Day 6
Venha cá... Vou lhe contar uma história (verdadeira ou fictícia?) Isso depende de você acreditar. Estava um dia nublado cinza para o mais escuro possível. O céu se desdobrava entre esses tons até o alcance do chão. Pensei então em ir de encontro com o acaso. Deixei tudo no apartamento. Não seria eu o primeiro a levar as coisas ruins que deixo naquele lugar fúnebre. A perfeição imperfeita da cidade me encantava. Peguei o primeiro ônibus que passava enfrente do prédio. O destino era incerto, pois não notei para onde ia. Sentei ao lado de um moço com um casaco enorme que o cobria do pescoço até os pés. Apenas escapava lhe os dedos e a cabeça. Suas unhas eram pretas. Não era um fato que me estranhava, mas me aguçou a curiosidade. Pensei em perguntar, e ele se adiantou dizendo que aquelas unhas significavam liberdade. Não pude conceber como algo tão simples poderia ser tão banal para maioria das pessoas. Aquele dia era meu aniversário e sempre chovia. Foi nesse momento que o céu encontrou a terra. E sua agressividade, causava me certo temor. O moço de aproximadamente 2 décadas completou perder a liberdade deveria seu maior temor. Pedi para que me explicasse o real significado daquelas unhas. Foi num dia chuvoso como aquele em que seu dia de nascimento resolveu que tomaria as rédeas de sua vida. (Parece uma história que eu já ouvi antes) e pode ser mesmo, mas espere até o fim. mesmo que seu ápice não se dê na conclusão. Ele decidiu mandar mensagem para todos amigos, sem convites, nem agradecimentos ou afetuosidade. Diz uma simples frase: Receio estar bem próximo. Não teria sentido para ninguém, somente para si. Saiu de casa com todos os itens de sua lista essencial: fones, celular, uma blusa de frio e um óculos de sol. Sabia exatamente para onde ir. O parque. Pegou um ônibus que passava perto, precisou andar um pouco até chegar embaixo da uma árvores pequena com galhos retorcidos. Lá estava uma caixa semi enterrada com papéis e uma chave. Cada papel dizia uma instrução de como sair da armadilha de viver no passado.











