o homem como um animal de nascimento prematuro (LACAN, 2002, p. 27). Dessa forma é preciso a presença do outro que é a mãe devido a total dependência do bebê, uma vez que a mãe é o cuidador primordial ou alguém que exerça essa função que se faz presente contribuindo para a transmissão da linguagem. O bebê na condição de desamparo e angustia expressa suas necessidades, suas tensões fisiológicas através do grito e do choro e a possibilidade de maternagem da mãe que irá criar um espaço de significação desse grito/choro e dessa forma ela estará mediando tensões fisiológicas e linguagem desse bebê. Assim o sujeito se constitui pelo trabalho do outro, pela mediação de uma dependência da qual jamais se libertará. Isso porque mesmo que posteriormente o sujeito se torna possuidor de instrumentos para manejar melhor o excesso produzido pelas excitações, inexistentes nas suas origens, relativizando, pois, a sua absoluta dependência do outro, o fato de que a força pulsional seja uma força constante e continua recoloca o sujeito na condição de desamparo fundamental e de dependência ao outro (BIRMAN, 1999, p. 25). No que diz respeito a operação lógica da separação, o ser vivo encontra-se com a linguagem e passou a condição de sujeito a partir da atribuição de sentido aos significantes dados. Na separação uma falta é encontrada no outro e no intervalo de seu discurso estão as nuances do seu desejo. Winnicott (1956) vem nos falar sobre a “Preocupação Materna Primaria”, que seria um estado muito especial vivenciado pela mãe durante e no final da gravidez, quando esta é tomada de uma sensibilidade especial que permite a ela se colocar no lugar do bebê, e desse modo, responder as demandas do seu filho de forma plena (Winnicott, 1956), e afirma: Aqui ego equivale a um somatório de experiências. O eu individual tem como inicio um somatório de experiências tranqüilas, motilidade espontânea e sensações, retornos das atividades a quietude, e o estabelecimento da capacidade de esperar que haja recuperação depois das aniquilações; aniquilações das reações contra as intrusões do ambiente. Por esta razão, é necessário que o individuo tenha o seu inicio nesse ambiente especializado ao qual me referi com o titulo: a preocupação materna primaria (WINNICOTT, 1956, p. 405) Para proteger o vir-se-a-ser de seu bebê é necessário que a mãe esteja de alguma forma identificada com o filho, seja de forma consciente ou não. Para Dolto, já se pode pensar em sujeito desde o momento da fecundação, devido ao fato de que na própria fecundação já se manifesta um desejo, depois o bebê humano está inscrito no mundo da linguagem onde os seus significantes “genealógicos” já estão presentes e em funcionamento. E sabido que em Dolto a questão “sujeito o objeto” apresenta deslocada para os termos objeto ou fala. Tal questão situa-se dessa forma devido a grande importância que Dolto confere ao simbólico, sendo este um dos pontos que distanciou um pouco de Lacan, para quem o real adquire importância fundamental. Contudo, o desejo esta presente no bebê desde os primeiros momentos de vida e pode-se arriscar, até no útero ou mesmo no momento da fecundação. “sujeito não é nem o eu nem o individuo. Está a quem do cruzamento do tempo e do espaço. Acha-se presente desde o inicio, desde a concepção” (DOLTO, apud LEDOUX, 1991, P. 80). Na teoria freudiana não se fala em sujeito na vida intra uterina. Freud parte do pressuposto de que na gravidez a mãe ainda não é o objeto de amor do bebê, não se pode pensar em sujeito. De qualquer forma, ele afirma existir uma espécie de ‘continuidade’ entre a vida intra uterina e a vida pós natal, pois a mãe ainda continua a atender ás demandas do filho (FREUD, apud QUEIROZ, p. 144). No sexto mês de gestação, todos os sentidos dos bebês encontram-se em pleno funcionamento. Os sistemas cutâneo, olfativo, gustativo, vestibular, auditivo e visual tem os seus devidos receptores em quantidade suficiente. O bebê chora, quase sorri, sente gosto, cheiro, distingue claro e escuro e está pronto para ouvir as vozes dos pais suas discussões e as sensações maternas (MORCELLI, 2000). A partir dessas considerações e do que já foi assinalado anteriormente sobre a constituição do sujeito m Lacan, parece não ser possível pensar que um bebê esteja no mundo de forma passiva ou de que se tratava de uma pequena folha em branco na qual seriam feitas as primeiras marcas a partir do nascimento ou do processo de subjetivação. No texto ‘De que se trata... uma criança?’, Corriat alerta que Freud, ao falar de experiência de satisfação no Projeto para uma psicologia cientifica já considerava que as vivencias dos bebês deixavam registros mnemônicos, mas que, ao que tudo indica, houve um movimento por parte dos analistas de foracluir esses dados por se tratar de Freud num momento biologiscista (CORIAT, 1998). Parece existir aí um paralelo possível entre a atividade cientifica e a teoria psicanalítica, entre o que é tomado por alguns psicanalistas como construção ‘mítica’ de Freud e as circunstâncias reais dos bebês. Winnicott, Freud, Lacan, Dolto e porque não dizer, a ciência, apesar de divergirem em alguns pontos, oferece importantes contribuições para se pensar e intervir de forma precoce na relação mãe bebê, estabelecendo, a meu ver, uma relação de inclusão ou de complementaridade teórica e não de exclusão dos saberes. Partindo dessas considerações teóricas, poderíamos pensar que o adoecimento do bebê pode vir em respostas a ma intervenções não apropriada ou até mesmo a ausência desta por parte da mãe em relação ao seu filho? Uma vez que uma mãe tenha questões psíquicas a serem elaboradas, ela não poderia estar encontrando dificuldades para vivenciar a ‘loucura materna primaria’ de que nos fala Winnicott? QUANDO O BEBÊ ADOECE O sintoma é um marco da historia do sujeito, ele é mensagem histórica da alienação do sujeito ou significante do outro (Quinet, 2000, p. 130). A proposta deste trabalho é investigar a relação existente entre as pessoas vivencias existente entre as vivencias maternas, suas experiências, e a possibilidade de estas estarem sendo transmitidas ao bebê e de forma elas o afetariam. Como se daria esse processo? Esta questão surgiu a partir de um caso clinico, acompanhado numa vivencia real, onde uma questão não elaborada pela mãe parecia ressurgir no bebê a partir do adoecimento do infans e do seu sintoma orgânico, falando assim, na historia de vida da própria mãe. Mas não se trata apenas de um significante que retoma no corpo do bebê, há algo aí que aponta para uma transmissão. Este capitulo tem por objetivo buscar esclarecer como que algo da vivencia materna pode ser transmitido ao bebê. O sintoma da criança, seja ele orgânico ou não, traz indícios do que há de sintomático no núcleo familiar. De acordo com Lacan (1958), os sintomas infantis podem ser de dois tipos: aqueles que apontam para dificuldades na relação do par parental e aqueles que estão na relação da criança com a mãe. Quando se trata de uma criança que responde a desejo da mãe, tem-se uma criança que vem a funcionar como objeto a na fantasia da mãe. Lacan assinala que a criança nessa condição ‘satura o modo de falta’ (LACAN, 1998, p. 05). No processo da subjetivação, quando falha a medicação da função paterna encarnando a lei no desejo, a criança está vulnerável as capturas fantasmáticas da mãe. A criança passa a representar, na relação com a mãe, o objeto materno, e, consequentemente, o sintoma do bebe surge como revelador sobre a verdade do objeto materno. Desse modo, fica claro que ao ser capturado como objeto da mãe, a criança está submetida ao seu desejo e serve a mãe para ocultar a sua verdade. O sintoma somático, segundo Lacan, encaixa-se perfeitamente nesse jogo inconsciente do não sabido (Lacan, 1998). Ela (a criança) aliena em si todo o acesso possível da mãe a sua própria verdade, dando-lhe corpo, existência e, mesmo, exigência de ser protegida. O sintoma somático oferece o Maximo de garantia a esse desconhecimento; ele é fonte inexaurível, segundo os casos, a dar testemunho da culpabilidade, a servir de fetiche, a encarnar uma recusa primordial (Lacan, 1998, p. 05). Em se tratando do bebês, cuja manifestação subjetiva se dá em grande parte através do corpo, pela falta de um significante que possa ser dito, ele encarna, no sentido literal da palavra, aquilo que não pode ser dito de outra forma. O adoecimento do bebê e sua captura pelo fantasma materno fazem ressurgir elementos de experiência materna em algum nível recalcado. Seria o sintoma orgânico do bebê a falha no processo de recalcamento materno? Para Dolto, na estrutura do não dito estão as vivencias traumáticas, fantasias e sentimentos. Por isso ela ter persistido na ideia de que: Nas atualizações, na canalização dos significantes através da genealogia, é o por isso está convencida da possibilidade de revisá-los e, desse modo, livrar o sujeito de uma maldição de um não dito que remonte a duas gerações. Há algo na historia familiar, um fato desconhecido que consegue inscrever-se no corpo de um descendente (Dolto, apud, Ledoux, 1991, p. 73). A clinica com bebês deve levar em conta, então os diversos lugares que o imaginário parental coloca o pequeno infans. A doença de o bebê estar ligada ao material que fugiu ao processo de recalque materno, uma vês que é próprio do inconsciente o movimento de expressar-se fazer trabalhar o sujeito naquilo que ele tem de mais peculiar, a saber, o sintoma e sua forma de gozo. A transmissão na relação mãe bebê se da a todo instante, principalmente durante os cuidados alimentares e higiênicos, momento em que um ‘bife com olhos’ (KUPFER) começa a ter seu corpo transformado, ou melhor, errogeneizado pelo toque materno, constituído em corpo no sentido psicanalítico que foi abordado anteriormente. Não se pode pensar um se humano que não esteja submetido á sedução que está presente no momento da maternagem. Freud afirma que: A relação de uma criança com quem quer que seja responsável por seu cuidado proporciona-lhe uma fonte infindável de excitação sexual e de satisfação de suas zonas erógenas. Isso é especialmente verdadeiro, já que pessoa que cuida dela, que afinal de contas, em geral é sua mãe, olha-a com sentimentos que se originam de sua própria vida sexual: ela a acaricia, beija-á, em bala-a e muito claramente a trata como um substituto de um objeto sexual completo (Freud, 1905, apud Garcia - Roza, 2002, p. 95/96). Entendo a transmissão como um modo de apropriação pelo sujeito de algo já existente, mas em construção. Segundo Ferreira, transmissão significa: 1. Ato ou efeito de transmitir (se), 2. Transferência (de coisa, direito ou obrigação). 3. Instrumento para transmitir movimento. 4. “Trabalho efetuado por um transmissor radiofusor ou telegráfico” (FERREIRA, 19988). Transmitir significa ‘1. Mandar de um lugar para outro, ou de uma pessoa para outra: expedir. 2. Fazer passar, ou dum possuidor ou detentor, para outro transmitir. 3. Deixar passar além, conduzir. 4. Comunicar por contágio. 5. Noticiar. P. 6. V. difundir’. (FERREIRA, 1988). Segundo Jerusalinky, transmitir significa operar de modo que o outro se aproprie de algo que já está feito (Jerusalinky, apud Dias, 2001, p. 150). Eliacheff (1993) parte do pressuposto de que os bebês, a partir da linguagem orgânica, expressam mal estar da relação com a mãe e que essa linguagem só é orgânica por não poder ser linguagem falada. De acordo com ela, o analista pode colocar-se de forma aberta a ouvir o que o organismo tem a dizer, da mesma forma como se dá escuta a um adulto em analise, visto se tratar, em ambos os casos, de um efeito do inconsciente. O trabalho psicanalítico com os bebês, na visão de Eliacheff, é comparável as legendas dos filmes estrangeiros no cinema (Eliacheff, 1993). ‘podemos ouvir o funcionamento do organismo como ouvimos as palavras de um analisando ou a produção gráfica de uma criança; são efeitos do inconsciente de quem as produz, referentes a experiência do sujeito’ (Eliacheff, 1993, p. 17/18). Segundo Eliacheff, o sintoma do bebê é produzido não só porque o bebê não tem como expressar verbalmente o que sente, mas também por falta de um processo de simbolização, de ter um outro que lhe coloque em palavras seu sofrimento e dados sobre sua historia de vida. As palavras são dirigidas diretamente a ele, designam-no como sujeito e oferecem-lhe a possibilidade de habilitar seu corpo: não se consolar e muito menos de reparar, mas de simbolizar o sofrimento reordenado sua historia, de modo que a criança tenha assegurado sua identidade através de sua origem e possa assumir as suas prerrogativas de sujeito. Não se trata de tocar a criança, mas apenas de falar com ela (Dolto, 1985, apud Eliacheff, 1993,9. 18). Percebe-se nesta citação de Eliacheff uma noção próxima da noção trazida por Dolto, a saber, a de um bebê como sujeito do desejo. Para ela, o sintoma do bebê não deve ser tomado como um sintoma da dinâmica do casal parental, mas como sintoma de um sujeito. PULSÃO Enfim, o sexual e a pulsão, enquanto como repetições revelam a presença inquietante de algo que se impõe e que se apossam do sujeito como algo mais forte do que ele (Birman, 1999, p. 39) Consideramos que a informação do circulo pulsional está em jogo quando se trata de discutir o relacionamento mãe bebê prematuro e adoecido, o presente capitulo tem como objetivo tentar uma articulação possível entre o conceito de pulsão a transmissão dos elementos constituintes do fantasma materno e a doença do bebê. Em 1915, na intenção de aprofundar-se no estudo do aparelho psíquico, considerando como aparelho de memória articulado a linguagem. Freud formulou a teoria das pulsões (trieb), apresentada no artigo “As pulsões e suas vicissitudes”. Os conceitos de pulsões e de recalque são tomados como alicerces na teoria psicanalítica e sem os quais toda a lógica freudiana perde o sentido. Para o presente trabalho discutir tais conceitos favorece o entendimento e uma visão dos processos de adoecimento, até porque a psicanálise interessa um corpo mais subjetivo que orgânico corpo de gozo, sexual e pulsional. Apesar de ser um conceito mítico, a pesquisa sobre pulsão foi de grande ajuda no esclarecimento das noções de corpo, recalque, adoecimento e sobre o próprio inconsciente. O conjunto de artigos que trata desses conceitos foi nomeado por Freud como ‘metapsicológicos’. Ao realizar essa pesquisa, Freud tinha como objetivo oferecer a psicanálise conceitos que a embasassem teoricamente, além de formular uma explicação mais cientifica dos processos psíquicos. A expressão metapsicologia surge para possibilitar essa descrição dos fenômenos psíquicos de forma mais cientifica. Para isso, aproximou-se da metafísica, da biologia e da fisiologia. Ao abordar a pulsão sob o ânulo da fisiologia, ele aproveitou o conceito de estimulo e deu inicio ao processo de construção do conceito de pulsão. Freud afirmou que a pulsão é um estimulo endossomatico que atinge a mente. Após essa breve investigação, Freud concebe a natureza das pulsões e desta Ca suas características tais como sua origem, fonte, finalidade e objeto. A pulsão tem sempre por finalidade a satisfação e pode-se inferir sua finalidade por meio da sua fonte. No entanto, a pulsão só pode ser conhecida através de uma representação (VORSTELLUNG),sendo que esta pode se dar através de uma ideia ou de um afeto (affekt). Ainda no texto acima citado, Freud não traz uma distinção entre a pulsão e o seu representante psíquico. É somente no texto ‘ O Inconsciente’, também de 1915, que o autor vem pontuar que a pulsão é um representante psíquico das forças orgânicas e estabelece a distinção entre o representante psíquico da pulsão, a pulsão como representado os estímulos somáticos no psiquismo, a ideia e o afeto. Sob o conceito de representante psíquico estão o representante ideativo e o afeto. Trata-se da representação psíquica da pulsão. A ideia ou o representante ideativo é o que representa a pulsão no psíquico, sendo, portanto, a pulsão uma exigência de trabalho ao psiquismo e o que dá composição ao inconsciente, sendo passível de recalque. O afeto é também um representante da pulsão no psiquismo e expressa a energia pulsional de forma qualitativa e quantitativa. O conceito de pulsão aparece, assim, situado entre mental e o somático como a representação dos estímulos endógenos nos aparelho psíquico. Se agora nos dedicarmos a considerar vida mental de um ponto de vista biológico, um instinto no aparecerá como sendo um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático, como o representante psíquico dos estímulos que se originam dentro do organismo e alcança a mente, como uma medida de exigência feita à mente no sentido de trabalhar em consequência de sua ligação com o corpo (Freud, 1915, p. 127). De acordo com Birman (1999), a pulsão é conceituada como algo que permite a presença do psiquismo no corpo, apontando que o material psíquico teria seu lugar no corpo, estaria imerso neste. O conceito de pulsão serviria para unificar o corpo e o psiquismo. Alem da definição do conceito de pulsão Freud descreve também algumas das vicissitudes por que passa a pulsão, sendo uma delas a repressão. No texto ‘As pulsões e sua vicissitudes’, Freud aponta alguns mecanismos de defesa em relação á pulsão, a saber, o recalque, no qual irei me deter a seguir, a sublimação, a reversão a seu oposto e o retorno em direção ao próprio eu do individuo. No processo de recalque, a pulsão encontra obstáculos que podem torná-la inoperante. Na medida em que a pulsão exige ser satisfeita, ela traz algo do prazer e do desprazer. Prazer no nível mais inconsciente e desprazer no nível mais consciente. A repressão surge no momento em que uma cisão se dá entre o registro consciente e inocente, como uma retirada de catexia. ‘a essência da repressão consiste simplesmente em afastar determinada coisa do consciente, mantendo-a a distancia’ (FREUD, 1915, pg. 152). Mas, neste processo, o que é reprimido é a ideia, ou seja, o representante psíquico ideativo. Uma vez que a ideia é submetida na algumas vicissitudes como, por exemplo, ser totalmente extinta, a quota de afeto não pode ser recalcado, visto que não tem acesso ao inconsciente, a na ser que esteja conectada a outra ideia, ‘Limitando nossas observações ao efeito da repressão sobre a parcela ideacional do representante, descobrimos que, via de regra, ele cria uma formação substitutiva’; (Freud, 1915, pg. 158). Ainda sobre isso, Freud afirma que tais formações substitutivas trazem a marca da falha no processo de repressão e que podemos pensá-las como um retorno do reprimido. A questão que norteou esta pesquisa gira em torno da hipótese de que no processo de formação do circulo pulsional a mãe estaria transmitindo a seu bebê elementos não elaborados de sua historia de vida e que estes culminariam em doença no bebê. Para tentar responder a este questionamento é importante que uma discussão breve acerca do círculo pulsional seja realizada. Ao tentar descrever a formação do circulo pulsional, Freud serviu-se de dois conceitos: o de instinto e o de pulsão. De acordo com ele, instinto é um comportamento hereditariamente adquirido que tem como objetivo principal a satisfação da necessidade, possuindo para isso um objeto especifico. No caso dos pequenos lactentes, a primeira mamada estaria servindo a satisfação dos impulsos orgânicos (mal estar físico), ou seja, á questão instintual. Ao ser amamentado, o bebê estaria sendo saciado nas suas necessidades orgânicas, mas haveria também outro nível de satisfação, que se poderia afirmar ser de caráter sexual. O comportamento de sucção possibilitaria a estimulação dos lábios e da língua, o que ocasionaria prazer. A satisfação do alimentar-se via comportamento instintual (sucção) viabilizará no que se refere a sua sexualidade, pois o comportamento instintivo serviria de apoio para instalação do circuito pulsional. Sobre isso Garcia – Roza afirma: O termo apoio designa precisamente essa relação primitiva da sexualidade como uma função ligada à conservação da vida, mas ao mesmo tempo assinala a distância entre essa função conservadora e a pulsão sexual. O objeto do instinto é o alimento, enquanto o objeto da pulsão sexual é o seio materno – um objeto, portanto, externo ao corpo (Garcia Roza, 2002, p. 100). A noção de apoio mostra-se, dessa forma, de fundamental importância para o entendimento da formação do circuito pulsional, visto que a pulsão sexual se apóia e em uma função de conservação da vida a partir de um desvio do instinto. O bebê ao ser amamentado instintivamente tem sua fome saciada, ao mesmo tempo em que os lábios são erotizados pelo seio materno. Mas o que significa ter o corpo errogeneizado? O corpo errogeneizado é o corpo arcado pela presença do outro e por seus significantes, marcado pela pulsão de vida ou pela pulsão sexual.. Em sua natureza desamparada, o ser humano, sem essa intervenção do outro que cuida esta falando a morte. De acordo com Birman (1999), o sujeito é constituído por meio da ação de um outro que sob a forma de um ‘agenciamento’ o retira do estado de ‘motilidade’ inicial. Birman (1999) afirma que a natureza humana tende originalmente a uma descarga total das excitações, almejando sempre o estado de nirvana, de quietude e de retorno a sua condição inanimada. Freud, em um segundo momento de teorização das pulsões, se utiliza muito do tema da morte e estabelece um novo dualismo pulsional, a saber, as pulsões de vida (de conservação) e as pulsões de morte (ou de destruição) Sobre as pulsões de morte ele coloca como sendo a tendência ativa do ser humano de retorno a um estado inanimado. O argumento de Freud é o de que a morte esta posta para o homem antes da vida e que a pulsão de vida é a responsável para mater. O homem nesse processo em direção a morte, mas de forma natural, sem a influencia de fatores externos. As pulsões de vida estariam posicionadas a fim de regular a pulsão de morte e não trabalhando contra ela (FREUD, 1920). De que forma, então, o sujeito passa dessa condição de motilidade para a condição de vida? Através da ação do outro na humanização, o ser vivo estaria submetido a esta operação de erogeneização, de delineamento pulsional, possibilitando ao homem passar da condição de apagamento da sua condição animada para um ‘vitalismo’ O trabalho de um outro regula a pulsão de morte pela pulsão de vida. De acordo com Birman, é por meio de erotismo que o sujeito uta, pleteia a completude corporal ‘ A incompletude corpórea e não suficiência do sujeito que queria a condição de possibilidade do erotismo (...) eu erotizo, logo sou incompleto’ (BIRBAM, 1999, p. 33). Jerusalinsky reforça esse pensamento lançado mão do conceito de ‘ permeabilidade biológica’, evidenciando que o corpo do bebê está aberto ao significante e é estruturado como o corpo erógeno a partir disso (JERUSALINSKY, 1989, apud Teperman, 2002). Assim, o outro intervém na vida do ser vivente realizando um trabalho de ‘ conjunção’ da força, do objeto e da representação, na constituição do circuito pulsional, erogeneizando o corpo. De acordo com Dolto, a fala verdadeira dirigida ao bebê adoecido e que lhe fala de seu drama impede que as pulsões de morte sejam mais fortes que as pulsões de vida e evitando-se, assim, que o bebê de entrada a um estado de perturbação e agravamento de sua condição (Dolto, 1999, apud Teperman, 2002). Uma vez que o sujeito é considerado como dependente e prematuro ao longo de sua vida, por estar sempre dependente de um agenciador do circuito pulsional, parece inevitável pensar então que o sujeito recebe do outro a vida. Por essa razão, Birman assinala de forma brilhante que a vida está na ordem da transmissão, quase como um dom que lhe foi ofertado. Se a problemática da divida simbólica se colocou de maneira peremptória no discurso Freudiano, isso se deve ao fato de que o reconhecimento da incapacidade do organismo para a vida o coloca numa posição de recebê-la do outro pelas sendas da erogeneidade. Com isso, contrai uma divida para com o outro, pois a vida não lhe foi absolutamente ofertada como uma dádiva da natureza ou de Deus, mas pela transmissão ou outro, com um dom (Birman, 1999, p. 24/25). A mãe que embala o bebê lhe transmite vida através de seus gestos e de suas palavras. E lhe transmite também um pouco de sua historia de vida, e desta vida que lhe foi doada por outro. Nas palavras de Birman, a transmissão da vida, pelas sendas d erogeneidade passaria pelo ato do outro, que com a operação do verbo realizaria uma ação conjugativa articulando os registros do sujeito e do objeto, pela ação e pelo verbo, a linguagem adviria como resultante maior do trabalho de conjugação conjuntiva realizada pelo outro, maneira pela qual o desamparo poderia ser manejado na condição humana (Birman, 1999, p. 26/27). CASO CLINICO ERA UMA VEZ UMA PRINCESA CHEIA DE SONHOS que conheceu um príncipe encantado e depois de um longo namoro casaram-se e na noite de núpcias o príncipe se transformou, tornou-se muito mau e a princesa na esperança de reconquistá-lo teve uma filha e o príncipe não mudava e a princesa alimentava o sonho que se tivesse um filho homem o príncipe quebraria o encanto e voltaria a ser o mesmo de antes e teve um filho homem, prematuro que prematuramente morreu, 27 anos depois nascia o pequeno Matheus, neto da princesa. SOBRE O PEQUENO MATHEUS Como seu tio, o pequeno Matheus também nasceu prematuro e com insuficiência respiratória o que o fez ficar internado na UTI do Hospital Santo Amaro por alguns dias, tendo que ficar sozinho pelo fato de sua mãe ter que deixar o hospital por ordem medica. SOBRE A MÃE AMANDA A GRAVIDEZ E AS REPERCUSSÕES PSÍQUICAS: Amanda, como sua mãe há anos esperava engravidar e, por isso, quase todos os meses acreditava estar grávida, descobrindo logo em seguida que era apenas um alarme falso... Até que um dia ‘ sem esperar’, engravidou! Amanda como a princesa de contos de fada, era sonhadora, amava muito a um rapaz a que queria para seu marido e pai de seus filhos, ficou muito feliz com a noticia que ia ser mãe, mas seu companheiro não atendeu a suas expectativas e por isso ela sentiu tamanha tristeza com a reação do companheiro que abandonou justificando que não estava preparado para ser pai, na verdade ele tinha um espírito aventureiro e durante todo o tempo o relacionamento dos dois era muito conturbado. Ela teve uma gravidez muito sozinha, chorava muito e só contava com o apoio da mãe que embora morando em casas separadas estava sempre do seu lado. Sua mãe foi contra seu relacionamento com o pai de Matheus, devido achá-lo leviano, irresponsável, não merecendo uma pessoa meiga e apaixonada como Amanda, por isso durante toda a gravidez ela se sentia sozinha por não poder falar sobre o assunto com sua mãe. Amanda era uma pessoa de classe media, de aparência tranquila diante do quadro clinico de seu bebê, tinha um relacionamento conturbado com seu pai separado há algum tempo de sua mãe devido a uma vivencia muito parecida com a sua e deu seu companheiro, a relação com o pai foi sempre marcada por divergências. A historia de Amanda e sua mãe eram muito parecidos, as duas amaram muito a dois rapazes que não mereciam, queriam muito ter filhos como continuidade dos amados, as duas tiveram filhos prematuros, aos quais puseram os mesmos nomes, o filho de sua mãe (seu irmão) morreu de um acidente de carro, o seu filho nasceu prematuro devido a um choque que teve com a noticia do falecimento do filho de sua madrinha (acidente de carro), seu irmão morreu de uma parada cardíaca. Matheus também ‘parava’ em seus braços quando era amamentado, e isso causava certo pavor em Amanda, e a sensação de nado pode fazer. A discussão na equipe medica sobre o caso do pequeno Matheus girava sempre em torno de um fator supostamente genético, no entanto, ao escutar Amanda, o que ficava evidente era o fato de que seu filho era muito ‘frágil’ e por esse motivo ele apresentava um quadro clinico tão delicado. Amanda desejava muito ter uma filha afirmava que tinha preferência por meninas por serem mais fortes, enquanto os meninos eram mais fracos, dizia também ter sonhado muito com bebê, mas não um bebê ‘frágil’ e com insuficiência cardíaca. Aparecem no discurso de Amanda elementos de rejeição assim como rejeição do pai ao não aceitar o filho ao saber que ela está grávida. Frágil e bebê com insuficiência cardíaca era esses os significante que utilizava pra falar de seu filho. Ao vê Matheus tomando por aparelhos apenas dizia ‘veja como ele é frágil’, e seguida o discurso apontava mais uma vez para não aceitação aquele filho que tinha no real de seu corpo, uma marca genealógica que fazia com que Amanda voltasse a pensar na condição de sua mãe (tão ligada a ela, e presente naquele e em todo momento de sua vida) que perdeu o filho e na sua condição da irmã que perdeu o irmão, nessa condição de identificação com Matheus, Amanda afirmava que sentia como se ela dependesse de Matheus para viver, não o contrario. SOBRE O PARTO O parto não transcorreu da forma que Amanda esperava, pois devido a algumas intecorrencias colocaram a vida de Matheus em risco, motivo que determinou a sua permanência por vários dias na UTI. DISCUSSÃO DO CASO: DA ELABORAÇÃO DO LUTO Á POSSIBILIDADE DE VIDA. O momento que antecede o parto é de fundamental importância para a mãe se tratar de um período de ajustamento e remanejamento psíquico. Durante a gravidez a mãe encontra-se em um estado especial de fusão e de narciso. Em algumas situações, percebe-se que a mãe encontra-se identificada com o seu bebê. A gestação é caracterizada como um período de regressão e marcada por um intenso investimento libidinal no corpo próprio e em relação ao bebê que se espera. De acordo com Recamier, ‘ a mulher vive neste período uma crise de identidade’ semelhante a crise vivenciada na adolescência (RACAMIER, 1961, apud CAMAROTTI, 2001, p. 51). Ele aponta que as características encontradas na adolescência são semelhantes as da gravidez, inclusive por suas manifestações físicas (corporais e hormonais) e psíquicas, tais como a representação de se mesmo e do esquema corporal ‘retomada dos conflitos infantis e dos sistemas defensivos anteriores organizado, grandes variações dos estados do ego, jogos complexos de identificações e mudanças de status social’ (RACAMIER, 1961, apud CAMAROTTI, 2001, p. 51). Para o presente caso é interessante notar que parte da mobilização emocional da mãe no período de internamento do filho se deve por um sentimento de perda relativo a adolescência, momento em que sua mãe perde um filho e consequentemente ela perde um irmão. Ao colocar-se como dependente de Matheus, Amanda assinala seu processo de identificação enquanto a filha a imago materna, que está associada a possibilidade de uma vida saudável, típica dos adolescentes. Não seria isso que Amanda desejaria para seu filho? Uma vida saudável, sem internações hospitalares? Um filho saudável? Mas, como intervir perante Matheus, se ele está tão identificado com essa condição de irmão que perdeu a mãe? A partir do momento em que se recorda a vivencia traumática, tem-se a possibilidade de compreendê-la a ressignifica-la, dando lhe outro caráter. O processo de recordar, repetir e elaborar é de suma importância para que Amanda possa cuidar de seu bebê, de sua subjetivação e subjetividade. Em sua experiência com bebês adoecidos, Eliachett (1993) aponta que os sintomas dos bebês os atingem justamente nas funções orgânicas que não necessitam de aprendizagem, como na respiração, digestão, no sistema imunológico, etc. sobre isso Birman (1999) afirma que os órgãos internos e a profundidade dos tecidos são transformados em zonas erogéneas assim como outras partes do corpo. São as funções orgânicas não apreendidas que se mostram fragilizadas em Matheus, como nos aponta Eliacheff. O sistema imunológico encontra-se rebaixado, a respiração também, esta dificultada e o coração para como o de seu tio... Era imprescindível que Amanda tivesse um espaço para colocar suas questões emocionais em relação a morte de seu irmão que a impedia de ser mãe. A partir da elaboração de um luto anterior ela poderia fazer o luto relativo a perda da criança idealizada. Em geral, o nascimento de um bebê saudável favorece o renascimento do narcisismo materno, o que tranqüiliza a mãe. No entanto, quando ocorre um nascimento, a relação mãe bebê corre um risco significativo. É importante, então, que o psicanalista possa contribuir favorecendo uma simbolização desse nascimento traumático, esse encontro com o real. De acordo com Mathelin, ‘uma simbolização deve poder ser possível para que os pais continuem a imaginar esse filho, para que ele não se torne para eles um pedaço de carne a ser reanimado, o objeto da medicina, e continue sendo uma criança, o filho deles’ (MATHELIN, 1999, p. 24). A compreensão do caso durante os atendimentos vem colaborar com o estudo realizado até o momento presente. Matheus respondia com seu corpo as questões de sua mãe, a saber, a repetição de um luto não elaborado, pela perda do irmão e na atualização, pelo filho cardiopatia e frágil. Matheus tentava, através de seus sintomas e de sua aparente fragilidade, denunciar para sua mãe a inversão dos papeis de mãe e de filho quando Amanda se colocava como dependente de seu bebê. Ao mesmo tempo, Matheus mostrava-se preso ao significante materno, tentando responder a esse imperativo de forma contraria e inversa, resistindo a todos os obstáculos que se superpunham a manutenção de sua vida, apontando aí para a existência de um sujeito desejante, ativo e com Possibilidade de ter suas expressões somáticas compreendidas. CONSIDERAÇÕES FINAIS As questões que me levaram a esta pesquisa surgiram da necessidade de explicações para vários casos clinico analisados por mim. Ao entrevistar várias mães e familiares de pacientes crianças percebir existir algo da ordem do não dito que permeava os discursos maternos afetando o corpo da criança desde bebês e que davam pleno sentido aos sintomas orgânicos apresentados pelos mesmos. Em geral, os sintomas apresentados pelas crianças faziam ressurgir antigas questões familiares, como se o adoecimento do bebê acionasse um dispositivo e trouxesse da infância materna as recordações, as impressões e todos os mal entendidos que não puderam ser esclarecidos no momento apropriado. Dessa forma, os materiais que surgiam no discurso materno reportavam as mães ao período em que elas próprias estavam na condição de filhas e apresentavam um caráter de repetição, no sentido de algo que não foi elaborado psiquicamente e que pedi por uma resolução. O caso cínico discutido neste trabalho é um exemplo dessa correlação em ter os sintomas do bebê e a historia de vida de sua mãe. Mas com isso seria possível? De que forma as experiências de vida da própria mãe, portanto únicas e intransferíveis, poderiam afetar o bebê? E a resposta deste ao sintoma materno não seria uma manifestação, uma tentativa de expressão? Não estaria ai apontando para um sujeito desejante? Para empreender esta pesquisa foram utilizados os referencias Lacan, Dolto e Winnicott, na tentativa de realizar um levantamento teórico com o objetivo de compreender a noção de sujeito para esses autores e para uma melhor circunscrição da noção de corpo em psicanálise. Sobre a noção de sujeito, algumas divergências foram observadas. Segundo Lacan, o bebê estaria numa condição inicial de alienação inicial de alienação/separação, que o situaria numa posição de objeto do desejo materno justificando o adoecimento, por parte do bebê, em função dos significantes e dos fantasmas maternos que o aprisionariam. Para ele, não se pode pensar um bebê recém nascido como um sujeito. Para Dolto a noção de sujeito já está posta desde a concepção e o desejo de nascer já seria uma escolha subjetiva por parte do bebê. Dessa forma, os bebês expressariam através da linguagem orgânica um posicionamento frente ao desejo materno, e por vez, uma resposta a este desejo tomado como um imperativo. Winnicott não trabalha com a noção de sujeito, mas utiliza o termo ego. Afirma que este se constitui por meio da relação com a mãe suficientemente boa. De fundamental importância para este trabalho foi esclarecer também o conceito de pulsão e articulá-lo ao processo de recalque e as características do inconsciente materno, para dessa forma verificar se uma falha no processo de recalque materno afetaria o bebê em seu corpo em um momento especial de formação do circuito pulsional. Até o presente momento acredito que a pesquisa foi de grande esclarecimento acerca dos fenômenos tratados, a saber, a repetição, a transmissão, o adoecimento e sua ligação ao fantasma materno. No entanto, em função desse estudo, surgiram outras questões que nos levaram a pensar na importância do significante dado pela manhã a partir de sua própria historia de vida e de suas identificações com o bebê, como um efeito mesmo da linguagem. Essa incidência do significante no corpo do bebê aponta inclusive para a importância de se pensar o sintoma orgânico como efeito de linguagem, ainda que não se considere o bebê como um sujeito, como nos diz Lacan. Sujeito ou não, o bebê esta inserido na linguagem e sofre suas intervenções, expressando-as da forma como pode, através do corpo. Assim, vale apontar a importância de uma escuta psicanalítica em espaços onde o ser humano esta em constituição, como nos hospitais onde os seus sintomas orgânicos são lidos de forma medica, relegando a um segundo plano uma escuta do corpo como afetado pelo significante. REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS Birman,Joel. A Dádiva e o outro. Sobre o conceito de desamparo no discurso freudiano. In PHYSIS: Revista saúde coletiva, Rio de Janeiro, ano 9, n.2 p. 09- 30, 1999. CARVALHO, M.E.E. A dúvida de descartes. In Revista Insight, São Paulo, agosto de 2000. CORIAT, Elsa. De que se trata... Uma Criança? In: USP, Estilo da Clinica. 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SINDROME DOS 20 E POUCOS ANOS
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…
Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido.
Autor desconhecido
Dupla de puro SUCESSO
TWD messes with everyone, I just hope they know what they are doing. inadimisivel it would start a story and in the end finished gibberish, probably as some things have changed from what was written in the box I hope it continues. not to change the whole context but know cocisa make a decision that will not shake the public since it is the main target.
Rick should the chance to Carol up because she was never a threat, the situation tranformou her that Rick was, after all was just saying that it has always considered, because she would die and then eat the other or continue through this flu inexplicable until then. hopefully enough that he resume his thoughts and see that there is not a game of qutão sobrvivência because there is no life but survivors willing to try a few more miniutos alive. Daryl've seen back when they will not pay it will not accept Rick have taken Carol Group, the simple reason that anyone could do.