(flashback)
Não seria tão mais fácil se a verdade fosse aquilo que seu coração tão rápida e desesperadamente queria acreditar? Ao ouvir a primeira parte da resposta de Frank, uma parte de si quis tanto acreditar que talvez, só talvez, ele fosse capaz de a ver como algo mais que uma amiga ou irmãzinha, mas o restante das palavras que ele despejou foi suficiente para desmanchar toda e qualquer esperança. “Talvez seja a hora de eu me tornar como você e o restante das pessoas normais e ter a minha própria lista.” Comentou, tentando soar animada para convencer a si mesma. Soava como um bom plano quando a alternativa era passar a vida toda esperando por aguém que era de qualquer uma mas não seu.
Queria protestar. Queria dizer-lhe que ela não deveria fazer isso que, no fim, cada corpo na cama dela só lhe iria relembrar aquilo que ela sempre desejara e nunca conseguiria ter. Mas tudo o que pode fazer foi morder o interior de sua bochecha, sabendo que estava projetando seus próprios problemas nela. Mais tarde ou mais cedo, ela arrumaria alguém, alguém que a merecesse. Tudo o que Frank podia agradecer é que, de momento, ela parecia não querer algo mais que temporário, talvez por tempo suficiente para que o Delvecchio se pudesse habituar a ideia de a ter de partilhar com alguém. — Desde que isso te faça feliz... Acho que você merece melhor que isso, mas estarei sempre aqui para acabar com a raça dos que magoarem. — Forçou um sorriso, tentando manter o tom de brincadeira em sua voz.









